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O aperfeiçoamento contínuo das práticas de gestão das cooperativas paraenses é o grande trunfo que o Sistema OCB/PA planeja executar no Estado através do GESCOOP, uma ferramenta que traça um diagnóstico estruturado de cada singular. Em 2017, a Cooperativa dos Agricultores da Região de Tailândia (CART) foi a primeira a receber o projeto piloto. Ao longo do segundo semestre, mais 9 singulares foram iniciadas nas etapas do Programa que traça um plano de melhoria à curto, médio e longo prazo. A intenção é elevar este número para, no mínimo, 50 cooperativas atendidas no próximo ano.
O GESCOOP é um programa piloto criado pelo Sistema OCB/PA para diagnosticar a cooperativa como um todo de modo a propor alternativas viáveis junto com os principais interessados: os cooperados. Através de uma oficina participativa, as cooperativas são incluídas no processo de diagnóstico. Se identificam os serviços que disponibiliza para o mercado, perspectivas de futuro, autoavaliação sobre atendimentos aos normativos e a inserção dos mesmos critérios do Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativista (PDGC), baseado no modelo de excelência de Gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
Além da CART, receberam o GESCOOP e já estão na segunda etapa as cooperativas COOPROMUBEL, COOPRUSAN, COOPER, CASP, COOPABEN, COOPRIMA, D´Irituia e COAPEMI. A COOFARMI está na primeira etapa. Para alcançar a meta de 50 singulares no próximo ano, o Sistema OCB/PA promoveu um curso de repasse metodológico para capacitação dos profissionais de instrutoria e cada um atenderá de 3 a 4 cooperativas, conseguindo abranger um universo maior do total de singulares.
Com essa expansão, a Unidade Estadual da OCB também planeja aumentar o amadurecimento das gestões a partir de um aumento na participação do PDGC em 2018. Os participantes do GESCOOP serão avaliados e, conforme, o grau de maturidade, serão orientados a participar do Programa. “Trabalhamos um plano de melhoria para o futuro em até curtíssimo prazo. Em alguns casos, já conseguimos evidenciar melhorias em questão de um mês por meio dessa metodologia, que serve de base de informações para que alimentemos outros programas que temos, como o PDGC”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Na primeira etapa, se faz o levantamento do perfil da cooperativa em relação ao seu negócio, a análise do macroambiente, considerando fatores como o cenário político, economia e demais variáveis que podem atuar externamente de forma favorável ou contrária. Depois se faz a análise do microambiente, analisando fatores internos críticos de sucesso, o que tem de positivo e como se pode potencializar, assim como o que é necessário melhorar. Na segunda etapa, é trabalhado o desenvolvimento do produto em relação à visão, missão e valores, assim como a elaboração de um plano de trabalho, estipulando ações, prazos e responsáveis. Em um terceiro momento, a própria equipe do Sistema irá acompanhar a finalização do processo através da gestão assistida, identificando se o acordado dentro do plano de ações está sendo executado.
O escopo de parceiros institucionais do Sistema OCB/PA também participa do GESCOOP, atuando de acordo com cada especificidade após as articulações levantadas pelas demandas das cooperativas. “É necessário compreender a importância dessa ferramenta como apoio à gestão, assim como o planejamento estratégico para uma empresa mercantil qualquer, que pode ser atualizado, revisto e replanejado. Queremos criar esse senso de melhoria continua de boas práticas de gestão, de modo que se tornem cooperativas com cada vez mais potencial, desenvolvimento e sejam uma referência dentro do Estado. Isso gera um retorno para o próprio sistema que conta com cooperativas mais estruturadas, com acesso a mercado, maior número de cooperados e de empregados, gerando maior arrecadação para o Estado e para o Sistema, o que se reverte para a própria cooperativa e para o município”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A cooperativa Sicoob Transamazônica alcançou a marca de mil sócios neste mês, com menos de dois anos de existência. A perspectiva é que este número cresça consideravelmente com a abertura de novos pontos de atendimento em mais de 20 municípios. Na última sexta (18), foi realizada a inauguração da agência em Novo Repartimento. A cerimônia contou com a presença do Diretor Presidente da Central Sicoob Unicoob, Marino Delgado e do gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
A meta é atingir o número de 2mil sócios já em 2018 com R$ 30 milhões em ativos e R$1 milhão de sobras. Atualmente, os cooperados possuem R$ 300mil em sobras e R$ 15 milhões de ativos. Além de Novo Repartimento, a cooperativa tem agências em Pacajá e em Tucuruí. Para o ano que vem, serão abertos os pontos de atendimento de Anapu e Conceição do Araguaia.
“Estamos acompanhando de perto a evolução da cooperativa e o Sistema OCB/PA aposta muito na força empreendedora e visionária de seus cooperados e dirigentes. Por isso, a singular pode contar com nosso apoio para explorar essas áreas carentes de um acesso sustentável ao crédito”, afirmou Vanderlande.
A cooperativa trabalha com um portfólio completo de serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo se cooperar pessoas físicas ou jurídicas em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC.





A Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) representa um dos maiores volumes de produção e operações no setor de grãos, tanto no Pará quanto na Região Norte. O objetivo é ampliar ainda mais a expressividade econômica da cooperativa nos próximos anos com a verticalização produtiva para fornecimento de ração animal e gêneros alimentícios. As metas foram todas apresentadas em cerimônia de confraternização realizada entre diretores, cooperados e colaboradores. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, também esteve presente e garantiu apoio institucional.
Na programação, foi feita uma apresentação da linha do tempo da COOPERNORTE, constando a evolução histórica desde sua fundação, mostrando as dificuldades que enfrentou até o estágio atual em que se posiciona no mercado como o maior empreendimento, entre cooperativas e empresas, do setor de agronegócio da linha graneleira do Norte do Brasil.
“Iniciamos apenas com 1 funcionário e 33 cooperados. Hoje, temos 55 colaboradores e 58 cooperados em um período de apenas 6 anos. Nossos objetivos estratégicos ainda são muitos e esperamos, com a união de todos, tornar a COOPERNORTE uma das potências no cenário nacional”, afirmou o presidente Bazílio Carloto.
No planejamento até 2022, os cooperados pretendem processar e verticalizar a produção, saindo de mero fornecedor de matéria prima para importar sua mercadoria. Inicialmente, o objetivo é trabalhar com ração animal por ser uma etapa cujo investimento é mais compatível para instalação de fábrica. A expectativa é que com cinco anos a COOPERNORTE entre no mercado de alimentos para seres humanos, como óleo e proteína da soja.

