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Intercâmbio à Aurora encerra com visita à COOPER A1
 
20/10/2017
 
A área média das propriedades rurais de Santa Catarina é 18 hectares por agricultor com espaços cultiváveis que frequentemente não chegam a 50% do total. Os dados apontam para uma realidade que a Central Aurora de Alimentos já percebeu acerca do limite de terras para expansão. A perspectiva é que o relacionamento estabelecido entre as filiadas da Central com o cooperativismo paraense resulte em futuras parcerias para investimentos no Pará, que possui muitas áreas disponíveis para a atividade. O intercâmbio à Santa Catarina se encerrou na última quinta (19), com visita À Cooperativa A1, a primeira do ramo agropecuário a ser constituída no Estado.

De acordo com o presidente da COOPER A1, Elio Casarin, a parceria é viável. “Quando estivemos no Pará, o principal objetivo do grupo Aurora foi conhecer a Região, a realidade do Estado e suas cooperativas que atuam em vários segmentos. Tivemos uma noção do tamanho do Pará que, em comparação com Santa Catarina, é muito maior. Estamos em áreas limitadas. Juntando todos os nossos produtores, chegamos a 70mil hectares. Ou seja, não existe mais espaço para crescer. Talvez o futuro seja levar alguns associados para desbravar a Região Norte junto com os cooperativistas paraenses”.

Como as demais filiadas à Aurora, a COOPER A1 investe em tecnologia para ultrapassar esta limitação e ter uma alta produtividade. Em 2016, foram produzidas 74,7mil toneladas de aves, 88 milhões de litros de leite, 274mil toneladas de milho, 46mil toneladas de soja e 6mil toneladas de trigo. O faturamento total é de mais de R$ 1bilhão. A cooperativa possui 8.689 cooperados, 1.195 colaboradores, 3 fábricas de rações, 11 unidades de recebimento de grãos, 20 supermercados, 21 lojas agropecuárias, 4 postos de combustíveis, 2 granjas UPL’s, 1unidade de resfriamento de leite, 2 centros de distribuição.

“Esses intercâmbios são muito importantes. Fazíamos isso também há 30 anos na Europa para conhecer o sistema de produção de leite, integração de suínos e aves. O estado do Pará é novo em termos de desenvolvimento em algumas atividades. Trabalha mais com frutas e cereais, mas acredito que a visita em uma região como Santa Catarina que é predominantemente agroindustrial fará com que as cooperativas paraenses tenham um direcionamento. Assim, conseguirão suas próprias agroindústrias. Já possuem terra para produzir grão, e o importante é transformá-lo em carne”, completa Elio Casarin.

Outra possibilidade de intercooperação é a inclusão da Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) à Central Aurora. “Desde que montamos a COOPERNOTE, nossa intenção não era só ter a estrutura para receber o grão do produtor, porque ele já sabe vender e produzir, mas precisamos industrializar seu produto. Através disso, a maior parte do grão será transformado em carne. Queremos firmar essa parceria com a Central que já tem a tecnologia ligada à industrialização de frangos e suínos. Nossa intenção é construir uma planta para verticalizar essa produção. Tornar uma marca conhecida é muito difícil, mas a Aurora já tem uma marca consolidada em mais de 60 países. Estamos em estudos preliminares, conversando com eles, mas a perspectiva é muito positiva para nos tornarmos a 14ª cooperativa filiada à Central”, explicou o presidente da COOPERNORTE, Bazilio Carloto.

De acordo com Bazílio, o gargalo para se concretizar esse projeto é a parceria com os Governos Estadual, Municipal e instituições bancárias para financiamento dessa planta em virtude do alto volume de investimento necessário. No próximo dia 27, a SEDEME marcou uma reunião para tratar sobre credito com as cooperativas. “O Programa Pará 2030 prevê que deixemos de exportar carne, soja e tantos outros produtos sem valor agregado para industrializarmos. Queremos avançar neste sentido e o primeiro passo é o crédito. Convocamos as cooperativas para conversar sobre isso”, afirmou Adnan Demarchki.


O INTERCÂMBIO
Na terça (17), a comitiva visitou a Cooperativa Agroindustrial ALFA, onde foi feita uma apresentação institucional e visita à unidade. Pela tarde, visitaram a unidade de processamento de suínos FACH 1, da Aurora. Também foi feita a apresentação institucional da Central. Na quarta (18), a comitiva visitou a Unidade de Lácteos de Pinhalzinho e a cooperativa Auriverde. A COOPER A1 foi a última a ser visita, na quinta (19). 

 “Compartilhamos um sentimento de gratidão pelo excelente evento, convictos dos resultados que certamente acumulamos durante este intercâmbio. Espero sinceramente, que as mudanças a que cada um de nós se submeterá impulsionem o nosso sistema. Que a partir desta data apliquemos efetivamente as lições obtidas dos exemplos que visualizamos. Sucesso a todos e o agradecimento a cada um dos participantes. Nos colocamos à disposição, com o compromisso de nosso empenho pelo desenvolvimento do cooperativismo”, afirmou o diretor da CASP, Antônio Alcoforado.

O intercâmbio também foi uma oportunidade para as próprias cooperativas paraenses visualizarem futuras parcerias entre si. “Cumprimentamos o Presidente Raiol, e a todos que tiveram a oportunidade de conhecer Santa Catarina. Agradeço as oportunidades proporcionadas.  Não vejo a hora de Tomé -Açu e Paragominas estarem conectadas através do asfaltamento da PA -256, e podermos desenvolver ainda mais esta região”, afirmou o Diretor da CAMTA, Alberto Oppata.
 
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Fonte: Ascom Sistema OCB/PA - Wesley Santos
 
 
 

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