COOPAFS e TURIARTE são as primeiras cooperativas do Pará a participar do PAA para os povos indígenas
Marcielen Souto
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As cooperativas COOPAFS e TURIARTE, alcançaram um feito inédito para o cooperativismo paraense. Elas foram aprovadas como as primeiras cooperativas do Pará a participarem do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena e ambas irão receber o valor de R$ 3 milhões de reais cada, cedido pelo Governo Federal para atender comunidades indígenas na região do Tapajós.
Essa conquista é resultado de uma atuação conjunta entre as cooperativas e o Sistema OCB/PA, que tem prestado apoio técnico, jurídico e institucional às cooperativas do estado na qualificação de seus processos de gestão, na organização da produção e no acesso às políticas públicas e o consultor Fagner Rocha que ajudou com o cadastro das cooperativas junto ao sistema do programa.
O PAA Indígena visa garantir a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em comunidades indígenas. No caso das duas cooperativas contempladas, os alimentos produzidos pelos indígenas, serão destinados para as aldeias da região, fortalecendo a segurança alimentar, o desenvolvimento local e a economia solidária. O programa também busca valorizar os produtos e a cultura alimentar dos povos indígenas com alimentos retirados da própria floresta.
Segundo a presidente COOPAFS, Lucilene Souza, produtora e indígena, a cooperativa integra povos originários quilombolas e indígenas e isso a credenciou para participar do programa. “O programa terá duração de um ano e para participar os indígenas precisam ser cooperados e terão que estar cadastrados e autodeclarados no CadÚnico. Cada família poderá vender até 15 mil reais por mês da produção”, afirmou.
Lucilene destacou, que o apoio do Sistema OCB/PA foi decisivo para viabilizar a participação no programa. “O papel da OCB/PA foi primordial por acompanhar todo o processo, orientando a cooperativa com a emissão de nota fiscal, administração do recurso e a logística”, pontuou a presidente.
De acordo com Natália Dias, presidente da TURIARTE, a cooperativa irá trabalhar com os indígenas da produção agroextrativista que envolve a farinha, frutas regionais, peixe, entre outros alimentos. “Nosso território é muito rico em produtos regionais e, aqui produzimos muito e a gente precisa dessa oportunidade para valorizar nossa produção e os produtores locais. E isso conseguimos por meio da cooperação com a OCB/PA, que é uma grande apoiadora nossa”, declarou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, essa conquista reflete a importância de fortalecer o cooperativismo como instrumento de inclusão e justiça social. “Ficamos muito orgulhosos em ver uma cooperativa paraense se destacando nacionalmente, levando alimento de qualidade às comunidades indígenas e provando que o cooperativismo pode ser um agente transformador de realidades”, confirmou Raiol.
Marcielen Souto
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O Sistema OCB/PA foi selecionado, nesta semana, para o Projeto Farol: Conectando Países Baixos & Pará, uma iniciativa promovida pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil em parceria com a Iniciativa para o Comércio Sustentável - IDH. O sistema concorreu com o projeto ATERCOOP Cacau, um projeto inovador de assistência técnica e foi contemplado com o valor de R$ 30 mil, que será destinado ao fortalecimento de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à valorização do cooperativismo no estado.
A iniciativa visa apoiar projetos inovadores que promovem o desenvolvimento sustentável, geram impacto local e fortalecem as relações internacionais que contribuem com as soluções climáticas. O projeto também estimula conexões inovadoras, sustentáveis e inclusivas entre o estado do Pará e os Países Baixos, criando pontes entre organizações locais, cooperativas, produtores e agentes internacionais do setor público e privado.