Em um planejamento mais à longo prazo, a cooperativa vislumbra migrar sua atuação para o mercado de frios, laticínios e frigoríficos, explorando a pecuária de corte em suinocultura e avicultura, assim como pecuária de leite. Alguns cooperados já tem essa produção, mas ainda não é foco de trabalho. O investimento para a instalação da planta e para a construção dos equipamentos necessários demanda recursos vultuosos.
“Primeiramente, fecharemos o ciclo dos objetivos da soja, dos grãos e da sua verticalização. Continuaremos avançando por etapas, alcançando meta após meta para, no processo natural de evolução da cooperativa, conforme o planejamento, fazer essas futuras adequações com a verticalização da produção animal. Esperamos o apoio do poder público e dos parceiros institucionais neste sentido”, completou Bazílio.
Dentro da história da COOPERNORTE, o Sistema OCB/PA participou diretamente dos debates da regularização fundiária para ter seu terreno liberado para instalação de silos. Também tem prestado apoio em orientação técnica e jurídica, assim como na formação profissional de gerentes, cooperados, colaboradores e da comunidade local de acordo com as demandas solicitadas. Para o ano de 2018, o Sistema OCB/PA criou um programa estruturador especifico para dar um suporte maior para a cooperativa no quesito capacitação, intercâmbios e formação profissional.
“É importante levar essas capacitações para deixa-la alinhavada com as práticas usuais que o setor de grãos tem exigido. É uma cooperativa que claramente tem um futuro muito prospero e irá equipar-se às grandes cooperativas da Região Sul. Está no início, mas já é bastante promissora, com um grupo forte que sabe o que produz e aonde quer chegar. Estão se fortalecendo a cada, dia, ganhando uma conotação muito importante no cenário do agronegócio do Brasil. Temos que apostar”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes.


O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, esteve em reunião com representantes do movimento cooperativista dos estados da Região Norte, senadores e deputado federal na última quarta (13), em Brasília. O objetivo foi reforçar a relevância do cooperativismo no repasse dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). A reunião ocorreu na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e contou com a participação dos senadores Valdir Raupp (RO), Sérgio Petecão (AC), Cidinho Santos e José Medeiros, ambos do MT, e do deputado Luiz Claudio Pereira Alves (RO). O presidente da OCB Nacional, Márcio Freitas, liderou as conversas.
O movimento cooperativista tem acompanhado fortemente a questão do repasse do recurso não só do FNO, mas do FCO (para o Centro-Oeste) e do FNE (destinado ao desenvolvimento dos estados do Nordeste) pelos agentes financeiros oficiais: Banco da Amazônia, no Norte, Banco do Brasil, no Centro-Oeste e Banco do Nordeste. Todos os parlamentares se disponibilizaram a participar da construção de um diálogo construtivo, visando o credenciamento e o repasse regular desses fundos para o desenvolvimento regional. Só no Norte, por exemplo, há mais de 200 agências do Sicoob, Sicredi e outras singulares de crédito. “Essas agências são ferramentas fundamentais para possibilitar que FNO cumpra seu papel constitucional que é o desenvolvimento regional”, argumenta Márcio Freitas.
Atualmente, compete aos bancos oficiais definir valores e datas para fazer os repasses aos bancos credenciados, o que inclui cooperativas de crédito. Na próxima terça-feira, dia 19/12, o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, deve se reunir, em Belém, com os representantes dos bancos cooperativos, centrais e cooperativas de crédito para esclarecimentos sobre as bases e condições de repasse dos recursos do FNO.
Informações: Ascom OCB Nacional

A Cooperativa Mista dos Condutores Autônomos e Rodoviários de Buburé foi uma das primeiras do Estado a conquistar permissão para o serviço convencional de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros. A cooperativa está autorizada para operar nas linhas Itaituba-Altamira, Marabá-Altamira, Itaituba-Santarém e Itaituba-Novo Progresso. Na última terça (12), os cooperados receberam os documentos de autorização e ordens de serviço da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON).
Em conformidade com esquema operacional fixo homologado pela ARCON, a cooperativa irá realizar o serviço convencional de longo percurso, cujas linhas apresentam trajetos superiores a 250 km de extensão, utilizando ônibus rodoviário de média capacidade com espaço para 29 a 40 passageiros, assim como de alta capacidade, com mais de 40 bancos. “Não é uma conquista só da cooperativa, mas do Sistema OCB/PA também. Agradecemos muito ao presidente Raiol que me ajudou a erguer a cooperativa com a graça de Deus. O trabalho do presidente está sendo fantástico para alavancar o cooperativismo, assim como o da Central das Cooperativas do Estado do Pará (Cencopa) que foi decisiva para essa conquista”, afirmou o presidente da BUBURÉ, Juvenal Soares.
Na linha Itaituba-Santarém, será disponibilizada uma frota operacional de 10 veículos a atenderem diariamente, com horários de saída às 06h, 16h e 22h. Já a linha Itaituba-Novo Progresso terá uma frota operacional de 6 veículos com horário de saída às 10h, a mesma quantidade para Marabá-Altamira (horário de saída às 07h) e Itaituba à Altamira (horário de saída às 06h).
A Buburé também recebeu os extratos e certidões da Arcon que apontaram para a adimplência total da cooperativa, sem qualquer pendência. “Em uma recessão que o país vive política e financeira, é uma das poucas cooperativas dentro do órgão que não deve conta alguma. Isso mostra o quanto a administração está focada em promover o profissionalismo no ramo transporte. Acompanhamos a gestão que vem reduzindo e cortando gastos, estando na frente de muitas empresas que não conseguem quitar suas dívidas na Agência”, completou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


A mineração, pecuária, grãos e a agricultura familiar são algumas das atividades praticadas no interior do Pará que tem levado a economia estadual para outro patamar, criando diversos polos estratégicos. Neste contexto, as cooperativas estão sendo decisivas e o Sistema OCB/PA quer estar perto para acompanhar a evolução do setor. Para 2018, a intenção é implantar pontos de atendimentos, analisando municípios estratégicos, nas regiões Oeste e Sul do Pará.
O Sistema OCB/PA já esteve em Santarém com um escritório físico durante dois anos e busca retomar as atividades locais com duas unidades descentralizada, proporcionando uma estrutura que atenda as demandas das singulares da região na formação profissional, promoção social e monitoramento. Ao longo deste ano, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol realizou diversas reuniões regionais, com as cooperativas de Santarém para debater sobre os principais gargalos.
Ainda no Oeste do Pará, o presidente ainda esteve em Mojuí dos Campos e Belterra. No Nordeste do Estado, ele visitou os municípios de Capanema, Bragança, Viseu, Cachoeira do Piriá e Santa Luzia. "Acompanho as cooperativas
de perto e sentimos a necessidade de ampliar essa presença física do Sistema OCB/PA já nos próximos anos, de modo que se tenha um braço da entidade que chegue com maior celeridade, assertividade e eficiência".
Na região Sul, o presidente realizou um evento em abril com cooperativas dos municípios de Marabá, Itupiranga, Nova Ipixuna, Jacundá e São Domingos do Araguaia, no hotel São Bento, em Marabá. Foi discutido o fortalecimento do setor a partir da intercooperação. Na discussão, um aspecto mais destacado: o compartilhamento de informações e financiamento de ações pelos instrumentos do sistema cooperativista. O exemplo maior é o financiamento que o SICREDI fez para a cooperativa de táxis COOPERTRANS, que renovou a frota com a aquisição de 20 novos automóveis e já planeja a ampliação para 40 táxis, que também será também feito via SICREDI, com juros menores que o mercado.
No Sudeste, Ernandes visitou Curionópolis em reunião com as cooperativas de mineração de Serra Pelada, para discutir meios de se retomar a extração de minérios de modo estruturado, com parcerias que promovam as condições adequadas para prospecção. Ele também esteve em Xinguara, na audiência pública realizada pela Prefeitura Municipal para tratar sobre a participação do cooperativismo no tratamento e destinação dos resíduos sólidos.
Na visita à Marabá, também no Sudeste, o presidente se reuniu com o vice-prefeito, Toni Cunha, sobre a possibilidade de se implantar um ponto de atendimento na região. As articulações estão sendo feitas e a expectativa é que a parceria possa se concretizar. “A parceria será resultado de negociações políticas do relacionamento de alguns anos que tenho com o prefeito Tião Miranda. Dentro das ações a serem implementadas, trabalharemos a questão da reciclagem, nos moldes de Xinguara, que é um modelo interessante. Em relação às cooperativas de transporte, organizaremos o transporte fluvial e rodoviário, tanto de cargas quanto o de pessoas”, explica Ernandes.
O SISTEMA
O Sistema OCB/PA é composto por duas entidades, cada uma com sua função específica e todas sempre trabalhando juntas pelo cooperativismo. A Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB/PA) promove o cooperativismo junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e lidera o movimento dentro e fora do Estado. Sua função é representar as necessidades dos cooperados, proporcionando os benefícios que o cooperativismo é capaz de trazer para as pessoas, para a economia e para o planeta.
Já o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) foca no desenvolvimento das pessoas e dos negócios para fortalecer o cooperativismo. É quem formula e oferece cursos de capacitação, com foco na formação profissional, educação cooperativista, gestão e liderança cooperativa, entre outros. “São estes serviços que pretendemos ampliar, de modo que todas as regiões do Estado se beneficiem de forma ainda mais expressiva, tendo a representação física do cooperativismo cada vez mais perto”, conclui Raiol.



