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Workshop Internacional discute o papel das cooperativas da Agricultura Familiar no contexto da COP30
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O protagonismo das cooperativas da agricultura familiar na construção de um futuro sustentável foi o centro das discussões do Workshop Internacional sobre o Papel das Cooperativas da Agricultura Familiar no contexto da COP 30, realizado pela União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária- Unicafes, com apoio da Sedeme, em Belém, com o objetivo de envolver os líderes em debates estratégicos sobre como o cooperativismo da agricultura familiar pode promover transições justas, segurança alimentar e resiliência frente a crise climática, contribuindo para o cumprimento dos ODS’s.
O Sistema OCB/PA esteve presente ativamente nos debates, reforçando o compromisso do cooperativismo paraense em promover soluções sustentáveis e inclusivas diante dos desafios climáticos globais. O encontro reuniu lideranças nacionais e internacionais, representantes da ONU, do Ministério de Agricultura e Pecuária, Ministério de Desenvolvimento Agrário, da Secretaria Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, parlamentares e organizações da sociedade civil.
O workshop destacou a importância das cooperativas da agricultura familiar como agentes estratégicos para a segurança alimentar, a geração de renda e a preservação ambiental. Foi ressaltado que esse segmento responde por grande parte da produção de alimentos consumidos no Brasil, e que a organização em cooperativas fortalece o acesso a mercados, garante preços justos e estimula a adoção de práticas produtivas sustentáveis.
Representando o MDA, o consultor de relações internacionais João Marcos Martins, afirmou que, “não tem como discutir a soberania da fome sem passar pelas cooperativas e o fortalecimento da agricultura familiar. Porque os produtores têm a vocação para gerar o alimento, mas as cooperativas é quem fazem a comercialização”, declarou.
“Estamos com o compromisso claro de ajudar a fortalecer as cooperativas que produzem alimentos saudável, geram renda e preservam a socio biodiversidade” ressaltou a Secretária Nacional de Povos e comunidade Tradicionais, Edel Moraes.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a realização de um evento internacional onde se discute o protagonismo do cooperativismo é importante para o fortalecimento do setor. “A Amazônia será o palco das discussões da COP 30, e nada mais justo do que mostrar ao mundo o papel das nossas cooperativas no equilíbrio entre produção, preservação e inclusão social. O cooperativismo é parte da solução para os desafios climáticos globais”, destacou Raiol.
O papel do Sistema OCB/PA
A participação do Sistema OCB/PA reforça a representatividade do cooperativismo paraense em um momento de grande visibilidade internacional. Além de contribuir com dados, experiências e propostas, a entidade destacou a necessidade da regularização ambiental e fundiária para fortalecer os pequenos produtores; a ampliação do acesso a mercados nacionais e internacionais e a inclusão das cooperativas como protagonistas nos debates sobre bioeconomia e mudanças climáticas.
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O primeiro semestre de 2025 foi marcado por uma intensa agenda de iniciativas do Sistema OCB/PA, reforçando o papel do cooperativismo como motor de desenvolvimento sustentável, inclusão social e protagonismo econômico no Pará. De ações de visibilidade nacional a eventos locais de grande impacto, o período evidenciou o compromisso do Sistema com o fortalecimento institucional, a intercooperação e a promoção de políticas públicas voltadas às cooperativas paraenses.
Campanha “COOP na COP” fortalece comunicação e sustentabilidade
O Sistema OCB/PA iniciou 2025 reunindo mais de 60 jornalistas e comunicadores no lançamento da campanha “COOP na COP”, voltada à valorização do cooperativismo nas discussões ambientais da COP30. O evento também marcou o lançamento do Portal Coop na COP, que reúne histórias reais de cooperativas paraenses que transformam comunidades com responsabilidade socioambiental.
A jornalista Mari Palma foi convidada especial e destacou o papel do jornalismo na divulgação de temas como a bioeconomia amazônica. A ação reforça o compromisso do Sistema em posicionar o cooperativismo como protagonista em pautas globais.
Corrida e Caminhada da Cooperação arrecada mais de 9 toneladas de alimentos
No dia 6 de abril, mais de 4 mil pessoas participaram da 3ª Corrida e Caminhada da Cooperação no Portal da Amazônia, em Belém. O evento, que abre o calendário do Dia C, arrecadou mais de 9 toneladas de alimentos destinados a creches e projetos sociais da capital. Além da mobilização solidária, o evento contou com a presença de 11 cooperativas parceiras, que ofereceram atendimentos gratuitos à população, como serviços de saúde, bem-estar e educação cooperativista. A ação reafirma o impacto social do cooperativismo paraense.
FENCOOP 2025 reúne 112 cooperativas na maior edição da feira
Realizada entre 24 e 26 de abril, a 5ª edição da FENCOOP ocupou a Estação das Docas com 112 cooperativas expositoras de todas as regiões do estado. O evento atraiu milhares de visitantes e destacou produtos premiados, artesanato, crédito, saúde, transporte e reciclagem.
Semana de Competitividade capacita 28 comunicadores paraenses
Em maio, 28 profissionais de comunicação de cooperativas do Pará participaram da edição especial da Semana de Competitividade em Brasília, voltada exclusivamente à comunicação e marketing no cooperativismo. O evento reuniu mais de 800 participantes de todo o Brasil em três dias de imersão.
Pará assume protagonismo regional com presidência da FECOOP Norte
Em julho, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, foi eleito presidente da FECOOP Norte, que representa os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima e Rondônia. Esta é a primeira vez que o Pará assume a presidência da federação.
Com o avanço das ações ao longo do semestre, o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destacou o crescimento da visibilidade e do engajamento das cooperativas paraenses. “Cada iniciativa realizada até aqui teve um impacto direto no fortalecimento do nosso movimento. Estamos promovendo um cooperativismo mais próximo da sociedade, mais profissionalizado e cada vez mais alinhado às demandas do nosso tempo. É gratificante ver as cooperativas se destacando, sendo reconhecidas e mostrando seu real valor econômico e social para o estado do Pará”, afirmou.
Com o retorno do Presidente Itinerante no segundo semestre de 2025, o Sistema OCB/PA reforça seu compromisso com a escuta ativa e a construção colaborativa no cooperativismo paraense. Sob a liderança de Ernandes Raiol, a iniciativa percorrerá todas as regiões do estado, promovendo encontros com cooperativas dos sete ramos para ouvir de perto suas demandas e alinhar estratégias. Este ciclo de visitas terá papel fundamental no levantamento de informações que irão subsidiar a elaboração do orçamento do Sistema para 2026. Atualmente, o Pará conta com 194 cooperativas registradas, que reúnem mais de 80 mil cooperados e 4,5 mil empregados, atuando em áreas que vão do agro à saúde, passando pelo crédito, transporte e produção de bens e serviços. O Presidente Itinerante se consolida como uma ferramenta estratégica para fomentar o desenvolvimento local, fortalecer o vínculo entre o Sistema e suas bases e orientar decisões futuras com base nas necessidades reais das cooperativas.
Ao longo dos próximos meses, o Presidente Itinerante percorrerá dezenas de municípios paraenses, promovendo visitas técnicas, reuniões com cooperativas e alinhamentos institucionais. A agenda inclui encontros em Breves, Portel, Castanhal, São Miguel, Parauapebas, Cametá, Marabá, Canaã dos Carajás, Santarém, Juruti, Placas, Belterra, Porto Trombetas e outras localidades estratégicas, abrangendo todas as regiões do estado. A iniciativa contempla mais de 60 cooperativas, envolvendo cooperados dos ramos agropecuário, crédito, saúde, transporte, produção de bens e serviços, consumo e infraestrutura. O projeto reforça a missão do Sistema OCB/PA de estar presente nos territórios, promovendo o desenvolvimento local e construindo soluções junto às bases cooperativistas.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o primeiro semestre de 2025 mostrou a força da cooperação quando há planejamento, escuta ativa e presença nos territórios. “Cada ação que realizamos até aqui foi pensada para dar visibilidade, apoio e protagonismo às nossas cooperativas. E agora, com o retorno do Presidente Itinerante, vamos além: estaremos presencialmente em cada região, dialogando diretamente com os cooperados, ouvindo suas demandas e construindo soluções juntos. Estar perto é essencial para manter o cooperativismo forte, conectado e alinhado aos desafios reais do nosso estado”, afirmou o presidente.
