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Santarém, Rurópolis, Altamira e Itaituba são alguns dos municípios para os quais o Programa Aprendiz Cooperativo será ampliado no Pará em 2018. A equipe técnica do Sistema OCB/PA ainda pretende fazer um levantamento das demais cooperativas interessadas e que já possuem a obrigatoriedade de contratar aprendizes conforme versa a legislação trabalhista. Para atender toda esta demanda de expansão, o SESCOOP nacional capacitou uma turma de novos instrutores, assim como promoveu a atualização dos professores que já executam o Programa. O curso ocorreu na última semana.
Na ocasião, apresentou-se as informações desde 2012, quando iniciou o Programa no Estado, tratando acerca das cooperativas que participaram desde o início, a forma de funcionamento e os marcos históricos, que foram pontos importantes no processo de gestão do próprio programa. O principal marco é o temo de cooperação técnica com o CIIE, através do qual o Sistema OCB/PA conseguiu aumentar a capilaridade de ação do Programa. Nas regiões onde não há possibilidade de criar uma turma física, a parceria permite a capitação dos jovens tanto de modo presencial nos polos descentralizados do CIEE, quanto via Educação à Distância (EAD) autorizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Atualmente, o termo de cooperação é usado para atender aprendizes do Sicredi Sudoeste MT/PA nos municípios de Marabá, Redenção, Rio Maria e Parauapebas, assim como os da cooperativa Sicredi Verde, em Paragominas. Mesmo através do CIEE, a cooperativa não possui custos com a formação teórica do Programa, que é atribuição do Sistema OCB/PA.
Outra experiência exitosa foi a criação do manual do Programa Aprendiz, apresentado e entregue junto à assinatura do termo de compromisso, na ambientação dos aprendizes realizada ao iniciar o curso. O Sistema OCB/PA também criou o Encontro de Repasse Metodológico com os familiares e responsáveis, inciativa própria da entidade para promover um maior envolvimento destes junto à entidade formadora. “Era importante que estivessem vinculados ao processo de aprendizagem de modo mais efetivo para facilitar um melhor rendimento ao aluno. Desde 2016 realizamos essa ação e já a instituímos como parte de nossa política de conduta em todas as turmas. O objetivo é que entendam qual é a responsabilidade de cada ator, os direitos e deveres, código de postura, comportamento e como serão avaliados durante todo o processo”, afirmou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
Outro marco é o desenvolvimento da política de absorção dos aprendizes após o período de formação, em especial nas cooperativas UNIMED Belém e CAMTA. Todo o processo de formação é baseado na ideia de continuidade. O aprendiz tem a oportunidade de ser formado para atuar no mercado a partir dos moldes profissionais estipulados pela cooperativa, existindo a possiblidade de ser contratado com mão de obra efetiva. Na turma de 2015-2016 da Unimed, por exemplo, cerca de 50% dos aprendizes foram contratados posteriormente. As cooperativas buscam priorizar o profissional que ela mesmo formou por já conhecerem o perfil do profissional que tem instituído a cultura da organização em si, sabe o funcionamento e entende como desenvolver a atividade.
Atualmente, executam o Programa as cooperativas CAMTA, UNIMED, COOPERNORTE, SICREDI Sudoeste MT/PA e SICREDI Verde. Neste ano, ainda será incluída a SICREDI Norte MT/PA que está aumentando sua área de atuação nos municípios de Santarém, Itauituba, Rurópolis e Altamira. Provavelmente também irão ampliar para Novo Progresso e Castelo dos Sonhos.
“Pretendemos fazer um levantamento, inclusive em Belém, das singulares que tem potencial e a obrigatoriedade legal para ser cumprida. Faremos uma turma especial para as que não tem estrutura suficiente de intercalação, nos moldes da Unimed. Nesta turma especifica com número menor de aprendizes, se fará uma escala que atenda todas as necessidades. Para isto, daremos continuidade na parceria com o CIEE. Qualquer cooperativa de qualquer região do Estado pode solicitar o Programa que temos condições de atende-la”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Considerando fatores de câmbio e oscilações do mercado financeiro, alguns procedimentos específicos devem ser adotados para uma melhoria de resultados nas negociações envolvendo o agronegócio, o que motiva o curso de contabilidade e tributação da Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE). Ao longo desta semana, os setores contábil, administrativo e gerência da singular estão recebendo capacitação sobre o assunto. O objetivo é potencializar o nível de competitividade. O Sistema OCB/PA está promovendo a programação com a instrutoria de Diego Bonni, da DSM Consultores.
O treinamento foi provocado por conta da necessidade de se adequar alguns procedimentos conforme as normas contábeis acerca do armazém da cooperativa, contratos de soja, compras de insumo com cooperados e fornecedores, expondo como proceder em questões de contrato de soja, milho e sorgo. Por exemplo, como os contratos feitos pela COOPERNORTE são em dólar, é necessário atualizar a cotação da moeda no exato momento da compra dos insumos e não com valores do dia anterior, que tendem a ser diferentes. Também se abordou a questão de como deve ser feito o imobilizado e sua reavaliação.
Participam os colaboradores Matheus Anversa, Cleia Veras, Solange Scapini, Carla Medeiros, José Alfredo, Wrielle Cordeiro e Joice Garcia. Além do treinamento sobre contabilidade tributária referente aos insumos e grãos, tratou-se sobre dicas para o fechamento do balanço contábil de 2017 a ser divulgado para os cooperado na AGO da cooperativa que ocorre no dia 23 de março. “Resolvemos todas as dúvidas que tínhamos sobre essas questões para adequar o nosso trabalho e melhorar o rendimento da cooperativa. É uma qualificação importante para nos posicionarmos cada vez mais entre os maiores produtores e exportadores de grãos”, afirmou o contador Matheus Anversa.
A Cooperativa consolidou o município como um dos maiores produtores de grãos do Pará, com uma produção de cerca de cerca de 2,0 milhões de sacas. A COOPERNORTE possui uma capacidade estática de 880 mil sacas de grãos e recebimento por safra de 3 milhões de sacas, abrangendo 45% da área plantada do município de Paragominas, cerca de 52mil hectares. Ela financia a lavoura do cooperado, fornece insumos, sementes, químicos e fertilizantes, além da recepção, limpeza, secagem e armazenagem dos produtos. Faz também a comercialização e assistência técnica do campo, com treinamento para os cooperados. Atualmente, os principais produtos são a soja, milho, sorgo e milheto.
O faturamento da COOPERNORTE na comercialização de insumos na última safra foi de R$ 70 milhões. Já na comercialização de grãos, o faturamento foi de mais de R$ 118 milhões. “Neste ano, investimos bastante no setor graneleiro do Estado com projeto estruturador que visa, realmente, proporcionar melhores condições produtivas e de comercialização para o ramo, em que se pese a atuação da COOPERNORTE. Com tão pouco tempo de constituição, já figura como um dos principais protagonistas do desenvolvimento agropecuário do Pará”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A reestruturação de frota, ampliação das rotas e exploração de novas atividades no segmento de transporte são alguns dos objetivos que a Cooperativa Mista dos Condutores Autônomos e Rodoviários de Buburé está construindo com apoio do Sistema OCB/PA. A singular está se organizando para executar um planejamento que prevê ampliação do mercado através do Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP). Os cooperados receberam a primeira etapa da iniciativa e ainda participaram do curso de capacitação de condutores de transporte de passageiros. No total, 100% dos sócios foram qualificados.
A diretoria da Buburé identificou a possibilidade de aplicação do GESCOOP para mapear novos mercados nos quais podem atuar e a ferramenta irá detalhar as formas de executarem esse objetivo. Atualmente, a cooperativa possui a permissão para o serviço convencional de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, mas não atua com efetividade por não possuir os veículos adequados. Em conformidade com esquema operacional fixo homologado pela ARCON, deve-se realizar o serviço convencional de longo percurso, cujas linhas apresentam trajetos superiores a 250 km de extensão, utilizando ônibus rodoviário de média capacidade com espaço para 29 a 40 passageiros, assim como de alta capacidade, com mais de 40 bancos.
“A cooperativa alcançou uma conquista enorme, porém, precisam implantar efetivamente a atividade. O grande entrave é o acesso a financiamento para adquirir os veículos do porte necessário e o GESCOOP irá enumerar as estratégias para sanar essa demanda. Fizemos uma análise sobre o cenário macro, onde identificamos os fatores econômicos, tecnológicos, sociais e políticos que podem surtir impacto direto na singular, pontuando o que é oportunidade e o que é ameaça na visão dos cooperados. Na segunda parte, fizemos uma leitura do ambiente setorial em que atuam, identificando as forças que impactam diretamente sobre o transporte de passageiros e o que é considerado fator de sucesso para o desenvolvimento da atividade da cooperativa. E por fim, fizemos uma análise interna sobre a existência de boas práticas de gestão”, explica o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
O processo de construção do planejamento estratégico é feito a partir de oficina participativa. O instrutor apresenta a ferramenta e como é a dinâmica de uso. Posteriormente, se faz a leitura dos indicadores apontados pelos cooperados e suas variáveis para que a cooperativa pense estrategicamente ações que a protejam de possíveis situações, assim como potencializem o que é feito de bom, ampliando boas práticas de gestão.
Para ampliar mercado, o objetivo é aproveitar a totalidade da frota. Atualmente, os cooperados trabalham com uma escala de carros que saem para cada município. Enquanto uns executam as rotas, os demais ficam parados, mas podem passar a ser utilizados em outros serviços, como transporte de funcionários de empresas privadas e exploração do turismo na região ou ainda adquirir veículos para realizar o transporte de cargas, adequando-se às exigências legais acerca dos veículos.
“Essas foram nossas percepções preliminares e o quadro social demonstrou interesse, mas perceberam que precisam estruturar melhor essa segunda etapa. Em um terceiro momento, farão a apresentação para o SESCOOP/PA e demais entidades do município as quais estão envolvidas com a regulação da atividade. É importante que se lancem a este mercado competitivo, mostrando seus objetivos, prioridades e o seu plano de ação”, completa Diego.
Do Nordeste ao Sudeste do Pará, o Sistema OCB/PA está executando diversas ações em prol do desenvolvimento das cooperativas ao longo desta semana. Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!
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Belém foi a primeira capital brasileira a receber a formação descentralizada do COOPERJOVEM, Programa do SESCOOP Nacional, em 2018. Estão participando cerca de 50 participantes do curso de formação de instrutores que irão multiplicar o conhecimento acerca do Programa e de sua metodologia para os professores da rede de ensino estadual que irão aplicá-lo nas escolas. O treinamento começou na última terça (27) e segue até quinta. Além dos instrutores, participam representantes do Sistema OCB no Maranhão, das Secretarias de Educação de Santa Izabel e Castanhal, Instituto Sicoob, Sicoob Unidas e CEAC.
Foram apresentados os objetivos do Programa, assim como se alinhou a sua linha de atuação com as diretrizes nacionais que visam desenvolver uma melhoria no processo de ensino e aprendizagem da educação brasileira a partir do cooperativismo. A instrutora foi a Coordenadora Nacional do COOPERJOVEM. Edlane Rezende.