Os bons ventos estão sinalizando positivamente para a agricultura familiar no município de Paragominas, que tende a crescer nos próximos anos com a estruturação da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Uraim e Condomínio Rural de Paragominas (Cooperuraim). Na última semana, os cooperados se reuniram em comemoração aos avanços de 2017, como a conquista de uma propriedade para construção da própria agroindústria. Enquanto isso, as atividades ocorrerão em sede provisória apresentada na ocasião. Participaram ainda o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o gerente Vanderlande Rodrigues, assim como a equipe do Sebrae e o prefeito de Paragominas, Paulo Tocantins.
A mesa farta de sucos, frutas, bolos e iogurtes era toda composta pela produção diversificada da cooperativa, que trabalha com fruticultura e horticultura. Uma das especialidades, inclusive, é a romã e o melão, frutas que se imaginava não desenvolverem na região e que tem um forte valor financeiro. Os cooperados já fornecem para a merenda escolar do município, restaurantes e mercados regionais.
Na confraternização, foi feita a apresentação da sede provisória que será uma agroindústria de processamento de polpas de frutas. De acordo com o presidente da Cooperuraim, Fabiano Andrade, a cooperativa já está de posse de sua propriedade no polo industrial de Paragominas que está em fase de finalização. “A capacidade produtiva é muito boa e a expectativa é que se amplie com a construção da nova sede que terá uma capacidade maior do que a atual, aumentando assim o volume de processamento”.
O projeto, tanto da prefeitura quanto do sistema OCB/PA, é que a singular se torne a única cooperativa do munícipio, congregando os demais produtores de regiões longínquas de Paragominas. A intenção é evitar competição local desnecessária entre cooperativas pequenas, fortalecendo uma só cooperativa. A Secretaria Municipal de Agricultura mapeou uma grande quantidade de produtores que trabalham com culturas diferenciadas e que estão atuando de forma desorganizada. Eles apresentam dificuldade em acessar mercado, vender e escoar sua produção por conta de estarem localizados em comunidades distantes do centro comercial.
“A ideia é que se tornem cooperados a ela, fortalecendo uma só singular, o que aumenta consideravelmente a capacidade produtiva. É preciso apenas organizar entrepostos em cada comunidade, estabelecendo um calendário de coleta da produção para direcionar para a fábrica ou para o destino final com base no relacionamento comercial que a cooperativa realizar”, afirmou o gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.

No início do ano, a Prefeitura organizou um Seminário com a participação do Sistema OCB/PA para evidenciar a importância da cultura do cooperativismo, sensibilizando os produtores da Vila Caipi sobre a cooperativa como um excelente instrumento para apoiar na organização dos agricultores. Alguns se interessaram e já se associaram à Cooperuraim. O desafio é trazer também os produtores da comunidade da Paragonorte.
“Os produtores não têm instrumento jurídico para tramitar comercialmente com a prefeitura e outros parceiros que demandam algo formalizado no momento da compra, como nota fiscal ou documento de compra e venda. O Sistema apoia esse pensamento da Prefeitura municipal, tornando a cooperativa uma referência regional e incluindo esses atores dispersos em um cenário de competitividade produtiva, garantindo resultados melhores”, explicou o presidente Ernandes Raiol.

