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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

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02/07/2026

Cooperativas paraenses encerram participação na PEC Brasil 2026 com balanço positivo e prospecções de negócios

Cooperativas paraenses, encerram sua participação na feira PEC Brasil 2026, realizada na última semana em Fortaleza/CE, com grandes perspectivas para continuar as negociações que iniciaram para fornecimento de serviços e produtos com o mercado cearense e outras regiões do país, durante os três dias de evento. Com o apoio do Sistema OCB/PA, a delegação paraense volta com um saldo positivo de vendas, conexões institucionais e abertura de oportunidades para novos negócios. Ao longo da programação, representantes das cooperativas do Pará participaram de rodadas de relacionamento, reuniões técnicas, painéis estratégicos e visitas a espaços de inovação, estabelecendo diálogo com cooperativas de diversas regiões do Brasil e fortalecendo o intercâmbio de boas práticas em gestão, governança, inovação e agregação de valor aos produtos e serviços cooperativistas. A presença das cooperativas paraenses também possibilitou a construção de novas agendas de cooperação e oportunidades de parcerias comerciais, projetos conjuntos e iniciativas voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas, especialmente nos segmentos do agro e produção, contribuindo para ampliar a presença do Pará em mercados nacionais e fortalecer sua atuação em rede. Para o presidente da cooperativa AmazonCoop, Vicente Filho, a feira foi muito importante pela intercooperação desenvolvida com todas as cooperativas participantes, ficou claro a necessidade da comercialização entre si. “Como expositor, enfatizo os conhecimentos adquiridos para com certeza também distribuir os produtos AmazonCoop no mercado de Fortaleza, com proposta para fornecimento de farofa de macaxeira tradicional e farofa de macaxeira apimentada, que serão inicialmente trabalhados assim que, tenhamos o selo MAPA dos produtos. Tudo isso fortalece e permite o crescimento das cooperativas. A PEC BRASIL foi excelente”, declarou. Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, destacou que a participação na PEC Brasil representa muito mais do que a presença institucional do estado em um dos maiores encontros do cooperativismo brasileiro. "A PEC Brasil é um ambiente de conexões, aprendizado e construção de oportunidades. As cooperativas do Pará retornam com uma visão ainda mais estratégica sobre inovação, gestão e desenvolvimento, além de importantes parcerias que contribuirão para fortalecer nossos negócios e ampliar a competitividade do cooperativismo paraense. O Sistema OCB/PA tem o compromisso de criar essas oportunidades e apoiar nossas cooperativas para que estejam cada vez mais preparadas para crescer e gerar desenvolvimento para o Pará", finaliza. Para o Sistema OCB/PA, os resultados obtidos durante a participação no evento demonstram a importância de investir na integração entre cooperativas, na troca de experiências e na aproximação com instituições que compartilham do propósito de promover o desenvolvimento econômico e social por meio do cooperativismo.
Cooperativas paraenses encerram participação na PEC Brasil 2026 com balanço positivo e prospecções de negócios
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26/06/2026

Ernandes Raiol recebe o Prêmio Líderes do Norte 2026 e reforça protagonismo do cooperativismo paraense

O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, foi eleito por votação popular ao Prêmio Líderes do Norte 2026, que reconhece e celebra lideranças que se destacam pela capacidade de inovar, transformar e gerar impacto positivo para a sociedade e para a economia do Estado do Pará. A escolha de Ernandes Raiol representa o reconhecimento público de uma trajetória marcada pelo compromisso com o fortalecimento do cooperativismo paraense e pela atuação estratégica em favor do desenvolvimento econômico e social do Estado. À frente do Sistema OCB/PA há cinco mandatos consecutivos, o presidente possui uma gestão pautada na valorização das pessoas, no fortalecimento da governança das cooperativas e na ampliação da representatividade do cooperativismo paraense. Sob sua liderança, o Sistema intensificou ações de capacitação, inovação, intercooperação, fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável. O trabalho desenvolvido também contribuiu para ampliar a visibilidade das cooperativas como agentes de transformação social e econômica em todas as regiões do estado. Ao receber o Prêmio Líderes do Norte 2026, Ernandes Raiol destacou que a homenagem pertence a todo o movimento cooperativista paraense. "Recebo este reconhecimento com muita gratidão e, acima de tudo, como uma conquista coletiva. Este prêmio representa o trabalho de toda minha equipe, dirigentes, colaboradores e parceiros que acreditam na força do cooperativismo para transformar vidas, desenvolver comunidades e construir um Pará mais forte, sustentável e inclusivo. Seguiremos trabalhando com responsabilidade, diálogo e compromisso para fortalecer cada vez mais o nosso movimento", finalizou o Raiol. O reconhecimento concedido pelo Prêmio Líderes do Norte vem reforçar a importância de uma liderança que acredita no poder da cooperação como instrumento de transformação, simboliza o protagonismo do cooperativismo paraense e o esforço coletivo de dirigentes, colaboradores e cooperativas que, diariamente, constroem um setor mais forte e comprometido com o desenvolvimento do estado do Pará.
Ernandes Raiol recebe o Prêmio Líderes do Norte 2026 e reforça protagonismo do cooperativismo paraense
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23/06/2026