Encerrando o primeiro semestre com resultados expressivos, o Sistema OCB/PA segue firme em sua missão de fortalecer o cooperativismo em todas as frentes. Mais do que números e eventos, o semestre foi marcado por conexões, crescimento e impacto social. O segundo semestre já começou com novas agendas e projetos estruturantes, reafirmando o papel da OCB/PA como uma entidade atuante, estratégica e comprometida com o futuro do cooperativismo paraense.
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Em sua 18ª edição, o Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES) e a 9ª Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social (FECITIS) reafirmam seu papel como espaços de referência no debate sobre cooperativismo, economia solidária e inovação na Amazônia. Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (PPDRGEA) do IFPA Castanhal, em parceria internacional com a Universidad de Alicante (Espanha) e Le Mans Université (França), o evento conta pelo décimo ano consecutivo com o apoio institucional do Sistema OCB/PA, fortalecendo a conexão entre a produção científica e o desenvolvimento do cooperativismo no território paraense.
Segundo a coordenadora do evento, professora Roberta Coelho, o SICOOPES é construído em constante diálogo com os sujeitos do campo, das águas e das florestas. “A partir dos trabalhos científicos, tecnologias sociais, mostras científicas, todos esses, são construídos com diálogo com sujeitos do campo, das águas e das florestas, e assim os trabalhos de pesquisa e extensão são construídos e desenvolvidos com a comunidade acadêmica articuladas com empreendimentos econômicos solidários, cooperativas a partir de seus agricultores familiares e a sociedade em geral.”, explicou.
A edição de 2025 já bateu recordes: foram 405 trabalhos submetidos, 90 avaliadores atuando e cerca de 2.100 inscritos, refletindo o reconhecimento crescente do seminário no Brasil e no exterior. Para além do impacto acadêmico, o evento também fortalece práticas concretas como a Feira Agroalimentar, que durante o SICOOPES reúne dezenas de empreendimentos, cooperativas e agricultores com produtos da sociobiodiversidade. “No período do SICOOPES a feira agroalimentar intensifica em número de empreendimento que participam da feira e então, existe uma aproximação do consumidor com os agricultores, os empreendedores com produtos da sociobiodiversidade, então além de ser um evento científico, o SICOOPES é também um evento que fortalece o processo de comercialização e aproxima os produtores dos consumidores. Além disso, a FECITIS, né, a Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social promove a divulgação de tecnologias sociais desenvolvidas com os agricultores e para os agricultores, então a cada ano que passa a FECITIS tem demonstrado alternativas de desenvolvimento rural sustentável plausível que alie a produção com a conservação da natureza.”
A cooperação internacional com a Universidad de Alicante (Espanha) e a Le Mans Université (França) é outro pilar que fortalece o seminário e amplia horizontes para estudantes e pesquisadores. Segundo a coordenadora, essa parceria proporciona vivências acadêmicas e culturais que enriquecem a produção científica na Amazônia. “Essa cooperação vai além da produção científica, ela vai na construção de uma relação de fortalecimento das parcerias, da ciência, com a expertise de pesquisadores amazônicos com tecnologia e experiência de professores das universidades internacionais. Então essa parceria tem nos trazido grandes possibilidades como a realização de pós-graduação com cotutela, a possibilidade também de doutorado sanduíche. A possibilidade dos alunos de pós-graduação tanto do mestrado quanto do doutorado de ter oportunidade de visitar experiências, que aparentemente são diferentes da nossa região, mas que têm problemas muito semelhantes e ter um outro olhar a partir de outro território, fortalece muito a produção científica e a qualidade desses trabalhos oriundos dessas pesquisas.”
A realização do SICOOPES e da FECITIS está diretamente alinhada com a missão do PPDRGEA, programa de pós-graduação que articula ensino, pesquisa e extensão com foco na transformação social e no fortalecimento de práticas sustentáveis de desenvolvimento rural, especialmente aquelas ligadas ao cooperativismo e à economia solidária. Como explica a professora Roberta Coelho, que também é coordenadora do curso, o caráter profissional do programa exige que os trabalhos acadêmicos tenham impacto concreto na sociedade: “Além da construção de uma dissertação ou de uma tese nós temos que devolver à sociedade a resposta de uma determinada demanda, e essa demanda tem origem com os agricultores familiares ou com os empreendimentos econômicos solidários, sejam cooperativas ou sejam associações. E então o SICOOPES é um momento onde esses estudantes da pós-graduação do nosso programa e de outros programas e de outras instituições devolvem a esses sujeitos, a sociedade e a comunidade acadêmica resultados importantes de resolução de problemas que têm impactado no desenvolvimento do território então a pós-graduação tem esse papel de pesquisar e resolver determinadas situações que são conflitos em diferentes territórios aqui na Amazônia.”
A parceria com o Sistema OCB/PA é apontada pela professora como estratégica para o fortalecimento do evento ao longo da última década. “Para a gente ter o sistema OCB/PA apoiando as ações em diferentes vertentes do evento vai muito além do financeiro, é contar com um parceiro que dialoga e compartilha princípios como trabalho coletivo, nesse sentido o sistema OCB/PA tem contribuído muito com o crescimento e o fortalecimento do cooperativismo paraense, principalmente ramo agropecuário, econômicos solidários fortalecendo os empreendimentos econômicos solidários e com isso fortalecendo o desenvolvimento territorial rural que é o público que a gente apoia.”
O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, reforçou a importância de apoiar iniciativas que unam conhecimento científico, cooperativismo e desenvolvimento sustentável. “Para nós, apoiar o SICOOPES há dez edições é motivo de orgulho. É um evento que dialoga diretamente com os princípios do cooperativismo, promove a inovação com base no território e fortalece os empreendimentos que estão na linha de frente da economia solidária e da agricultura familiar. Acreditamos que a ciência aplicada à realidade do campo é um dos caminhos mais potentes para o desenvolvimento rural sustentável da Amazônia”, afirmou.
Com uma programação diversa, presença internacional e forte engajamento acadêmico, o SICOOPES 2025 se consolida mais uma vez como espaço estratégico para o diálogo entre universidade e sociedade, entre ciência e prática, entre produção e conservação. Mais do que um evento acadêmico, o seminário é um movimento que reafirma o papel do cooperativismo, da economia solidária e da educação pública na construção de soluções sustentáveis e inclusivas para os territórios amazônicos. Ao valorizar experiências de base comunitária, impulsionar a articulação entre cooperativas e ampliar o debate sobre estratégias de desenvolvimento, o SICOOPES fortalece o cooperativismo como uma ferramenta concreta de transformação social e promoção da justiça territorial na região.
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Com o objetivo de intensificar estratégias com instituições para atuação de forma integrada, o Sistema OCB/PA participou da reunião de alinhamento encabeçada pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva, pertencente a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (SEZEL), na tarde dessa segunda, 21. Também participaram as representantes do SEBRAE e da Cooperativa de Crédito, SICREDI Norte.
o foco da reunião foi discutir ações conjuntas para o Plano de Trabalho para a Gestão de Resíduos Sólidos durante a COP30, por isso a necessidade de fortalecimento das cooperativas de reciclagem. A atuação em conjunto, que busca cumprir não apenas as exigências do evento climático global, mas também deixar um legado permanente de transformação ambiental para a capital.
Cada instituição mostrou a sua estrutura de atuação direcionada. Representando o Sistema OCB/PA, estiverem presentes as analistas de desenvolvimento e monitoramento de cooperativas Luciane Fiel e Melize Borges; e a analista jurídica, Ingrid Figueiredo, apresentando as soluções da instituição e o trabalho que tem sido realizado com as cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
Para a Secretária da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva, Pamela Massoud, a parceria com o Sistema OCB/PA tem sido fundamental para organizar a atuação dessas cooperativas e estruturar um trabalho de excelência. "É importante que os nossos parceiros, como a OCB/PA façam o gerenciamento desses catadores de resíduos dessas cooperativas. A gente tem feito ações de fomento a esses catadores e ações de educação ambiental, e a OCB/PA é um grande parceiro que tem andando junto com a prefeitura de Belém no combate ao descarte irregular e o fomento dessas cooperativas através da organização de documentação, organização das cooperativas, espaço físico e enfim" disse.
Os planos de ação de cada instituição serão cruzados para que o trabalho em conjunto seja direcionado, assertivo e objetivo com o foco na construção do Plano de Ação para Gestão de Resíduos durante a COP, em Belém.