“A percepção nacional do COOPERJOVEM Nacional é que o Pará é um Estado vencedor. Desde a metodologia antiga, conquistou escolas, parcerias e cooperativas. A semente nunca morreu mesmo quando as atividades foram paralisadas temporariamente, sendo retomadas com toda a força já com mais de 6mil alunos. Quando disseminamos a cultura da cooperação, essa semente verdadeiramente fica na sociedade. Por isso, estamos nos apropriando da nova metodologia com esse grupo de instrutores do SESCOOP no Pará. Começamos aqui em Belém e no final de março iremos para o Rio de Janeiro”.
O COOPERJOVEM já está atuando em 16 Estados no Brasil, abrangendo 158 municípios, 76 cooperativas envolvidas, 582 escolas, 2.559 professores e 109.223 alunos beneficiados. De acordo com a coordenadora, ocorreram algumas mudanças estruturais, aumentando a integração do Programa com as demais áreas do Sistema OCB, por se considerar a difusão dos princípios cooperativistas como uma medida estratégica para desenvolver o setor, contribuindo tanto na Promoção Social, quanto na Formação Profissional e Monitoramento.
O Programa fomenta o cooperativismo em parceria com as escolas pela inserção de uma proposta educacional construída com os princípios, valores e a prática da cooperação. O professor recebe uma formação em cooperativismo e material de suporte para trabalhar com o tema cooperação, transitando pelas disciplinas e pelos conteúdos que já tem que ministrar.
“Já participei de algumas qualificações voltadas aos professores, como na última formação das escolas Santa Izabel. O Programa permite abrir o leque de possibilidade na escola nos seus fazeres e saberes educacionais voltados não somente aos alunos, mas envolvendo também os pais e toda a comunidade, principalmente na cooperação entre os professores para atuarem juntos e promoverem condições melhores de ensino”, afirmou Alessandra Souza, instrutora participante da capacitação.
Na oportunidade, foi feita a apresentação institucional do Sistema OCB/PA e do COOPERJOVEM no Pará, que iniciou em 2007, mas só em 2010 passou a ter indicadores das ações que tínhamos desenvolvidos. Em 2015, foi assinado um termo de cooperação entre o SESCOOP/PA e o Instituto Sicoob para que realizassem as ações de Promoção Social em conjunto nos municípios onde o SICOOB possui agências de atendimento, identificando as prefeituras com interesse de aplicar o programa. Em 2016, foi instituído um marco regulatório com a Lei Municipal de Castanhal que tornou obrigatória a inserção do Programa na educação básica do município.
“Esse é um grande diferencial que conseguimos através da parceria com as prefeituras a partir dos resultados, que são perceptíveis quando trabalhamos a educação cooperativista de forma transversal com a disciplinas em que os professores já trabalham. A Lei veio garantir isso. Ao aplicarmos e aprovarmos o projeto de lei, protegemos o COOPERJOVEM mesmo com as mudanças de gestão. Todo o Secretária de Educação terá que permanecer com o Programa”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
No Pará, são atendidos os municípios de Castanhal e Santa Izabel com a parceria de duas cooperativas: Sicoob Cooesa e Sicoob Unidas. No total, 22 escolas estão executando o COOPERJOVEM com 292 professores capacitados e 6.043 alunos beneficiados no ensino fundamental. O objetivo neste ano é potencializar esses números nos municípios envolvidos. “Decidimos não expandir para outras regiões ainda em 2018, mas começar a articulação com as prefeituras, secretarias de educação e escolas, levando o conhecimento sobre o Programa para implantá-lo posteriormente. Nosso objetivo é efetivar Ananindeua, Marituba, Abaetetuba e Santarém”, afirmou a analista de Projetos do Instituto Sicoob, Priscila Fonseca.

