A voz do cooperativismo perante as instituições e a sociedade.
A voz do cooperativismo perante as instituições e a sociedade.
A voz do cooperativismo brasileiro. O eixo RepresentaCoop reúne as soluções com foco no trabalho de representação política e institucional realizado pelo Sistema OCB. Da educação política para o cooperativismo à atuação constante junto aos Três Poderes para defender os interesses do coop, este é o eixo de soluções que coloca o coop no centro do debate político. Confira as soluções do eixo RepresentaCoop:
Agenda Institucional do Cooperativismo

O documento que reúne a pauta prioritária do cooperativismo junto aos três poderes. Conheça os projetos mais importantes para o nosso modelo de negócios, acompanhe a tramitação de cada um deles e saiba todas as reuniões que o Sistema OCB participa para defender o cooperativismo.
Educação Política

Investimos em programas educacionais com foco na qualificação dos representantes do Sistema OCB no relacionamento junto ao Poder Público e na ampliação da consciência política para incentivar a participação cidadã no desenvolvimento comunitário.
Atuação Internacional

O trabalho de representação internacional envolve a atuação em nível global para defender os interesses das cooperativas brasileiras e promover o cooperativismo no cenário internacional. A atuação é dividida em quatro linhas de ação: assessoria, cooperação, parcerias e representação internacionais.
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NOTÍCIAS
18/05/2026
Workshop fortalece o cooperativismo com estratégias lúdicas voltadas à educação infantojuvenil
Levar os ensinamentos do cooperativismo para crianças e adolescentes também pode ser uma experiência divertida e dinâmica. Com esse objetivo, o Sistema OCB/PA, em parceria com o Sistema OCB Nacional, realizou nessa sexta-feira (15) o Workshop Conexão: entre estratégia e prática do Jogar + Aprender. O evento reuniu cooperativas paraenses e colaboradores da unidade para um momento de troca de experiências, aprendizado e construção de metodologias lúdicas voltadas à educação infantojuvenil. Participaram da programação as cooperativas UNIMED BELÉM, CEAC, COOPSÓSTENES, CATARINA HUBER, COOPERIET, SICREDI OURO VERDE, CRESOL, SICOOB COOESA, SICOOB PRIMAVERA e COAFRA. A união promoveu um ambiente de construção coletiva e compartilhamento de vivências, fomentando a cultura do setor desde a base. A programação foi conduzida por Rosana Siqueira, da OCB Nacional, que apresentou ferramentas capazes de unir aprendizagem, tecnologia e cooperação de forma digital e acessível. A metodologia faz parte da iniciativa Jogar + Aprender, disponível gratuitamente para a sociedade na plataforma de ensino Capacitacoop. O propósito do workshop foi demonstrar como as cooperativas podem fortalecer suas ações educacionais utilizando essas estratégias para aproximar o público jovem dos valores cooperativistas, em um ambiente supervisionado e direcionado a cada faixa etária. “Acreditamos que falar sobre cooperativismo desde a infância é plantar sementes para um futuro mais cooperativo. Quando utilizamos ferramentas lúdicas e conectadas à realidade das novas gerações, conseguimos aproximar crianças e adolescentes dos valores do coop de forma leve e significativa”, destacou Rosana Siqueira. Durante a atividade, os participantes conheceram possibilidades de aplicação prática das metodologias em escolas, projetos sociais e iniciativas formativas. A presença da cooperativa de crédito SICOOB COOESA, por exemplo, demonstrou como a ferramenta pode ser inserida em diversos eixos de atuação e a relevância do direcionamento estratégico como no Projeto Cooperativa Mirim, na comunidade Santo Ezequiel Moreno, em Portel, no Marajó. “A capacitação foi muito importante para fortalecer a atuação nos programas de relacionamento com a comunidade do Sicoob Cooesa. As ferramentas da OCB representam um apoio essencial para ampliar nossas ações e contribuir para o fortalecimento da cultura cooperativista entre crianças e adolescentes”, afirmou Lidiana Ferreira, Analista de Cidadania e Sustentabilidade da instituição. No contexto educacional, o Jogar + Aprender se torna um aliado dentro e fora da sala de aula. “Através de atividades práticas e dinâmicas, os alunos vivenciam o significado da cooperação, desenvolvendo habilidades sociais e cidadãs fundamentais. Além de aproximar estudantes, professores e comunidade, esse tipo de ação contribui para formar cidadãos mais conscientes e preparados para atuar de forma ética no futuro”, comentou Kátia Santos, Presidente da cooperativa educacional CEAC. Melize Borges, analista do Sistema OCB/PA e responsável pela coordenação do workshop, reforçou a importância de unir teoria e prática no estado. “O cooperativismo também se aprende brincando, interagindo e vivenciando experiências. Nosso objetivo foi mostrar às cooperativas que é possível inovar na forma de ensinar e despertar, desde cedo, o interesse dos jovens pelos princípios cooperativistas”, afirmou. O evento reforçou o papel da integração estratégica para impulsionar a educação do setor no Pará, estimulando a formação de uma nova geração mais consciente, colaborativa e conectada aos princípios do coop.