Cooperativismo paraense ganha vitrine nacional na PEC Brasil 2026 em Fortaleza

Cooperativas do Pará estarão presentes com produtos, cultura e desenvolvimento sustentável na maior feira indoor do agronegócio brasileiro e uma das principais vitrines de negócios, inovação e desenvolvimento do setor agropecuário nacional. Realizado entre os dias 25 e 27 de junho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o evento marca uma nova fase do tradicional PEC Nordeste, ampliando sua atuação para todo o território nacional e fortalecendo conexões entre produtores, investidores, instituições e empreendimentos de diversas regiões do país. Promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, a feira reunirá cerca de 600 empresas e instituições expositoras, durante os três dias de programação em um dos maiores encontros do agronegócio nacional, reunindo representantes das cadeias produtivas do Brasil e do exterior. A PEC Brasil também se apresenta como um ambiente propício para a intercooperação, permitindo a troca de experiências entre cooperativas de diferentes estados e segmentos produtivos. Nesse cenário de oportunidades e visibilidade, o Pará estará representado por cooperativas que traduzem a riqueza produtiva, cultural e socioeconômica da Amazônia. Participam da feira as cooperativas Turiarte, Amazoncoop, Cooasafra, Mulheres de Barro, Coopermodas e Coostafe, que levarão ao público produtos com identidade amazônica, artesanato, bioeconomia, agricultura familiar, moda sustentável e alimentos produzidos de forma cooperativa. Ao participar de uma feira de alcance nacional, as cooperativas têm a oportunidade de demonstrar que o cooperativismo é uma ferramenta eficiente de geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Além disso, reforçam o protagonismo do Pará em setores ligados à bioeconomia, agricultura familiar, economia criativa e produção sustentável. Segundo o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a presença das cooperativas paraenses na PEC Brasil 2026 reforça o posicionamento do cooperativismo como agente estratégico de desenvolvimento econômico e social. "A participação das nossas cooperativas representa uma grande oportunidade de mostrar ao Brasil a força do cooperativismo paraense. Estamos levando produtos, histórias e a capacidade empreendedora dos cooperados da Amazônia. Essa presença fortalece a imagem do Pará como referência em produção sustentável e demonstra que o cooperativismo é um caminho concreto para promover inclusão, desenvolvimento regional e geração de oportunidades para milhares de famílias", concluiu.
Cooperativismo paraense ganha vitrine nacional na PEC Brasil 2026 em Fortaleza
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19/06/2026

Modelo de trabalho cooperativista recebe reconhecimento nacional e passa a integrar políticas nacionais de desenvolvimento regional

O cooperativismo alcançou mais uma conquista institucional em sua trajetória e passou a ser oficialmente reconhecido como manifestação da cultura nacional para o desenvolvimento do país. A medida foi sancionada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, por meio da Lei 15.433/2026, publicada na quarta-feira (17) no Diário Oficial da União. A sanção presidencial inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), o modelo cooperativista passa a ocupar uma posição ainda mais estratégica nas políticas públicas de desenvolvimento regional. A norma estabelece que cabe ao Estado garantir a livre atividade das cooperativas e apoiar o desenvolvimento do setor, conforme previsto no artigo 174 da Constituição Federal. A mudança permite que sociedades cooperativas, desde que constituídas de acordo com a legislação específica do setor, tenham acesso aos recursos desses fundos, antes destinados principalmente a empresas. Com isso, cooperativas poderão buscar financiamento para projetos produtivos em áreas como infraestrutura, agroindústria e outras atividades consideradas estratégicas para o crescimento econômico. Ao reconhecer o cooperativismo como instrumento estratégico de transformação econômica e social, o Brasil fortalece um modelo de negócios capaz de gerar prosperidade compartilhada, reduzir desigualdades e promover crescimento sustentável. Para o *Sistema OCB/PA, a medida reforça a convicção de que o cooperativismo não apenas acompanha o desenvolvimento da Amazônia*.  Ele ajuda a construir todos os dias, por meio do trabalho coletivo, da geração de oportunidades e da transformação das comunidades onde está presente. Segundo o *Ernandes Raiol*, esta é uma medida que reconhece, na prática, o papel das cooperativas na construção de um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo. "Essa conquista representa um reconhecimento histórico do Estado brasileiro à capacidade das cooperativas de promover desenvolvimento econômico com inclusão social. As cooperativas já são protagonistas em diversos setores estratégicos da Amazônia e agora passam a contar com instrumentos que permitirão ampliar investimentos, gerar mais oportunidades e fortalecer ainda mais sua contribuição para o crescimento sustentável da região”, destaca o presidente. As cooperativas estão presentes em praticamente todos os setores da economia e desempenham papel decisivo na organização da produção, na inclusão de pequenos produtores, na democratização do acesso a mercados e na geração de oportunidades para milhares de brasileiros. A medida representa o reconhecimento, por parte do Governo Federal, da capacidade das cooperativas de promover crescimento econômico sustentável, gerar emprego e renda, fortalecer cadeias produtivas e impulsionar a inclusão produtiva em todas as regiões do Brasil. O *superintendente do Sistema OCB/PA, Junior Serra*, também ressalta que a medida amplia a capacidade de atuação das cooperativas paraenses em projetos estruturantes. "O acesso aos fundos regionais cria possibilidades para que as cooperativas possam investir em inovação, industrialização, infraestrutura e geração de valor agregado. Isso fortalece a competitividade dos empreendimentos cooperativos e amplia sua participação nas estratégias de desenvolvimento regional. Para o Pará, onde o cooperativismo tem papel fundamental na inclusão produtiva e na dinamização da economia local, essa é uma conquista de enorme relevância", conclui. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares defenderam que o cooperativismo extrapola o campo econômico e representa uma forma de organização social baseada em valores como ajuda mútua, participação democrática e cooperação entre os associados.
Modelo de trabalho cooperativista recebe reconhecimento nacional e passa a integrar políticas nacionais de desenvolvimento regional
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19/06/2026

