OCB/PA traça planejamento para 2018

Os ramos agropecuário, saúde e crédito foram os que apresentaram números mais expressivos de crescimento ao longo do ano de acordo com dados do Sistema OCB/PA, o que definiu alguns eixos de ação na matriz orçamentária da entidade. De maneira geral, as cooperativas paraenses serão contempladas no próximo ano com um investimento de R$ 2,7milhões, um aumento de 21% em relação ao volume de recurso aplicado em 2017 e que será revertido em capacitações, intercâmbios, workshops, seminários, encontros e demais ações de apoio ao cooperativismo. Uma das grandes apostas é o desenvolvimento do setor graneleiro, que receberá cerca de R$ 160mil.

 

A matriz orçamentária foi construída em conjunto com todos os setores internos do Sistema OCB/PA de modo integrado, pensando na execução e gargalos das áreas finalística e meio. Dentro da arrecadação feita em 2017 de R$ 3,8 milhões, o orçamento voltado diretamente para as cooperativas representa aproximadamente 65% do valor total. Apenas 35% serão destinados para o funcionamento, infraestrutura e manutenção da sede. Este percentual foi alcançado após um corte de gastos realizado pela diretoria na ordem de 20%.

 

“Há anos, o SESCOOP/PA adotava a prática de reter 50% do orçamento para atender a área meio, a área de retaguarda. Porém, entendemos que o recurso precisa estar mais disponível para as singulares. Por isso enxugamos o quadro de funcionários e trabalhamos com uma equipe polivalente, com pessoas que conseguem atender as necessidades das cooperativas em diversas finalidades. A medida possibilitou essa adequação significativa para apoiar melhor as atividades operacionais. Fortalecendo as cooperativas, também nos fortalecemos através do retorno em arrecadação”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 

 

 

Na construção do planejamento para 2018, foi levado em consideração o bom momento de alguns setores para canalizar o recurso de maneira mais assertiva e estratégica. Um deles é o ramo agropecuário, cujas singulares estão adotando práticas mais maduras e de profissionalização da gestão, o que permite um acesso mais atraente e competitivo ao mercado. No setor de produção de grãos, por exemplo, a Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (COOPERNORTE) já é a maior produtora da Região Norte. De acordo com Ernandes, é uma das grandes apostas do Sistema OCB/PA.

 

“A cooperativa está em franco desenvolvimento. Pretende-se verticalizar a produção da soja em alguns anos e isso requer uma mão de obra mais qualificada para as ações estratégicas. Iremos fortalecer a produtividade neste primeiro momento para, no ano seguinte, começar a direcionar o foco na verticalização. É um setor que está se sobressaindo no mercado e não podemos deixar de investir nisso”.

 

No ramo de saúde, a entidade dará prosseguimento na qualificação profissional com o curso de Pós-Graduação em Urgência e Emergência, com intenção de ampliar para mais um MBA em Atenção Primária à Saúde na cooperativa Unimed Belém. Os Programas Aprendiz Cooperativo e Desenvolvimento de Alta Performance também continuarão sendo executados para se atingir o percentual de 100% dos colaboradores. Em 2017, mais de 700 funcionários foram capacitados.

 

Em relação ao Cooperativismo Financeiro, além das capacitações demandadas rotineiramente será executado um Projeto em parceria com o Sebrae/PA que visa desenvolver as singulares de crédito, qualificando dirigentes, gestores, colaboradores e cooperados do ramo. O valor investido será de R$ 365mil. O projeto piloto será executado na cooperativa Sicoob Unidas. A Iniciativa pretende melhorar o relacionamento das cooperativas com as empresas que já são associadas e com as que são potenciais clientes. “Apoiaremos com 25% do valor, a cooperativa 25% e o SEBRAE 50% com recurso captados em Brasília. No próximo ano, a intenção é ampliar também para outras cooperativas e sistemas de crédito”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

 

Outro destaque é o Programa de Desenvolvimento em Gestão Internacional, cujo valor investido será de R$ 200mil. “A exemplo do intercâmbio que ocorreu para Mondragón, pretendemos levar gestores de cooperativas em 2018 para conhecer as experiências exitosas em Alicante, na Espanha. De modo que tragam resultados efetivos para o Estado. Observamos que alguns participantes deste ano trouxeram conhecimentos importantes a serem reproduzidos e, de fato, estão tentando implementar nas suas cooperativas”, completa o superintendente.

 

Tripé Finalístico

Na área de profissionalização da gestão, serão investidos um total de aproximadamente R$2,5 milhões em 932 eventos ao longo do ano que atenderão cerca de 16mil beneficiários em 5.790 oportunidades de capacitação em cooperativas. Na área de monitoramento, o valor investido é de R$50 mil na execução dos programas de Desenvolvimento (PDGC) e Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC), assim como no Programa de Orientação (POC). A expectativa é de 226 eventos e 23.090 beneficiados. Já na Promoção Social, a campanha Dia de Cooperar e o Programa COOPERJOVEM demandarão R$120mil em 45 eventos em 40 cooperativas e 10.300 beneficiários.

 

“A nossa perspectiva é que o nível de maturidade para o mercado competitivo melhore pelo menos em torno de 30%, considerando o grau apresentado no diagnóstico do setor em 2016. Muitas ações foram tomadas a partir da referência dos dados que constam no documento, destacando-se a criação do GESCOOP como ferramenta de aprimoramento e a continuidade da Matriz da Cooperação, que aproximou diversos parceiros”, conclui o presidente Ernandes Raiol.

 

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