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Cooperativismo mostra sua presença institucional como agente estratégico no desenvolvimento do Pará
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Com atuação cada vez mais articulada no campo político e econômico, o cooperativismo paraense se mostra como vetor de desenvolvimento econômico, e transformação social no estado. O setor vive um momento de amadurecimento institucional e protagonismo político, chancelado pelo sucesso da FENCOOP® 2026, ocorrida na última semana em Belém. Mais do que um modelo de negócios, o setor se posiciona como uma estratégia concreta de desenvolvimento, capaz de integrar geração de renda, inclusão social e sustentabilidade em um mesmo sistema organizado e eficiente.
Com articulação política crescente e impacto direto na economia real, o cooperativismo paraense se consolida como política de desenvolvimento, ampliando sua influência na economia do estado. Esse avanço é resultado de uma construção coletiva que vem fortalecendo a presença do cooperativismo nos principais espaços de decisão.
A representatividade institucional do cooperativismo também se fortalece à medida que o setor amplia sua presença nos espaços de decisão. Com atuação técnica o Sistema OCB/PA tem desempenhado papel fundamental na defesa de pautas estratégicas, como o reconhecimento das especificidades do modelo cooperativista na reforma tributária, um ponto essencial para garantir competitividade e segurança jurídica às cooperativas paraenses.
Ao mesmo tempo, o movimento se conecta diretamente com agendas globais e nacionais, como o desenvolvimento sustentável. No Pará, essa conexão é ainda mais relevante diante do protagonismo ambiental do estado e da visibilidade internacional com a COP30. As cooperativas já são agentes ativos nessa agenda, atuando na economia circular, na produção sustentável e na valorização de comunidades locais.
Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA, destaca que a iniciativa deixou legados importantes para o estado. Entre eles, estão o fortalecimento da cultura cooperativista, a ampliação de parcerias institucionais e o estímulo à inovação dentro das cooperativas.
"O ensinamento disso tudo é olhar para o futuro e aproveitar aquilo que nos foi dado na COP30, onde nós fomos atores principais e mostramos para o mundo que somos capazes de cuidar da nossa região e ao mesmo tempo produzir com responsabilidade. Nós temos uma pluralidade de produtos oriundos da agricultura familiar e da economia solidária, produtos esses que nos orgulha muito porque são livres de agrotóxico e o mais importante, aquilo que hoje sobra de rejeito das cooperativas nós estamos transformando em bioinsumos e outros adubos que a gente pode trabalhar", avalia Raiol reafirmando o destaque das cooperativas para o futuro.
Nesse contexto, o Sistema OCB/PA exerce um papel estratégico como articulador institucional. Por meio de programas, soluções e ações, a entidade atua na defesa de políticas públicas, no fortalecimento do ambiente de negócios e na ampliação da competitividade das cooperativas. Essa atuação posiciona o cooperativismo como parceiro do desenvolvimento, dialogando com governos, setor produtivo e a sociedade.
Para a diretora-presidente da cooperativa CASP, Cintya Roberta, a articulação política e institucional é fundamental para garantir políticas públicas, acesso a crédito e assistência técnica.
“Estamos no mercado há mais de 16 anos e com o apoio do Sistema OCB/PA trabalhamos em parceria com diversas instituições como prefeituras, Emater, Adepará, Terra Preta, além de assessorias técnicas e instituições de ensino. E todo esse apoio tem sido decisivo para estruturar a produção local mostrando, na prática, que é um modelo econômico viável, saindo da lógica individual e para atuar de forma organizada, garantindo escala, qualidade e acesso a mercados que antes eram inacessíveis para o agricultor familiar, ressaltou Cintya.
Assim como outras cooperativas, os produtos da CASP abastecem programas como o PNAE e o PAA, chegando à merenda escolar de diversos municípios e a instituições como UFPA, IFPA, além do SESC e do Comando da Aeronáutica, por meio de políticas de compra institucional.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (SEDEME), Mauro Bastos, enfatizou o impacto do setor na economia estadual. “O cooperativismo é um parceiro fundamental para o desenvolvimento econômico do Pará. Ele chega aonde muitas vezes outras estruturas não chegam, promove inclusão produtiva e fortalece economias locais. O diálogo com o Sistema OCB/PA tem sido essencial para construirmos políticas públicas mais eficientes e alinhadas com a realidade do estado”, afirmou.
Assim, o cooperativismo deixa de ser visto apenas como uma alternativa econômica e passa a ser reconhecido como política de desenvolvimento. Um modelo que organiza pessoas, gera oportunidades e constrói soluções coletivas para desafios estruturais.