A seleção do projeto da OCB/PA representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol do fortalecimento das cooperativas paraenses, especialmente nas áreas da agricultura familiar, promovendo inclusão digital e produtiva. No total, foram 46 projetos inscritos, desses somente 11 classificados e 2 selecionados. Com os recursos recebidos, a organização irá ampliar sua atuação com projetos de inovação que amplie a assistência técnica, a partir de uma parceria com a AmazTrace, Instituto Conexus, Fundação Mundial do Cacau e cooperativas.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a seleção no projeto reafirma o compromisso da organização com um modelo de negócio que une inclusão social, geração de renda e preservação ambiental. “Estar entre as iniciativas apoiadas pelo Projeto Farol mostra que o cooperativismo tem muito a contribuir para uma Amazônia viva, produtiva e conectada com o mundo. Com este apoio, poderemos avançar em ações que fortalecem as cooperativas, valorizam nossos produtores e promovem um modelo sustentável de desenvolvimento para o Pará”, destacou Raiol.
Como resultado, a OCB/PA pretende aprimorar o acesso a mercados e políticas públicas, aumentar a sustentabilidade, a produtividade e servir como modelo replicável para outras cooperativas do programa CacauCoop Pará. Além de transformar práticas em cadeias de valor e promover um impacto socioeconômico positivo na região amazônica, servindo como um novo modelo de gestão produtiva e de assistência técnica a partir do cooperativismo como ator de inovação e modernização na produção sustentável para o bioma amazônico.
Marcielen Souto
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A Cooperativa da Agricultura Familiar Agroextrativista Regional - CAFAR, localizada no município de Breves, celebra a primeira colheita de melancias com princípios sustentáveis agroecológicas, cultivadas por seus cooperados sem a utilização de agrotóxicos. O feito é resultado direto do trabalho de assistência técnica oferecido pelo Sistema OCB/PA, por meio da empresa Terra Preta, especializada em desenvolvimento rural sustentável, em parceria com a prefeitura municipal, por meio das Secretaria de Agricultura e Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.
A produção das melancias integra um conjunto de ações do projeto de Assessoria Técnica e Ambiental Cooperativista – ATAC, voltado para o fortalecimento das cadeias produtivas agroecológicas e a promoção da segurança alimentar das comunidades ribeirinhas. A iniciativa vem transformando a realidade dos cooperados da CAFAR, incentivando práticas sustentáveis, o uso consciente do solo e o aumento da geração de renda local.
“Essa colheita representa muito mais do que o resultado de uma safra. É o símbolo da dedicação das famílias cooperadas, do trabalho conjunto e do investimento em conhecimento técnico e práticas sustentáveis. É uma vitória da agricultura familiar e do cooperativismo paraense. É o início de um novo ciclo, mais produtivo, sustentável e próspero”, destacou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A produtora e cooperada Edineide Barbosa Araújo, que faz parte do projeto, explicou a alaegria em ver que os resultados foram alcançados. “É muito bom mesmo ver que todos os nossos esforços deram certo. É uma felicidade inexplicável, é muito maravilhoso ver a nossa produção dando certo. Só temos a agradecer a OCB/PA e aos parceiros pelo apoio e incentivo”, declarou a produtora.
A atuação da Terra Preta, contratada pelo Sistema OCB/PA, foi fundamental para o sucesso da iniciativa. A empresa prestou acompanhamento técnico desde a escolha das áreas produtivas, passando pelo preparo do solo, adubação orgânica, controle agroecológico até a colheita. O resultado foi uma safra saudável, cultivada sem o uso de insumos químicos, respeitando os princípios da agroecologia e valorizando os saberes tradicionais das comunidades extrativistas.
Além da produção de melancias, o trabalho técnico também contempla o fortalecimento de outras cadeias produtivas estratégicas da região, ampliando as possibilidades de comercialização para os cooperados.
Marcielen Souto
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Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da mandioca no estado do Pará e impulsionar a inovação e competitividade na agricultura familiar, o Sistema OCB/PA e a Embrapa Amazônia Oriental iniciaram, na última semana, a parceria de implantação da vitrine tecnológica da mandioca na sede da cooperativa COAFRA, como parte das ações do Programa BIOCOOP. A iniciativa visa promover o uso de tecnologias inovadoras para o aumento da produtividade, qualidade e competitividade da cultura da mandioca na rede do nordeste paraense. A ação contempla o preparo da área e o plantio de ramas-sementes (manivas) geneticamente melhoradas, desenvolvidas pela Embrapa.