Projeto PROPECOOP transforma aprendizagem em experiência entre estudantes da Cooperativa Educacional Catarina Huber em Santarém

A Cooperativa Educacional Catarina Huber realizou mais uma edição do PROPECOOP – Projeto Pequeno Empreendedor Cooperativista, a iniciativa é uma importante ferramenta de formação cidadã e cooperativista entre os alunos da instituição. A ação contou com a participação do Sistema OCB/PA, que reforçou o a disseminação dos princípios e valores do cooperativismo junto às novas gerações. O projeto promove aprendizado, protagonismo estudantil e vivência prática dos valores do cooperativismo. O PROPECOOP proporciona aos alunos uma experiência prática sobre empreendedorismo, cooperação, gestão compartilhada, responsabilidade social e trabalho em equipe. Ao longo das atividades, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver habilidades essenciais para a vida pessoal e profissional, compreendendo na prática como o cooperativismo pode transformar realidades e construir soluções coletivas. Nesta edição, os alunos assumiram o protagonismo em todas as etapas do processo, desde o planejamento até a exposição e comercialização dos produtos, vivenciando na prática conceitos como organização, gestão, cooperação e empreendedorismo. A iniciativa busca despertar desde cedo a consciência sobre a importância da colaboração, da participação democrática, pilares que sustentam o movimento cooperativista em todo o mundo. Por meio de dinâmicas, exposições, comercialização de produtos, planejamento de atividades e experiências empreendedoras, os alunos vivenciam conceitos que irão sua formação integral. A participação do Sistema OCB/PA contribuiu para aprimorar o projeto, ajudando a estruturar melhor as ideias e a fortalecer a proposta da feira. Além disso, auxiliou com o documento de solicitação de patrocínio, tornando a proposta mais clara, objetiva e atrativa para apresentação às empresas. “A partir das nossas sugestões, a cooperativa conseguiu captar dois importantes patrocinadores para o evento. Um deles realizou um aporte de aproximadamente R$ 40 mil, além do recurso financeiro, a feira também recebeu apoio por meio da disponibilização de barracas, materiais diversos e climatizadores para proporcionar mais conforto aos participantes” destacou a analista do Sistema OCB/PA, Priscilla Barreto. Segundo a professora Amanda de Melo, o PROPECOOP representa uma oportunidade de unir teoria e prática, incentivando os estudantes a desenvolverem competências empreendedoras alinhadas aos valores da cooperação, solidariedade e responsabilidade coletiva. “Foi um momento de aprendizado prático, integração e desenvolvimento de valores que certamente contribuirão para a formação cidadã e cooperativista de nossas crianças. O evento também fortaleceu os laços entre escola e comunidade, envolvendo famílias, empresas parceiras, empreendedores locais e toda a comunidade escolar”, declarou.
Projeto PROPECOOP transforma aprendizagem em experiência entre estudantes da Cooperativa Educacional Catarina Huber em Santarém
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11/06/2026

Cooperativas da agricultura familiar garantem merenda escolar de qualidade e transformam vidas do campo à sala de aula