NOTÍCIAS
13/05/2026
CoopsDay 2026 coloca o cooperativismo no centro do debate para a construção da paz mundial
O Comitê para a Promoção e o Desenvolvimento das Cooperativas (COPAC), anunciou o tema do Dia Internacional das Cooperativas de 2026, o CoopsDay: Cooperativas por um mundo pacífico. A definição orienta as mobilizações do movimento em todo o mundo e reforça o papel do modelo como agente de conexão social, desenvolvimento e construção de sociedades mais equilibradas.
Celebrado anualmente no primeiro sábado de julho (em 2026, dia 4) o Dia Internacional das Cooperativas chega à sua 104ª edição no âmbito do movimento e à 32ª como data reconhecida oficialmente pela Organização das Nações Unidas. A proposta do tema dialoga diretamente com o cenário global atual, marcado por tensões geopolíticas, desigualdades persistentes e desafios sociais que exigem soluções baseadas em cooperação e confiança.
Segundo a ACI, o conceito de mundo pacífico vai além da ausência de conflitos. Ele está associado à promoção de justiça social, inclusão econômica e fortalecimento das instituições. Nesse contexto, as cooperativas são apresentadas como construtoras de pontes, capazes de aproximar comunidades, estimular o diálogo e gerar oportunidades de participação. O tema também se conecta ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16, da ONU, que trata de paz, justiça e instituições eficazes.
“O cooperativismo tem a capacidade de unir pessoas em torno de um propósito comum. E o tema do CopsDay 2026, ‘Cooperativas por um mundo pacífico’, representa a essência do nosso movimento, porque onde existe cooperação, existe diálogo, respeito e desenvolvimento compartilhado. Acreditamos que a paz também se constrói com trabalho, participação e solidariedade. E o cooperativismo é, sem dúvida, um dos caminhos mais humanos e sustentáveis para promover um mundo mais justo e equilibrado”, enfatiza o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A pauta vai estar no centro da Conferência Global da ACI 2026, marcada para setembro, no Panamá, que terá como lema construindo pontes: contribuições cooperativas para um mundo pacífico. O encontro deve aprofundar o debate sobre como o modelo pode ampliar seu impacto na promoção da estabilidade social e econômica em diferentes regiões.
“O cooperativismo tem a capacidade de unir pessoas em torno de um propósito comum. E o tema do CopsDay 2026, ‘Cooperativas por um mundo pacífico’, representa a essência do nosso movimento, porque onde existe cooperação, existe diálogo, respeito e desenvolvimento compartilhado. Acreditamos que a paz também se constrói com trabalho, participação e solidariedade. E o cooperativismo é, sem dúvida, um dos caminhos mais humanos e sustentáveis para promover um mundo mais justo e equilibrado”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Clara Maffia.
Ainda segundo ela, “em um contexto de tantos desafios globais, falar de paz é também falar de oportunidades, de acesso e de construção conjunta de soluções. E esse é justamente o diferencial do modelo cooperativo”.
A definição do tema é feita em conjunto pela ACI e pelo Comitê para a Promoção e o Desenvolvimento das Cooperativas (Copac), que reúne organismos internacionais ligados à ONU e parceiros estratégicos do setor. A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, sejam divulgados os materiais oficiais da campanha, que orientarão as ações de comunicação e mobilização em diferentes países.
