Marcielen Souto
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Para fortalecer a atuação dos garimpeiros e promover práticas sustentáveis e legalizadas na extração mineral, a cooperativa FECOGAP, com o apoio do Sistema OCB/PA, realizou a Expedição Trilhando a Legalidade, à comunidade de Penedo, localizada na região do Tapajós. A iniciativa reuniu mais de 60 participantes entre lideranças políticas, comunitárias, garimpeiros e representantes das cooperativas Garimpar e Bom Jardim em um encontro que debateu os caminhos do cooperativismo, os processos de legalização da atividade garimpeira e a importância da preservação ambiental.
A expedição faz parte de um conjunto de encontros da FECOGAP voltadas à organização, informação e à inclusão das comunidades garimpeiras nos debates sobre desenvolvimento sustentável. A ideia é levar para essas ações para outras regiões do estado para sensibilizar as comunidades sobre a importância da trabalhar legalizado.
Em Penedo, os participantes tiveram acesso a informações sobre como se organizar em cooperativa, os benefícios legais e sociais desse modelo de negócio, além de orientações sobre as normas ambientais vigentes, ressaltando a importância de trabalhar dentro dos limites legais para garantir segurança jurídica, acesso a financiamentos e melhoria das condições de trabalho.
“Levar essas informações diretamente aos garimpeiros que estão na base é essencial para garantir que a atividade seja exercida com responsabilidade e dentro da legalidade”, destacou o presidente da FECOGAP, Fernando Lucas.
Além das palestras e rodas de conversa, a expedição promoveu momentos de escuta ativa com os garimpeiros locais, que puderam relatar seus desafios, necessidades e perspectivas para o futuro da atividade na região. A troca de experiências fortalece os laços entre os trabalhadores, criando uma rede de apoio mútuo.
Para Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, o cooperativismo tem o papel transformador e, por meio das cooperativas, é possível abrir caminhos para a legalização, para o acesso a políticas públicas e para um desenvolvimento mais justo e sustentável. “Quero parabenizar a FECOGAP que promoveu essa missão e reafirmar o compromisso do Sistema OCB/PA em seguir apoiando iniciativas como essa, que levam conhecimento, pertencimento e transformação social, declarou Raiol.
A comunidade de Penedo é uma das tantas existentes ao longo da bacia do Tapajós que dependem da atividade mineral como fonte principal de renda. Por isso, ações como essa da FECOGAP são fundamentais para integrar essas comunidades a um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e valorize o trabalho coletivo.
Marcielen Souto
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O cooperativismo paraense segue fortalecendo a inclusão produtiva e a valorização de comunidades tradicionais. Com apoio técnico do Sistema OCB/PA, as cooperativas COOPBOA e COOPAFS conquistaram a aprovação de propostas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Quilombola, garantindo o escoamento da produção da agricultura familiar e promovendo segurança alimentar nas comunidades atendidas.
Cada cooperativa organizou proposta para atender 25 produtores quilombolas com cotas familiares de R$ 15 mil, totalizando R$ 375 mil por projeto. As propostas envolvem a regularização documental dos produtores, comprovações de pertencimento quilombola e estruturação logística para a execução do programa. A consultoria especializada do Sistema OCB/PA foi decisiva em todas as etapas — da elaboração à execução e prestação de contas.
Para o presidente da COOPBOA, Tarcísio Rabelo, a aprovação da proposta no PAA Quilombola foi recebida com grande satisfação e responsabilidade pela cooperativa. “Esse resultado é fruto de muito trabalho coletivo, articulação institucional e confiança no potencial da agricultura familiar quilombola. O impacto direto será significativo: o recurso vai fortalecer a renda dos cooperados, garantir maior estabilidade financeira às famílias, incentivar a permanência no campo e valorizar a produção local, promovendo segurança alimentar nas comunidades e nos centros de distribuição dos alimentos”, afirmou.