Ao longo de um ano de aprendizagem, os jovens tiveram contato com cultivos de espécies variadas na Cooperativa Agricultura Mista de Tomé-Açu (CAMTA), mas o cooperativismo foi, sem dúvida, a semente plantada mais importante e que já começa a germinar para os aprendizes. Na última sexta (08), a cooperativa realizou a solenidade de formatura dos nove participantes do Programa Aprendiz Cooperativo, executado em parceria com Sistema OCB/PA. Estiveram presentes a diretoria da Camta, representantes da OCB/PA, pais e familiares.
Na oportunidade, foram entregues os certificados de conclusão do curso. Na mesa de autoridades, estavam o presidente Michinori Konagano, o diretor gerente, Ivan Saiki, o diretor técnico, Claúdio Sugaya, o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra e a coordenadora do Programa, Rafaela Menezes.
Dentro da cooperativa, os aprendizes foram separados de acordo com as maiores afinidades, trabalhando diretamente na parte administrativa, nos processos da indústria ou no laboratório de pesquisa. Dependendo da área e do setor, os aprendizes são inseridos onde se enquadram com mais facilidade. Eles são gratificados com uma bolsa no valor médio de um salário mínimo mais auxílio transporte. A Camta assegura ainda descontos nos hospitais caso os alunos ou mesmo familiares precisem de atendimento, com uma redução no preço de consulta e exame, além do seguro de vida em grupo.
“Antigamente, os jovens não tinham a oportunidade de terem essa experiência do dia a dia de trabalho. Muitos decidem até o próprio futuro após o curso. Isso é bom. Para a CAMTA, já é a quinta turma. Começamos a selecionar criteriosamente participantes com um nível de maturidade maior que, além de aprenderem, são uma mão de obra bastante produtiva para a cooperativa. Muitos são até universitários”, afirmou Ivan Saiki.
O curso possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. A formação teórica é realizada pelo Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB-PA). São enviados professores de Belém para ministrar os módulos para os aprendizes todas as quintas, sextas e sábados. O processo seletivo da nova turma já foi realizado e os novos aprendizes também participaram da cerimônia de formatura. Foram selecionados 12 jovens.
Dentro do quadro de colaboradores, existem duas ex-aprendizes que foram contratadas após o período de aprendizagem. “A cooperativa se preocupa em proporcionar essa formação profissional com um acompanhamento especial de professores e dos responsáveis de setores para repassar os ensinamentos. É uma experiência que está dando certo. Até para a comunidade é benéfico, na medida que divulgamos a cooperativa e o próprio cooperativismo, assim como contribuímos para a geração de emprego e renda”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Um grupo de estudantes e professores do curso de Engenharia Agronômica, do campus de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA), visitou nesta quarta-feira (06) a fábrica de chocolate da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), que detém a marca de chocolate Cacauway. A atividade integra a “Semana do empreendedorismo inovador para a cadeia produtiva do cacau”, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) para disseminar a cultura do empreendedorismo, da tecnologia e da inovação na Região de Integração do Xingu. Também participaram alunos do curso técnico em Administração do Instituto Federal do Pará (IFPA).
A Cacauway surgiu em 2010, a partir da união de agricultores familiares, e hoje desponta como uma das mais importantes fábricas de chocolate da Região Norte. A empresa utiliza dos frutos às folhas do cacaueiro, produzindo amêndoa torrada “in natura”, chocolate em pó, barras, trufas, licores, geleias e peças artesanais. Os visitantes conheceram as etapas da linha de fabricação e participaram da degustação de produtos da cooperativa.
“É a primeira vez que venho à fábrica e fiquei muito feliz em saber os detalhes da fabricação dos chocolates. É gratificante saber que, na nossa região, temos produtos de boa qualidade, com grande potencial para ganhar mercados internacionais”, disse a estudante Mauricéia Medeiros, da UFPA.
Incubadora - A “Semana do empreendedorismo inovador” celebra o início da implantação da Incubadora de Empresas do Xingu, que será instalada no campus de Altamira da UFPA. “Os estudantes que hoje visitaram a fábrica são fundamentais no projeto da incubadora, pois serão os bolsistas das empresas incubadas e os futuros empresários da região”, afirmou o professor Rainério da Silva, do curso de Engenharia Agronômica.
À tarde, o evento continuou com a oficina sobre os processos para incubar uma empresa, ministrada pelo especialista e técnico da Sectet Wander Oliveira, seguida por depoimentos dos parceiros e participantes da semana sobre a futura incubadora do Xingu. “Sempre houve um sonho de industrializar o cacau aqui na região. A incubadora é um mecanismo interessante na concretização desse anseio, pois fará com que pequenos produtores produzam produtos diferenciados no mercado”, informou Alino Bis, assessor técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
Resultados - A secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enríquez, avaliou de forma positiva os resultados obtidos no evento para a implantação da incubadora. “O sucesso de uma incubadora está nas parcerias e no trabalho em rede. Esse evento é fundamental para dar início a tudo isso. A incubadora será um importante mecanismo para agregar a cultura da inovação à cadeia produtiva do cacau, que já possui iniciativas brilhantes, mas sem apoio técnico, científico e governamental para alavancar esses projetos e melhorar o cenário da indústria cacaueira na região”, ressaltou a secretária.
O evento contou com o patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e o apoio do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X), do Sindicato dos Produtores Rurais de Altamira (Siralta); da Ceplac; da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater); da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap); da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Pará (Universitec-UFPA).

O projeto que vem ressocializando detentas através do cooperativismo ganhou um excelente espaço para exibição. A Cooperativa Social de Trabalho Arte Empreendedora (Coostafe) inaugurou, nesta quarta-feira (6), uma loja temporária, as chamadas "pop-up stores", no Castanheira Shopping Center. A cooperativa, que é a primeira do Brasil formada somente por mulheres presas, ficará instalada durante 15 dias para venda e exibição dos seus produtos artesanais. O espaço é a loja 72, no térreo do Shopping.
As lojas temporárias surgiram em grandes centros urbanos internacionais como Nova York, Londres, Tóquio e Los Angeles com a ideia inicial de aproveitar espaços desocupados para que artistas pudessem expor a sua arte. O termo em inglês, mundialmente conhecido, é uma referência às janelas "pop-up", que surgem na tela dos computadores e desaparecem rapidamente. Da mesma forma, as lojas temporárias são abertas de forma relâmpago e funcionam por pouco tempo. Em Belém, a oportunidade faz parte de um projeto social desenvolvido pelo shopping.
"É uma satisfação apoiar e incentivar projetos sociais que possam devolver essas pessoas ao mercado de trabalho e a vida social. O shopping tem essa consciência", garante a gerente de marketing, Rita Vieira.
O Castanheira Shopping Center tem uma circulação média diária estimada em 48 mil pessoas e um acréscimo de 20% no público, durante o período do Natal. A oportunidade da loja temporária faz com que a Coostafe tenha visibilidade e reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas detentas custodiadas no Centro de Recuperação Feminino de Ananindeua.

Para a presidente da Coostafe, Kátia Cilene Ferreira, 32, essa é uma conquista para a cooperativa. "É uma oportunidade única para todas nós. Estamos gratas por termos nosso trabalho reconhecido e exposto num shopping. Nossa expectativa é vendermos diversas peças que foram produzidas para a coleção de Natal", diz.
Para a diretora do CRF e idealizadora da cooperativa, Carmem Botelho, a pop-up store da Coostafe é só o começo de novos projetos. "A exposição proporcionará a quebra de paradigmas e fará a integração das pessoas, seja cliente ou comerciante, a interagirem com as mulheres presas. O sentimento é gratificante para a quebra dos preconceitos", relata.
A assistente social Thalya Holanda, 19 anos, foi a primeira cliente da loja e comprou objetos de decoração natalina para a casa. "É um trabalho admirável que, além de proporcionar a ressocialização dessas mulheres, faz com que elas redescubram suas potencialidades. Sem falar que é um projeto belíssimo que precisa ser divulgado como exemplo de reinserção social para todo o país. Fiquei encantada com a iniciativa".
O Sistema OCB/PA e a Diretoria da cooperativa definirão uma agenda com a direção do shopping para apresentar o cooperativismo e ressaltar a repercussão que o shopping vai atrair com a Coostafe devido o apelo social e econômico das detentas em processo de ressocialização.
Informações: ORM News



