Cooperativas participam de Feira de Turismo

A gastronomia é um dos grandes bastiões do turismo no estado do Pará e o cooperativismo vem contribuindo para reforçar uma tendência de consumo natural, orgânico e saudável. Por isso mesmo, as cooperativas ganharam uma entrada espontânea na Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) 2017, que ocorreu durante a última semana no Hangar, Centro de Convenções. As novidades apresentadas pelas cooperativas justificavam o movimento intenso nos estandes. A COOPATRANS lançou as novas barras de tapioca e tapioca com café que chamaram a atenção pela crocância e pelo sabor. Já a CAMTA adiantou o lançamento que irá fazer no próximo mês de uma linha sorbê, de sorvete essencialmente natural. A CASP também teve um espaço especial na FEIRA. Já as mercadorias das cooperativas D´Irituia e COAPEMI estavam no Estande que representou o Município de Irituia.

A COOPATRANS representou a região da Transamazônica, onde está localizada a capital nacional do cacau. A cidade de Medicilândia entrou para o rol das melhores amêndoas do País como a maior produtora do Brasil. Hoje, atrai fabricantes nacionais e estrangeiros de chocolates finos. Com isso, o Pará ultrapassou a Bahia, terminando o ano de 2016, pela primeira vez na história, como o maior produtor de cacau do Brasil. A safra do ano passado foi de 118,4 mil toneladas, o que gerou uma receita de R$ 888 milhões.

A cooperativa tem grande contribuição neste sentido. É a única que possui uma agroindústria para beneficiamento do cacau. “Graças à fábrica, o turismo chegou em Medicilândia. Sem essa valorização do cacau, o município não estaria aqui. Estamos nos desenvolvendo e, hoje, temos o orgulho de apresentar nosso novo lançamento, que é uma barra de 50% de tapioca e café. Também apresentamos nossos chocolates gourmet, brigadeiros, chococreme, brownie com mousse de cacau, brigadeiro de colher. Essa diversidade e inovação são alguns dos diferencias que tem nos mantido no mercado com enormes possibilidades”, reiterou a presidente da COOPATRANS, Rita Aguiar.

A CAMTA também apresentou um lançamento da linha de sorbê, que é um sorvete composto de agua, polpa de fruta e açúcar, mas sem nenhum tipo de gordura ou substancia artificial como corante. Se extrai o máximo da polpa para aproveitar o açúcar do próprio fruto, gerando maior segurança alimentar.  “É uma opção muito mais saudável do que o sorvete. Estamos trabalhando incialmente com foco em sabores regionais, como açaí e cupuaçu. O produto ainda está em processo de registro no ministério de agricultura, mas a estimativa é que no próximo mês já estejamos comercializando no Estado”, afirmou o consultor de comércio exterior da CAMTA, Rodrigo Jucá.

Apesar da participação do cooperativismo ter sido uma conquista natural pelo mérito, esforço e pelo trabalho das cooperativas, para o presidente da CASP, Antônio Alcoforado, essa visibilidade é consequência do histórico de apoio do Sistema OCB/PA.

 “Hoje caminhamos pelas nossas próprias pernas, mas isso é fruto do trabalho que vem sendo feito, do planejamento, das reuniões, dos nossos seminários agropecuários que nos ajudam a aprender e tomar um rumo. Com isso, vem despertando uma melhora significativa no nível de participação do associado na cooperativa que era o nosso grande gargalo. Ninguém queria participar diretamente das escolhas, das AGOs, mas conseguimos esse amadurecimento que provocou uma organização e a inclusão da cooperativa nessas feiras. Elas são a grande oportunidade para todo o produtor crescer. No ano passado, conseguimos comercializar no PNAE com a Prefeitura de Belém com a ajuda da OCB/PA que trouxe uma comitiva de grandes autoridades políticas, falando sobre a legislação que versa sobre a obrigatoriedade de se comprar do pequeno produtor”.

 

O EVENTO

Na programação, houve a exposição de produtos e serviços de empresas de turismo e gastronomia, Vitrine Cultural, com produtos do arranjo produtivo local do programa Alimentação Fora do Lar e produção associada das rotas turísticas (Belém-Bragança, do Queijo do Marajó, do Cacau e Chocolate, do Vale do Xingu), espaço destinado ao Passaporte Pará para comercialização de destinos, rotas, roteiros e produtos turísticos do Estado, apresentações culturais de artistas dos seis pólos de turismo paraense: Belém, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins, Marajó, Tapajós e Xingu.

“O apelo gastronômico do Pará é muito forte. Sentimos demais até mesmo fora do país. Temos procura de empresários de várias partes do mundo. A CAMTA, por exemplo, recebeu recentemente a visita de investidor do Irã para conhecer os produtos da cooperativa desde o início, no seu cultivo, até o produto final. Temos sabores que só existem aqui. E o cooperativismo dá ênfase em produtos naturais e saudáveis do princípio ao fim. A Feira é uma vitrine natural para ampliar seus negócios não só no mercado como no internacional”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

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