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre, pretende mais que dobrar o número de agências abertas em 2018 na comparação com o ano anterior. Está prevista para este ano a inauguração de 13 novas agências, 116% a mais que a quantidade registrada em 2017, quando seis unidades foram abertas, incluindo duas no Acre, que passou a ser atendido pela instituição financeira cooperativa em maio. Os estados contemplados com novas agências são Mato Grosso, com cinco unidades, Pará e Rondônia, ambos com quatro cada. A maior parte das agências está em processo avançado de definição da localidade, e a estimativa é que tenham potencial para atender cerca de 55,5 mil pessoas, considerando a População Economicamente Ativa (PEA) dessas cidades.
As inaugurações previstas para 2018 envolvem um total de 11 municípios, sendo que na maioria deles o Sicredi abrirá a sua 1ª agência. Destes, alguns serão incluídos ao sistema financeiro, já que ainda não são atendidos por nenhuma instituição financeira. A abertura de novas agências ocorrerá ao longo do ano e conta com apoio expressivo das comunidades locais. Tem o objetivo de atender as necessidades da população por serviços financeiros, crédito e investimentos destinados a pessoas físicas, produtores rurais e empresas, o que cria um ciclo virtuoso de reinvestimento e desenvolvimento nos municípios. Isso porque, as movimentações financeiras realizadas pelos associados ficam na região onde eles moram, o que ajuda a promover o crescimento dos negócios, das pessoas e consequentemente das cidades.
O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, destaca que a chegada do Sicredi a essas cidades é motivada também pela vontade da comunidade de ter a instituição financeira cooperativa. “Com isso fortalecemos o cooperativismo de crédito, que tem um viés diferente dos bancos tradicionais, que visam o lucro. Somos diferentes, nos preocupamos em melhorar a condição econômica dos nossos associados e planejamos expandir a nossa atuação. Acreditamos na capacidade empreendedora dos nossos sócios, nos seus negócios e na retomada da economia regional e nacional”.
A chegada a novas cidades terá como consequência natural o crescimento na base de associados do Sicredi, que em 2017 chegou a 376 mil na região Centro Norte, onde o Sicredi mantém 10 cooperativas de crédito. O número é 3,5% maior que o contabilizado no encerramento de 2016, quando eram 363 mil. Em todo o país são mais de 3,7 milhões. “Para 2018 projetamos mais crescimento, cerca de 10% e vamos trabalhar fortemente para trazer mais pessoas ao cooperativismo de crédito, para a instituição financeira que quer crescer junto com os associados, fazendo a diferença no mercado brasileiro”, diz Spenthof ao destacar que a expansão no número de agências também contribui para a geração de novos postos de trabalho nas cooperativas. Em 2017, o Sicredi Centro Norte contabilizou 2,886 mil colaboradores (com atuação nas cooperativas e na Central, que tem sede em Cuiabá), avanço de 5% sobre os 2,750 mil do ano anterior. Neste número não entram cargos de presidência, vice-presidência, conselho e diretoria.
A expansão do Sicredi a outros territórios é sustentada pelo desempenho que a cooperativa de crédito registra ano a ano. Na região Centro Norte, os números obtidos mostram a força dessa organização econômica. Para se ter uma ideia, o Sicredi Centro Norte fechou 2017 com R$ 8,844 bilhões em ativos, crescimento de 20,1% sobre o ano anterior, de R$ 7,361 bilhões. As operações de crédito somaram R$ 4,788 bilhões no ano passado, contra R$ 3,684 bilhões em 2016, avanço de 30%. Os depósitos totais expandiram 15,7% de um ano para outro, ao passar de R$ 3,129 bilhões para R$ 3,622 bilhões.
Para este ano, as perspectivas estão ainda melhores, como avalia o gerente de Projetos de Desenvolvimento da Central Sicredi Centro Norte, Fernando Heemann. Ele pontua que há uma expectativa de melhora na economia regional e nacional, o que cria um novo ânimo às empresas, que retomam seus investimentos nas mais diferentes áreas econômicas. “O mercado projeta um Produto Interno Bruto (PIB) maior este ano e, na região Centro Norte, onde o agronegócio é forte, com destaque para Mato Grosso, também há uma crença na retomada da economia e que novos negócios serão criados”.
Ele acrescenta que, por ser uma região com extensão territorial grande, existe a necessidade de se instalar novas agências para atender as comunidades e que o Sicredi faz constantes estudos de viabilidade para chegar até essas localidades. “Por mais que a tecnologia ajude, que o computador, o celular e o tablet permitam a realização de operações financeiras, ainda se fazem necessários a presença física e o contato face a face com os associados, do nosso jeito simples, próximo e ativo, para orientar e apoiar suas necessidades, sejam eles pessoas físicas, produtores rurais ou empresários”.
No caso dos empresários, João Spenthof emenda lembrando da Paguecom, máquina de cartões própria lançada pelo Sicredi em setembro passado e que passa a ser uma grande aliada dos empresários e prestadores de serviços, por ser mais competitiva se comparada a outras existentes no mercado. “Trabalhamos para oferecer os melhores produtos e serviços aos nossos associados. Entramos no mercado de adquirência com a maquininha do Sicredi, com a vantagem de termos melhores condições”.
Retrospectiva 2017
No que se refere às inaugurações, no último ano foram abertas seis agências na região Centro Norte. A primeira delas ocorreu em maio, na cidade de Acrelândia, marcando a entrada do Sicredi no estado do Acre, que recebeu a 2ª agência em junho, na capital Rio Branco. Em agosto foi a vez de Acorizal, em Mato Grosso, seguida por São José do Povo e Primavera do Leste, ambas abertas em outubro. O calendário de inaugurações terminou em dezembro, com a abertura de uma agência no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo.
Com essas inaugurações, o Sicredi Centro Norte encerrou 2017 com um total de 168 agências, espalhadas por 134 municípios nos quatro estados onde atua. Em 31 deles é a única instituição financeira. Estratificando os dados, em Mato Grosso são 139 agências localizadas em 109 cidades; no Pará são 19 agências em 16 municípios; em Rondônia são oito agências espalhadas por sete cidades e no Acre são duas agências, em duas cidades.
Além das agências inauguradas, no ano passado 14 unidades foram reformadas/ampliadas e outras oito foram reinauguradas em novo endereço, em um prédio mais moderno e com melhor estrutura para atender aos associados. As melhorias ocorreram em unidades localizadas em Mato Grosso (20) e no Pará (2).

Um lugar para tomar um bom café, servido de pão de queijo e chocolates de todos os tipos, sabores e aromas. Esse é o espaço que a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) inaugurou nesta segunda (26) para incrementar sua loja na capital paraense, para delírio dos amantes de chocolate. Assim como nos outros pontos de atendimento espalhados pelo Pará e fora do Estado, a de Belém terá cafeteria, espaço para leitura e reuniões empresariais. A loja mudou de endereço e agora está localizada na Rui Barbosa, entre Nazaré e Brás de Aguiar.
A cooperativa, que detém a marca CACAUWAY, decidiu investir nesse novo segmento para proporcionar uma opção a mais para o consumidor. “Entendemos que uma loja de chocolate precisa ter algo mais agregado, não somente chocolate. Hoje, é difícil ir apenas para compra-lo, por isso tivemos a ideia do café como uma forma de atrair o consumidor, que também pode se interessar por outros produtos. Se algumas empresas precisarem fazer uma pequena reunião ou encontros, também temos um espaço reservado para isso”, explicou a presidente da COOPATRANS, Rita Aguiar.