A responsabilidade socioambiental, marca da Cooperativa de Trabalho de Compostagem de Paragominas (Coompag), é uma das atrações confirmadas da Feira do Empreendedor 2018, organizada pelo SEBRAE/PA. Em reunião com o gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues, a Diretoria aceitou a proposta e será um dos expositores. Os adubos produzidos a partir do reaproveitamento do lixo orgânico ganharão uma ótima oportunidade para expandir mercado com a Feira.
A cooperativa atende a todos os pré-requisitos estipulados pelo SEBRAE/PA na seleção dos participantes, tais como sua organização social, produção já presente no mercado, fornecimento para pequenos comerciantes e prospecção de mercados. Com dois anos de fundação, os cooperados fazem a transformação de resíduos orgânicos em adubo, reutilizando restos de alimentos residenciais, comerciais e de restaurantes. Os cooperados têm capacidade para fazer o fornecimento em escala considerável. Na última semana, a Prefeitura de Paragominas ainda entregou uma máquina industrial de selagem de embalagens para a cooperativa.
No portfólio, há o adubo sólido de 250g, de 500 g e 1kg, assim como o adubo líquido produzido pelo chorume dos resíduos. Todas as mercadorias verticalizadas da COOMPAG já foram verificadas, estudadas e chanceladas pelas universidades locais, atendendo à cadeia de nutrientes necessários para o crescimento da planta.
“Os sócios entenderam que o eixo principal de trabalho para escoamento da produção não são grandes escalas para produtores da área agrícola, mas sim a venda em grande escala para pequenos cultivadores de jardins residenciais, pequenos estabelecimentos e supermercados que vendem adubo em reduzida quantidade para atender os cultivadores de plantações artesanais. Por isso, a cooperativa adaptou suas embalagens para esse público”, explica Vanderlande.
Além da preservação do meio ambiente, fazendo a coleta de resíduos que virariam lixo e transformando-o para voltar à sociedade, a COOMPAG também trabalha o lado social. A Cooperativa nasceu em um processo de remanejamento de pessoas em condições de vulnerabilidade social e econômica. Nesse processo, os atendidos pelo Programa Habitacional também foram incentivados a se tornarem empreendedores e viram no cooperativismo uma das melhores formas de se entrar no mercado.
“Foram reunidas pessoas que morava em uma área de risco para que tivessem direito a uma moradia digna e, juntos, se fortalecessem economicamente. Através da cooperação, começaram a obter rentabilidade. É um produto muito bem vendável e que tem tudo para experimentar uma explosão de mercado muito boa na Feira”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A presença da cooperativa foi confirmada na Feira e a Diretoria fará um levantamento das informações solicitadas sobre capacidade produtiva para enviar ao Sebrae/PA. O Sistema OCB/PA é quem está organizando o estande do cooperativismo e selecionando as singulares expositoras. A intenção é ter pelo menos 15 cooperativas.

A estabilidade jurídica é a maior demanda da Central das Cooperativas do Estado do Pará (Cencopa). Em reunião com o presidente da ALEPA, Márcio Miranda, os representantes da Central apresentaram as pendências da categoria que busca uma Lei própria para a regulamentação das suas atividades. Entre as reivindicações, estão o aumento da capacidade de assentos, a extensão dos percursos e o assento no Conselho Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (CONERC). A iniciativa tem o apoio do Sistema OCB/PA, que está produzindo a minuta do projeto de Lei. Os cooperados ainda se reuniram com o presidente Ernandes Raiol para discutir os próximos passos do processo e receber certificados de atualização de registro na entidade.
A reunião na Alepa tratou dos ajustes da confecção da lei que deverá ser trabalhada para atender o transporte alternativo intermunicipal. O Conselho possui três resoluções básicas, uma delas é sobre o transporte complementar. Por solicitação da CENCOOPA, a assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa, foi até Marabá para elaborar a minuta com as cooperativas. O resultado foi apresentado ao presidente da Assembleia Legislativa. Se reivindica a revisão e alteração das resoluções que disciplinam a quantidade de assentos dos veículos de 28 para 32 lugares. Os veículos vêm de fábrica com um número exato de bancos e, para atender à resolução, os cooperados são obrigados a modificar a estrutura do carro, retirando os assentos. Outro ponto é a idade dos veículos, que deverá ser alargada para até 12 anos.
Sobre a alteração no percurso, se solicita o aumento da distância na concessão de linhas de 250km para 300km. A extensão territorial do Estado dificulta o cumprimento da norma. Alguns municípios possuem limites para além do permitido, inviabilizando que se consiga chegar até as rodoviárias.
O Sistema OCB/PA está atuando diretamente na parte operacional do processo, tanto no âmbito jurídico quanto no político. “A ideia é que a lei venha salvaguardar esses direitos, inclusive com maior participação do cooperativismo nas decisões da categoria com assento da Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará no CONERC. O presidente Márcio Miranda pediu a justificativa do porquê dos artigos desta lei. Estamos confeccionando e vamos apresentar a ele”, explicou Nelian.

No Pará, 20 cooperativas trabalham com o transporte intermunicipal complementar. A Central reúne cerca de 90% dessas cooperativas, totalizando mais de 3mil cooperados. São atendidos municípios como os de Marabá, Xinguará, Redenção, Conceição, Rondon do Pará, São Félix do Xingú, Parauapebas, São João do Araguaia, Dom Eliseu, Tucuruí e Goianésia.
A estabilidade jurídica da Central possibilitará acesso a financiamentos para troca de frota, melhor qualidade de serviços e benefícios diretos para a população. Na reunião, com o presidente Ernandes Raiol, discutiu-se justamente sobre a modernidade dos veículos e foi feita a entrega dos certificados de atualização para duas cooperativas da Central. “A expectativa é muito boa de conseguirmos a aprovação. Há possibilidade de não ser uma lei autônoma, mas ser uma emenda à lei do transporte alternativo, como um capítulo especial. Atualmente, eles estão regulamentados através de resoluções que podem ser modificadas e, sem participação no CONERC, não há quem possa representá-los para discutir os interesses das cooperativas. Porém, estamos nos mobilizando justamente neste sentido”.

O termo de parceria visa desenvolver capacitações para cooperativas que tenham trabalhos nas áreas de interesse
O aporte tecnológico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um aliado que pode promover o melhoramento da produção e, por conseguinte, a competitividade das cooperativas. Em reunião com o Chefe Geral da unidade estadual, Adriano Venturieri, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, discutiu sobre o estreitamento da parceria com a elaboração de um termo de cooperação técnica entre as entidades. A iniciativa foi uma das demandas suscitadas pelas cooperativas na elaboração da Matriz da Cooperação.
As pesquisas desenvolvidas pela Embrapa geram tecnologias, produtos e serviços que viabilizam a produção de alimentos, o uso dos recursos naturais e florestais e a conservação do capital natural da Amazônia Oriental. A instituição atua em todas as regiões do estado do Pará. As linhas de pesquisa são direcionadas a partir de três grandes temas, que dão suporte a políticas públicas para a promoção do desenvolvimento sustentável da região: Ordenamento, gestão e monitoramento territorial; Manejo, valoração e valorização da floresta; Uso de áreas alteradas com opções tecnológicas e sistemas sustentáveis.
O termo de parceria visa justamente desenvolver capacitações para cooperativas que tenham trabalhos nas áreas de interesse da Embrapa/PA, como canteiros de experimentos e pesquisa de grãos. A assessora jurídica do Sistema OCB/PA, Nelian Rossafa, já enviou a minuta do termo para avaliação da equipe da Embrapa e posterior oficialização do acordo. “A expectativa é bastante positiva para que consigamos fechar o termo, usufruindo da expertise tecnológica da Embrapa na orientação técnica de profissionais com ampla experiência em pesquisas no ramo. É um trabalho que promove desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social para o Estado. Também queremos incluir as nossas cooperativas neste contexto”, conclui Raiol.