NOTÍCIAS
12/05/2026
Protagonismo feminino no cooperativismo fortalece lideranças e transformação social no Pará
O protagonismo das mulheres chegou forte no cooperativismo e amplia presença em cargos de liderança, por meio de iniciativas que unem capacitação, inclusão produtiva e transformação social no Pará. O movimento “Elas pelo Coop” reafirma uma nova realidade dentro das cooperativas, em diversos ramos e aumenta o impacto econômico em comunidades inteiras.
Durante a programação da FENCOOP® 2026, lideranças femininas, representantes institucionais e cooperadas compartilharam experiências que mostram o avanço das mulheres em espaços de decisão, demonstrando como a presença feminina tem contribuído diretamente para o crescimento, inovação e sustentabilidade do setor cooperativista no estado.
À frente da Cooperativa COOPRIMA, no município de Primavera, Joelma Nunes representa uma dessas trajetórias de transformação. Presidente de uma cooperativa agroindustrial formada majoritariamente por mulheres, ela lidera uma organização que começou com 30 cooperados e hoje reúne cerca de 140 famílias agricultoras. Sob sua gestão, a cooperativa expandiu sua atuação para além da produção in natura, avançando na industrialização de produtos como mel e polpas de frutas, além de desenvolver novos projetos voltados à cadeia da mandioca, piscicultura e avicultura.
Joelma destaca que a liderança feminina está no centro desse crescimento, com mais de metade da diretoria composta por mulheres. Segundo ela, esse protagonismo fortalece não apenas a gestão, mas também o impacto social da cooperativa, que investe em práticas agroecológicas, redução de queimadas, sustentabilidade e capacitação produtiva. “As mulheres estão mais empoderadas e assumindo cada vez mais seu papel dentro do cooperativismo, seja na gestão, no agro ou em outros setores”, afirmou.
Além da atuação na COOPRIMA, Joelma também foi uma das fundadoras do movimento “Elas pelo Coop” no Pará, iniciativa criada para fortalecer a participação feminina dentro das cooperativas e incentivar a criação de comitês de mulheres em diferentes municípios e ramos de atividade.
O Sistema OCB/PA tem desempenhado papel importante na expansão desse movimento. A analista Melize Borges, responsável pelo acompanhamento técnico do Comitê Elas pelo Coop no estado, explica que o programa busca capacitar mulheres para ocuparem espaços de liderança e decisão dentro das cooperativas, promovendo maior equidade de gênero e diversidade.
Segundo Melize, o movimento ganhou força nacionalmente a partir de 2019, durante o Congresso Brasileiro do Cooperativismo, quando a pauta sobre protagonismo feminino passou a integrar de forma mais incisiva as diretrizes do setor. Desde então, o Pará tem avançado na criação de comitês femininos e na ampliação da presença de mulheres em cargos estratégicos.
“Observamos um crescimento, ainda que gradual, da participação feminina em posições de decisão nas cooperativas paraenses. Isso gera impacto positivo não apenas na gestão, mas também na mobilização social, no engajamento das comunidades e na criação de espaços de escuta e capacitação para outras mulheres”, ressaltou Melize.
A construção desses espaços fortalece uma rede de apoio que vai além da representatividade simbólica, promovendo autonomia econômica, desenvolvimento regional e transformação social. Cooperativas de crédito, agroindústria e diversos outros segmentos já vêm adotando comitês femininos como estratégia de fortalecimento institucional e promoção da diversidade.
O avanço do protagonismo feminino no cooperativismo paraense demonstra que, quando mulheres ocupam posições de liderança, os resultados se refletem em inovação, sustentabilidade e expansão de oportunidades. Seja na gestão, na produção ou na mobilização social, elas têm desempenhado papel fundamental na construção de um cooperativismo mais inclusivo, diverso e preparado para os desafios contemporâneos.