Ainda é cedo quando os primeiros agricultores começam a colher hortaliças, frutas, raízes e legumes em propriedades espalhadas pelo interior do Pará. O trabalho realizado no campo segue um caminho que vai muito além da comercialização tradicional. Parte dessa produção tem destino certo: as escolas públicas, onde milhares de estudantes recebem diariamente refeições preparadas com alimentos produzidos por agricultores familiares organizados em cooperativas. Essa conexão entre produção rural e alimentação escolar é uma das mais importantes políticas públicas de desenvolvimento local do país. Por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), cooperativas da agricultura familiar vêm assumindo papel importante no fornecimento de alimentos saudáveis para os estudantes da rede pública, promovendo segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento das economias locais. Criado para assegurar alimentação adequada aos alunos da rede pública, o PNAE estabelece que pelo menos 30% dos recursos destinados à alimentação escolar sejam utilizados na compra de produtos da agricultura familiar. A medida criou oportunidades para milhares de agricultores em todo o país, mas também trouxe desafios relacionados à organização da produção, logística, documentação e participação em chamadas públicas. Nesse cenário, as cooperativas conseguem planejar a produção, garantir volume e regularidade de entrega, atender às exigências sanitárias e cumprir os requisitos estabelecidos pelos órgãos públicos. O superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destaca que o cooperativismo tem sido decisivo para ampliar a participação dos agricultores familiares nos mercados institucionais. “Quando os produtores atuam de forma organizada, conseguem acessar oportunidades que seriam muito mais difíceis individualmente. O cooperativismo fortalece a agricultura familiar, gera renda para as comunidades e contribui para que os estudantes recebam uma alimentação mais saudável e nutritiva”, afirma. Além dos impactos econômicos, a presença da agricultura familiar na alimentação escolar contribui para a valorização da cultura alimentar regional. Produtos como açaí, peixe, farinha de mandioca, frutas amazônicas, polpas, hortaliças e legumes produzidos nas próprias comunidades passam a integrar os cardápios escolares, aproximando os estudantes dos hábitos alimentares locais e fortalecendo a identidade cultural das regiões. Para o agricultor familiar e cooperado da CART Cametá, Danilson Gonçalves, participar do programa representa estabilidade e perspectiva de crescimento. “Antes dependíamos muito das vendas em feiras e atravessadores. Com a cooperativa e o fornecimento para a merenda escolar, conseguimos planejar melhor a produção e ter mais segurança para investir na propriedade”, relata. Para que as cooperativas estejam cada vez mais preparadas para acessar oportunidades como o PNAE e outros programas, o Sistema OCB/PA desenvolve iniciativas voltadas ao fortalecimento da gestão, da comercialização e da segurança jurídica dos empreendimentos cooperativos. Uma dessas iniciativas é o programa NegóciosCoop, solução que conecta cooperativas a oportunidades de mercado, promove rodadas de negócios e aproxima os empreendimentos de potenciais compradores, contribuindo para ampliar sua presença nos mercados institucionais e privados. Outra importante ferramenta é o programa BioCoop, programa que incentiva a valorização da bioeconomia amazônica e da produção sustentável, fortalecendo cadeias produtivas da agricultura familiar e agregando valor aos produtos comercializados pelas cooperativas. Segundo o gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade, essas iniciativas ajudam a preparar os empreendimentos para atender às demandas cada vez mais exigentes do mercado. “Nosso objetivo é apoiar as cooperativas para que estejam estruturadas, competitivas e preparadas para aproveitar oportunidades de comercialização. Isso inclui desde a organização da produção até a qualificação para participação em mercados estratégicos, como a alimentação escolar”, explica. Além disso, o Sistema OCB/PA oferece suporte especializado por meio de sua assessoria jurídica, auxiliando cooperativas na análise de editais, interpretação de exigências legais, elaboração de documentos e participação em chamadas públicas relacionadas ao PNAE e outros programas governamentais. “A orientação jurídica é fundamental para evitar inconsistências documentais e garantir que as cooperativas estejam aptas a participar das chamadas públicas. Nosso trabalho busca dar segurança aos empreendimentos e ampliar suas possibilidades de acesso aos mercados institucionais”, destaca a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Dra Nelian Rossafa. Os benefícios da participação das cooperativas da agricultura familiar no PNAE e outros programas, ultrapassam os limites das propriedades rurais e chegam a toda a comunidade. O aumento da renda das famílias produtoras movimenta o comércio, gera empregos e estimula novos investimentos nas comunidades.
Cooperativas da agricultura familiar garantem merenda escolar de qualidade e transformam vidas do campo à sala de aula
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08/06/2026

Plataforma CapacitaCoop democratiza o ensino e fortalece a qualificação das cooperativas no Pará