"É de extrema importância o Sistema OCB/PA está inserido nessas articulações com as instituições públicas e privadas. Mostramos todo trabalho que está sendo desenvolvido e planejado, alinhando as estratégias, além de dar continuidade ao que já está sendo feito. Em nome do Presidente Ernandes Raiol e do Superintendente Júnior Serra, agradecemos a parceria para que continuemos, de forma conjunta, desenvolvendo o cooperativismo e transformando comunidades" disse Ingrid Figueiredo, Analista Jurídica do Sistema OCB/PA.
Parceria institucional
A parceria do Sistema OCB Pará com o órgão municipal veio através do reconhecimento por sua atuação direta no MPT(Ministério Público do Trabalho) por meio da representação judicial das cooperativas a fim de garantir o direito dos catadores. O primeiro contato iniciou no início deste ano para colaborar com a formalização dos catadores de materiais recicláveis, promovendo sua inclusão social e produtiva. Ao longo deste primeiro semestre, houve diversas reuniões entre as entidades e a doação de materiais do Dia C como camisas e garrafinhas para os catadores.
Essa articulação entre Prefeitura, cooperativas e demais instituições representa um avanço significativo na valorização do trabalho dos catadores, garantindo a eles direitos, condições dignas de trabalho e participação ativa em um dos maiores eventos ambientais do mundo. A formalização das cooperativas não apenas fortalece o setor, mas amplia o impacto socioeconômico do cooperativismo, trazendo desenvolvimento sustentável, geração de renda e prosperidade para centenas de famílias.
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O projeto ATERCOOP CACAU, uma iniciativa inovadora do Sistema OCB/PA com a parceria Instituto Conexsus, com a iniciativa CocoaAction, EMATER, o apoio da IMAFLORA, vem mudando a realidade dos produtores de cacau vinculados as cooperativas COOPATRANS e COOPOTRAN nos municípios de Medicilândia e Vitória do Xingu. Desde a sua implantação em janeiro de 2025, o ATERCOOP tem promovido uma transformação na assistência técnica rural, com foco em aumentar a produtividade, fortalecer o cooperativismo e garantir mais renda às famílias do campo.
A proposta do projeto ATERCOOP surgiu a partir de um diagnóstico realizado pelo Sistema OCB/PA em que apontou que o Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e uma boa parte dessa produção é proveniente de pequenos produtores organizados em cooperativas, mas que enfrentavam desafios estruturais, como baixa produtividade, dificuldades de acesso a crédito, mercado, tecnologias e assistência técnica adequada.
A partir deste levantamento o Sistema OCB/PA estruturou o ATERCOOP CACAU, um modelo de assistência técnica continuada, especializada, voltada às cooperativas cacaueiras, com objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do cacau na região da Transamazônica, promovendo a adoção de boas práticas agrícolas, acesso a inovações tecnológicas e melhoria na gestão das propriedades.
A ação é conduzida pela PRESTEC – Consultoria e Planejamento Agropecuário, realizada nas cooperativas COPOTRAN e COOPATRANS, com articulação junto a OCB/PA e a Conexsus. O serviço visa solucionar desafios relacionados à baixa adoção de boas práticas pós-colheita, ausência de controle técnico das propriedades e dificuldades de acesso a mercados diferenciados, promovendo capacitação e assistência técnica continuada, apoio à implantação de ferramentas de gestão organização de mutirões de regularização fundiária e visitas técnicas periódicas.
Desde o seu lançamento, o ATERCOOP atua com três grandes linhas de ação. Engajamento de líderes locais para garantir suporte e envolvimento contínuo no projeto; Realização de visitas técnicas iniciais para avaliar e melhorar as práticas de controle de pragas. Implementação de treinamentos especializados com a colaboração dos parceiros do projeto. E suporte complementar para a regularização documental.
A engenheira agrônoma e cooperada da COOPATRANS, Hélia Moura, é a responsável técnica do projeto na cooperativa. Ela conta que a parceria com a OCB/PA e demais instituições é muito importante para os cooperados e agricultores. “Sou agricultora, cooperada e acompanho o projeto e vejo que teremos um impacto na assistência técnica que vão fortalecer o cultivo do cacau na região e a socioeconomia da agricultura e isso vai alavancar os negócios dos produtores que estão empenhados no cultivo do cacau”, afirmou Hélia.
Os efeitos do projeto já podem ser notados com a regularização documental em parceria com a EMATER para garantir conformidade com o CAFs e as visitas técnicas, focando em colheita e pós-colheita com ênfase na segurança, incluindo o uso de EPIs pelo instituto Conexsus. Além do financiamento do projeto Farol, captado pode meio de Edital junto aos Países Baixos, que também será incorporado ao processo de digitalização e rastreabilidade da produção das cooperativas.
“Estamos acompanhando a transformação que o projeto ATERCOOP CACAU está promovendo na nossa cooperativa e aos produtores rurais do nosso estado. Desde o início da implantação, visamos a assistência técnica especializada, fomentar o cooperativismo e agregar valor à cadeia produtiva do cacau. E nós seguiremos firmes, apoiando, fortalecendo e levando mais oportunidades para nossas cooperativas. O campo paraense tem força e muito potencial”, ressaltou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O projeto prevê o atendimento inicial de 30 cooperados nas duas cooperativas potencializando ações coletivas. Também elegeu um agente de campo da própria cooperativa para coordenar as ações e promover a sustentabilidade das ações junto aos produtores.
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O líder cooperativista paraense, presidente do Sistema OCB/PA Ernandes Raiol. foi eleito presidente da Federação dos Sindicatos e Organizações das Cooperativas da Região Norte - FECOOP Norte, integrante da CNCOOP, nesta quarta-feira (16) em Manaus, em uma cerimônia que reuniu representantes dos estados do Amapá, Amazonas e Roraima. Esta é a primeira vez que a OCB/PA assume a presidência da representação sindical do cooperativismo no norte do país. Nesse novo mandato o Pará ainda terá assento no Conselho Fiscal da Federação.
Cumprindo seu papel institucional a nova gestão terá a missão de representar sindicalmente as cooperativas que pertencem a base das referidas OCEs, defender os interesses do cooperativismo como atividade econômica, articular e integrar o sistema cooperativista na região, além de desenvolver estratégias de fortalecimento e promoção de políticas e projetos. Raiol, que já preside o Sistema OCB/PA, traz como principal proposta uma gestão pautada na integração regional, intercooperação e fortalecimento institucional. Ele é reconhecido por sua atuação em prol do cooperativismo paraense. Sob sua gestão, o Sistema OCB/PA representa cerca de 250 cooperativas, mais de 300 mil cooperados e um PIB que atinge 11º da arrecadação do estado, gerando impacto positivo na economia local.
Para exercer a nova função a frende da federação, Ernandes Raiol recebeu o respaldo dos membros da diretoria pelo seu compromisso com o movimento cooperativista. Com ele, a FECOOP Norte ganha um gestor experiente e com conexões institucionais robustas. Sob sua gestão, a federação tende a ampliar sua influência regional, garantir mais voz na formulação de políticas públicas e aprimorar sua capacidade de fomentar negócios sustentáveis e integrados, contribuindo decisivamente para o crescimento do cooperativismo no Norte brasileiro.
“Temos uma proposta clara de promover uma federação forte, integrada capaz de defender os interesses das cooperativas do Norte, ampliando a representatividade e criando mais oportunidades para o nosso cooperativismo crescer. Nosso compromisso será trabalhar de forma integrada com os estados, valorizando as potencialidades regionais, apoiando as cooperativas em seus desafios e promovendo a intercooperação e garantir que a voz do cooperativismo nortista seja ouvida em todas as instâncias”, declarou o presidente.
FECOOP Norte
A FECOOP Norte foi constituída em 2007 e integrada pelos sindicatos e organizações de cooperativas dos estados do Amazonas (OCB/AM), Amapá (OCB/AP), Pará (OCB/PA), Rondônia (OCB/RO) e Roraima (OCB/RR). A instituição tem como objetivo fortalecer o cooperativismo na região Norte do Brasil. Sua atuação visa o fortalecimento institucional, a cooperação entre as organizações do sistema cooperativo e a promoção de eventos e atividades que impulsionem o movimento cooperativista.
