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Cooperativas facilitam inclusão no mercado de trabalho
 
08/08/2017
 

Só no primeiro trimestre de 2017, o Brasil registrou um total de 14,2 milhões de desempregados. Para alguns setores, como o de nutrição, há oportunidades, porém, a contratação de profissionais como pessoa física é mais difícil pelas altas despesas geradas para as empresas. A nutricionista Josiane Pompeu sentia a mesma dificuldade, até que se uniu a mais 23 colegas de profissão que constituíram a Cooperativa dos Nutricionistas do Estado do Pará (Uninutri). O cooperativismo é uma das opções mais vantajosas para a organização formal dos trabalhadores por ser um empreendedorismo solidário. O segmento se reúne amanhã (09) e na quinta (10) para discutir estratégias para o setor no Hotel Tulip Inn.

“Com o mercado em crise, essa é uma alternativa mais rentável e, para o profissional, amplia a possibilidade de trabalho, atuando não apenas em uma área. Além disso, por ser uma cooperativa, nós dividimos as responsabilidades. Todos são donos da cooperativa, os encargos são menores para os cooperados em relação a emissão de nota fiscal. Temos autonomia de espaço, estamos unidos para comprar equipamento, material de trabalho. É mais fácil você fazer isso em comum do que individualmente”, afirma Josiane, que é a presidente da cooperativa.

Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará OCB/PA, Erandes Raiol, o cooperativismo é uma boa opção tanto para os empregadores quanto para os próprios profissionais. “Quando as empresas assinam a carteira, são incluídos vários encargos trabalhistas e a contratação fica muito cara. Ao se contratar uma pessoa jurídica como prestação de serviço, a carga tributária do empregador é aliviada e o contrato se torna mais atrativo. O empregador pode ter a certeza da mesma qualidade profissional, sendo que com uma parceria mais madura. Traz uma segurança maior para quem emprega”.

As cooperativas do ramo trabalho são um segmento que vem crescendo no Estado. Atualmente, o Ramo Trabalho no Estado do Pará está representado por 27 cooperativas registradas no Sistema OCB/PA, correspondendo ao percentual de 15,51% do total das registradas. Com respeito à percepção de mercado, elas atuam nos mais variados segmentos como: autoescola, fabricação de conservas, educação ambiental, corte e costura, serviços gerais e manutenção, juntamente com coleta coletiva/ reciclagem sendo os segmentos de maior participação no Ramo.

O cooperativismo também foi o caminho que internas do Centro de Recuperação Feminino em Ananindeua encontraram para empreender e retornar à vida em sociedade. A Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) trabalha diariamente na produção de artesanatos como pelúcias, crochê, vassouras ecológicas, sandálias e bijuterias.

Cerca de 30 mulheres produzem as mercadorias em um galpão próximo à carceragem. De acordo com Carmem Botelho, Diretora do CRF de Ananindeua, o número de cooperadas só não é maior por falta de estrutura. Ela conta ainda que as antigas cooperadas que conseguiram a liberdade continuaram desempenhando a atividade comercial de forma autônoma.

“As detentas que iniciaram os trabalhos da Coostafe conseguiram a liberdade e, graças a Deus, não tivemos retornos à unidade penal. Pelo contrário, elas já estão se organizando sozinhas. Temos algumas com desejo de constituir cooperativas em municípios como Paragominas, Santarém e São Miguel do Guamá. Quando saem do presídio, elas enfrentam muito preconceito. Ninguém quer contratar uma pessoa com ficha criminal e até por isso há muitos casos de recaídas. Nosso objetivo é possibilitar uma oportunidade de capacitação para que elas se tornem seus próprios empregadores. Para que consigam desenvolver seu próprio empreendimento. É uma esperança de emprego, trabalho e renda”, completa Carmem.   

De acordo com tendências apontadas pelo Diagnóstico do Cooperativismo Paraense, documento consolidado pelo Sistema OCB/PA, o o número de cooperados e cooperativas DO ramo trabalho deve ampliar nos próximos anos em virtude dessa procura. Até 2025, a previsão é de quase 10mil cooperados só no Estadp.  Para isso, as singulares do ramo se reúnem nos dia 09 e 10 de agosto com a finalidade de discutir aspectos fundamentais sobre o crescimento do setor nos Seminários Estadual e Regional que ocorrem respectivamente nos dias 09 e 10 de agosto.  As inscrições para participar seguem até o dia 01 agosto.

A Programação irá acontecer no Hotel Tulip Inn Belém Hangar, em Belém.  No Seminário Estadual, no dia 09 de agosto, será apresentado e debatido sobre o Cenário Jurídico Atual e Aspectos Administrativos e Contábeis. Na quinta (10), a OCB promove o Seminário Regional. Diversas cooperativas da Região Norte ligadas ao ramo participarão.

“Será uma oportunidade singular para traçarmos estratégias tanto em nível estadual quanto regional com a finalidade de levarmos o ramo a um outro patamar, mais organizado, produtivo e competitivo. Essa é uma meta alcançável apenas com planejamento de negócio. Iremos aumentar a efetividade do segmentando, diminuindo o índice de cooperados inativos que ainda é considerável”, afirma o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

 
Link:
Fonte: Ascom Sistema OCB/PA - Wesley Santos
 
 
 

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