Mais de 4 mil usuários cadastrados, quase 8 mil matrículas realizadas e 200 cooperativas atendidas. Esses números refletem o alcance da CapacitaCoop no Pará, plataforma de ensino a distância do Sistema OCB que, desde 2020, vem ampliando o acesso à qualificação profissional gratuita, fortalecendo lideranças e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do cooperativismo no estado. O fortalecimento das cooperativas passa, cada vez mais, pelo investimento em conhecimento. Nesse cenário, a CapacitaCoop tem desempenhado um papel estratégico ao democratizar o acesso à educação, oferecendo oportunidades de formação para cooperados, dirigentes, colaboradores e para toda a sociedade interessada em conhecer mais sobre o modelo cooperativista. Com acesso simplificado e flexibilidade para estudar onde e quando quiser, o ambiente virtual de aprendizagem disponibiliza cursos em diferentes formatos, incluindo vídeos, áudios e materiais complementares. Entre os diferenciais estão as capacitações de curta duração e os cursos realizados por meio do WhatsApp, tornando o aprendizado ainda mais acessível para públicos de diferentes realidades. O reconhecimento da qualidade dos conteúdos ofertados pela CapacitaCoop ultrapassou o ambiente cooperativista. A convite do Ministério do Trabalho e Emprego, os cursos passaram a integrar a plataforma QualificaProBR, hub nacional de divulgação de cursos que reúne conteúdos de 49 instituições parceiras. O Sistema OCB contribui com mais de 200 cursos, reforçando seu compromisso com a educação, a inclusão produtiva e o desenvolvimento de pessoas em todo o país. No Pará, os resultados demonstram o impacto positivo da iniciativa. Entre janeiro de 2020 e 2026, foram registrados 4.290 usuários cadastrados, atendendo 200 cooperativas das 214 existentes na base do Sistema OCB/PA. No mesmo período, foram realizadas 7.826 matrículas e contabilizadas 4.175 conclusões de cursos, consolidando a CapacitaCoop como uma importante aliada no fortalecimento das cooperativas paraenses. A evolução dos indicadores ao longo dos anos evidencia o crescimento do interesse pela qualificação. Em 2020, primeiro ano de funcionamento da plataforma, o Pará contabilizava 101 usuários cadastrados, com 67 matrículas realizadas. Naquele período, o curso com maior número de concluintes foi “Entendendo a Sociedade Cooperativa”. Cinco anos depois, em 2025, o cenário era significativamente diferente. O número de usuários cadastrados alcançou 944 participantes, enquanto as matrículas chegaram a 2.078. Outro dado relevante é a média de idade dos participantes: caiu de 45 para 36 anos, representando mais jovens no meio cooperativista e o fomento à sucessão. O curso com maior número de concluintes no período foi “A História do Cooperativismo”. Ticianny Barbosa, técnica do Sistema OCB/PA, conta que o trabalho institucional é estratégico para atuar na necessidade da cooperativa, operando nos entraves da cooperativa. “Atuamos junto às cooperativas na identificação de necessidades de capacitação e na indicação de cursos alinhados às suas demandas. Dessa forma, incentivamos a formação contínua de dirigentes, conselheiros, cooperados e colaboradores, fortalecendo a gestão, a governança, a competitividade e a cultura cooperativista.” Entre as cooperativas que mais se destacaram na utilização da ferramenta ao longo dos anos, a Unimed Belém ocupa posição de liderança em número de pessoas matriculadas e cursos concluídos. Em 2026, até o momento, a cooperativa lidera o ranking estadual com 412 cursos realizados, seguida pela Unimed Oeste do Pará, com 64, e pela CooperBelém, com 26. De acordo com Vanessa Raiol, Gestora de Pessoas da Unimed Belém, a Capacitacoop tem contribuído para fortalecer a cultura de aprendizagem e aprimoramento dos colaboradores, fazendo com que aprendam de forma flexível e no seu ritmo. “Como forma de engajar os nossos colaboradores, realizamos ações mensais de reconhecimento, como o “treinômetro”, além da entrega de certificados e brindes para os colaboradores destaque. Adicionalmente, o departamento de Gestão de Pessoas e as lideranças utilizam a plataforma para indicar treinamentos aos colaboradores, no plano anual de treinamento” falou a Gestora. A educação cooperativista também ganhou um novo incentivo com a integração entre a CapacitaCoop e o MarketCoop. A novidade deu origem ao programa Capacita Mais, iniciativa que transforma o tempo dedicado ao aprendizado em benefícios para os participantes. Por meio do programa, os usuários evoluem em uma jornada de conhecimento composta por cinco níveis, que vão de Desbravador de Ideias a Alquimista da Sabedoria. Além disso, podem conquistar medalhas ao concluírem cinco ou mais cursos em uma mesma área temática e acumular coopcoins em cursos finalizados a partir deste mês. A moeda digital poderá ser convertida em vouchers para utilização no MarketCoop, possibilitando a aquisição de produtos e serviços ofertados por cooperativas. A iniciativa fortalece a conexão entre educação, valorização do cooperativismo e estímulo à economia cooperativa, reconhecendo o esforço daqueles que investem continuamente em seu desenvolvimento profissional. Mais do que números, a CapacitaCoop representa uma transformação na forma como o conhecimento chega às cooperativas, contribuindo diretamente para o fortalecimento da gestão, para a profissionalização dos cooperados e para a formação de lideranças preparadas para os desafios do mercado atual. Ao ampliar o acesso à educação e estimular a formação contínua de lideranças, a CapacitaCoop se consolida como uma das principais ferramentas de desenvolvimento do cooperativismo paraense. Mais do que qualificar pessoas, a iniciativa fortalece a competitividade das cooperativas, impulsiona a inovação e contribui para a construção de um setor cada vez mais preparado para os desafios econômicos, sociais e ambientais do futuro.
Plataforma CapacitaCoop democratiza o ensino e fortalece a qualificação das cooperativas no Pará
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28/05/2026