Tarcísio também destacou os desafios enfrentados ao preparar sua proposta. “Entre os principais desafios estiveram a atualização da documentação dos produtores, a comprovação da vinculação às comunidades quilombolas reconhecidas, e a organização das informações dentro do prazo exigido pelo edital. Muitos cooperados enfrentam dificuldades de acesso à internet e à documentação regularizada, o que exigiu um esforço concentrado da equipe técnica da cooperativa, com apoio de parceiros, para garantir que todos estivessem aptos a participar”, relatou o presidente.
Na COOPAFS, a presidente Lucilene Sousa reforça a importância do programa para a transformação social “A COOPAFS está se ajustando para aprimorar esse atendimento especial aos quilombolas. Possuímos diversas comunidades quilombolas em nossa região e atender essas famílias por meio das políticas públicas é oportunizar a sua inserção na busca do desenvolvimento social e econômico, melhorando suas rendas familiares e incentivando sua produção em suas propriedades”, disse a presidente.
Ela também destacou que um dos maiores desafios é o processo da habilitação dessas famílias por meio da DAP e CAF e as dificuldades na aceitação da proposta. “Hoje, com a execução do programa, todas as famílias quilombolas estão confiantes e buscando participar. Ainda, a logística e o acesso às famílias estabelecem barreiras no credenciamento e inserção dessas famílias beneficiárias. Entre essas oportunidades e outras só foram possíveis devido à consultoria especializada da OCB em apoio à cooperativa, na organização de todas as etapas do processo.”
Lucilene ressalta ainda como esse apoio foi crucial nesse processo. “Sem a consultoria especializada do Sistema OCB/PA não seria possível acessar as plataformas e conseguir inserir nossas famílias quilombolas produtoras. O processo é longo e desafiador e precisa ser feito de forma correta, desde o processo de mobilização, organização da proposta até sua aprovação. Após, período de execução, agendamento, notas, folha de pagamento e prestação de contas. Contar com a expertise do consultor da OCB nos garante essa tranquilidade e assegura o acesso dessas oportunidades.”
A conquista dessas cooperativas reafirma o potencial do cooperativismo como instrumento de inclusão social e desenvolvimento sustentável no Pará. Por meio do apoio técnico do Sistema OCB/PA e do comprometimento das lideranças locais, os avanços no acesso a políticas públicas demonstram que é possível transformar realidades e garantir dignidade, renda e valorização cultural às comunidades quilombolas por meio da cooperação.
Marcielen Souto
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O Sistema OCB/PA através do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará – OCB/PA, no intuito de fortalecer a visibilidade do cooperativismo paraense e oferecer uma oportunidade estratégica de divulgação institucional, convida as cooperativas registradas e regulares junto à OCB/PA a participarem da ação de publicidade digital em telão de LED, a ser instalado na fachada da sede do Sistema OCB/PA na Av. Visconde de Souza Franco, 567, Belém/PA.
Para saber informações, acesse o edital.
COOPAFS e TURIARTE são as primeiras cooperativas do Pará a participar do PAA para os povos indígenas
Marcielen Souto
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As cooperativas COOPAFS e TURIARTE, alcançaram um feito inédito para o cooperativismo paraense. Elas foram aprovadas como as primeiras cooperativas do Pará a participarem do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena e ambas irão receber o valor de R$ 3 milhões de reais cada, cedido pelo Governo Federal para atender comunidades indígenas na região do Tapajós.
Essa conquista é resultado de uma atuação conjunta entre as cooperativas e o Sistema OCB/PA, que tem prestado apoio técnico, jurídico e institucional às cooperativas do estado na qualificação de seus processos de gestão, na organização da produção e no acesso às políticas públicas e o consultor Fagner Rocha que ajudou com o cadastro das cooperativas junto ao sistema do programa.
O PAA Indígena visa garantir a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em comunidades indígenas. No caso das duas cooperativas contempladas, os alimentos produzidos pelos indígenas, serão destinados para as aldeias da região, fortalecendo a segurança alimentar, o desenvolvimento local e a economia solidária. O programa também busca valorizar os produtos e a cultura alimentar dos povos indígenas com alimentos retirados da própria floresta.