O café é oriundo de Minas Gerais e os coquetéis, assim como os cappuccinos são produzidos com o chocolate genuinamente amazônico da cooperativa. Atualmente, apenas as lojas de Altamira, Belém e Macapá possuem a cafeteria, mas a intenção é expandir também para os demais pontos localizados em Santarém, Medicilândia e Ceará.
O chocolate CacauWay é reconhecido como um dos melhores do mundo pelo Salão de Chocolate em Paris.
Os produtos são apurados a partir de amêndoas selecionadas e fermentadas, dispensando o uso de corantes e aromatizantes artificiais, surgindo assim um terruá autêntico e de sabor único na Amazônia. A cooperativa conseguiu o segundo lugar no concurso de melhores amêndoas do Salão de Chocolate em Paris. No Festival Internacional do Chocolate em Belém, os cooperados conseguiram a primeira, segunda e terceira colocação. No concurso nacional, a COOPATRANS ficou entre as dez melhores.
O diferencial dos produtos da marca é a qualidade do Cacau. Os chocolates possuem diferentes percentuais da fruta, agradando aos mais variados gostos. A CacauWay produz tabletes com 30%, 60%, 65% e 70% de cacau com 16 variedades de recheios. É utilizada uma grande quantidade da massa da fruta, priorizando o controle de qualidade com a seleção dos frutos e garantindo a produção de um chocolate delicioso. Outro fator de destaque é que não é adicionada outra gordura que não seja do próprio cacau.
A marca já conquistou o estado do Pará e pretende expandir mercado para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil neste ano. Todas as metas de 2018 e a avaliação das atividades desempenhadas ao longo dos sete anos de atuação da COOPATRANS foram apresentadas no primeiro encontro comercial da singular agropecuária, ocorrido no final do ano passado. As perspectivas para este ano são positivas, com a organização e implantação do projeto de apoio para ampliação de máquinas, acompanhamento técnico para melhoramento da produção, assim como a conquista de novos mercados. A intenção é atender o Sul, Centro-Oeste, e Sudeste, mesmo que em pequenas inciativas.
Na semana passada, já foi aberta uma loja em Goiás. Uma possibilidade também é a articulação com a Central Aurora de Alimentos sediada em Santa Catarina. Após o intercâmbio promovido pelo Sistema OCB/PA no último mês, foi discutido sobre uma intercooperação comercial para escoamento da produção para os nichos da Aurora, que possui uma rede de 53 supermercados.
Para o presidente Ernandes Raiol, o momento é de consolidação. “Acompanhamos os cooperados durante todos esses anos no processo de entrar no mercado, mas agora, como foi discutido no Encontro, é preciso criar uma política de como continuar nesse cenário competitivo, galgando espaços cada vez maiores, viabilizando economicamente esse objetivo, construindo a ideia de logística para uma quantidade maior de produção. Ficamos felizes pelos cooperados estarem discutindo até a possibilidade de sobras, o que gera mais garantia e retorno para o sócio. Isso é muito importante. A COOPATRANS pode contar com o nosso apoio”.

Singulares de Parauapebas, Benevides, Barcarena e São Félix do Xingú aproveitaram o último final de semana para realizar as suas Assembleias Gerais Ordinárias (AGO), como regula a constituição cooperativista. A equipe técnica do Sistema OCB/PA também esteve nestes municípios, participando das reuniões e prestando orientações acerca dos procedimentos corretos na condução de uma AGO. A COOPABEN, COOPERMODAS, COOPER e CAMPPAX foram algumas destas singulares que deliberaram sobre prestações de contas, planejamento estratégico, eleições, entre outros.
Na Cooperativa Agropecuária de Benevides (COOPABEN), o Gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues, acompanhou a Assembleia que reelegeu a presidente Maria Eulina. A cooperativa completa 10 anos de constituição no próximo mês. Também foi feita eleição para os novos conselheiros administrativos e fiscais. Já na assembleia da Cooperativa de Costura e Moda de Barcarena (COOPERMODAS), foi feita a prestação de contas. As cooperadas se comprometeram a se regularizar junto ao Sistema OCB/PA.
O analista de desenvolvimento de cooperativas, Jamerson Carvalho, esteve na AGO da Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (CAMPPAX), que também teve participação da Secretária Municipal Adjunta, Marta Lelis. As contas foram aprovadas através da apresentação de demonstrações contábeis, bem como foram eleitos a nova diretoria e o conselho fiscal. Na ocasião, se apresentou a fábrica que beneficia a Castanha do Pará e se constatou os aspectos operacionais e produtivos da cooperativa que, atualmente, encontra-se em alta com o volume de produção.
“Ficamos contentes com o grau de evolução da maturidade das cooperativas, que estão compreendendo a importância das assembleias nas tomadas de decisões, se preocupando também com o bom andamento desses processos para que se faça o registro adequado e não ocorra nenhum entrave na Junta Comercial do Pará. Estamos totalmente disponíveis neste sentido, participando das assembleias em qualquer região do Estado em que houver cooperativas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Para receber a diretoria da OCB/PA, deve-se enviar as solicitações para o e-mail secretariaparacooperativo.coop.br com a data e os respectivos editais. No mês de abril, o Sistema OCB/PA irá realizar a AGO do setor, reunindo todas as cooperativas do Estado.

A mandioca é um produto base da agricultura familiar e alimento certo na mesa do paraense, o que aumenta a responsabilidade do produtor rural em manter a qualidade de seus derivados. Neste ano, Belém é a sede dos Congressos Brasileiro, Latino-Americano e Caribenho da Mandioca, que ocorrem em conjunto no período de 12 a16 de março, no Hangar. Com promoção da Sociedade Brasileira de Mandioca (SBM), realização da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) juntamente a Corporación CLAYUCA, a programação terá participação maciça das cooperativas. O Sistema OCB/PA, que é um dos parceiros do evento, proporcionará o investimento para os custos de logística de singulares da Região Oeste. Já as cooperativas de municípios mais próximos à capital serão conduzidas pela Emater/PA. As inscrições podem ser feitas no site: https://cbmandioca2018.com.br/br/node/1143 e custam R$ 30,00 para produtor rural.
Os Eventos constituem o principal fórum de integração dos agentes da cadeia produtiva da mandioca, representados por instituições de ensino, pesquisa, fomento, assistência técnica e extensão, defesa vegetal, produtores agrícolas e empresários. São também fortes oportunidades para apresentação de inovações geradas no setor de máquinas e equipamentos, bem como para levantamento e prospecção de novas demandas de interesse.