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As boas práticas de difusão do cooperativismo entre crianças e adolescentes serão reconhecidas através do prêmio de repercussão nacional “SomosCoop”, promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Para a edição de 2018, foi criada a categoria Cooperjovem. A intenção é reconhecer as iniciativas de intercâmbio realizadas pelas singulares com as escolas da região onde estão situadas. A proposta é manter a metodologia dos Projetos Educacionais Cooperativos (PEC) na avaliação do Prêmio.
O SomosCoop, conhecido como uma das grandes celebrações do cooperativismo brasileiro, tem o objetivo de mostrar para toda a sociedade os benefícios do cooperativismo no seu modelo inovador de negócio. Entre as categorias da premiação também estão: Cooperativa Cidadã, Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Desenvolvimento Sustentável, Fidelização, Inovação e Tecnologia e Intercooperação.
No Pará, o programa COOPERJOVEM é executado pelo SESCOOP/PA nos municípios de Castanhal e Santa Izabel em parceria com o Instituto SICOOB e as cooperativas do Sistema de Crédito. A Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) foi a pioneira no Estado, sendo acompanhada posteriormente por 25 escolas públicas do município, nas quais participam 2.100 alunos e 88 professores. Santa Izabel aderiu ao Programa em 2017 e já obteve resultados bastantes satisfatórios. Ao todo foram capacitadas 25 escolas e 64 professores, mas a Prefeitura já garantiu que estes números devem subir ao dobro com a inclusão de mais 25 unidades de ensino.
“Os resultados gerados pelo COOPERJOVEM, sem dúvida, serão identificados no futuro com muita facilidade ao vermos o crescimento do interesse dos jovens por esse mercado promissor. Nada mais justo premiar desde agora os projetos feitos em parceria com as escolas, o que tende a incentivar um maior engajamento por parte das escolas envolvidas, dos professores, das cooperativas e, claro, dos alunos”, afirmou o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
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Os procedimentos para constituição, avaliação e arquivamento documental de cooperativas segue uma Lei específica diferenciada, o que motivou a participação do Sistema OCB/PA no Encontro de Coordenadores das Unidades Desconcentradas da Junta Comercial do Pará (JUCEPA). O gerente Vanderlande Rodrigues ministrou palestra técnica para alinhamento sobre as exigências previstas. Participaram coordenadores das unidades da região metropolita e interior do Estado, hoje presentes em 23 municípios. O tema central do encontro foi a modernização do registro mercantil a partir das ações de desburocratização implementadas nos últimos dois anos.
Um dos objetivos da programação é padronizar o atendimento, promovendo discussões que atualizem os coordenadores sobre mudanças nas legislações vigentes para oferecerem aos usuários o mesmo tipo de atendimento. Uma das ações discutidas foi a integração dos órgãos de registro e legalização de empresas através do sistema Integrador Pará e o lançamento da e-Jucepa, versão totalmente digital de todos os serviços da Junta Comercial.
Na Palestra sobre Cooperativismo, foi apresentado o papel da OCB em relação às cooperativas, deixando a instituição à disposição para esclarecer os assuntos não entendidos pelos profissionais que recepcionam processos das cooperativas. “Identificamos algumas exigências que delongam o andamento do ato de arquivamento de cooperativas as quais podem ser dirimidas com a interpretação assertiva da Lei. Tendo a OCB como auxilio, conseguiremos maior fluidez no trabalho dos técnicos, celeridade na avaliação e obtenção de resultados ainda mais positivos para as cooperativas utilizarem suas documentações após liberação da Junta”, explicou Vanderlande.
Os processos em Assembleias Gerais Extraordinárias, reformas de estatuto e capital social foram algumas das situações ressaltadas. “Nosso objetivo é servir de elo orientador e instrutivo, como a legislação prevê, para os profissionais da Junta. Esse intercâmbio permite um estreitamento maior na relação com eles para que demandem essas orientações técnicas ao Sistema. Deixamos a OCB totalmente aberta à Jucepa para quando necessitar de alinhamento, seja em capacitações em Belém ou fora da capital. É mais uma forma das cooperativas se aproximarem da Instituição”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Escritores, empresários, jogadores de futebol. Os sonhos das crianças e adolescentes que participam do Espaço Cultural Nossa Biblioteca no Guamá são muitos e, agora, todos esses sonhos serão alimentados pelo espírito empreendedor do cooperativismo. Conhecido por ser um dos mais populosos e violentos da área metropolitana de Belém, o bairro do Guamá é a sede das primeiras cooperativas mirins da Região Norte do Brasil. Nesta quarta (29), os novos cooperados realizaram a Assembleia Geral de Constituição das singulares no auditório da Central Sicoob Unicoob. O projeto tem apoio do Instituto Sicoob, Sicoob Cooesa e Sistema OCB/PA.
Foram constituídas duas singulares. A Cooperativa Flor do Norte é formada por crianças de 8 a 13 anos e o objeto de aprendizagem é a confecção de livros de poemas, parlendas, contos e minicontos. Já a Cooperativa Guamá Primeira do Norte é formada por adolescentes de 14 a 17 anos que irão trabalhar com obras acerca da história do Espaço Cultural Nossa Biblioteca. São cooperativas fictícias com a finalidade de promover o exercício do compromisso, da responsabilidade e da cidadania. Cada cooperado fará uma contribuição anual de R$ 2,00. Os livros ficarão disponíveis para comercialização e a renda será dividida entre as próprias crianças. Porém, o objetivo principal é a prática do cooperativismo, como um ensino de empreendedorismo.
A iniciativa busca dar uma oportunidade de inclusão frente aos altos índices de vulnerabilidade social do Guamá, transformando a realidade de filhos e pais através do cooperativismo. “Dizem que no nosso bairro há muita criminalidade, que não tem trabalhadores, mas lá tem cultura, tem vida, pessoas do bem. Queremos um futuro bem melhor para todos nós. Não só de empregada doméstica como muitos pensam. Há crianças aqui que querem ser empresárias, jogadores de futebol. Todos esses sonhos são possíveis de realizar, basta acreditar e se esforçar para que se realizem”, afirmou a presidente da Flor do Norte, Maria Niele Soeiro, de 12 anos.
Já Leandra Freitas, de 14 anos, é a presidente da Guamá Primeira do Norte. “Passo mais tempo no Espaço do que na minha própria casa e vou continuar durante toda minha vida. Agora, também quero levar o cooperativismo junto. Sei que vamos nos tornar adultos e precisaremos sair da cooperativa mirim, mas pretendo me associar em outra cooperativa quando for adulta. Quero que todo o conhecimento aprendido vá para frente”.
O Espaço Cultural foi a primeira biblioteca comunitária formada no bairro há 40 anos. Através das reivindicações de entidades que lá se reuniam, surgiram ruas urbanizadas, escolas e pronto socorro. Todos os dias são realizadas oficinas de literatura, teatro, mediação de leitura, musicalização, dança, empreendedorismo, entre outras atividades. A ideia surgiu de um processo de articulação com o Instituto Sicoob, sendo também aderido pela cooperativa Sicoob Cooesa. Os mediadores que trabalham no Espaço Cultural receberam um curso de formação sobre o cooperativismo e, posteriormente, foram ministradas palestras e oficinas para as crianças sobre o passo a passo para a organização.
“Desde cedo, aprenderão a serem cidadãos que não fiquem dependentes do capitalismo que impera nesse pais, buscando outra forma de esse organizar economicamente. No futuro, buscaremos parceiros para exposição e divulgação desses materiais. Um estante na tradicional Feira do Livro, por exemplo, seria uma ótima oportunidade”, afirmou a professora orientadora, Joana Chagas.
Na quarta (29), ocorreu a Assembleia de Constituição, quando se deliberou pela aprovação do estatuto da cooperativa, membros da Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Fiscal, quota parte, logomarca e o objeto de aprendizagem. Prestigiaram o evento o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra, o Diretor Regional da Central Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas e a presidente da cooperativa Sicoob Cooesa, Francisca Uchôa.
“Temos a obrigação de nos preocupar com o entorno onde as cooperativas funcionam. Também pensamos em preparar nossos futuros sucessores. Juntando nossa preocupação com o desenvolvimento da sociedade, aderimos à ideia das singulares mirins, vislumbrando que eles ditem futuramente as normas do cooperativismo e continuem essa história”, afirmou Francisca.

