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Seminário Estadual aponta as oportunidades do Ramo Trabalho
 
10/08/2017
 

Apesar da lógica de produtividade e competitividade de uma empresa normal, as cooperativas possuem detalhes que as diferenciam do formato capitalista e o conhecimento sobre a legislação do setor proporciona o acesso a oportunidades exclusivas do cooperativismo. Tais oportunidades foram discutidas no Seminário do Cooperativismo de Trabalho realizado nesta quarta (09,) voltado para as singulares paraenses registradas no Sistema OCB/PA. Tratou-se sobre as normas específicas do ramo e sobre os impactos da Reforma Tributária. O Seminário continua hoje  com a participação de cooperativas de toda a Região Norte.

Para se constituir uma empresa, os custeios são muito elevados, abrangendo as obrigações mensais além dos impostos e o profissional da área contábil. Na cooperativa, todos esses custeios são particionados entre todos os cooperados, dividindo as despesas.

“O Seminário apresentou as perspectivas do ramo, não considerando a norma por si só, mas abrindo o horizonte acerca da regulamentação que é uma forma desses grupos se unirem e prospectarem negócio, de modo que se desenvolvam unidos. Não se refere apenas à aplicação da lei, mas às oportunidades que as normas permitem ao grupo que se organiza no modelo cooperativista, como a quebra da carga tributária diretamente ao contratante, quando se tem vinculo empregatício”, afirma o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Na ocasião, o consultor Evarley Pereira traçou um panorama do histórico do cooperativismo de trabalho no Brasil. Também falou sobre as Características do ramo na palestra "Aspectos Tributários, Contábeis e Previdenciários das cooperativas de trabalho”, abordando as normas de funcionamento, deveres e direitos do sócio.

Para a presidente da Cooperativa de Educação Cristã Catarina Huber de Santarém, Cleoma Pantoja, o evento ocorreu em uma hora bastante propicia. “O Ministério do Trabalho nos notificou por acreditar que não se trata de uma cooperativa de educação, mas sim uma empresa. A questão é que o próprio Ministério desconhece os procedimentos parametrizados pela legislação cooperativista. Neste sentido, o Seminário veio alavancar o conhecimento sobre o cooperativismo, esclarecendo de que somos realmente uma cooperativa e que estamos procedendo como tal. Esse conhecimento vai fazer a diferença de modo a levar as respostas adequadas tanto para esclarecimento dos cooperados como até mesmo do Ministério de Trabalho”.

Pela tarde, a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafo, apresentou as novidades propostas pela Reforma Tributária e como as cooperativas serão afetadas. Atualmente, o Ramo Trabalho no Estado do Pará está representado por 27 cooperativas registradas no Sistema da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará, correspondendo ao percentual de 15,51% do total das registradas.

“Foram repassadas informações muito interessantes, principalmente pela crise que o país enfrenta. Aproveitei para tirar algumas dúvidas cruciais para nossa cooperativa, que está em um momento de transição de gestão. Foi um seminário bastante especifico para o que esperamos solucionar futuramente. Uma gestão empresarial é bem diferente de uma cooperativa, mas com o apoio do Sistema OCB, esperamos ampliar nossa atuação. Trabalhamos com o serviço continuo para a comunidade na área de saúde através da especialidade de anestesia. Temos 90% dos profissionais da área em atuação incluídos na cooperativa. São 226 cooperados. Temos contratos com SESMA, SESPA e praticamente todos os Planos de Sáude”, afirmou Claudiana Arnands, Gerente da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas (COOPANEST).

As cooperativas de trabalho congregam profissionais que se organizam entre si para oferecer serviços, somando as competências individuais de cada um e viabilizando insumos, tecnologia, infraestrutura e demais suprimentos necessários para que os cooperados desempenhem a atividade. Com respeito à percepção de mercado, elas atuam nos mais variados segmentos como: autoescola, fabricação de conservas, educação ambiental, corte e costura, serviços gerais e manutenção, juntamente com coleta coletiva/ reciclagem sendo os segmentos de maior participação no Ramo.

 “É um segmento em ampla expansão e que deve estimular o crescimento do número de cooperados e cooperativas que a OCB projeta até 2025. Percebemos que é um dos ramos que vem se comportando bem apesar dos contratempos da crise econômica brasileira. Nosso trabalho é fomentar a profissionalização do setor, na certeza de que as oportunidades são muitas. Basta apenas nos organizarmos adequadamente para usufruir dos benefícios da legislação cooperativista”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 
Link:
Fonte: Ascom Sistema OCB/PA - Wesley Santos
 
 
 

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