
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL no Pará fará participação especial na Feira de Negócios do Cooperativismo - FENCOOP 2025, que acontecerá de 24 a 26 de abril, na Estação das Docas em Belém.
A participação foi confirmada durante reunião do gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade, com o presidente da ABRASEL no Pará, Rafael Menezes e a secretária Carolina Farias, além da diretora de Cooperativismo da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia - SEDEME, Luziane Sena, onde tratou da parceria com a associação para a participação do projeto Cozinha Show durante os três dias da feira, com pratos preparados a partir dos produtos das cooperativas.
Outra pauta discutida, foi a realização de diagnóstico para levantamento de produtos adquiridos pelos associados da ABRASEL, visando a geração de negócios entre as cooperativas e os bares e restaurantes. Também foi mencionado foi mencionado a rodada de Negócios que será realizada em Castanhal, novo núcleo da ABRASEL.
ABRASEL
É uma organização de cunho associativo empresarial que tem como missão representar e desenvolver o setor de alimentação fora do lar (AFL), facilitando o empreender e melhorando a qualidade de vida no país.
“Agradeço a todo o time do Sistema OCB de estarmos juntos desenvolvendo o setor produtivo do Pará, a partir da comercialização dos produtos das cooperativas nos bares e restaurantes associados da ABRASEL”, declarou Rafael Menezes.

Em mais uma iniciativa para fortalecer o cooperativismo no estado, o Sistema OCB/PA, em parceria com o governo do estado, por meio o Instituto de Terras do Pará (ITERPA), mediou a entrega de títulos de terras aos produtores rurais da cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (COAFRA), em Castanhal. A entrega ocorreu na quarta-feira (29), pelo governador Helder Barbalho, para 35 famílias que atuam com agricultura familiar.
As tratativas entre o Sistema OCB/PA e a ITERPA iniciaram em 2023 e já entregou um total de 50 títulos que garantem aos produtores rurais a posse legal de suas terras, essencial para acessar crédito, investir em melhorias e expandir a produção. Sem a titulação, muitos agricultores enfrentam dificuldades para obter financiamentos o que impacta diretamente o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
O Sistema OCB/PA, atuou diretamente na articulação da iniciativa, destacando a importância da regularização fundiária como um dos pilares para o crescimento do setor cooperativista. A ITERPA, entendeu a necessidade dos agricultores, viabilizou o processo e garantiu que os documentos fossem emitidos e entregues, tornando os produtores verdadeiros donos das terras.
“O título de terra não é apenas um papel. É a garantia de que esses produtores podem continuar cultivando e gerando riqueza para suas famílias e para o estado do Pará. Estamos empenhados em fortalecer cada vez mais o cooperativismo e dar segurança para quem trabalha no campo”, destacou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A agricultora Maria do Socorro, uma das beneficiadas com o título de suas terras, conta que vive há 48 em sua propriedade e agora está tendo a oportunidade de conseguir o documento. “Hoje é um dia muito importante para nós que estamos recebendo os títulos que comprovam que as propriedades são nossas”, afirmou a agricultora.
“O recebimento dos títulos tem um significado muito especial para nós da COAFRA, principalmente, por se tratar de algo inédito na regularização fundiária do nosso estado, uma cooperativa viabilizar através de parcerias institucionais com empresas públicas e privadas o processo de regularização da terra do agricultor”, declarou o presidente da COAFRA, Joel Linhares.

Visando garantir a segurança para os negócios cooperativistas e competitividade no mercado, o Sistema OCB/PA anuncia um plano de ação estratégico de adequação e regularização, junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará - ADEPARÁ e demais instituições responsáveis, para atender as cooperativas agropecuárias que participarão como expositoras na Feira de Negócios do Cooperativismo - FENCOOP 2025, que será realizada de 24 a 26 de abril, na Estação das Docas em Belém, bem como, ampliar a possibilidade de vendas dos produtos dessas cooperativas no mercado externo.
A iniciativa terá início já na próxima semana, a partir de 27 de janeiro de 2025. O plano de ação consiste em três etapas: Mapear e qualificar as demandas dos produtos das cooperativas e traçar estratégias específicas para atender às demandas de regularização; definir a necessidade e realizar os processos de regularização junto aos órgãos competentes, com apoio técnico necessário para viabilizar o cumprimento das exigências legais. Por fim, apoiar a comunicação mercadológica da cooperativa (embalagens, rotulagens, peças publicitárias para redes sociais, entre outros). O objetivo é agregar valor aos produtos, destacando a qualidade e a origem cooperativista, além de facilitar a conexão com o mercado consumidor.