Na oportunidade, também foram premiados os criadores das logos de identificação das cooperativas. De acordo o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o objetivo é estender a iniciativa para outros municípios como Castanhal e Marituba. “Estamos trabalhando em parceria com o Sistema Sicoob para implementar essas metas. O resultado até aqui já é bastante satisfatório. Vimos o interesse e o engajamento os quais as crianças estão depositando neste projeto para fazê-lo dar certo. Teremos resultados imediatos na formação de seres humanos com os ideais cooperativistas, assim como, posteriormente, colheremos os frutos de uma sociedade organizada no modelo econômico que visa o social antes mesmo do capital”.



Enquanto muitas empresas ainda tentam se recuperar da recente recessão econômica, as cooperativas estão articulando medidas para ampliar negócios. Nos próximos anos, a meta de R$ 500 milhões em ativos, 25 agências, R$ 10 milhões em sobras anuais e 10mil associados nortearão o trabalho visionário da Sicoob Transazmazônica, que aposta em um planejamento estruturado construído coletivamente para alcançar os seus objetivos estratégicos. Na última semana, a cooperativa apresentou o direcionamento da gestão aos cooperados. O evento teve participação do Banco Cooperativo do Brasil, Central Sicoob Unicoob e Instituto Sicoob. O Superintendente Júnior Serra representou o Sistema OCB/PA, que apoiou a realização do Seminário.
Dentro da programação, o presidente da cooperativa, Antônio Gripp, fez a abertura. O Diretor Lucas Gelain iniciou com os Direcionadores Estratégicos e Marino Delgado expôs a visão do futuro. O Diretor regional da Central Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas, falou sobre a expansão e desenvolvimento da cooperativa. Ainda houve palestras sobre Inteligência de Mercado, Desafios e Oportunidades e, finalizando, a palestra “A grande Virada”.
A intenção é atender os municípios de Anapu, Novo Repartimento, Pacajá, Tucuruí, Tailândia, Jacundá, Goianésia, Paragominas, Dom Elizeu, Rondon do Pará, Conceição do Araguaia, Redenção, Parauapebas e Xinguara, Altamira Tucumã, Ourilândia, Marabá, Itupiranga, Floresta Do Araguaia, São Félix do Xingu, Breu Branco e em Marabá, que terá duas agências. Os municípios possuem pontos fortes e diferentes entre si, como pecuária de corte, desenvolvimento do agronegócio de grão, comercio, mineração e serviços.
“Dentro da área direcionada pelo Sistema Sicoob para atuação e expansão da nossa cooperativa, que compreende as Regiões Sul e Sudeste do Pará, analisamos os pontos que possuem um potencial econômico maior e trabalham com matrizes estratégicas diferentes para que formemos uma carteira de crédito. Isso nos possibilita pulverizar a carteira com uma visão de diminuição de riscos, por não dependermos de um setor econômico apenas. Também fizemos uma avaliação da população economicamente ativa, potencial de crescimento e de suporte de lideranças que se possibilitem um trabalho de mobilização”, explicou Antônio Gripp.
Na ocasião, também foi discutido o planejamento em curto prazo. Com menos de dois anos de existência, a cooperativa já possui mil associados. A meta é atingir o número de 2mil sócios já em 2018 com R$ 30 milhões em ativos e R$1 milhão de sobras. Atualmente, os cooperados possuem R$ 300mil em sobras e R$ 15 milhões de ativos. A cooperativa tem agências em Pacajá e em Tucuruí. Neste mês, será inaugurada a agência em Novo Repartimento. Para o ano que vem, serão abertos os pontos de atendimento de Anapu e Conceição do Araguaia.
A cooperativa trabalha com um portfólio completo de serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo se cooperar pessoas físicas ou jurídicas em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC.
“São objetivos ousados, mas totalmente viáveis. Por isso, envolvemos a equipe no processo de execução. A elaboração do plano foi construída levando em consideração as sugestões tanto dos diretores e conselheiros quanto dos gerentes das agências e funcionários da cooperativa. O Seminário teve o objetivo justamente de discutir, contribuir e definir a proposta para ser formalizada ao Conselho. Posteriormente, aprovaremos em assembleia”, explicou o Diretor Lucas Gelain.
Uma das ferramentas a serem utilizadas para cumprir os objetivos estratégicos será o Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC), que é um serviço disponibilizado pelo Sistema OCB/PA para o aprimoramento da autogestão das cooperativas. Seu objetivo principal é promover a adoção de boas práticas administrativas. A metodologia é pautada no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que é um referencial utilizado para promover o aumento da competitividade das organizações. O Superintendente Júnior Serra apresentou as diretrizes do Programa e a diretoria aprovou a sua implementação.
“O país encolheu e a cooperativa está falando em abrir 25 filiais, graças ao empreendedorismo do conselho, da atuação de toda a equipe. Isso é fantástico. Esperamos que consigam ser assertivos em suas ações, priorizando a qualificação da gestão no que podemos auxiliar, sem dúvida. Acompanharemos todas as etapas desta estruturação que representará um ganho enorme para os municípios contemplados, seja com os benefícios de um agente de crédito ou na geração de emprego e renda”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A cooperativa Unimed Belém está com oportunidades de emprego para Analista de Tecnologia da informação para atuar no setor de desenvolvimento. Os interessados em participar da seleção devem ter alguns pré-requisitos como ensino superior completo em Ciência da Computação, Processamento de Dados e Sistema de Informação e experiência com desenvolvimento de sistemas. Os candidatos deverão encaminhar o currículo atualizado até o dia 01 de dezembro para o e-mail:

A experiências obrigatórias são em Visual Studio 2015 (ou superior) com C# Web Arquitetura MVC com WebApl e Desktop e em SQL Server, Java Script com Fremework Jquery e Web Service. É recomendável também que se tenha conhecimentos em Oracle, Ajax, Visual Basic 6 e VB Dot Net, Scrum, Crystal Report e Visual Studio Xamarin 2017 (mobile).

