13º Encontro de Lideranças: Planejamento da OCB/PA teve 95% de aprovação

 

 

As novas tendências de gestão demandam formas de repensar o negócio cooperativo a partir de constante atualização e planejamento. O tema foi abordado no encerramento do 13º Encontro de Lideranças, na última quarta (18), com palestra ministrada por representante da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e com Oficina Prática de Planejamento. As cooperativas analisaram o mapa estratégico do Sistema, discutiram entre si e fizeram contribuições que serão incluídas na diretriz de trabalho. O mapa foi 95% aprovado pelos participantes.

 

No total, participaram 48 cooperativas divididas conforme cada ramo de atividade econômica. O objetivo foi avaliar separadamente se o plano de ações da entidade correspondia aos anseios específicos dos segmentos econômicos, agrupando todos os dados obtidos da avaliação para consolidar um mapa geral. “Nosso olhar foi muito positivo e além das expectativas, principalmente por termos acesso a todas as metas traçadas para os próximos anos. Participei das discussões dos ramos turismo, trabalho e consumo e tivemos a oportunidade de contribuir. Isso é muito importante. Saímos satisfeitos”, comentou Aldina Chaves, cooperada da COOPERTURE.

 

Foram elencados quatro eixos de objetivos estratégicos a serem alcançados até 2025 pelo sistema paraense. Na área de mercado, planeja-se consolidar parcerias e convênios estratégicos, promover ações inovadoras de marketing e ampla comercialização de produtos e serviços das cooperativas. Ainda foram discutidos os objetivos nos eixos de Aprendizado e Crescimento, Processos Internos e Desenvolvimento Sustentável. Na avaliação dos participantes da Oficina, 92% dos objetivos devem ser mantidos, 6% ajustados e 2% excluídos.

 

 

Como prioridade, o Sistema OCB/PA elencou cinco estratégias expostas: Aquisição e modernização da Casa do Cooperativismo, implantação de melhorias propostas pela FNQ, planejamento e organização do Instituto Cooperar, estruturação da prestação de serviços contábeis para as cooperativas, implantação do plano de cargos, carreiras e salários do Sistema, subsídio às cooperativas de reciclagem e a construção de projeto que demonstre um panorama econômico-financeiro das cooperativas. As singulares aprovaram 98% das estratégias, com 1% de ajuste e outro 1% de exclusão.

 

Para o consultor da FNQ, Vitor Hofmann, os números refletem a aplicação de boas práticas gerenciais. “Os percentuais mostram que a percepção do Sistema em relação às expectativas das cooperativas não está fora da realidade. O evento, em si, é um grande diferencial da unidade paraense, só por promover a integração entre singulares de todos os ramos, de todas as regiões e a oportunidade de trazer o que está acontecendo em cada setor, pensando juntos como o negócio cooperativo pode reagir às mudanças que estão vindo. Não vi um evento como este ocorrendo em outros Estados”.

 

O consultor fez uma apresentação que sensibilizou os dirigentes em relação à necessidade de melhorar as gestões das cooperativas, vinculando-a às informações de mudanças radicais no ambiente corporativo e social. De acordo com Vitor, novos formatos de negócio oferecem os mesmos produtos a custos menores, o que coloca em risco organizações tradicionais e consolidadas. Em contrapartida, o SESCOOP elaborou um produto que pode auxiliar as singulares neste sentido. O Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC) traça um panorama individualizado, sinalizando boas práticas de gestão que devem ser implementadas, aprimoradas ou mantidas.

 

“Encerramos o 13º Encontro de Lideranças com o sentimento de dever cumprido após um evento magnífico, no qual as cooperativas foram protagonistas. Tivemos uma participação enorme, até mesmo de singulares muito distantes da capital. Somos agradecidos a todos. Tamanho esforço apenas nos motiva a continuar lutando por tornar o cooperativismo ainda mais expressivo no Estado”, concluiu o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

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