Cooperativas estimulam o empreendedorismo, fortalecem a bioeconomia amazônica e transformam comunidades em polos de desenvolvimento sustentável

  O empreendedorismo voltado aos pequenos negócios tem encontrado no turismo rural e no artesanato sustentável novas oportunidades de crescimento no Pará. Em meio ao fortalecimento da bioeconomia amazônica e da busca por experiências ligadas à natureza, cultura e sustentabilidade, cooperativas de transporte, turismo comunitário e produção artesanal movimentam a economia local e criam fontes de renda para famílias em diversas regiões do estado. O avanço desse modelo econômico acompanha uma tendência de valorização do turismo de base comunitária, da economia criativa e dos produtos com identidade cultural e responsabilidade ambiental. No Pará, comunidades inteiras organizadas em cooperativas têm conseguido transformar potencialidades locais em negócios sustentáveis capazes de gerar impacto econômico, social e ambiental positivo. A exemplo da Cooperativa de Transporte Fluvial – Cooppertrans Combu, que reúne 49 cooperados na atuação de travessias e passeios turísticos, focados no ecoturismo sustentável e na valorização da comunidade local no município de Belém e desempenha papel fundamental ao conectar visitantes a comunidades, experiências culturais e destinos ecológicos, com roteiros turísticos que fortalecem as cadeias produtivas ligadas ao artesanato, gastronomia regional, agricultura familiar e produtos da sociobiodiversidade amazônica. Com paisagens naturais, rios, comunidades tradicionais e forte riqueza cultural, o Pará vem cada vez mais, ampliando sua presença no turismo de base comunitária e ecológica. O crescimento do setor tem fomentado pequenos empreendedores ligados ao transporte turístico, hospedagem familiar, alimentação regional e experiências culturais. Além de gerar renda, o turismo sustentável também contribui para valorização cultural e preservação ambiental nas regiões atendidas pelas cooperativas. A cooperada Ana Lice Mota, membro do conselho fiscal da cooperativa Cooppertrans Combu, afirma que o turismo de base comunitária abriu novas perspectivas econômicas para centenas de famílias. “Antes a renda era muito limitada e dependia apenas de trabalhos esporádicos. Hoje conseguimos trabalhar com transporte turístico, levar visitantes para conhecer as comunidades e movimentar outros pequenos negócios locais. Sem o transporte, não tem como o visitante chegar na ilha e consumir o que a gente produz.  Isso fortalece toda a cadeia econômica”, relata. Outro segmento fortalecido pelo cooperativismo é o artesanato sustentável. Pequenos empreendedores passaram a transformar sementes, fibras naturais, madeira reaproveitada e outros elementos da floresta em produtos comercializados em feiras, eventos e em mercados nacionais e internacionais. Com a realização da COP30 em Belém, produtos de cooperativas ganharam o mundo com a comercialização para visitantes de outros países que participaram do evento. Cada peça produzida carrega identidade amazônica e se conecta diretamente ao consumo consciente e sustentável. A artesã Neuma Serrão, integrante da cooperativa COOMFLONA, que produz biojoias e artesanatos ecológicos na região oeste do estado, destaca que o trabalho coletivo trouxe mais visibilidade para os produtos locais. “Hoje conseguimos participar de feiras, divulgar nossos produtos e alcançar clientes de outros estados. O artesanato sustentável passou a ser valorizado não só pela beleza, mas também pela história e pela preservação ambiental envolvida”, explica a cooperada. Segundo ela, o cooperativismo também permitiu acesso a capacitações em gestão, comercialização e inovação e, com isso fortaleceu os pequenos negócios da comunidade. Naira Castro, presidente da TURIARTE*, Cooperativa de Turismo de base Comunitária e Artesanato Sustentável, formada por 194 cooperados, de 12 comunidades*, no município de Santarém, conta que muitos empreendedores da Amazônia já nasceram dentro da cultura da sustentabilidade, mas que precisavam de apoio para transformar isso em oportunidade de mercado. “A floresta sempre foi fonte de sustento para muitas famílias e comunidades. O que a cooperativa faz é organizar essa produção, agregar valor e abrir portas para novos mercados. Hoje vemos pequenos negócios se profissionalizando sem perder sua identidade cultural e ambiental e, nós também estamos inseridos nesse ambiente”, explica a presidente. Especialistas apontam que o crescimento do turismo sustentável e do artesanato ecológico acompanha o fortalecimento da bioeconomia amazônica, considerada uma das principais apostas econômicas para a região nos próximos anos. Nesse contexto, as cooperativas assumem protagonismo ao conectar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão produtiva. O superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, instituição de representação máxima das cooperativas no estado, explica que os pequenos negócios sustentáveis têm potencial para transformar comunidades inteiras. “A bioeconomia cria oportunidades reais para pequenos empreendedores da Amazônia. As cooperativas ajudam a organizar essa produção, profissionalizar os serviços e conectar os cooperados a novos mercados. Isso gera renda, fortalece a identidade cultural e promove desenvolvimento sustentável”, destaca. Ele explica que, “com consumidores cada vez mais atentos à origem dos produtos e ao impacto ambiental das atividades econômicas, o turismo rural sustentável e o artesanato ecológico ganham força como segmentos promissores dentro da nova economia verde”, conclui. No Pará, cooperativas são empreendedores que juntos, buscam acessar o mercado com mais força, cooperando uns com os outros, que movimenta pequenos negócios e ajudam a transformar talentos locais em oportunidades reais de desenvolvimento econômico e social.
Cooperativas estimulam o empreendedorismo, fortalecem a bioeconomia amazônica e transformam comunidades em polos de desenvolvimento sustentável
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27/05/2026