A vitrine tecnológica da mandioca funcionará como um espaço de demonstração prática de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, que envolvem desde o preparo do solo, seleção de cultivares mais produtivas e resistentes, até técnicas de manejo e boas práticas agrícolas. O objetivo é capacitar os cooperados e produtores locais com base em ciência, inovação e sustentabilidade, promovendo o aumento da produtividade e da qualidade do produto.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a parceria reforça o papel do cooperativismo com o desenvolvimento regional. “A mandioca é uma cultura essencial para a segurança alimentar e geração de renda em várias regiões do estado. Ao trazer tecnologia e conhecimento diretamente ao produtor, por meio de suas cooperativas, damos um salto na qualidade da produção e no fortalecimento da agricultura familiar”, destacou o presidente.
Ao todo, foram implantadas 15 cultivares melhoradas com alto potencial produtivo e adaptadas às condições da região. O experimento conta com 45 repetições distribuídas em 8 leiras amostrais, permitindo uma análise robusta dos resultados. As ramas-sementes passaram por um criterioso processo de seleção, classificação e corte, sendo plantadas em espaçamento de 0,70 x 0,90 metros, conforme recomendação técnico-científica da pesquisadora da Embrapa, Elisa Moura.
Para Joel Linhares, presidente da COAFRA, sediar esse projeto é motivo de orgulho e sinal de confiança na atuação da cooperativa, que reúne produtores familiares comprometidos com o desenvolvimento da agricultura sustentável. “Esse é um projeto muito importante para nós porque enfrentamos problemas sérios na cadeia produtiva da mandioca aqui na região. Hoje ao iniciarmos esse projeto que vai multiplicar essas variedades que serão testadas aqui para saber quais irão se adaptar, a gente acolhe com muita boa vontade essa parceria da Embrapa com o Sistema OCB/PA e certamente este é um pontapé inicial de um grande projeto de melhoria e inovação da cadeia produtiva da mandioca”, afirmou o presidente.
A equipe técnica de melhoramento genético da EMBRAPA acompanhará de perto todas as etapas do experimento, desde o plantio até a colheita, visando avaliar o desempenho agronômico das cultivares e identificar aquelas com maior potencial para difusão entre os agricultores da região. A vitrine tecnológica representa um importante passo para o fortalecimento da cadeia da mandioca, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, a geração de renda e a valorização da agricultura familiar no nordeste paraense. A iniciativa faz parte das ações estratégicas do Sistema OCB/PA em prol da inovação no cooperativismo paraense, alinhada aos eixos de assistência técnica, sustentabilidade e inclusão produtiva.
A pesquisadora da Embrapa, Elisa Moura, explicou o trabalho realizado no dia de campo. “Estamos aqui para iniciar um trabalho de seleção de variedade de genótipo de mandioca que seja mais adaptado a região e mais produtivo”, declarou a pesquisadora.
Ela enfatizou ainda, que será um trabalho de três anos na cooperativa para verificar a estabilidade da planta, avaliar a produção e verificar quais espécies são mais adaptadas para a região para que os produtores tenham um material produtivo, mas também que seja bom para comercialização. “A primeira colheita será feita com 11 meses para avaliar a produção de rama, raiz, incidência de doença. Além das características qualitativas como cozimento, sabor, descascamento fácil, entre outros. Durante o manejo será observado ainda a facilidade para a incidência de praga e o desenvolvimento da planta, acrescentou Elisa.
A parceria surgiu a partir de uma provocação do Sistema OCB/PA para atender as cooperativas do Pará junto a Embrapa que já possui um trabalho de pesquisa e tecnologias que podem ser transferidas para os produtores de mandioca do estado.
