Painel Cooperativo encerra 1º módulo dos Aprendizes

 

Boas ideias e pessoas unidas em um mesmo objetivo. Essa é a receita para construir empreendimentos que transformem a realidade social. Excelentes soluções foram discutidas hoje no I Painel dos Aprendizes Cooperativos da Unimed Belém. Como encerramento do primeiro módulo “Cooperativismo”, os alunos apresentaram projetos inovadores nos segmentos da educação, saúde, infraestrutura, especial e produção.

 

O módulo trabalhou os princípios básicos do cooperativismo e as diretrizes de organização social dentro de um empreendimento cooperativo. No trabalho final, dividiu-se a turma em cinco equipes que criaram singulares fictícias. A finalidade era incentivá-los a pesquisar e conhecer os segmentos econômicos presentes no Estado, propondo soluções que possam contribuir com o seu desenvolvimento. O tema do painel foi "Jovens Conectados".  

 

O primeiro grupo apresentou um projeto de cooperativa no ramo saúde. A singular Noronha reuniria médicos com o objetivo de combater desigualdades e facilitar o acesso da população de baixa renda a um serviço de qualidade. Seria uma alternativa frente às precárias condições da saúde pública e aos elevados custos da particular.

 

 

A ideia do segundo grupo era trabalhar com a reinserção de adolescentes em conflito com a lei. Através da cooperativa SociCoop, os menores teriam formação profissional a partir de aulas com as disciplinas básicas e, posteriormente, com ensino técnico profissionalizante na área da informática.

 

“Os cooperados entrariam no mercado de trabalho realizando a manutenção de computadores, dividindo a renda também para custear as despesas da singular. Seria um caminho após o cumprimento da medida socioeducativa e uma forma de reduzir a criminalidade”, afirmou o aprendiz e presidente da SociCoop, Daniel Lima.

 

 

 

O terceiro grupo apresentou o projeto voltado para o ramo infraestrutura. A Infracoop trabalharia com a geração de energia elétrica captada através do modelo fotovoltaico. A novidade seria a acessibilidade com preço reduzido para comunidades mais distantes e que não possuem os serviços de eletricidade, como as populações ribeirinhas.

 

“Nosso objetivo seria levar energia 100% limpa para lugares em que o poder público não consegue chegar. Iríamos abranger milhares de pessoas que precisam desses serviços. Creio que é algo possível, até porque temos uma iniciativa em Paragominas que está dando certo”, reiterou a aprendiz e presidente da Infracoop, Rosana Santiago.

 

 

Já o quarto grupo propôs a criação de uma cooperativa educacional que tivesse um foco especial para crianças e adolescentes com necessidades especiais. O Centro de Educação e Formação Cooperativista (CEFS) teria uma estrutura adaptada e um modelo pedagógico que facilitasse a aprendizagem de todos, sem distinção.

 

“Iríamos minimizar as desigualdades enfrentadas por esse grupo, alcançando o máximo de pessoas. Sabemos que muitas escolas se recusam a aceitar quem possui algum tipo de deficiência por saberem que não dispõem da estrutura necessária para recebê-lo. Porém, o cooperativismo é inclusão”, afirmou o aprendiz e presidente da CEFS, Edilson Duarte.

 

 

 

Finalizando as apresentações, o quinto grupo propôs a constituição de uma cooperativa de produção que trabalhasse com o açaí, reunindo produtores rurais e garantindo melhores condições de renda através da verticalização do fruto. A Cooperativa de Açaí do Pará (CAP) também teria o objetivo de capacitar agricultores do interior.

 

 

 

O PROGRAMA

O SESCOOP-PA foi o pioneiro da região Norte a implantar o Aprendiz Cooperativo. O curso possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Ética e Cidadania, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Comunicação e Linguagem, Matemática, Português, Informática e dois módulos específicos de Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.

 

 “O módulo cooperativismo foi muito importante. Com 64 horas de aula, tivemos a oportunidade de passar o que conhecemos e incentivar os jovens. Nosso principal papel é torna-los líderes comunitários que realmente façam a diferença para a comunidade. O 1º Painel foi um sucesso. Com a ajuda dos outros instrutores, poderemos ampliar o projeto para um seminário e até um congresso que reúna todos os aprendizes”, explicou a instrutora do módulo, Karlene Vasconcelos.

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