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Para fortalecer a atuação dos garimpeiros e promover práticas sustentáveis e legalizadas na extração mineral, a cooperativa FECOGAP, com o apoio do Sistema OCB/PA, realizou a Expedição Trilhando a Legalidade, à comunidade de Penedo, localizada na região do Tapajós. A iniciativa reuniu mais de 60 participantes entre lideranças políticas, comunitárias, garimpeiros e representantes das cooperativas Garimpar e Bom Jardim em um encontro que debateu os caminhos do cooperativismo, os processos de legalização da atividade garimpeira e a importância da preservação ambiental.
A expedição faz parte de um conjunto de encontros da FECOGAP voltadas à organização, informação e à inclusão das comunidades garimpeiras nos debates sobre desenvolvimento sustentável. A ideia é levar para essas ações para outras regiões do estado para sensibilizar as comunidades sobre a importância da trabalhar legalizado.
Em Penedo, os participantes tiveram acesso a informações sobre como se organizar em cooperativa, os benefícios legais e sociais desse modelo de negócio, além de orientações sobre as normas ambientais vigentes, ressaltando a importância de trabalhar dentro dos limites legais para garantir segurança jurídica, acesso a financiamentos e melhoria das condições de trabalho.
“Levar essas informações diretamente aos garimpeiros que estão na base é essencial para garantir que a atividade seja exercida com responsabilidade e dentro da legalidade”, destacou o presidente da FECOGAP, Fernando Lucas.
Além das palestras e rodas de conversa, a expedição promoveu momentos de escuta ativa com os garimpeiros locais, que puderam relatar seus desafios, necessidades e perspectivas para o futuro da atividade na região. A troca de experiências fortalece os laços entre os trabalhadores, criando uma rede de apoio mútuo.
Para Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, o cooperativismo tem o papel transformador e, por meio das cooperativas, é possível abrir caminhos para a legalização, para o acesso a políticas públicas e para um desenvolvimento mais justo e sustentável. “Quero parabenizar a FECOGAP que promoveu essa missão e reafirmar o compromisso do Sistema OCB/PA em seguir apoiando iniciativas como essa, que levam conhecimento, pertencimento e transformação social, declarou Raiol.
A comunidade de Penedo é uma das tantas existentes ao longo da bacia do Tapajós que dependem da atividade mineral como fonte principal de renda. Por isso, ações como essa da FECOGAP são fundamentais para integrar essas comunidades a um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e valorize o trabalho coletivo.
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O cooperativismo paraense segue fortalecendo a inclusão produtiva e a valorização de comunidades tradicionais. Com apoio técnico do Sistema OCB/PA, as cooperativas COOPBOA e COOPAFS conquistaram a aprovação de propostas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Quilombola, garantindo o escoamento da produção da agricultura familiar e promovendo segurança alimentar nas comunidades atendidas.
Cada cooperativa organizou proposta para atender 25 produtores quilombolas com cotas familiares de R$ 15 mil, totalizando R$ 375 mil por projeto. As propostas envolvem a regularização documental dos produtores, comprovações de pertencimento quilombola e estruturação logística para a execução do programa. A consultoria especializada do Sistema OCB/PA foi decisiva em todas as etapas — da elaboração à execução e prestação de contas.
Para o presidente da COOPBOA, Tarcísio Rabelo, a aprovação da proposta no PAA Quilombola foi recebida com grande satisfação e responsabilidade pela cooperativa. “Esse resultado é fruto de muito trabalho coletivo, articulação institucional e confiança no potencial da agricultura familiar quilombola. O impacto direto será significativo: o recurso vai fortalecer a renda dos cooperados, garantir maior estabilidade financeira às famílias, incentivar a permanência no campo e valorizar a produção local, promovendo segurança alimentar nas comunidades e nos centros de distribuição dos alimentos”, afirmou.
Tarcísio também destacou os desafios enfrentados ao preparar sua proposta. “Entre os principais desafios estiveram a atualização da documentação dos produtores, a comprovação da vinculação às comunidades quilombolas reconhecidas, e a organização das informações dentro do prazo exigido pelo edital. Muitos cooperados enfrentam dificuldades de acesso à internet e à documentação regularizada, o que exigiu um esforço concentrado da equipe técnica da cooperativa, com apoio de parceiros, para garantir que todos estivessem aptos a participar”, relatou o presidente.
Na COOPAFS, a presidente Lucilene Sousa reforça a importância do programa para a transformação social “A COOPAFS está se ajustando para aprimorar esse atendimento especial aos quilombolas. Possuímos diversas comunidades quilombolas em nossa região e atender essas famílias por meio das políticas públicas é oportunizar a sua inserção na busca do desenvolvimento social e econômico, melhorando suas rendas familiares e incentivando sua produção em suas propriedades”, disse a presidente.
Ela também destacou que um dos maiores desafios é o processo da habilitação dessas famílias por meio da DAP e CAF e as dificuldades na aceitação da proposta. “Hoje, com a execução do programa, todas as famílias quilombolas estão confiantes e buscando participar. Ainda, a logística e o acesso às famílias estabelecem barreiras no credenciamento e inserção dessas famílias beneficiárias. Entre essas oportunidades e outras só foram possíveis devido à consultoria especializada da OCB em apoio à cooperativa, na organização de todas as etapas do processo.”
Lucilene ressalta ainda como esse apoio foi crucial nesse processo. “Sem a consultoria especializada do Sistema OCB/PA não seria possível acessar as plataformas e conseguir inserir nossas famílias quilombolas produtoras. O processo é longo e desafiador e precisa ser feito de forma correta, desde o processo de mobilização, organização da proposta até sua aprovação. Após, período de execução, agendamento, notas, folha de pagamento e prestação de contas. Contar com a expertise do consultor da OCB nos garante essa tranquilidade e assegura o acesso dessas oportunidades.”
A conquista dessas cooperativas reafirma o potencial do cooperativismo como instrumento de inclusão social e desenvolvimento sustentável no Pará. Por meio do apoio técnico do Sistema OCB/PA e do comprometimento das lideranças locais, os avanços no acesso a políticas públicas demonstram que é possível transformar realidades e garantir dignidade, renda e valorização cultural às comunidades quilombolas por meio da cooperação.
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O Sistema OCB/PA através do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará – OCB/PA, no intuito de fortalecer a visibilidade do cooperativismo paraense e oferecer uma oportunidade estratégica de divulgação institucional, convida as cooperativas registradas e regulares junto à OCB/PA a participarem da ação de publicidade digital em telão de LED, a ser instalado na fachada da sede do Sistema OCB/PA na Av. Visconde de Souza Franco, 567, Belém/PA.
Para saber informações, acesse o edital.
COOPAFS e TURIARTE são as primeiras cooperativas do Pará a participar do PAA para os povos indígenas
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As cooperativas COOPAFS e TURIARTE, alcançaram um feito inédito para o cooperativismo paraense. Elas foram aprovadas como as primeiras cooperativas do Pará a participarem do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena e ambas irão receber o valor de R$ 3 milhões de reais cada, cedido pelo Governo Federal para atender comunidades indígenas na região do Tapajós.
Essa conquista é resultado de uma atuação conjunta entre as cooperativas e o Sistema OCB/PA, que tem prestado apoio técnico, jurídico e institucional às cooperativas do estado na qualificação de seus processos de gestão, na organização da produção e no acesso às políticas públicas e o consultor Fagner Rocha que ajudou com o cadastro das cooperativas junto ao sistema do programa.
O PAA Indígena visa garantir a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em comunidades indígenas. No caso das duas cooperativas contempladas, os alimentos produzidos pelos indígenas, serão destinados para as aldeias da região, fortalecendo a segurança alimentar, o desenvolvimento local e a economia solidária. O programa também busca valorizar os produtos e a cultura alimentar dos povos indígenas com alimentos retirados da própria floresta.
Segundo a presidente COOPAFS, Lucilene Souza, produtora e indígena, a cooperativa integra povos originários quilombolas e indígenas e isso a credenciou para participar do programa. “O programa terá duração de um ano e para participar os indígenas precisam ser cooperados e terão que estar cadastrados e autodeclarados no CadÚnico. Cada família poderá vender até 15 mil reais por mês da produção”, afirmou.
Lucilene destacou, que o apoio do Sistema OCB/PA foi decisivo para viabilizar a participação no programa. “O papel da OCB/PA foi primordial por acompanhar todo o processo, orientando a cooperativa com a emissão de nota fiscal, administração do recurso e a logística”, pontuou a presidente.