Colaboradores, cooperados e esposas de cooperados da Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) foram capacitados no Curso Básico de Cooperativismo, ministrado pelo gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues. No total, participaram 50 pessoas. O curso ocorreu na última semana, na sede da cooperativa. Na oportunidade, também foi ministrado capacitação voltada para os membros do Conselho Fiscal.
O curso básico teve duração de 8 horas e compreende uma palestra que aborda temas como história e evolução do cooperativismo no Brasil e no mundo, valores e princípios do cooperativismo, principais diferenças entre associação, cooperativa e empresa mercantil, ramos do cooperativismo, capitalização de uma cooperativa, modelo de gestão de uma cooperativa, legislação e estatuto de uma cooperativa e constituição de uma cooperativa passo a passo.
“Foi uma ótima oportunidade para os nossos colaboradores ampliarem o conhecimento sobre as doutrinas que regem o setor e nossa cooperativa. É um modelo de negócio totalmente diferente das empresas convencionais, embora priorizemos por manter o mesmo nível de competitividade. Entretanto, todas as nossas ações visam o benefício do próprio associado. Estou bastante satisfeita com o trabalho prestado. Agradecemos a parceria do Sistema OCB/PA, parabenizando o presidente Raiol e o gerente Vanderlande que ministrou a capacitação com maestria”, afirmou a gerente administrativa da COOPERNORTE, Cléia Veras.
Já o curso de conselho fiscal foi voltado para os membros que compõe o órgão responsável pela fiscalização de toda administração da cooperativa. O Conselho pode convocar assembleias sempre que detectar qualquer assunto que careça da apreciação e da decisão dos associados, fiscalizando a parte financeira e administrativa da cooperativa, aprovando a prestação de contas anual, assim como assegurando o cumprimento das decisões das Assembleias. Os membros também orientam o Conselho de administração e/ ou a diretoria nos procedimentos corretos a serem seguidos.
“São capacitações necessárias para haver um alinhamento das ações da COOPERNORTE. Ficamos muito contentes com o crescimento que a cooperativa vem experimentando em um curto espaço de tempo, gerando emprego, renda e desenvolvimento social. Essa é a função do cooperativismo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Na reunião, foram apresentadas as características do município e a história da Camta

Os 84 anos de experiência cooperativista da CAMTA podem ganhar um aliado estratégico com um potencial produtivo atual de 3mil toneladas de cacau por ano e aproximadamente 2,5 milhões de cabeças de gado. A gestão municipal de São Félix do Xingu está buscando a parceria da cooperativa para expandir a economia da Região que possui o maior rebanho de pecuária de corte do país. Na última semana, uma comitiva da Prefeitura esteve na sede da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, acompanhada do superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, do Diretor da Sedeme, Sérgio Menezes e representantes da SEDAP. O grupo foi recebido pelo presidente Michinóri Konogano e pelos diretores da CAMTA. O objetivo foi mostrar as possibilidades de intercooperação.
Representando a SEDAP estiveram a Diretoria de Desenvolvimento Agro, Rosy Rayna e Geraldo Tavares. Da Prefeitura, estiveram o Secretário de Agricultura, Décio Matos, a Secretária Adjunta de Agricultura, Marta Lelis e os vereadores Adilson Santa Fé, Osmar de Paula, Gérssica Magalhães, José Alex e Maria Edna.
Na reunião, foram apresentadas as características dos produtos de São Félix do Xingu, que trabalha especialmente a fruticultura, bacia leiteira, piscicultura, hortifrutigranjeiros e, como atividade principal, a pecuária de corte. “Sempre destacamos que o maior rebanho do país é nosso. Os números são muito significativos, apontando até possivelmente para uma liderança em nível internacional, porém, queremos expandir a fruticultura também. Nosso incentivo maior seria o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau. Apresentamos todos os nossos números para a CAMTA, assim como conhecemos algumas das técnicas que usam para incrementar a produção as quais desejamos replicar com os produtores do nosso município”, afirmou o secretário, Décio Matos.
Como resultado da reunião, foi formalizado um convite para a diretoria CAMTA e demais instituições participantes que estão envolvidas para visitarem o município de São Félix no início do mês de dezembro, nos dias 13 e 14. O roteiro ainda está sendo articulado, mas haverá uma recepção oficial pela prefeita Minervina Barros e algumas autoridades locais do executivo e legislativo. Também serão mobilizados alguns produtores. Serão feitas vistas de campo em distritos e agrovilas da região em pequenas, médias e grandes propriedades para que a cooperativa tenha um diagnóstico prévio do que o município tem a oferecer.
A intenção é montar um plano de trabalho para transferir as negociações políticas para a área técnica, reunindo os profissionais das mais variadas vertentes técnicas para locarem experiência e analisar em quais atividades existe viabilidade para trabalhar uma possível extensão da CAMTA em São Félix.
“Embora já tenhamos alguns empreendedores neste perfil no município, entendemos que a melhor forma de se fazer negócio é através do cooperativismo, onde o objetivo principal e valorizar o produtor. Por isso, buscamos a parceria com uma cooperativa, solida, que tem mercado para venda, tanto interno quanto externo e tem resultados de busca incessante de melhorias. Além disso, trabalham muito bem o lado sustentável com os Sistemas Agroflorestais (SAF´s) no enfrentamento dos problemas crônicos de degradação ambiental generalizada e a redução do risco de perda de produção, assim como a fácil recuperação da fertilidade dos solos”, completa Décio.
A CAMTA conta com uma variedade de culturas e consórcios de várias espécies como maracujá, acerola, açaí, cupuaçu, camu camu, seringa, castanha do Brasil, bacuri, uxi, entre outros. A cooperativa já tem uma larga experiência em processos de exportação. Ela vende para outros países desde 1955. Os principais consumidores externos são o Japão, Estados Unidos e a Alemanha. Também são consumidores a Argentina, Israel e Canadá. A capacidade fabril gira em torno de 6mil toneladas de polpas por ano e a venda em torno de 5mil a 5,5mil toneladas. Deste total, 50% é destinado para a exportação e outros 50% mercado interno. A CAMTA possui, para alguns produtos, o selo internacional Organic, que possibilita a exportação.
Para o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, a parceria tem total viabilidade. “É muito importante quando o poder público assume a responsabilidade de prospectar mercado e condições adequadas para o crescimento dos produtores. A Prefeitura tem mostrado esse interesse, buscando parcerias há mais de mil quilômetros, abrindo as portas do município para o cooperativismo por entender que este é o caminho mais indicado para valorizar o trabalho do pequeno produtor e de toda a comunidade. A CAMTA é a grande referência neste sentido, sendo a primeira cooperativa agropecuária formalizada no estado do Pará. Daremos todo o apoio necessário para efetivar essa intercooperação”.