NOTÍCIAS
08/05/2026
Cooperativismo sustentável gera renda, preserva o meio ambiente e fortalece a economia circular no Pará
Cooperativas paraenses são modelos sustentáveis de negócio que transformam resíduos, tradição e recursos naturais em geração de renda, inclusão social e preservação ambiental. Durante a programação da FENCOOP® 2026, iniciativas ligadas ao artesanato sustentável, turismo de base comunitária, manejo florestal e reciclagem mostraram como a economia circular tem ganhado força em diferentes regiões do estado, fortalecendo comunidades e criando oportunidades para famílias.
Com atuação em territórios da Amazônia paraense, cooperativas vêm demonstrando, na prática, que o que antes era descarte ou recurso subvalorizado pode se tornar fonte de trabalho, autonomia e valorização cultural, mostrando que movimentações como essas reforçam a capacidade do cooperativismo de unir sustentabilidade econômica, conservação ambiental e protagonismo social.
À frente da TURIARTE, cooperativa de turismo de base comunitária e artesanato sustentável de Santarém, região do Tapajós, a presidente Naira Castro destacou que o trabalho desenvolvido pelas 12 comunidades participantes representa mais do que produção artesanal. Trata-se da preservação de identidade, cultura ancestral e fortalecimento da economia local. Segundo ela, a cooperativa funciona como ponte para dar visibilidade ao trabalho realizado dentro das comunidades, especialmente por mulheres, promovendo geração de renda e autonomia. “Através da cooperativa, conseguimos levar nossos produtos e nossa cultura para além dos territórios locais, alcançando espaços nacionais e internacionais como feiras e exposições”, ressaltou.
Presente na FENCOOP® desde 2022, a TURIARTE utiliza o evento como vitrine para ampliar mercados e divulgar o potencial produtivo das comunidades tradicionais do Pará. Com a participação na feira, a cooperativa busca fortalecer o planejamento produtivo das cooperadas e reforçar a importância da comercialização sustentável como estratégia de desenvolvimento.
No extrativismo florestal, a COOMFLONA também se destaca como exemplo de economia circular e uso racional dos recursos naturais. Atuando com extrativismo e manejo florestal na Floresta Nacional do Tapajós, a cooperativa alia exploração sustentável à geração de renda para famílias da região. O diretor-presidente Arimar Feitosa Rodrigues explicou que o modelo adotado utiliza tecnologias de baixo impacto, permitindo ciclos produtivos sustentáveis de longo prazo e retorno contínuo para as comunidades.
Além da geração econômica, parte dos recursos obtidos é revertida em ações sociais, beneficiando iniciativas voltadas à juventude, mulheres, turismo de base comunitária e artesanato. “O manejo sustentável garante renda, distribui oportunidades e fortalece o desenvolvimento das comunidades”, afirmou.
Outro exemplo vem da COCAOUT, cooperativa formada majoritariamente por jovens da Ilha de Outeiro, que atua na coleta e reciclagem de resíduos sólidos, associando geração de trabalho à educação ambiental. A cooperativa se consolidou como importante agente socioambiental ao transformar materiais recicláveis em renda para jovens com poucas oportunidades no mercado formal.
Representando a cooperativa, Ana Carolina destacou que a atuação vai além da reciclagem, envolvendo campanhas educativas em praias, espaços públicos e centros comerciais. “Nosso trabalho é também conscientizar sobre o descarte correto e mostrar que resíduos podem gerar transformação social”, explicou.
Com parcerias estratégicas com empresas e instituições, a cooperativa amplia sua estrutura operacional e fortalece projetos de inclusão social, ao mesmo tempo em que contribui para redução dos impactos ambientais em áreas urbanas e turísticas.
As experiências apresentadas demonstram que a economia circular, quando impulsionada pelo cooperativismo, se torna ferramenta concreta de desenvolvimento regional. Seja por meio do reaproveitamento de resíduos, da valorização do conhecimento tradicional ou da gestão sustentável dos recursos naturais, cooperativas paraenses mostram que é possível gerar renda e inclusão ao mesmo tempo em que se preserva o meio ambiente.
Essas iniciativas reforçam o papel do cooperativismo na construção de uma economia mais resiliente, inclusiva e alinhada aos desafios atuais da Amazônia. No Pará, o cooperativismo segue provando que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos, transformando oportunidades em impacto real para vida das pessoas.