De acordo com Natália Dias, presidente da TURIARTE, a cooperativa irá trabalhar com os indígenas da produção agroextrativista que envolve a farinha, frutas regionais, peixe, entre outros alimentos. “Nosso território é muito rico em produtos regionais e, aqui produzimos muito e a gente precisa dessa oportunidade para valorizar nossa produção e os produtores locais. E isso conseguimos por meio da cooperação com a OCB/PA, que é uma grande apoiadora nossa”, declarou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, essa conquista reflete a importância de fortalecer o cooperativismo como instrumento de inclusão e justiça social. “Ficamos muito orgulhosos em ver uma cooperativa paraense se destacando nacionalmente, levando alimento de qualidade às comunidades indígenas e provando que o cooperativismo pode ser um agente transformador de realidades”, confirmou Raiol.
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O Sistema OCB/PA foi selecionado, nesta semana, para o Projeto Farol: Conectando Países Baixos & Pará, uma iniciativa promovida pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil em parceria com a Iniciativa para o Comércio Sustentável - IDH. O sistema concorreu com o projeto ATERCOOP Cacau, um projeto inovador de assistência técnica e foi contemplado com o valor de R$ 30 mil, que será destinado ao fortalecimento de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à valorização do cooperativismo no estado.
A iniciativa visa apoiar projetos inovadores que promovem o desenvolvimento sustentável, geram impacto local e fortalecem as relações internacionais que contribuem com as soluções climáticas. O projeto também estimula conexões inovadoras, sustentáveis e inclusivas entre o estado do Pará e os Países Baixos, criando pontes entre organizações locais, cooperativas, produtores e agentes internacionais do setor público e privado.
A seleção do projeto da OCB/PA representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol do fortalecimento das cooperativas paraenses, especialmente nas áreas da agricultura familiar, promovendo inclusão digital e produtiva. No total, foram 46 projetos inscritos, desses somente 11 classificados e 2 selecionados. Com os recursos recebidos, a organização irá ampliar sua atuação com projetos de inovação que amplie a assistência técnica, a partir de uma parceria com a AmazTrace, Instituto Conexus, Fundação Mundial do Cacau e cooperativas.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a seleção no projeto reafirma o compromisso da organização com um modelo de negócio que une inclusão social, geração de renda e preservação ambiental. “Estar entre as iniciativas apoiadas pelo Projeto Farol mostra que o cooperativismo tem muito a contribuir para uma Amazônia viva, produtiva e conectada com o mundo. Com este apoio, poderemos avançar em ações que fortalecem as cooperativas, valorizam nossos produtores e promovem um modelo sustentável de desenvolvimento para o Pará”, destacou Raiol.
Como resultado, a OCB/PA pretende aprimorar o acesso a mercados e políticas públicas, aumentar a sustentabilidade, a produtividade e servir como modelo replicável para outras cooperativas do programa CacauCoop Pará. Além de transformar práticas em cadeias de valor e promover um impacto socioeconômico positivo na região amazônica, servindo como um novo modelo de gestão produtiva e de assistência técnica a partir do cooperativismo como ator de inovação e modernização na produção sustentável para o bioma amazônico.
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A Cooperativa da Agricultura Familiar Agroextrativista Regional - CAFAR, localizada no município de Breves, celebra a primeira colheita de melancias com princípios sustentáveis agroecológicas, cultivadas por seus cooperados sem a utilização de agrotóxicos. O feito é resultado direto do trabalho de assistência técnica oferecido pelo Sistema OCB/PA, por meio da empresa Terra Preta, especializada em desenvolvimento rural sustentável, em parceria com a prefeitura municipal, por meio das Secretaria de Agricultura e Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.
A produção das melancias integra um conjunto de ações do projeto de Assessoria Técnica e Ambiental Cooperativista – ATAC, voltado para o fortalecimento das cadeias produtivas agroecológicas e a promoção da segurança alimentar das comunidades ribeirinhas. A iniciativa vem transformando a realidade dos cooperados da CAFAR, incentivando práticas sustentáveis, o uso consciente do solo e o aumento da geração de renda local.
“Essa colheita representa muito mais do que o resultado de uma safra. É o símbolo da dedicação das famílias cooperadas, do trabalho conjunto e do investimento em conhecimento técnico e práticas sustentáveis. É uma vitória da agricultura familiar e do cooperativismo paraense. É o início de um novo ciclo, mais produtivo, sustentável e próspero”, destacou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A produtora e cooperada Edineide Barbosa Araújo, que faz parte do projeto, explicou a alaegria em ver que os resultados foram alcançados. “É muito bom mesmo ver que todos os nossos esforços deram certo. É uma felicidade inexplicável, é muito maravilhoso ver a nossa produção dando certo. Só temos a agradecer a OCB/PA e aos parceiros pelo apoio e incentivo”, declarou a produtora.
A atuação da Terra Preta, contratada pelo Sistema OCB/PA, foi fundamental para o sucesso da iniciativa. A empresa prestou acompanhamento técnico desde a escolha das áreas produtivas, passando pelo preparo do solo, adubação orgânica, controle agroecológico até a colheita. O resultado foi uma safra saudável, cultivada sem o uso de insumos químicos, respeitando os princípios da agroecologia e valorizando os saberes tradicionais das comunidades extrativistas.
Além da produção de melancias, o trabalho técnico também contempla o fortalecimento de outras cadeias produtivas estratégicas da região, ampliando as possibilidades de comercialização para os cooperados.
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Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da mandioca no estado do Pará e impulsionar a inovação e competitividade na agricultura familiar, o Sistema OCB/PA e a Embrapa Amazônia Oriental iniciaram, na última semana, a parceria de implantação da vitrine tecnológica da mandioca na sede da cooperativa COAFRA, como parte das ações do Programa BIOCOOP. A iniciativa visa promover o uso de tecnologias inovadoras para o aumento da produtividade, qualidade e competitividade da cultura da mandioca na rede do nordeste paraense. A ação contempla o preparo da área e o plantio de ramas-sementes (manivas) geneticamente melhoradas, desenvolvidas pela Embrapa.
A vitrine tecnológica da mandioca funcionará como um espaço de demonstração prática de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, que envolvem desde o preparo do solo, seleção de cultivares mais produtivas e resistentes, até técnicas de manejo e boas práticas agrícolas. O objetivo é capacitar os cooperados e produtores locais com base em ciência, inovação e sustentabilidade, promovendo o aumento da produtividade e da qualidade do produto.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a parceria reforça o papel do cooperativismo com o desenvolvimento regional. “A mandioca é uma cultura essencial para a segurança alimentar e geração de renda em várias regiões do estado. Ao trazer tecnologia e conhecimento diretamente ao produtor, por meio de suas cooperativas, damos um salto na qualidade da produção e no fortalecimento da agricultura familiar”, destacou o presidente.
Ao todo, foram implantadas 15 cultivares melhoradas com alto potencial produtivo e adaptadas às condições da região. O experimento conta com 45 repetições distribuídas em 8 leiras amostrais, permitindo uma análise robusta dos resultados. As ramas-sementes passaram por um criterioso processo de seleção, classificação e corte, sendo plantadas em espaçamento de 0,70 x 0,90 metros, conforme recomendação técnico-científica da pesquisadora da Embrapa, Elisa Moura.
Para Joel Linhares, presidente da COAFRA, sediar esse projeto é motivo de orgulho e sinal de confiança na atuação da cooperativa, que reúne produtores familiares comprometidos com o desenvolvimento da agricultura sustentável. “Esse é um projeto muito importante para nós porque enfrentamos problemas sérios na cadeia produtiva da mandioca aqui na região. Hoje ao iniciarmos esse projeto que vai multiplicar essas variedades que serão testadas aqui para saber quais irão se adaptar, a gente acolhe com muita boa vontade essa parceria da Embrapa com o Sistema OCB/PA e certamente este é um pontapé inicial de um grande projeto de melhoria e inovação da cadeia produtiva da mandioca”, afirmou o presidente.
A equipe técnica de melhoramento genético da EMBRAPA acompanhará de perto todas as etapas do experimento, desde o plantio até a colheita, visando avaliar o desempenho agronômico das cultivares e identificar aquelas com maior potencial para difusão entre os agricultores da região. A vitrine tecnológica representa um importante passo para o fortalecimento da cadeia da mandioca, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, a geração de renda e a valorização da agricultura familiar no nordeste paraense. A iniciativa faz parte das ações estratégicas do Sistema OCB/PA em prol da inovação no cooperativismo paraense, alinhada aos eixos de assistência técnica, sustentabilidade e inclusão produtiva.