A ação reforça o compromisso do Sistema OCB/PA, enquanto entidade representativa do cooperativismo paraense. O termo de cooperação realizado junto a ADEPARÁ, visa atender todos os requisitos necessários garantir a qualidade dos produtos e impulsionar o negócio. Essa é uma demanda histórica para as cooperativas e a parceria com a Agência de Defesa vem para solucionar essa necessidade mercadológica.
O trabalho de regularização é um modelo a ser replicado para os produtos de cooperativas presentes no empório cooperativista e será mais uma das soluções disponíveis para ser replicado com todas as cooperativas do ramo agropecuário.
"Estamos alinhando esforços para garantir que as cooperativas cheguem à FENCOOP 2025 totalmente preparadas e com produtos que atendam aos padrões exigidos no mercado, valorizando ainda mais o trabalho do cooperativismo agropecuário", destacou o presidente Ernandes Raiol.
A FENCOOP 2025 será uma vitrine essencial para o cooperativismo, reunindo diversas cooperativas do estado em um espaço de exposição. O plano de ação desenvolvido pelo Sistema OCB/PA garantirá que as cooperativas participantes estejam alinhadas às exigências legais e prontas para destacar seus produtos no mercado.

Nesta quinta-feira (23), o Sistema OCB/PA, representado pelo superintendente Júnior Serra, se posicionou favorável à proposta da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, para criação de uma rede de abastecimento de produtos alimentícios, que visa integrar associações e cooperativas como principais fornecedores e pequenos comércios como canais de venda, para atender à população de forma mais acessível no estado do Pará. A reunião contou com a participação da Associação Comercial do Pará -ACP, da cooperativa de crédito CRESOL, da Secretaria Municipal de Economia – SECON e representantes da classe empresarial.
De acordo com o presidente da CONAB, Edegar Pretto, além do impacto econômico, o projeto ressalta o potencial da rede para promover a segurança alimentar e o Pará será o primeiro estado a constituir essa rede e garantir o abastecimento na COP30.
"O pequeno comércio é a base do consumo em muitas comunidades. Por isso, integrar os produtores e esses comerciantes é fundamental para levar alimentos saudáveis para a populações mais vulneráveis, que terão acesso a alimentos de qualidade a preços mais acessíveis, afirmou Edegar Pretto.
Participação das Coops
Durante a reunião, os representantes discutiram como a rede poderá ser estruturada. As cooperativas da agricultura familiar, especialmente as de pequeno e médio porte, foram destacadas como peças-chave para o fornecimento de produtos frescos e de qualidade.
Na oportunidade, o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destacou o papel das cooperativas como protagonistas nesse processo, tendo em vista que, elas já possuem uma relação direta com a CONAB, com os agricultura familiar, além de uma estrutura para atender à demanda de forma organizada. “Estamos a disposição para criar uma rede que beneficie todos os elos da cadeia produtiva e, principalmente, a população, que terá acesso a alimentos mais acessíveis e de qualidade", afirmou o superintendente da OCB/PA, Júnior Serra.
O Vice-presidente, Arcílio Oderício e o Diretor de Negócios da CRESOL, Marco André, apresentaram propostas para facilitar o acesso ao crédito pelos agricultores. Isso permitirá que eles invistam na produção, fortalecendo ainda mais o negócio proposto. “Nós como cooperativa, estamos muito perto de quem está na ponta, que são os pequenos e médios produtores. Nosso trabalho é desenvolver a região em que estamos atuamos”, destacou Marco André.
Os próximos passos o grupo de trabalho deverá apresentar os primeiros avanços e o desenho inicial do projeto. Entre as prioridades estão a inclusão de outras entidades para somar ao projeto, definição de políticas de preços que beneficiem tanto os produtores quanto os consumidores, entre outros.

O Presidente do Sistema OCB Pará, Ernandes Raiol, fala da relevância do cooperativismo para a COP30
O cooperativismo no Pará reflete a riqueza e diversidade da Amazônia. Com um território vasto e culturalmente diverso, as cooperativas atuam em múltiplos setores, impactam diretamente e indiretamente a economia local, promovendo a inclusão social e a preservação ambiental. Cada segmento do cooperativismo paraense carrega características únicas da região e da cultura, promovendo serviços e produtos que são essenciais para o dia a dia da comunidade.