“A finalidade é transmitir esse conhecimento aos produtores. Muitos ficam refém da venda da mandioca para outras empresas e o valor agregado é repassado para estas. Por que não processar? Os produtores não querem ou não conhecem? O Congresso vai trabalhar neste sentido. Virão convidados de outros Estados e palestrantes de fora que trabalham com a pesquisa da genética da mandioca. Haverá bastante informação para troca de conhecimentos. É importante que o cooperativismo esteja bem representado para aprimorar os processos que desenvolvemos na produção da farinha”, afirmou o Gerente do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.
Dos temas a serem discutidos em ambos os eventos, destacam-se aqueles relacionados à cadeia produtiva da mandioca, os quais perpassam desde o aproveitamento da raiz para alimentos funcionais, práticas culturais, alta gastronomia, importância para a segurança alimentar, políticas públicas, mercados alternativos, até a sua contribuição para redução de impactos ambientais. O aspecto científico do Congresso se completa com a apresentação de trabalhos científicos em grupos de trabalho e em formato de pôsteres.
Em reunião com a equipe de coordenação do Congresso da SEDAP, foram definidos os papeis de cada parceiro. O Sistema OCB arcará com os custos de passagens aéreas e hospedagens para alguns participantes que sejam ligados a cooperativas da região Oeste, como COOPRUSAN, CAAM e COOPBOA, que operam com a mandioca, maniva e farinha. Dos outros municípios mais próximos, a Emater/PA trará em um veículo próprio. “Vamos avaliar, dentro das limitações orçamentárias, se traremos dois ou três participantes de cada cooperativa. Faremos a avaliação dos custos para definirmos isso, verificando quem são as pessoas com perfil mais adequado, as quais estejam aptas para receber as informações, participar das capacitações e retransmitir aos demais cooperados”, afirmou o Gerente.
Do Nordeste ao Sudeste do Pará, o Sistema OCB/PA está executando diversas ações em prol do desenvolvimento das cooperativas ao longo desta semana. Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!
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Ampliando sua credibilidade no mercado financeiro, a Cooperativa de Livre Admissão do Estado do Pará (Sicoob Cooesa) é um dos exemplos de boas práticas de gestão que vêm posicionando o cooperativismo como uma das instituições mais competitivas. Alguns dos segredos para este sucesso foram compartilhados com os alunos da Unimed Belém que fazem parte do Programa Aprendiz Cooperativo, coordenado pelo Sistema OCB/PA. O intercâmbio ocorreu nesta semana na sede da COOESA.
Foi feita uma apresentação institucional da cooperativa em seus quase 24 anos de história. Sua constituição ocorreu em 1994, quando 42 funcionários da ALEPA tiveram a ideia de cooperar para se ter uma alternativa de crédito acessível. A singular faz parte do SICOOB, que é o maior sistema do Brasil com 4 milhões de associados. Na COOESA, existem mais de 2.200 pessoas associadas. De acordo com dados do último exercício, o ativo total da cooperativa é de R$ 40.202.142,61 e o patrimônio líquido é de R$ 11.011.661,28. Os dados serão atualizados na próxima AGO que ocorre no dia 31 de março.
Os aprendizes também foram apresentados a cada setor de trabalho da cooperativa, desde o atendimento, caixas, até a diretoria. “Conversamos sobre o que é o cooperativismo de uma forma bem direta, mostrando como funciona no dia a dia. Foi uma oportunidade ótima de conhecer essa turma bastante animada e enriquecedora. Fizeram muitas perguntas, se posicionaram e mostraram interesse pelo tema, o que nos dá esperança de uma geração com muito potencial para desenvolver o setor”, afirmou a presidente da COOESA, Francisca Uchôa.

A Cooperativa já chegou a executar o programa de aprendizagem, mas precisou paralisá-lo. De acordo com a presidente, a previsão é que a singular retome a iniciativa ainda este ano, formando uma turma de aprendizes em parceria com o Sistema OCB/PA. “Além da questão do envolvimento social e da contribuição ao contratá-los, também auxiliamos na formação profissional dos jovens acerca da realidade do mercado, da vida e do seu próprio entendimento como pessoa. Ficamos felizes em participar disso, além de que podemos aproveitá-lo no futuro. Dentro da cooperativa, eles aprendem os princípios éticos do cooperativismo para trabalharem em equipe. É uma obrigação legal, mas não deixa de ser uma medida estratégica”.
A cooperativa oferece todos os serviços de uma rede bancária tradicional, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito e caixas eletrônicos. É uma instituição financeira controlada pelo Banco Central do Brasil como qualquer banco, porém, com algumas vantagens. Ao invés de um único dono, os clientes, ao se associarem, também se tornam donos do negócio. É um empreendimento coletivo regido de forma democrática por assembleias gerais dos clientes-sócios que decidem, por exemplo, as taxas de juros, os integrantes da diretoria e ainda dividem o lucro anual proporcionalmente.
A Sicoob Cooesa possui pontos de atendimento em Castanhal, Santarém e três agências em Belém. Há ainda projetos para atingir outros municípios como Bragança, Monte Alegre e os demais da região do Tapajós, mas ainda sem previsão. A cooperativa, apesar de ter enfrentado momentos delicados manteve o crescimento com as projeções e planejamentos perto de 20% nos últimos anos, tendo aumento no patrimônio e na administração de recursos de terceiros. As sobras acumuladas R$ 406.400,06 neste ano.
“Como um sócio cooperado da COOESA, tenho acompanhado a evolução da cooperativa na expectativa de que esses resultados ainda sejam superados. É um empreendimento que vem se mostrando sustentável e, por isso mesmo, incentivamos a visita dos aprendizes. Sem dúvida alguma, são conhecimentos importantes para a formação desses jovens à medida que saem da realidade do ramo saúde, onde trabalham junto à Unimed Belém, para se ambientarem ao ramo crédito, que possui necessidades e procedimentos de gestão semelhantes”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Com o intuito de incentivar e apoiar financeiramente o uso de tecnologias de baixo carbono em propriedades rurais de 70 municípios brasileiros, localizados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Embaixada Britânica lançaram a 2ª Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras. A ação faz parte do leque de atividades desenvolvidas pelo Projeto Rural Sustentável (PRS), que visa, entre outros, melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal nos biomas. No Pará, estão incluídos apenas os municípios de Dom Eliseu, Ipixuna, Marabá, Medicilândia, Paragominas, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, Tailândia, Tomé-Açu e Tucumã.
Na primeira chamada, o Projeto obteve 1.892 novas Unidades Multiplicadoras aprovadas. A meta é identificar 3.360 propriedades de pequenos e médios produtores rurais que irão adotar uma ou mais das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto. As propostas deverão ser submetidas em parceria com agentes de assistência técnica e, caso aprovadas, os produtores ou produtoras rurais poderão receber até R$1.500 por hectare de tecnologia implantada e os Agentes de Assistência Técnica, R$6.000,00 por unidade multiplicadora.
Além do apoio financeiro para área das tecnologias implantadas, o(a) produtor(a) poderá receber um benefício de R$ 1.000 por hectare de Área de Conservação Florestal, ou seja, por fragmento de floresta nativa representativo dos biomas mantido em sua propriedade.
Podem participar da Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras os(as) pequenos(as) e médios produtores(as) cujas propriedades estejam localizadas em algum dos municípios/estados do Projeto; que sejam beneficiários(as) ou elegíveis para crédito rural; com área de 04 a 15 módulos fiscais e renda agropecuária bruta anual de até R$ 1.760.000.
As propostas devem ser submetidas para avaliação no portal www.ruralsustentavel.org em parceria com um agente de assistência técnica, que além de auxiliar o produtor, fará o acompanhamento da implantação da tecnologia, caso o projeto seja aprovado. Os agentes de assistência técnica devem ser indicados por entidades de assistência técnica com atuação nos municípios objeto do Projeto.
TECNOLOGIAS APOIADAS PELO PROJETO
- Sistema de integração Lavoura-pecuária- florestas (iLFP), incluindo Sistemas Agroflorestais (SAF)
- Plantio de Florestas Comerciais
- Recuperação de Áreas Degradadas com Pastagem (RAD/P)
- Recuperação de Áreas Degradadas com Floresta (RAD/F)
- Manejo Sustentável de Florestas Nativas
SOBRE O RURAL SUSTENTÁVEL - O Projeto Rural Sustentável é fruto de uma parceria entre o governo do Reino Unido, o governo do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com foco em ações para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono nos biomas Mata Atlântica e Amazônia. O propósito é melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal pelos pequenos e médios produtores rurais. O projeto incentiva o desenvolvimento rural sustentável e a conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo que contribui no cumprimento dos objetivos do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). O Projeto oferece a oportunidade de ganhos financeiros para os produtores rurais e agentes de assistência técnica, além da possibilidade de adquirir conhecimentos relacionados à gestão sustentável da propriedade rural e nas tecnologias de baixa emissão de carbono.
SOBRE O BID - http://www.iadb.org/pt/ SERVIÇO: Acesse o edital completo da Chamada de Propostas de Unidades Multiplicadoras no site www.ruralsustentavel.org. O prazo é até o dia 15 de março de 2018.