A pesquisadora da Embrapa, Elisa Moura, explicou o trabalho realizado no dia de campo. “Estamos aqui para iniciar um trabalho de seleção de variedade de genótipo de mandioca que seja mais adaptado a região e mais produtivo”, declarou a pesquisadora.
Ela enfatizou ainda, que será um trabalho de três anos na cooperativa para verificar a estabilidade da planta, avaliar a produção e verificar quais espécies são mais adaptadas para a região para que os produtores tenham um material produtivo, mas também que seja bom para comercialização. “A primeira colheita será feita com 11 meses para avaliar a produção de rama, raiz, incidência de doença. Além das características qualitativas como cozimento, sabor, descascamento fácil, entre outros. Durante o manejo será observado ainda a facilidade para a incidência de praga e o desenvolvimento da planta, acrescentou Elisa.
A parceria surgiu a partir de uma provocação do Sistema OCB/PA para atender as cooperativas do Pará junto a Embrapa que já possui um trabalho de pesquisa e tecnologias que podem ser transferidas para os produtores de mandioca do estado.
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O cooperativismo paraense segue colhendo frutos de reconhecimento e valorização. Durante a edição 2025 da Feira do Cacau e do Chocolate Amazônia e Flor Pará, realizada em Belém, a cooperativa Coopatrans, detentora da marca Cacauway, foi destaque ao conquistar duas premiações na área de chocolates finos. O evento, que reuniu produtores, especialistas e entusiastas do setor, bateu recordes de público e consolidou a capital paraense como referência nacional na produção de cacau e derivados com identidade amazônica.
Fundada em 2010 no município de Medicilândia, a Coopatrans surgiu com o propósito de transformar a realidade de pequenos produtores da região Transamazônica, promovendo geração de renda e valorização da cultura cacaueira local. A cooperativa nasceu da união de agricultores familiares e extrativistas da agricultura sustentável, que decidiram agregar valor à produção da amêndoa de cacau, investindo em boas práticas e no processamento artesanal de chocolate. Com um modelo de atuação baseado na economia solidária e na sustentabilidade, a Cacauway é hoje referência nacional na verticalização da cadeia produtiva do cacau amazônico.
Para o presidente da cooperativa, Tarcísio Venturin, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho construído com base em sustentabilidade, parceria e valorização da bioeconomia. “A qualidade de uma amêndoa ou de um chocolate produzido e reconhecido regional, federal ou mundialmente é um prestígio para a Cacauway, que iniciou esse desafio há 15 anos. Isso nos dá a segurança de que estamos no caminho certo ao valorizar o plantio sustentável e a produção da bioeconomia na verticalização dos produtos da lavoura cacaueira. É muito gratificante contar com o apoio do Sistema OCB/PA, parcerias das secretarias do governo, ONGs, instituições e, claro, dos nossos cooperados”, afirmou.
O sucesso da cooperativa também é fruto de uma estratégia consistente baseada no trabalho em equipe, orientação técnica e presença em eventos nacionais. “As feiras e festivais ajudam a levar nossos produtos ao reconhecimento”, reforça Tarcísio. Ele destaca ainda que o cooperativismo tem fortalecido a cultura cacaueira na região e que a OCB/PA vem contribuindo em várias frentes promovendo assistência técnica, regularização ambiental das propriedades e projetos voltados à agricultura familiar. “Desde o plantio sustentável à certificação e participação em feiras. A colaboração da OCB/PA tem sido essencial no processo da cadeia do cacau, com assistência técnica e apoio à certificação dos nossos produtos, garantindo reconhecimento no Brasil e no mundo”, reforçou o presidente.
O reconhecimento da Cacauway também tem nomes e histórias que representam a força do cooperativismo no campo. Rita Aguiar, cooperada e produtora de cacau, conquistou a medalha de prata como segundo lugar na categoria Chocolate Inovação com o produto “chocolate ao leite com gengibre” e na categoria Chocolate Intenso, premiado como um dos melhores chocolates paraenses de 2025. “É muito gratificante. A gente vê um trabalho feito em coletivo, que começa lá no campo, com amêndoas de qualidade, parceria com a cooperativa, troca de conhecimento e muito amor pelo que se faz. A OCB é a nossa fortaleza. Com o apoio deles, chegamos a lugares que não imaginaríamos. É uma parceria que cresce a cada dia e nos ajuda a levar nossos produtos para cada vez mais longe, detacou a cooperada”
Esse reconhecimento à Coopatrans Cacauway também reforça o protagonismo do cooperativismo paraense no cenário nacional. Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a premiação é reflexo de um trabalho coletivo sólido, comprometido com a sustentabilidade e a valorização da identidade amazônica. “Essa premiação mostra que o cooperativismo paraense está preparado para competir em alto nível, com qualidade, sustentabilidade e identidade regional. A Coopatrans é um exemplo de como o trabalho coletivo, quando bem estruturado, gera desenvolvimento, valoriza o produtor rural e fortalece nossa bioeconomia. O Sistema OCB/PA se orgulha de apoiar e caminhar ao lado de cooperativas que fazem a diferença na vida das pessoas e na economia do estado”, finalizou.
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O programa Cacau Coop Pará, criado para fomentar a cadeia produtiva do cacau no estado, é um exemplo de como a valorização da produção local promove o protagonismo das cooperativas paraenses, geram desenvolvimento e valorizam as comunidades. Por meio dos projetos, Câmara Técnica Cooperativista de Cacau - CT COOP CACAU e Ações de Bases Direcionadas, o programa fortalece a cadeia produtiva do cacau e promove o crescimento econômico, social e ambiental em diversas regiões do Pará.
O Cacau Coop Pará reúne seis cooperativas, CAMTA, COOPATRANS, COOPERTUC, COOPERCAU, COPOTRAN e CAMPPAX, que estão impulsionando o crescimento econômico e social em suas regiões, gerando emprego, renda e dignidade para centenas de famílias.
Por meio da articulação do Sistema OCB/PA e apoio de instituições como a Fundação Mundial do Cacau – WCF, o programa tem fortalecido a identidade regional e ampliado o protagonismo do cooperativismo na economia do estado. Em conjunto, essas cooperativas impulsionam o desenvolvimento regional com responsabilidade, solidariedade e visão de futuro.
Em Tomé-Açú, com quase um século de história, a CAMTA é referência em sistemas agroflorestais, possui indicação geográfica (IG) do cacau e integra produção de cacau com outras culturas, promovendo a conservação ambiental e a diversificação da renda dos agricultores. Sua atuação é um exemplo de inovação, sustentabilidade e inclusão, contribuindo diretamente para o desenvolvimento local com práticas que respeitam a floresta e valorizam o trabalho dos produtores.
A COOPATRANS, localizada no município de Medicilândia, reúne produtores que acreditam na força do cacau como vetor de desenvolvimento para a região da Transamazônica. Sua atuação é marcada pela valorização do pequeno agricultor, incentivo à produção de qualidade e respeito ao meio ambiente, sempre com foco no fortalecimento da economia local.
Em Tucumã, a COOPERTUC vem desempenhando um papel fundamental no apoio à agricultura familiar e no fortalecimento da cadeia do cacau. Por meio da assistência técnica, capacitação e organização da produção, ela contribui diretamente para o aumento da renda dos cooperados e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades rurais.
Medicilândia é conhecida como a capital do cacau paraense, e a COOPERCAU tem grande responsabilidade nessa conquista. Com forte atuação na verticalização da produção, a cooperativa aposta na agregação de valor e na excelência do produto para abrir portas em mercados nacionais e internacionais.
No município de Altamira, a COPOTRAN nasce do sonho de fortalecer a produção orgânica e regenerativa. Seus cooperados desenvolvem o cacau de maneira responsável, respeitando os ciclos da floresta e promovendo o uso racional dos recursos naturais. É um modelo que alia tradição, inovação e compromisso ambiental.
Em São Félix do Xingu, a CAMPPAX representa a força da inclusão produtiva de comunidades tradicionais e ribeirinhas. A cooperativa promove o cultivo do cacau como atividade sustentável, geradora de renda e capaz de preservar modos de vida locais. Além disso, atua na capacitação de produtores e no acesso a políticas públicas que incentivam o desenvolvimento rural e a proteção da biodiversidade.
