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Notícias

Sedeme discute crédito e incentivos a cooperativas
 
30/10/2017
 

A dificuldade de acesso ao crédito é um dos grandes entraves à expansão dos negócios das cooperativas agropecuárias, o que motivou reunião da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) com as singulares do ramo na última sexta (27). O objetivo foi apresentar linhas de crédito, a política fiscal do Estado, bem como as regras do PIS (Programa de Integração Social) que pode viabilizar energia elétrica em áreas de produção. As cooperativas, que foram mobilizadas pelo Sistema OCB/PA, também tiveram oportunidade de apresentar suas demandas à Secretaria e aos representantes de bancos presentes. 

Estiveram as instituições financeiras Banco do Brasil e Banpará. O gerente do Banpará, Fernando Flexa, apresentou as linhas de crédito voltadas para o agronegócio e a agricultura familiar. De acordo com Flexa, o Credprodutor é a linha com os melhores prazos e taxas de juros cujos recursos são aportados pelo Governo do Estado e a VALE S/A. Para usufruir do financiamento, é preciso obedecer diversos critérios.

O Banco demonstrou disponibilidade para treinamento, oficinas e palestras em parceria com o Sistema OCB/PA para auxiliar as cooperativas nos processos, alinhando da melhor forma e preparar a cooperativa para o financiamento. “A presença do Sistema OCB/PA nas cooperativas já é um selo de gestão diferenciado. Passamos a ter maior tranquilidade para avaliar o trabalho de um gestor que  tem plano de negócio e o executa de forma correta, diminuindo assim os riscos. Os processos se tornam mais transparentes e organizados. Isso é muito importante para o banco”, explicou Fernando.

O CRÉDITO DO PRODUTOR financia projetos que objetivam acelerar a expansão, modernização e diversificação do parque industrial paraense, maximizar o aproveitamento dos recursos naturais disponíveis no território como insumos da indústria, implementar tecnologias inovadoras no setor produtivo, preservar e recuperar o meio ambiente, principalmente através da inserção das áreas já antropizadas do território estadual no desenvolvimento das cadeias produtivas priorizadas.

Participaram as cooperativas COOPABEN, CAMTA, COOACCR, CASP, D´IRITUIA, COAPEMI, COOPRIMA E COOPERURAIM. Para o Diretor da CAMTA, Ivan Saiki, o maior entrave é a burocracia. Até a cooperativa, que é a mais tradicional do cooperativismo paraense, tem dificuldade em acessar financiamento. “O dinheiro está disponível, mas não conseguimos, por muitas vezes, todas as documentações necessárias em tempo hábil para colocar no projeto. Para investirmos em irrigação, por exemplo, precisamos ter a outorga d´agua, que é difícil por conta da demora dos órgãos competentes. Enquanto isso, vencem outros documentos que valem por três meses e quando o banco analisa, verifica que está faltando atualização documental. É uma bola de neve. É muita burocracia para projeto”.

Outra questão levantada foi a necessidade de contrapartida. “Trabalhamos com a pecuária e iremos construir uma indústria de laticínio. Temos dois prédios com escritura avaliados em quase 4milhões e lote rural em R$900mil. Porém, o banco quer aporte de 20% do valor total. O projeto custa R$5,6milhões e precisamos ter uma contrapartida de mais de R$1milhão, um capital que não temos. Apresentamos a carta consulta, o projeto, mas não temos o valor. Infelizmente, vemos o projeto morrendo na praia”, afirmou o presidente da COOACCR, Valdivino Prado.

Incentivos Fiscais

Os diretores, da Sedeme, Marília Amorim e Alfredo Barros, apresentaram, respectivamente, detalhes da política de incentivo fiscal do Estado e do programa de Eletrificação Rural, esse último conduzido com recursos do PIS.  Sobre a política operacional de incentivos, o Estado beneficia os empreendimentos com o objetivo de verticalizar a produção. Podem ser contemplados projetos de implantação de novas indústrias, modernização ampliação e diversificação, aquisição de máquinas e equipamentos.  A isenção da alíquota varia de 75 a 95%. 

“Estamos mapeando as cooperativas que se enquadram e as que estão aptas a receber o incentivo.   A OCB está elaborando o Projeto da CAMTA. A Cacau Way e a CART também estão em processo de elaboração. Tudo isto é viabilizado pela aproximação com a SEDEME, que está sendo um grande parceiro em prol do desenvolvimento das cooperativas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 
Link:
Fonte: Ascom Sistema OCB/PA - Wesley Santos
 
 
 

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