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O legado da COP30: cooperativismo paraense ganha protagonismo global na agenda climática

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COOP na COP30

Com programação intensa, apresentação de cases e participação estratégica em diferentes espaços, o cooperativismo do Pará consolida seu papel como solução concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

 

Belém recebeu em novembro de 2025, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), e o cooperativismo paraense ocupou um lugar de destaque nesse processo. Muito antes da abertura oficial do evento, o Sistema OCB/PA e as cooperativas do Estado iniciaram uma mobilização para mostrar ao mundo que é possível aliar preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico a partir de um modelo de negócios sustentável e democrático.

Durante as duas semanas da COP30, de 10 a 21 de novembro, o movimento cooperativista marcou presença em diversos espaços oficiais e paralelos, com uma programação robusta, cases de impacto e debates que reforçam o papel das cooperativas como agentes de transformação climática e social na Amazônia,

 

Cooperativas como soluções para o clima

A participação do cooperativismo paraense na COP30 dialogou diretamente com o reconhecimento global do setor. Em 2025, a Organização das Nações Unidas declarou o Ano Internacional das Cooperativas, destacando o modelo cooperativista como essencial para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e para a construção de economias mais resilientes.

No Pará, esse protagonismo se materializa em ações concretas com a preservação da floresta, fortalecimento da sociobioeconomia, geração de trabalho e renda, inovação produtiva e justiça climática. As cooperativas atuam em setores estratégicos como agropecuária, crédito, transporte, saúde, reciclagem, turismo, artesanato, construção civil, energia e bioeconomia, impactando diretamente mais de 1,4 milhão de pessoas e representando 11% da economia do Estado.

 

Programação intensa e ocupação de espaços estratégicos

A presença cooperativista na COP30 foi marcada por uma agenda diversificada, que inclui painéis, debates, exposições, rodadas de negócios, desfiles, experiências imersivas e apresentações de cases em espaços como a Green Zone, En Zone, Agri Zone, Parque da Bioeconomia, Casa Brasil, museus e auditórios temáticos.

Entre os destaques da programação esteve os debates sobre bioeconomia, financiamento climático, agricultura de baixo carbono, justiça climática, manejo florestal sustentável, inclusão produtiva, reciclagem, inovação, sociobioeconomia e segurança alimentar, além da Celebração do Ano Internacional das Cooperativas, que reforça o reconhecimento global do setor.

A programação também incluiu a comercialização de produtos cooperativistas em espaços estratégicos e de destaque durante a realização do evento, como o Museu do Artesanato Paraense, a Green Zone – Parque da Cidade, a En Zone – Porto Futuro, e o Empório Cooperativista, na sede do Sistema OCB/PA, no qual proporcionou o acesso da população a produtos sustentáveis da Amazônia. Mais de 20 cooperativas, de todo estado, participaram direta e indiretamente do maior evento sobre clima do mundo.

 

Cases paraenses ganham visibilidade internacional

Sete cooperativas do Pará foram selecionadas por edital nacional promovido pelo Sistema OCB para apresentar cases de sucesso com presença física na COP30, evidenciando que o cooperativismo amazônico já entrega soluções concretas para os desafios climáticos globais.

Entre os destaques estão:

COOPATRANS (Medicilândia): com o case da Cacauway, que mostra como o chocolate amazônico pode ser um negócio de impacto social, ambiental e econômico;

CAMTA (Quatro Bocas/Tomé Açu): referência nacional em sistemas agroflorestais e produção sustentável na Amazônia;

SICOOB COOESA (Portel/Marajó): com o projeto Cooperativa Mirim Marajoara, que une educação financeira, cooperação e sustentabilidade para crianças e adolescentes;

COOMFLONA (Belterra):  manejo florestal sustentável na Floresta Nacional do Tapajós;

COOPERNORTE (Paragominas): inovação e resiliência climática no campo em parceria com a Embrapa;

TURIARTE (Santarém): geração de renda por meio do artesanato e do turismo comunitário sustentável;

FECOGAP (Itaituba): inclusão social e desenvolvimento sustentável no setor mineral.

Além desses cases, a COOPERNORTE também apresentou iniciativas voltadas à produtividade sustentável, pesquisa aplicada, agregação de valor e segurança alimentar, no qual consolidou o papel da agroindústria cooperativista como vetor de desenvolvimento regional.

 

Cooperativismo como legado da COP30

Mais do que presença institucional, o cooperativismo paraense buscou construir um legado da COP30 para a Amazônia. O Sistema OCB/PA estruturou um plano de ação estratégico, com foco em diagnósticos, capacitação, comunicação e articulação de parcerias, para fortalecer as cooperativas e prepará-las para o cenário pós-COP.

Bioeconomia, crédito, energias renováveis, conservação ambiental, mobilidade, inovação e economia de baixo carbono são os eixos que norteiam essa agenda, sempre com foco na valorização da sociobiodiversidade, no fortalecimento das comunidades e na geração de oportunidades sustentáveis.

A expectativa é que as discussões e conexões geradas durante a COP30 ampliem o acesso das cooperativas a financiamentos verdes, parcerias internacionais e novos mercados, acelerando a transição para uma economia de baixo carbono e promovendo justiça climática na Amazônia.

 

Amazônia como referência global

Com o cooperativismo à frente, a COP30 trouxe o potencial para consolidar a Amazônia como referência mundial em soluções climáticas baseadas em desenvolvimento territorial, inclusão social e preservação ambiental. O legado que se constrói vai além do evento, pois envolve inovação, capacitação, fortalecimento de redes, agregação de valor às cadeias produtivas e protagonismo das comunidades locais.

Ao levar a voz amazônica para o centro das discussões globais, o cooperativismo paraense reafirma que cuidar do território, gerar renda e preservar a floresta podem caminhar juntos. Um modelo que nasce da cooperação e que aponta caminhos reais para um futuro mais justo, verde e sustentável para o Brasil e para o mundo.

Diante do protagonismo assumido pelo cooperativismo paraense na COP30 e do conjunto de ações estruturadas para fortalecer a presença do setor na agenda climática global, a liderança do movimento destaca que o evento marca um novo momento para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a conferência consolida o cooperativismo como um modelo de negócio capaz de unir preservação ambiental, inclusão social e geração de renda.

“A COP30 representa um marco histórico para o Pará e para a Amazônia, e o cooperativismo paraense assume esse momento com responsabilidade, preparo e protagonismo. O legado que estamos construindo vai além do evento: ele fortalece a sociobioeconomia, valoriza as comunidades e posiciona o Pará como referência global em soluções climáticas baseadas na cooperação.”, destaca o Presidente.

Já para o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a participação das cooperativas na COP30 evidencia a maturidade técnica do setor e sua capacidade de entregar soluções concretas para os desafios da transição climática, ampliando oportunidades de inovação, financiamento e parcerias estratégicas.

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