Para o Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, a união dessas cooperativas dentro do programa Cacau Coop Pará representa muito mais do que um arranjo institucional. “É a prova concreta de que o cooperativismo é capaz de transformar realidades. Com atuação em diferentes territórios, cada cooperativa contribui para a consolidação de uma cadeia de valor do cacau pautada pela sustentabilidade, geração de renda e cooperação”, reafirmou o Superintendente.
Quer saber mais sobre essa ação e como sua Coop pode participar? Entre em contato com nossa analista de monitoramento em cooperativas, Paola Corrêa, pelo WhatsApp: 91 984053523 ou pelo e-mail:
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No estado do Pará, uma iniciativa que combina sustentabilidade, geração de renda e valorização do cooperativismo ganha força a cada ano. Trata-se do programa Cacau Coop Pará, criado com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do cacau no estado. O programa fomenta o desenvolvimento sustentável, valoriza a produção local e promove o protagonismo das cooperativas paraenses no mercado nacional e internacional.
Lançado em 2021, o Cacau Coop Pará é fruto de uma articulação do Sistema OCB/PA, com o apoio da Fundação Mundial do Cacau – WCF, que atua em três pilares: pessoas, planeta e renda, que se firma como uma política para estruturar a cadeia produtiva do cacau, melhorar a qualidade do produto e ampliar a competitividade no mercado. O programa oferece ainda, suporte técnico, capacitação, acesso a crédito e abertura de mercados. Mais que uma base econômica, o programa se tornou um vetor de transformação social.
E para um resultado mais eficaz o programa conta com o projeto Câmara Técnica Cooperativista de Cacau - CT COOP CACAU, que é um fórum permanente que debate melhorias na cadeia produtiva, sobre a tributação em produtos do cacau, assistência técnica, compras coletivas e crédito e fundiário. E o projeto Ações de Bases Direcionadas, que reúne os eixos doutrinário, governança e estratégico, importantes para a o desenvolvimento das cooperativas, com a participação da OCB/PA, que promove cursos, oficinas e assistência técnica para os cooperados e gestores, melhorando os processos produtivos, a qualidade do cacau e a gestão das cooperativas.
Os resultados já são visíveis, cooperativas como a CAMTA, COOPATRANS, COOPERTUC, COOPERCAU, COPOTRAN e CAMPPAX têm ganhado protagonismo não apenas na produção de cacau de qualidade, mas também na transformação da matéria-prima em produtos de valor agregado, como chocolates. Isso garante mais renda para os cooperados e fortalece a economia local.
Segundo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o Cacau Coop Pará é uma demonstração do que o cooperativismo pode alcançar quando há união de esforços. “O cacau é uma cadeia produtiva muito relevante para o estado. Precisamos estimular esse mercado, que já chama a atenção de todo o mundo pela sua qualidade, por seu caráter orgânico e pela sua origem amazônida”, declara o presidente.

O balanço contábil financeiro é uma das ferramentas mais importantes para a gestão de uma cooperativa. Ele representa um retrato fiel da situação econômica e financeira da organização em determinado período, geralmente ao final do exercício social. Seu principal objetivo é fornecer informações claras, precisas e padronizadas sobre o patrimônio, as obrigações e os resultados obtidos pela cooperativa.
A elaboração e a publicação do balanço contábil são exigências legais e estatutárias para as cooperativas. Ele deve seguir os princípios da contabilidade, as normas do Conselho Federal de Contabilidade - CFC e do Sistema OCB/PA, garantindo a conformidade com a legislação vigente, evitando penalidades e fortalecendo a credibilidade da entidade perante órgãos reguladores e parceiros.
De acordo com a analista Jurídica do Sistema OCB/PA, Ingrid Figueiredo, as demonstrações contábeis são instrumentos indispensáveis para a gestão e a transparência das cooperativas. “Do ponto de vista legal, sua elaboração é obrigatória e fundamental para o cumprimento das obrigações fiscais e tributárias, como o pagamento de impostos e a entrega de declarações exigidas pelos órgãos competentes. Documentos como o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício (DRE) e a demonstração dos fluxos de caixa são essenciais para refletir com clareza a situação econômica e financeira da entidade”, pontuou Ingrid.
Para Maurília Maciel, analista de Cooperativismo e Monitoramento do Sistema OCB/PA, um ponto importante que os demonstrativos contábeis elaborados pelas cooperativas proporcionam, como Balanço Patrimonial – BP, Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC, Demonstração do Valor Adicionado – DVA e Notas Explicativas das Demonstrações Contábeis – NE, são documentos de suma importância que auxiliam a gestão nas tomadas de decisões, pois contém informações sobre a situação financeira e patrimonial da empresa.
“De posse desses documentos a gestão consegue, de forma mais assertiva, planejar estratégias, identificar as fragilidades e oportunidades da empresa, bem como analisar a saúde financeira para facilitar a obtenção de empréstimos e financiamentos. Isso contribui para o fortalecimento do modelo cooperativo, pautado pela gestão democrática e responsável” afirmou Maurília.
A preocupação da OCB/PA está ligada a ausência ou a não apresentação em prazo adequado dessas demonstrações que pode gerar sérias implicações legais para a cooperativa. Multas, penalidades administrativas e sanções fiscais podem ser aplicadas conforme a legislação vigente, comprometendo não apenas a sustentabilidade do negócio, mas também a credibilidade da entidade perante os cooperados e o mercado.
Portanto, manter as demonstrações contábeis atualizadas e em conformidade com as exigências legais não é apenas uma obrigação formal, mas uma prática essencial para a governança e segurança financeira das cooperativas. Além disso, o balanço contábil serve como base para a tomada de decisões estratégicas, tanto pela diretoria quanto pelos conselhos fiscal e administrativo. Ele também é indispensável para auditorias, para o cumprimento de exigências legais e regulatórias.

Em 2025, a FENCOOP reafirmou, mais uma vez, seu papel para o cooperativismo paraense e as cooperativas comemoram a transformação alcançada, impulsionadas pelos negócios, parcerias e visibilidade gerados com o evento. Este ano, a feira mais uma vez mostrou o potencial que o cooperativismo alcança a cada nova edição.
Um exemplo de transformação recente vem da COOPERURAIM – Cooperativa de Produtores Rurais de Paragominas, que vive um novo ciclo impulsionado pela nova gestão. Com foco em fortalecer a organização interna e se aproximar dos cooperados, a diretoria tem buscado apoio técnico do Sistema OCB/PA e parcerias com a Secretaria de Agricultura e Emater. A participação da cooperativa no Programa Negócios Coop também tem sido essencial para identificar oportunidades de mercado e qualificar os processos de gestão.
“Estamos renovando a COOPERURAIM, repaginando desde a estrutura até a forma de pensar o cooperativismo. Aproximamos os cooperados, ouvimos suas demandas e buscamos soluções reais com o apoio de parceiros estratégicos. O impacto disso já é visível na produtividade das famílias e no nosso crescimento como organização”, afirmou o presidente Fabiano Andrade. Entre os planos para o futuro estão a oferta de assistência técnica contínua e a implantação de um centro de distribuição, que permitirá a cooperativa atender novos mercados e ampliar sua atuação.
A Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense – CASP, também vive uma verdadeira transformação nos últimos anos. Originalmente voltada para a produção de derivados do leite, a cooperativa passou a focar nas cadeias do hortifruti, deixando de lado um modelo que, segundo a própria gestão, não era propícia para a realidade local. “A região nunca foi produtora de leite, com menos de meia dúzia de produtores. O negócio se tornou inviável e, por isso, tomamos a decisão de extinguir o laticínio e focar nos produtos que realmente têm mercado e são cultivados pelos cooperados”, explicou o diretor administrativo Josymarcos Rabelo.
Hoje, a CASP aposta no beneficiamento de mandioca e açaí, além de projetos voltados à comercialização do substrato de caroço de açaí. A participação na FENCOOP gerou avanços nesse processo de evolução. “Sempre voltamos da feira com novos projetos, contatos de venda e troca de conhecimentos entre cooperativas”, destacou. Com apoio do Sistema OCB/PA a CASP também projeta expandir a comercialização dos produtos para supermercados, restaurantes e outros pontos do varejo regional.
A transformação gerada pela FENCOOP também é sentida por cooperativas que desempenham forte papel social, como a COOSTAFE, voltada à ressocialização de pessoas privadas de liberdade (PPLs) e egressos do sistema prisional. A cooperativa nasceu a partir de uma ideia que foi levada ao Sistema OCB/PA e, com apoio e orientação, se consolidou no mercado cooperativista.
