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O impacto crescente das cooperativas de coleta seletiva na região metropolitana de Belém
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No estado do Pará, um importante movimento tem ganhado cada vez mais força. O cooperativismo na coleta seletiva. Todos os dias, homens e mulheres percorrem ruas, bairros e comunidades com um propósito que vai muito além da reciclagem, transformar realidades.
Na região metropolitana de Belém, levantamento realizado em 09 cooperativas de coleta seletiva apontam que mais de 410 toneladas de materiais recicláveis são recolhidas por mês das ruas, incluindo papel, plástico, vidro e metais em 2025. Esse volume revela não apenas a dimensão do trabalho realizado, mas também o potencial de impacto ambiental e social que essas organizações geram no território.
Entre as cooperativas, está a COCAVIP que atua na reciclagem de materiais orgânicos que são transformados em composto sólido e líquido para a comercialização. E a CONCAVES que trabalha com a trituração e comercialização de vidros. As demais, FILHOS DO SOL, ACCSB, COOTARAL, COCAOUT, COOPCRESAM, COOTPA e RECICLABEM, atuam principalmente na coleta, triagem e comercialização dos materiais coletados.
De acordo com estudos de institutos de pesquisa, órgãos governamentais e levantamentos de entidades socioambientais, como o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Brasil, as cooperativas são responsáveis por cerca de 90% de todo o material reciclável coletado em municípios com coleta seletiva, o que evidencia o protagonismo dessas organizações, realidade que também se reflete em Belém.
Mas o cooperativismo não é feito somente de números. Por trás de cada tonelada coletada, existem histórias de superação e recomeço que ampliam ainda mais a importância desse trabalho. Além disso, tem sido uma porta de entrada para o mercado de trabalho formal para milhares de pessoas, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e valorização humana.
Organizados em cooperativas, os catadores deixam de atuar de forma isolada e passam a integrar um modelo de negócio coletivo, com mais segurança, melhores condições de trabalho e acesso a oportunidades de capacitação. O resultado disso é a autonomia e a cidadania de centenas de famílias na região.
Apoio institucional
Com o trabalho contínuo do Sistema OCB/PA, o cooperativismo no Pará avança em todas as frentes de trabalho como uma solução concreta para desafios urbanos e ambientais, ao mesmo tempo em que promove desenvolvimento econômico e inclusão social.
Por meio de uma atuação estruturada, o Sistema promove articulação institucional, ampliando o diálogo com o poder público e parceiros estratégicos; capacitação contínua dos cooperados; fomento à intercooperação, incentivando o trabalho em rede e as boas práticas, entre outros. Essa atuação fortalece as bases do cooperativismo, impulsionando resultados mais consistentes e sustentáveis ao longo do tempo.
“O trabalho das cooperativas de coleta seletiva mostra, na prática, como o cooperativismo transforma vidas. Quando fortalecemos essas organizações, estamos promovendo inclusão social, preservação ambiental e desenvolvimento econômico de forma integrada. Nosso papel é justamente apoiar, qualificar e ampliar as oportunidades para que essas cooperativas cresçam cada vez mais e gerem ainda mais impacto positivo para a sociedade”, destaca a analista do Sistema OCB/PA, Luciane Fiel.
Impacto ambiental
Outro ponto positivo do trabalho das cooperativas está relacionado ao equilíbrio ambiental. Ao retirar milhares de toneladas de resíduos do meio ambiente todos os anos, essas organizações contribuem diretamente para a redução do volume de lixo destinado a aterros sanitários; diminuição da poluição; preservação de recursos naturais; além do incentivo à economia circular, com reaproveitamento de materiais.
Foto: Jadir Paes