O que é cooperativismo? Quais as regras para sua criação? Tem garantia de sucesso? Essas e muitas outras perguntas serão respondidas em palestra que a Secretaria de Desenvolvimento (Seden) da Prefeitura de Parauapebas realizará na próxima sexta-feira, 23, a partir das 18h30, no plenarinho da Câmara de Vereadores. O foco da palestra são os serralheiros do município, mas qualquer pessoa interessada no assunto pode participar na apresentação do tema que parece velho conhecido, mas que na realidade ainda é bastante distorcido. “Muitas pessoas ainda têm ideia errada do que é cooperativismo”, atesta o professor João Loureiro, que dará a palestra, ancorado pela professora de Cooperativismo, Aldina Chaves.
Professor de Administração Rural da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), João Loureiro ensina sobre associativismo rural e há cinco anos está envolvido com cooperativismo. “Na palestra, vamos tratar do diferencial do cooperativismo, para que as pessoas despertem para a importância dele para o incremento da renda e geração de novas receitas no município”, adianta Loureiro, que vê “um potencial muito grande para ser explorado em Parauapebas com o cooperativismo”.
Assim como vem fazendo com o Distrito Industrial e Polo Moveleiro, a Seden volta atenção também para os serralheiros a fim de impulsionar o setor em Parauapebas. Um grupo de 30 serralherias já está organizado e criando a sua cooperativa, com o apoio da prefeitura. O secretário de Desenvolvimento, Isaías de Queiroz, diz que o governo já identificou mais de 100 serralherias espalhadas pelo município, muitas localizadas em áreas residenciais provocando conflito com moradores devido ao barulho. A Seden trabalha para organizar o segmento e uma das propostas é justamente o trabalho coletivo proporcionado por cooperativa.
POLO SERRALHEIRO
Uma área às proximidades da PA-160 já está reservada pela Seden, para abrigar as futuras instalações do Polo Serralheiro de Parauapebas. O governo irá garantir toda a infraestrutura necessária – vias asfaltadas, iluminação pública, água e esgoto -, para que o local seja ponto de referência na região.
PARCERIA COM OCB
No início deste mês, o secretário de Desenvolvimento se reuniu em Belém com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB-PA), Ernandes Raiol da Silva, para que a instituição oriente os trabalhadores e empreendedores de Parauapebas que planejam ou desejam criar cooperativas. “Não adianta as pessoas criarem uma cooperativa e não receberem suporte, acompanhamento”, pondera Isaías de Queiroz. A proposta é que a OCB faça parte da Sala do Empreendedor, que será inaugurada neste semestre pela prefeitura, para que os pequenos empreendedores recebam suporte técnico e treinamento para o sucesso dos seus negócios.
Com a palestra de sexta-feira sobre cooperativismo, Isaías de Queiroz espera que os serralheiros se sintam estimulados a dar um novo rumo na história da categoria, seguindo o exemplo de cooperativas que começaram pequenas e que, hoje, chegam a exportar para outros países. “Para os pequenos crescerem, eles precisam se unir, do contrário não conseguem competir com os grandes. E aquilo que estiver dentro do alcance do governo, para alavancar os serralheiros, será feito”, assegura Isaías de Queiroz.
Texto e fotos: Hanny Amoras
Assessoria de Comunicação - Ascom | PMP

No mesmo dia em que Paragominas comemora o fim de um passado trágico de desmatamento, os munícipes discutem o presente e o futuro promissor da sustentabilidade energética. A 2ª edição do Seminário de Energias Renováveis é voltada para consumidores, profissionais da área, cooperativistas e universitários. O objetivo é discutir as possibilidades de energias alternativas na geração distribuída. O Seminário promovido pelo Sistema OCB/PA e pela COOBER ocorre no dia 23, no Teatro Reinaldo Castanheira.
As Inscrições podem ser feitas na seção eventos: http://paracooperativo.coop.br/servicos/eventos/34-seminarios/325-2-seminario-o-futuro-e-as-energias-renovaveis
Para a ocasião, foram convidados os principais atores envolvidos nesse cenário, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulação da atividade; A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que congrega empresas de toda a cadeia produtiva do setor fotovoltaico (FV) com operações no Brasil, coordenando, representando e defendendo os interesses de seus associados quanto ao desenvolvimento do setor; A GASGRID, empresa que apresenta soluções completas de geração distribuída , seja no gás natural renovável ou na energia elétrica; A Moura, empresa que desenvolve e fornece baterias há 60 anos; COOPÉRNICO, cooperativa de energia renovável com operações em Portugal e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), responsável pela regulação das singulares, além da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) e a Cooperativa de Crédito Sicredi Verde.
“Estamos organizando uma programação bastante consistente para analisarmos o panorama das energias renováveis em suas diversas vertentes, sempre focando no papel do cooperativismo neste contexto, que tem se mostrado como decisivo para abertura de fronteiras. Esperamos que todos participem e contribuam para divulgação desse evento formidável”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
9:00hs - Credenciamento
9:45-10:20hs - Abertura
10:30-12:15hs
1º Painel: GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: PRESENTE E FUTURO
Mediador – Instituto Ideal - Mauro Passos
“A Geração Distribuída no Sistema Elétrico Brasileiro”, ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.
“O papel do armazenamento de energia na Geração Distribuída.”, Egon Daxbacher, Gerente Geral de novos negócios ACUMULADORES MOURA.
12:30-13:50 hs ALMOÇO - HOTEL REGENTE
14:00-15:45 hs
2º Painel: USOS DOS RECURSOS ENERGÉTICOS DISTRIBUÍDOS (RED)
Mediador – Raphael Sampaio Vale, presidente da COOBER.
“COOBER & GASGRID - BIOGÁS na Geração Distribuída.”, Alan Melo COOBER e Rodrigo Nogueira, GASGRID S.A.
“O papel indutor da energia solar nos Recursos Energéticos Distribuídos.”, Dr. Rodrigo Lopes Sauaia, Presidente ABSOLAR
“O uso dos Recursos Energéticos Distribuídos, modelos e possibilidades”, por Raphael Sampaio Vale, presidente da COOBER.
16:00-17:45 hs
3° Painel: COOPERATIVISMO E AS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Mediador – Jorge Moura Serra Júnior, Sistema OCB/PA
“A importância das Cooperativas de Energia no Brasil”, Marco Morato, OCB, Brasília.
“Cooperativas de energia renovável: uma comparação entre Brasil e Alemanha.”, por Anna Malka Campiani Gimenez,
“A experiência da Coopérnico em Portugal”, Jorge Nuno Brito, presidente da Cooperativa COOPÉRNICO.
Serviço: 2º Seminário: O Futuro e as Energias Renováveis, 23 de março - Local: Teatro Reinaldo Castanheira – R. Mal. Rondon, 110, Centro, Paragominas/PA.