A diretora de produção, Jéssica Cruz, compartilhou como a participação contínua na FENCOOP tem impactado a cooperativa. “A COOSTAFE participa da FENCOOP há 3 anos, sendo notório a evolução da cooperativa na gestão de vendas e confecção de produtos. Ao longo desses anos e com base em práticas para aprimorar o conhecimento, as cooperadas vem se aperfeiçoando na fabricação dos materiais, tanto com novos produtos quanto em modelo e técnica. Começamos com a produção de almofadas e ecobags, e hoje, temos uma variedade de produtos, como necessaire, quadro de pintura, toalha de mesa, bolsas, vestuários, entre outros. Tudo isso é feito com as parcerias que temos que nos ajudam tanto com o aperfeiçoamento quanto com a matéria prima”, comentou Jéssica.
Outro exemplo real dessa mudança é a Cooperativa CFC Elite – Autoescola, que oferece serviços de emissão e renovação de habilitação e tem uma trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, dentro do espaço da FENCOOP. “A cada edição aprendemos e sempre buscando fazer mais e melhor pelos nossos cooperados. Crescemos em estrutura, mas, acima de tudo, evoluímos como uma organização comprometida com a qualidade e com os valores que nos unem. A FENCOOP foi fundamental nesse processo porque aqui encontramos um ambiente de construção de parcerias e desenvolvimento”, explicou o presidente da CFC Elite, Adriano Oliveira.
Com resultados concretos na geração de negócios, fortalecimento de parcerias e visibilidade para diferentes ramos cooperativistas, a FENCOOP se consolida como um espaço estratégico para impulsionar o crescimento das cooperativas no Pará. Ao conectar empreendedores, fomentar a inovação e o conhecimento o evento reafirma seu papel essencial na construção de um cooperativismo cada vez mais forte, inclusivo e sustentável no estado.
Quer saber mais sobre essa ação e como sua Coop pode participar? Entre em contato com nosso gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Diego Andrade, pelo WhatsApp: 91 9 9360-4665 ou pelo e-mail:

O Sistema OCB/PA, a convite da Agência Sebrae Caeté, participou na última sexta-feira (09), do “Seminário Mulheres do Campo”, no município de Capanema, que apresentou os resultados das ações para potencializar a agricultura familiar, que beneficiará cerca de 526 produtores rurais, na região de Caeté.
Esse resultado é fruto de uma iniciativa que começou a partir de uma ação do Sistema OCB/PA em parceria com o Sebrae Região Caeté, em 2024, com a promoção de palestras; orientações técnicas para atividades administrativas, contábeis e jurídicas nas cooperativas; orientações para constituição de novas cooperativas e regularização das já existentes junto a OCB/PA.
A partir do suporte técnico e institucional do Sistema OCB/PA as cooperativas se organizaram para fornecer seus produtos para outros mercados. Uma das grandes conquistas desse processo é o acesso efetivo aos programas da CONAB, como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que viabilizou quase R$ 9 milhões em negócios que beneficiarão 526 agricultores, dos quais 416 são mulheres e 110 homens, sendo que 460 deles venderão pela primeira vez para a CONAB.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, esses programas representam uma oportunidade concreta de mercado para os agricultores familiares, garantindo a comercialização de seus produtos com segurança e preço justo.
“Com o apoio técnico, capacitação e articulação institucional, estamos viabilizando que cada vez mais cooperativas estejam aptas a acessar esses programas. Isso significa mais alimentos na mesa da população, mais renda no campo e mais dignidade para os homens e mulheres que vivem da agricultura”, ressaltou o presidente.
E nesse cenário de transformação estão as cooperativas COOPRIMA, AGROMEL e a Rede Nossa Pérola. A COOPRIMA já tinha esse acesso, mas com o apoio do Sistema conseguiu ampliar para outros programas. “Esta é a terceira vez, que sou contemplada pelo projeto da CONAB. Sou apicultora e meliponicultora na região, mas também possuo plantio de melancia, então tenho essa ligação forte na agricultura. E na nossa cooperativa estamos beneficiando cerca de 100 mulheres”, declarou Joelma Nunes, presidente da Cooperativa de Primavera, no município de Primavera.
O encontro reuniu produtores rurais da região, além de representantes de instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o presidente da Comissão de Agricultura, Indústria, Comércio, Serviços, Cooperativismo e Empreendedorismo da Assembleia Legislativa, deputado Fábio Freitas, Secretaria de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entre outras.
Para mais informações sobre este assunto entre em contato com nosso analista em cooperativismo Edilson Júnior pelo telefone: 91 9 9346-9466.

A Cooperativa Agroindustrial Paragominense - COOPERNORTE, com sede em Paragominas -PA, marca presença na APAS SHOW 2025 — o maior evento de alimentos e bebidas da América Latina — levando ao público supermercadista a diversidade e a qualidade dos produtos oriundos da agricultura familiar paraense. De 11 a 15 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a cooperativa estará no estande da OCB Nacional apresentando sua linha de grãos beneficiados, como arroz, feijão e derivados da mandioca, reforçando o papel estratégico do cooperativismo no abastecimento alimentar nacional.
A participação na feira tem um significado especial para a Coopernorte. Segundo Ingrid Assunção, supervisora de marketing da cooperativa, estar presente em um evento de repercussão internacional como a APAS representa o reconhecimento da força do cooperativismo paraense e do potencial da Coopernorte como referência nacional na produção agroindustrial. “Para a Coopernorte, participar da APAS 2025, levando o nome do cooperativismo paraense para um evento de repercussão internacional, representa uma conquista muito grande. Primeiro, por termos sido selecionados entre tantas cooperativas do Brasil, e segundo, por sermos reconhecidos como uma grande cooperativa agroindustrial, com potencial gigantesco para atender ao mercado nacional com produtos de altíssima qualidade”, destacou Ingrid.
A participação da Coopernorte na APAS 2025 foi orientada e acompanhada pelo Sistema OCB/PA desde a inscrição até sua seleção. A presença da cooperativa foi cuidadosamente planejada e apostou em uma campanha temática e alinhada ao calendário comercial brasileiro: Sabores e Saberes de São João. Os produtos selecionados para exposição dialogam diretamente com essa tradição popular, como o milho, a canjica, o flocão, o cuscuz e o fubá — alimentos típicos que fazem parte das receitas das festas juninas em todo o país. “Esperamos que os visitantes conheçam a qualidade dos nossos produtos e descubram a potencialidade do cooperativismo do Norte do Brasil”, explicou Ingrid.
Ingrid destacou ainda o papel fundamental do Sistema OCB/PA — tanto em âmbito estadual quanto nacional — no apoio às cooperativas. Para a Coopernorte, a atuação da OCB/PA vai além da representação institucional. É uma parceira estratégica que oferece capacitações, orientação e suporte para que as cooperativas se fortaleçam e se tornem competitivas no mercado. “A OCB/PA nos acompanha em toda a jornada. Capacita, orienta, impulsiona os negócios. É uma parceira de verdade. Esse apoio faz com que tenhamos mais segurança para expandir e gerar resultados positivos não apenas para a cooperativa, mas para todos os nossos cooperados”, reforçou.
A trajetória da Coopernorte em grandes feiras como a FENCOOP e a Supernorte tem contribuído para a profissionalização da equipe e fortalecimento da marca no cenário nacional. Essas experiências anteriores permitiram à cooperativa compreender melhor as dinâmicas comerciais, aprimorar o relacionamento com os clientes e conquistar visibilidade no setor. “A participação em outras feiras capacita a nossa equipe. Faz com que a Coopernorte esteja no radar dos grandes eventos, além de nos posicionar como realizadora e expositora. Ganhamos experiência para apresentar nossos produtos, falar com o público e abrir novas oportunidades de negócios”, afirmou a supervisora de marketing.
As expectativas para a APAS são altas. A Coopernorte espera ampliar sua rede de contatos, fechar novos negócios e tornar sua marca ainda mais conhecida em todo o Brasil. O objetivo é gerar impacto direto nos cooperados, com mais investimentos e oportunidades para os produtores da região. “Queremos trazer mais visibilidade para os nossos produtos e realizar grandes negócios. Isso impacta diretamente os nossos cooperados, porque conseguimos investir mais na região e fortalecer ainda mais o nosso modelo de cooperação”, finalizou Ingrid.