O coop está na mesa da população através dos alimentos produzidos por agricultores; no transporte de passageiros e cargas; na construção civil; na educação; no atendimento à saúde física, mental e odontológica; no artesanato; no atendimento à população; na segurança; na reciclagem; no turismo e entre outros serviços.
A diversidade do cooperativismo no Pará não apenas movimenta a economia, mas também transforma vidas e uma comunidade inteira. Os cooperados têm acesso a melhores condições de trabalho, capacitações e ao mercado nacional e internacional. Essa estrutura fortalece a economia local e contribui para a redução das desigualdades sociais.
Só no estado do Pará, mais de 1,4 milhão de pessoas impactada direta e indiretamente com a comercialização de produtos e serviços de cooperativas, gerando mais de 5 mil empregos, representando 11% da economia do estado. No Brasil, o coop emprega 550.611 profissionais e a sua movimentação financeira alcançou R$ 692 bilhões de reais.
A sustentabilidade é um dos pilares que norteia o cooperativismo no estado, principalmente quando se trata da preservação da floresta, adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), e o protagonismo da sociobioeconomia. Projetos de reflorestamento, implantação do sistema agroflorestal, uso de energias limpas e práticas regenerativas são frequentemente conduzidos pelas cooperativas paraenses, alinhando desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Além disso, o cooperativismo contribui para o alcance das metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), com a integração dos ODS em ações estratégias, refletindo o potencial transformador do cooperativismo no Brasil e sua contribuição para a realização da Agenda 2030. Essa relevância é reconhecida pela organização, que pela segunda vez na história, dedicará um ano inteiro ao cooperativismo, ou seja, 2025 é o Ano Internacional das Cooperativas.
Mostrando para a sociedade que o cooperativismo é um modelo de negócio indispensável para a mitigação das mudanças climáticas atrelado ao desenvolvimento social, comunitário e financeiro, ele se torna uma pauta importante durante o maior evento de debate e decisões sobre o clima global, a 30ª Conferência sobre Mudança do Clima, a COP30, que será realizada em Belém, do Pará, em novembro de 2025.
O cooperativismo paraense terá uma grande oportunidade de mostrar ao mundo sua diversidade e capacidade de integrar sustentabilidade, inovação, desenvolvimento econômico e social, com grande potencial de se tornar referência em soluções para os desafios climáticos e para a promoção da sociobioeconomia.
Na Amazônia, onde as riquezas naturais e os desafios socioambientais se encontram, as cooperativas desempenham um papel crucial na preservação dos recursos naturais e na geração de renda sustentável para comunidades locais, tendo a oportunidade de apresentar cases de sucesso, como a produção sustentável de alimentos, a utilização de energias renováveis e a geração de créditos de carbono, reafirmando o compromisso com um futuro mais verde.
Além disso, as discussões durante a COP30 podem ampliar o acesso das cooperativas a financiamentos verdes e parcerias internacionais, acelerando a transição para uma economia de baixo carbono na Amazônia.
O Sistema OCB/PA, representante máximo das cooperativas no Estado, pensando no fortalecimento do cooperativismo, desenvolveu um plano de ação com parceiros estratégicos, envolvendo diagnósticos, capacitação e comunicação com foco na COP30.
Bioeconomia, crédito, energias renováveis, limpeza e conversação, mobilidade e economia serão os eixos de atuação, com a sustentabilidade ambiental, o desenvolvimento econômico local, resiliência comunitária, inovação e colaboração e representatividade e engajamento norteando todas as ações.
Dessa forma, o Sistema OCB/PA trabalhará para que as coops paraenses estejam no centro da governança climática, promovendo práticas sustentáveis e inclusivas que valorizem a sociobiodiversidade e a riqueza socioambiental da região. Além disso, fortalecer o papel das cooperativas na implementação de soluções inovadoras para a mitigação e adaptação às mudanças do clima, contribuindo para a preservação da Amazônia e o desenvolvimento socioeconômico sustentável das comunidades locais.
A COP30, sediada na Amazônia, será um marco histórico para consolidar a região como um exemplo de sustentabilidade e resiliência por meio do cooperativismo, deixando um legado para as futuras gerações.
Legado esse que se perpetuará por anos, com a valorização da sociobioeconomia; a inovação, agregação de valor e verticalização da cadeia produtiva; capacitação e investimento e o fortalecimento de redes e parcerias.
Com o cooperativismo à frente, a Amazônia poderá liderar o caminho para uma sociedade mais justa, ambientalmente correta e economicamente viável.
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