As cooperativas, como qualquer outra instituição educacional, enfrentam o grande desafio de controlar a inadimplência, objetivo que a COOPERATALAIA espera alcançar com a parceria do Sistema OCB/PA na realização de treinamentos específicos. A singular está com o processo de registro na entidade em andamento e busca potencializar a experiência que os cooperados já possuem no cooperativismo a partir da profissionalização da gestão. Com sede em Santarém, a cooperativa disponibiliza serviços educacionais do ensino fundamental ao médio.
A COOPERATALAIA foi registrada recentemente na Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA), mas já possui uma carteira formada de clientes por terem participado como núcleo da Cooperativa Cristã Catarina Huber, também de Santarém. É formada por professores do primeiro ao nono ano do ensino fundamental e do primeiro ao terceiro ano no ensino médio.
“O perfil é de um empreendimento com potencial e viabilidade grande pelo serviço que prestam. Os clientes do núcleo foram absorvidos e não haverá mudança neste sentido. Porém, é preciso analisar mais criteriosamente os gargalos que apresentam, principalmente em relação à inadimplência. Apesar de ser constituída agora, já era ativa como cooperativa e traz consigo os mesmos problemas enfrentados pelas escolas nesse momento de crise”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
A diretoria do Sistema OCB/PA realizou visita técnica de registro na COOPERATALAIA no último mês. O objetivo foi conhecer a sede, saber como funcionava a rotina operacional e fazer questionamentos para subsidiar o relatório técnico a ser enviado ao departamento jurídico em relação ao aceite do registro. A avaliação foi positiva. Após o deferimento do processo, a cooperativa irá demandar as capacitações. Inicialmente, serão ministrados os módulos doutrinários para reforçar a importância do cooperativismo e será analisada a possibilidade de já trabalhar com o gargalo da inadimplência.
“Concluímos que são as ações mais emergenciais e que podemos trabalhar a partir das capacitações, disponibilizando um profissional da área de cobrança. As pendências financeiras de pais de alunos é um problema generalizado nas cooperativas de trabalho educacional. Podemos, inclusive, aplicar treinamentos em conjunto com as demais da Região”, completa Diego.
Na ocasião da visita técnica, também foi apresentada a ferramenta de planejamento estratégico executada através do GESCOOP. Outra demanda é a captação de novos clientes. Os cooperados querem se estruturar para apresentar o produto ao mercado com capacitação de desenvolvimento na área de marketing e comunicação, assim como na área financeira para se fazer o levantamento dos reajustes das mensalidades, capacidade financeira para investimento na ampliação e melhoria da infraestrutura.
“A COOPERATALAIA já nasce com potencial grande. Desejam começar cumprindo toda a legislação, os procedimentos padrões de governança e de gestão cooperativista, o que é muito importante. Neste sentido, já vislumbram a contratação de empregados para atuarem na área meio, abrangendo o setor de contabilidade, administração, assim como os serviços de limpeza e higienização. Este é o propósito do cooperativismo: gerar emprego, renda, desenvolvimento e felicidade para todos”, conclui o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Recém registrada no município de Juruti, a Cooperativa Mista Agroextrativista Curumucuri congregou 48 produtores rurais com o objetivo de aumentar a competitividade no mercado regional, que gira entorno da mineração. A mandioca é a principal cultura, mas os agricultores também desenvolvem hortifrutigranjeiros. Com a organização no modelo cooperativo, pretende-se beneficiar os derivados da mandioca através de uma agroindústria própria e, assim, obter o selo de artesanal. A Cooperativa recebeu a equipe técnica do Sistema OCB/PA na última semana para a análise presencial dos procedimentos operacionais e deferimento do registro na entidade.
Farinha, goma, farinha de tapioca e outros derivados são o carro-chefe da Curumucuri. Na análise feita, identificou-se que o grupo possui um grande potencial. Já possuem infraestrutura de sede para reunião dos sócios cooperados e buscam a agroindústria para a verticalização desses produtos, que hoje são feitos de forma individualizada e artesanal. Pensando na economicidade e no controle da qualidade para se ter um valor agregado maior, todo o processamento dos derivados da mandioca será feito unicamente por ela.
“É algo que até facilita a certificação do produto como artesanal, porque se tem um ponto focal para fazer o controle, que é um dos requisitos exigidos pela Adepará. É um grupo com potencial grande e gestores interessados em promover esse desenvolvimento, mas que precisa se capacitar. Iremos auxiliá-los justamente nesta demanda”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.
A diretoria já solicitou alguns treinamentos, mas que deverão ser demandados por ofício para formalização. O Sistema OCB/PA já prestou orientações acerca dos procedimentos para realização de uma Assembleia Geral, fornecendo também os modelos de documentos.
Outro objetivo estratégico é a aquisição de uma área própria para comercializar os produtos, como uma espécie de feira. Atualmente, a comercialização é feita também de modo individual, já que a singular foi constituída recentemente e registrada no final de 2017. A partir deste ano, os 48 cooperados começarão a comercializar efetivamente pela cooperativa.
“Eles perceberam que não podem realizar a atividade econômica como associação e buscaram o registro com a finalidade de fornecer seus produtos para a merenda escolar e programas de alimentação do Governo Federal. Também existe a possibilidade de fornecerem para a mineradora Alcoa, que é uma das maiores consumidoras da região. A maioria dos produtos que compram são oriundos de Santarém. Por que não produzir e fechar negócio com uma empresa cooperativa do próprio município?”, argumenta o presidente do Sistema OCB/PA Ernandes Raiol.

Bancários de todo o Brasil decidiram paralisar suas atividades durante esta segunda (19), em protesto às Reformas da Previdência e Trabalhista. Uma das alternativas para a população manter suas pendências em dia são as cooperativas de crédito, algumas das quais disponibilizam serviços até mesmo para não associados. Na Região Metropolitana de Belém, por exemplo, a cooperativa Sicoob COOESA atende em agências no Comércio, Cidade Velha, Nazaré, além de pontos de atendimento em Santarém e Castanhal. Já no Sudeste paraense, os municípios de Pacajá, Tucuruí e Novo Repartimento são atendidos pela Sicoob Transamazônica. Todos os sistemas de cooperativas de créditos presentes no Pará funcionarão normalmente apesar da paralisação dos bancários.
Qualquer pessoa pode utilizar os serviços como pagamento de boleto bancário, consórcio, seguros e abertura de caderneta de poupança, mesmo que não seja associado. Podem-se pagar contas de água, luz, telefone, boletos bancários, carnês, IPVA e todos os tributos com códigos de barra que ainda estejam no prazo de vencimento. Empréstimos e aplicações financeiras são feitas apenas por associados. “As cooperativas de crédito oferecem todos os serviços de uma rede bancária, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito, caixas eletrônicos”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As cooperativas são instituições financeiras controladas pelo Banco Central do Brasil como qualquer banco. Porém, elas apresentam algumas diferenças e vantagens em relação às instituições tradicionais. Ao invés de um único dono, os clientes das cooperativas, ao se associarem, também se tornam sócios do negócio. É um empreendimento coletivo regido de forma democrática por assembleias gerais dos clientes-sócios que decidem, por exemplo, as taxas de juros, os integrantes da diretoria e ainda dividem o lucro anual proporcionalmente.
“A cooperativa não pega dinheiro no mercado. Ela trabalha com o capital dos próprios associados. Sendo assim, os serviços que presta são feitos a taxas mais acessíveis e se tem possibilidades bem menores de falência. Não precisa pagar talão de cheque ou conta corrente, por exemplo. Mesmo no caso de quebra, as cooperativas também têm um fundo garantidor como qualquer banco”, explica Raiol.
No Pará, existem três Sistemas de Crédito: Sicoob, CredISIS e Sicredi. Dentro da Região Metropolitana de Belém, a CredISIS possui unidades de atendimento na Tv. Humaitá e na Av. Generalíssimo Deodoro. O Sicoob tem agências na Almirante Barroso, João Diogo, 13 de maio, Senador Lemos e Quintino. Ainda possuem unidades de atendimento em Santa Izabel, Marituba e Ananindeua e Santarém. Já o Sicredi possui agencias em sete municípios da região sudeste do Pará: Redenção, Marabá, Canaã dos Carajás, Rio Maria, Xinguara, Tucumã e em Parauapebas. Também possui uma agência em Belém, na Humaitá.