Cooperativas paraenses lideram avanço da coleta seletiva e promovem soluções para gestão de resíduos

Cooperativas de coleta seletiva cada vez mais, assumem o papel estratégico na promoção da sustentabilidade urbana no Pará, transformando desafios relacionados à gestão de resíduos sólidos em soluções que aliam preservação ambiental, geração de renda e inclusão social. Em diversas cidades paraenses, organizações formadas por catadores têm ampliado sua atuação por meio de parcerias públicas e privadas, educação ambiental e fortalecimento institucional. Durante a Feira do Cooperativismo 2026, experiências de cooperativas como FILHOS DO SOL, COREMA e COCAOUT mostraram como o cooperativismo vem se fortalecendo como ferramenta essencial para o avanço da coleta seletiva no estado, promovendo impacto positivo tanto para o meio ambiente quanto para centenas de famílias. Na Região Metropolitana de Belém, a cooperativa FILHOS DO SOL atua na coleta, separação e reaproveitamento de materiais recicláveis, transformando resíduos descartados em fonte de sustento para cooperados. Representante da organização, Socorro Pantoja destacou que o trabalho vai além da reciclagem tradicional, envolvendo reaproveitamento de diversos materiais que muitas vezes são considerados lixo, mas possuem valor econômico e social. “Nem tudo é lixo. O que muitos descartam pode gerar renda e oportunidades para famílias que dependem desse trabalho”, afirmou. Segundo ela, a cooperativa realiza coleta de papelão, plástico, garrafas PET, livros e diversos outros materiais, promovendo também inclusão de novos trabalhadores e apoio a catadores em situação de vulnerabilidade. Além da operação de coleta, a cooperativa também atua fortemente em educação ambiental, promovendo palestras em escolas, universidades e comunidades sobre separação correta de resíduos, reciclagem e preservação ambiental. No sudeste paraense, a cooperativa COREMA, sediada em Marabá, se destaca como exemplo de estruturação bem-sucedida da economia circular. Fundada em 2019, a organização já retirou cerca de 800 toneladas de resíduos recicláveis do meio ambiente, gerando aproximadamente R$ 800 mil em renda para cooperados e para a economia local. A cooperada Francisca Fernandes ressaltou que a cooperativa surgiu como alternativa de inclusão produtiva para famílias desempregadas, especialmente durante o período da pandemia, e hoje representa uma importante engrenagem da gestão de resíduos na cidade. “Hoje, além de gerar renda para dezenas de famílias, movimentamos a economia circular e contribuímos diretamente para uma cidade mais sustentável”, explicou. Com apoio do Sistema OCB/PA, universidades e órgãos públicos, a COREMA fortaleceu sua estrutura operacional, ampliou parcerias comerciais e consolidou ações de educação ambiental em escolas e comunidades. Já na ilha de Outeiro, a COCAOUT reúne jovens cooperados entre 18 e 30 anos em uma iniciativa que alia reciclagem, inclusão social e formação cidadã. A cooperativa desenvolve ações de coleta seletiva, reaproveitamento de resíduos e educação ambiental em praias, espaços turísticos e centros comerciais, contribuindo para preservação ambiental em uma das principais áreas de lazer da região. Representante da cooperativa, Ana Carolina destacou que a atuação da organização se fortalece por meio de parcerias com empresas privadas, instituições sociais e programas de gestão de resíduos orgânicos. “Nosso trabalho é gerar oportunidade para jovens, promover educação ambiental e mostrar que a reciclagem pode transformar vidas e comunidades”, afirmou. As experiências dessas cooperativas demonstram que a coleta seletiva no Pará vai muito além da destinação correta de resíduos. Trata-se de uma estratégia de desenvolvimento urbano, capaz de gerar emprego, renda, inclusão social e consciência ambiental em larga escala. Ao unir catadores, jovens, comunidades e parceiros institucionais, o cooperativismo paraense vem construindo soluções concretas para desafios urbanos contemporâneos, fortalecendo políticas de sustentabilidade com protagonismo social. Nas cidades paraenses, cooperativas de reciclagem mostram que sustentabilidade e inclusão caminham juntas, transformando resíduos em oportunidade, fortalecendo comunidades e promovendo uma nova visão sobre desenvolvimento ambientalmente responsável.
Cooperativas paraenses lideram avanço da coleta seletiva e promovem soluções para gestão de resíduos
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21/05/2026