Marcielen Souto
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O cooperativismo paraense segue colhendo frutos de reconhecimento e valorização. Durante a edição 2025 da Feira do Cacau e do Chocolate Amazônia e Flor Pará, realizada em Belém, a cooperativa Coopatrans, detentora da marca Cacauway, foi destaque ao conquistar duas premiações na área de chocolates finos. O evento, que reuniu produtores, especialistas e entusiastas do setor, bateu recordes de público e consolidou a capital paraense como referência nacional na produção de cacau e derivados com identidade amazônica.
Fundada em 2010 no município de Medicilândia, a Coopatrans surgiu com o propósito de transformar a realidade de pequenos produtores da região Transamazônica, promovendo geração de renda e valorização da cultura cacaueira local. A cooperativa nasceu da união de agricultores familiares e extrativistas da agricultura sustentável, que decidiram agregar valor à produção da amêndoa de cacau, investindo em boas práticas e no processamento artesanal de chocolate. Com um modelo de atuação baseado na economia solidária e na sustentabilidade, a Cacauway é hoje referência nacional na verticalização da cadeia produtiva do cacau amazônico.
Para o presidente da cooperativa, Tarcísio Venturin, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho construído com base em sustentabilidade, parceria e valorização da bioeconomia. “A qualidade de uma amêndoa ou de um chocolate produzido e reconhecido regional, federal ou mundialmente é um prestígio para a Cacauway, que iniciou esse desafio há 15 anos. Isso nos dá a segurança de que estamos no caminho certo ao valorizar o plantio sustentável e a produção da bioeconomia na verticalização dos produtos da lavoura cacaueira. É muito gratificante contar com o apoio do Sistema OCB/PA, parcerias das secretarias do governo, ONGs, instituições e, claro, dos nossos cooperados”, afirmou.
O sucesso da cooperativa também é fruto de uma estratégia consistente baseada no trabalho em equipe, orientação técnica e presença em eventos nacionais. “As feiras e festivais ajudam a levar nossos produtos ao reconhecimento”, reforça Tarcísio. Ele destaca ainda que o cooperativismo tem fortalecido a cultura cacaueira na região e que a OCB/PA vem contribuindo em várias frentes promovendo assistência técnica, regularização ambiental das propriedades e projetos voltados à agricultura familiar. “Desde o plantio sustentável à certificação e participação em feiras. A colaboração da OCB/PA tem sido essencial no processo da cadeia do cacau, com assistência técnica e apoio à certificação dos nossos produtos, garantindo reconhecimento no Brasil e no mundo”, reforçou o presidente.
O reconhecimento da Cacauway também tem nomes e histórias que representam a força do cooperativismo no campo. Rita Aguiar, cooperada e produtora de cacau, conquistou a medalha de prata como segundo lugar na categoria Chocolate Inovação com o produto “chocolate ao leite com gengibre” e na categoria Chocolate Intenso, premiado como um dos melhores chocolates paraenses de 2025. “É muito gratificante. A gente vê um trabalho feito em coletivo, que começa lá no campo, com amêndoas de qualidade, parceria com a cooperativa, troca de conhecimento e muito amor pelo que se faz. A OCB é a nossa fortaleza. Com o apoio deles, chegamos a lugares que não imaginaríamos. É uma parceria que cresce a cada dia e nos ajuda a levar nossos produtos para cada vez mais longe, detacou a cooperada”
Esse reconhecimento à Coopatrans Cacauway também reforça o protagonismo do cooperativismo paraense no cenário nacional. Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a premiação é reflexo de um trabalho coletivo sólido, comprometido com a sustentabilidade e a valorização da identidade amazônica. “Essa premiação mostra que o cooperativismo paraense está preparado para competir em alto nível, com qualidade, sustentabilidade e identidade regional. A Coopatrans é um exemplo de como o trabalho coletivo, quando bem estruturado, gera desenvolvimento, valoriza o produtor rural e fortalece nossa bioeconomia. O Sistema OCB/PA se orgulha de apoiar e caminhar ao lado de cooperativas que fazem a diferença na vida das pessoas e na economia do estado”, finalizou.
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