Segundo a presidente COOPAFS, Lucilene Souza, produtora e indígena, a cooperativa integra povos originários quilombolas e indígenas e isso a credenciou para participar do programa. “O programa terá duração de um ano e para participar os indígenas precisam ser cooperados e terão que estar cadastrados e autodeclarados no CadÚnico. Cada família poderá vender até 15 mil reais por mês da produção”, afirmou.
Lucilene destacou, que o apoio do Sistema OCB/PA foi decisivo para viabilizar a participação no programa. “O papel da OCB/PA foi primordial por acompanhar todo o processo, orientando a cooperativa com a emissão de nota fiscal, administração do recurso e a logística”, pontuou a presidente.
De acordo com Natália Dias, presidente da TURIARTE, a cooperativa irá trabalhar com os indígenas da produção agroextrativista que envolve a farinha, frutas regionais, peixe, entre outros alimentos. “Nosso território é muito rico em produtos regionais e, aqui produzimos muito e a gente precisa dessa oportunidade para valorizar nossa produção e os produtores locais. E isso conseguimos por meio da cooperação com a OCB/PA, que é uma grande apoiadora nossa”, declarou.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, essa conquista reflete a importância de fortalecer o cooperativismo como instrumento de inclusão e justiça social. “Ficamos muito orgulhosos em ver uma cooperativa paraense se destacando nacionalmente, levando alimento de qualidade às comunidades indígenas e provando que o cooperativismo pode ser um agente transformador de realidades”, confirmou Raiol.
Marcielen Souto
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O Sistema OCB/PA foi selecionado, nesta semana, para o Projeto Farol: Conectando Países Baixos & Pará, uma iniciativa promovida pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil em parceria com a Iniciativa para o Comércio Sustentável - IDH. O sistema concorreu com o projeto ATERCOOP Cacau, um projeto inovador de assistência técnica e foi contemplado com o valor de R$ 30 mil, que será destinado ao fortalecimento de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à valorização do cooperativismo no estado.
A iniciativa visa apoiar projetos inovadores que promovem o desenvolvimento sustentável, geram impacto local e fortalecem as relações internacionais que contribuem com as soluções climáticas. O projeto também estimula conexões inovadoras, sustentáveis e inclusivas entre o estado do Pará e os Países Baixos, criando pontes entre organizações locais, cooperativas, produtores e agentes internacionais do setor público e privado.
A seleção do projeto da OCB/PA representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol do fortalecimento das cooperativas paraenses, especialmente nas áreas da agricultura familiar, promovendo inclusão digital e produtiva. No total, foram 46 projetos inscritos, desses somente 11 classificados e 2 selecionados. Com os recursos recebidos, a organização irá ampliar sua atuação com projetos de inovação que amplie a assistência técnica, a partir de uma parceria com a AmazTrace, Instituto Conexus, Fundação Mundial do Cacau e cooperativas.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a seleção no projeto reafirma o compromisso da organização com um modelo de negócio que une inclusão social, geração de renda e preservação ambiental. “Estar entre as iniciativas apoiadas pelo Projeto Farol mostra que o cooperativismo tem muito a contribuir para uma Amazônia viva, produtiva e conectada com o mundo. Com este apoio, poderemos avançar em ações que fortalecem as cooperativas, valorizam nossos produtores e promovem um modelo sustentável de desenvolvimento para o Pará”, destacou Raiol.
Como resultado, a OCB/PA pretende aprimorar o acesso a mercados e políticas públicas, aumentar a sustentabilidade, a produtividade e servir como modelo replicável para outras cooperativas do programa CacauCoop Pará. Além de transformar práticas em cadeias de valor e promover um impacto socioeconômico positivo na região amazônica, servindo como um novo modelo de gestão produtiva e de assistência técnica a partir do cooperativismo como ator de inovação e modernização na produção sustentável para o bioma amazônico.
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