Inovação e pluralidade apontam os caminhos do futuro do cooperativismo no Pará

O cooperativismo paraense já não olha apenas para o presente. Durante a 6ª edição da Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense, o que se viu foi um setor em pleno movimento, que projeta crescimento a partir de três pilares, renovação de lideranças, inovação nos processos e ampliação de mercados. Esse futuro começa nas bases. Em Santarém, a Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar – COOPAFS, reúne 174 famílias e carrega um diferencial que simboliza o novo momento do cooperativismo. A diversidade. A cooperativa integra, na mesma estrutura, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e agricultores assentados. Um modelo que fortalece não só a produção, mas também a identidade coletiva. “Somos uma cooperativa que tem povos originários dentro da nossa carta jurídica. E o cooperativismo transforma vidas. Em 15 anos, a gente avançou muito em qualidade de vida e dignidade para os cooperados”, destacou a presidente Lucilene Souza. Participando pela primeira vez da FENCOOP®, a COOPAFS já colhe resultados concretos. “As oportunidades são muitas. A gente chegou com expectativa e já está fechando negócios. A feira abre portas, cria contatos e fortalece a cooperativa em todos os sentidos”, completou a presidente. Se por um lado a base se fortalece, por outro o futuro também passa pela renovação de quem lidera o movimento. Criado para ampliar a presença de jovens nos espaços de decisão, o Comitê de Jovens do cooperativismo surge como uma estratégia para garantir a continuidade do modelo. A iniciativa busca preparar novas lideranças e atrair uma geração mais conectada com inovação e mercado. “A gente identificou que havia muitos jovens nas cooperativas, mas poucos em cargos de liderança. O comitê vem para mudar isso, formar líderes e garantir a perenidade do cooperativismo”, pontuou Alana Adinaele, coordenadora do grupo no Pará. Hoje, *mais de 300 jovens já ocupam funções estratégicas dentro das cooperativas do estado*. E o movimento não pretende substituir experiências, mas somar. “A ideia não é romper com quem já construiu essa história, mas sentar ao lado, aprender e propor soluções mais adaptáveis, principalmente em inovação e tecnologia”, reforçou a coordenadora. E é justamente nesse campo que o cooperativismo paraense começa a ganhar novos contornos. A inovação, que antes parecia distante da realidade de muitas cooperativas, agora passa a fazer parte da rotina produtiva... seja na verticalização da produção, no uso de tecnologias ou na adaptação às exigências do mercado. A *técnica do Sistema OCB/PA, Ticianny Barbosa*, acompanha esse avanço de perto. “Hoje a gente já vê cooperativas que saíram da produção básica e passaram a desenvolver novos produtos, como fitoterápicos. Outras investem em rastreabilidade, garantindo mais segurança alimentar e conseguindo acessar mercados que antes não alcançavam”, explicou. O uso de tecnologia também começa a transformar a forma de planejar e gerir os negócios. “A inteligência artificial, por exemplo, permite acessar um volume muito maior de informações e qualificar projetos. Isso gera mais impacto, inclusive social e ambiental, e ajuda a desenvolver produtos mais sustentáveis”, completou. Esse conjunto de transformações, diversidade, juventude e inovação, também reflete diretamente na evolução do próprio sistema cooperativista no estado. *Para o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra*, o futuro do setor está justamente na capacidade de adaptação. “As cooperativas estão evoluindo, oferecendo novos produtos e se conectando com o mercado. Hoje já conseguimos ver produtos sendo comercializados, negócios sendo gerados e uma presença muito mais forte na economia”, afirmou. Segundo ele, a FENCOOP® cumpre um papel estratégico nesse processo ao aproximar produtores, parceiros e consumidores. “A ideia sempre foi conectar as cooperativas com a sociedade. E quando isso acontece, o cooperativismo cresce, se fortalece e mostra que é um modelo competitivo e sustentável”, destacou. A eventos como a feira reforçam esse cenário. Para empreendedores e parceiros, o evento se tornou num espaço de descoberta e construção de oportunidades. “É um ambiente de networking, de conhecer produtos, inovações e cooperativas de diferentes regiões. Isso ajuda a criar parcerias e ampliar mercados”, relatou uma visitante que acompanha o evento desde as primeiras edições. Com esses exemplos sólidos de trabalho, o Sistema OCB/PA mostra que o futuro do cooperativismo no Pará não está concentrado em um único caminho. Ele se constrói de forma coletiva, com novos protagonistas, novas ferramentas e uma visão cada vez mais alinhada às transformações do mundo.
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