Oferecendo melhores condições de acesso ao mercado, a COOPERCAU está selecionando produtores de cacau na região da Transamazônica, que é o grande polo da atividade no Pará. Sediada em Novo Repartimento, a singular pretende ampliar o número de cooperados com o objetivo de aumentar a capilaridade de negócios, assim como verticalizar a produção. O diferencial é a equipe de associados com expertise em assistência técnica, que pretende aprimorar a qualidade produtiva, desde o manejo até a extração.
A cooperativa foi constituída em 2007, mas trabalhava com um perfil diferente. Era formada por profissionais que atuavam exclusivamente com serviços de assistência técnica, atividade enquadrada no ramo trabalho. Na sua origem, a COOPERCAU esteve ligada a projetos relacionados ao biodiesel os quais deixaram benefícios como a estrutura de sede e veículos próprios. Em contrapartida, os cooperados decidiram direcionar o foco de trabalho para o mercado de cacau, modificando seu formato para a produção no ramo agropecuário. Também criaram uma outra empresa para atuar apenas na área de assistência técnica que vai garantir outra fonte de renda.
“Não havia o entendimento correto do cooperativismo até perceberem que estavam fazendo a dinâmica operacional de forma equivocada. Prestamos a devida orientação e os sócios irão modificar a razão social, não impedindo que os técnicos possam continuar como cooperados, porque possuem um conhecimento acerca das formas produtivas que será bastante profícuo ao andamento do negócio”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
Na última semana, Jamerson esteve na sede da cooperativa junto com o presidente Ernandes Raiol para fazer a análise do processo de registro no Sistema OCB/PA, que, por sinal, foi deferido. Devidamente estruturados e organizados no que tange à legislação cooperativista, os associados estão no processo de captação de produtores locais que fornecerão matéria prima. Já se vislumbra a verticalização da produção em achocolatados e demais derivados do cacau. Atualmente, possuem 50 cooperados produtores. Porém, como o cultivo do cacau é forte na região, a intenção é dobrar este número.
A administração da COOPERCAU, entrou em contato com outras cooperativas da região para estabelecer intercooperação acerca do formato do cooperativismo e até mesmo para futuras parcerias como, por exemplo, no complemento da produção de singulares já consolidadas no mercado que necessitem de preenchimento de demanda. “Os fundadores fizeram um trabalho salutar de preparar e conscientizar os produtores, tendo um cuidado especial com a fruta, desde o plantio até a extração. Isso dá garantia de um produto de qualidade. Fazendo, esse elo comercial para os agricultores, a COOPERCAU será mais uma ferramenta de geração de riquezas para o município”, afirmou o presidente Ernades Raiol.

Em busca de maior profissionalismo e do cumprimento das normas legais, singulares do ramo Transporte estão requisitando o processo de registro no Sistema OCB/PA. Na última semana, a COOPTTAIL, de Tailândia, recebeu a equipe técnica da entidade para a fase de análise in loco do negócio e da base operacional pertencente à cooperativa. O processo foi deferido. Além dela, as singulares COOMTAGP, TRANSUL e TRANSJAC também solicitaram o registro, que é uma das exigências para se filiar à Central das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (CENCOOPA).
O primeiro diálogo foi feito em Marabá, na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Central. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol e o analista Jamerson Carvalho foram até a sede da Cooperativa de Transporte, Fretamento e Turismo da Região Norte e Nordeste do Estado do Pará (COOPTTAIL) para identificar se os procedimentos da cooperativa correspondem aos dados preliminares repassados, assim como identificar suas necessidades e demandas no município. Todos os cooperados estão regulares junto aos órgãos de regulamentação da atividade do transporte complementar de passageiros, com concessão outorgada pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON) para operar na linha Tailândia-Goianésia.
“Uma das demandas que percebemos, de maneira geral, é o aumento do nível de competitividade junto às maiores empresas do mercado. Como são empreendimentos sociais, coletivos, não possuem o mesmo aporte financeiro de melhoria para, por exemplo, renovar a frota. Com outras parcerias políticas e através da Central, poderá se chegar a este patamar. A Lei versa que o veículo tenha, no máximo, 10 anos de uso e ultrapassar este limite pode acarretar na perda da concessão. Por isso é importante trabalhar neste sentido”, afirmou Jamerson Carvalho.
A partir do registro, as cooperativas entram no radar do Sistema OCB/PA para o processo de monitoramento através de ferramentas como o Programa de Acompanhamento da Gestão (PAGC), que traça um panorama da base legal e dos futuros negócios. Uma das ações prioritárias é promover cursos de capacitação com o embasamento doutrinário cooperativista, sensibilizando acerca da dinâmica do setor.
“Nosso papel é promover o desenvolvimento e crescimento das singulares diante do mercado. Porém, muitos dos envolvidos com o cooperativismo não possuem o entendimento pleno do que este significa, nem sobre o funcionamento de uma cooperativa, os princípios que regem o setor, seus aspectos legais, os direitos e deveres, assim como a noção de empreendimento coletivo e solidário. Os cursos de capacitação servem justamente para esclarecer os sócios, empregados e gestores acerca dessas dúvidas”, complementa Ernandes Raiol.


Apesar da crise que as singulares de táxi enfrentam com a chegada dos novos aplicativos de transporte, a Cooperativa Mista de Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Pará (COOPERTRANS) acessou um financiamento de aproximadamente R$1milhão para renovação de toda a sua frota de veículos. A conquista foi alcançada através da intercooperação com a Sicredi Marabá, que abriu uma linha de crédito com opções mais acessíveis. No total, foram adquiridos 64 novos veículos para atender a população e parceiros estratégicos, como a VALE do Rio Doce.
A renovação foi finalizada em novembro, após um processo gradual de compra dos carros feita mensalmente desde junho. Na parceria de crédito com o Sicredi, cada cooperado entrou com 20% do valor do financiamento e a cooperativa financeira arcou com o restante. Em alguns casos, os proprietários pagaram mais de 20%, porém, 80% dos sócios pagou apenas os 20%.
“Foi uma negociação bastante vantajosa. Em 2012, já havíamos comprado a frota através do Sicredi que financiou 25 carros e é muito importante poder contar com essa parceria. No início, as instituições bancárias não queriam nem nos receber, mas hoje até ligam para marcar conversa. Isso mostra o quanto crescemos em qualidade e credibilidade no serviço. Depois de muita luta, com o acompanhamento do presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol, conseguimos essa conquista”, afirmou o presidente da COOPERTRANS, José Silva.
A cooperativa foi constituída em 1982 e hoje conta com 136 taxistas e 22 motoristas de vans. As rotas realizadas são: Marabá-São Geraldo, Marabá-Carajás, Marabá-Tucuruí e Marabá-Carne de sol. De acordo com João, o fator determinante para a COOPERTRANS não sentir os efeitos da crise que atividade enfrenta são as parcerias com as grandes empresas. Os sócios assinaram convênio para transporte dos funcionários da VALE do Rio Doce, além de outros pequenos contratos com a Eletronorte, Celpa e TAM linhas Aéreas.
“Procuramos sempre prestar serviços de táxi com muita qualidade. Temos um trabalho constante de reforçar o profissionalismo dos motoristas e a qualidade da frota. No total, 70% dos taxistas possuem certificação RAC 2, que é um treinamento de segurança, primeiros socorros e direção defensiva. Por isso temos o reconhecimento dessas grandes empresas, o que nos deu maior equilíbrio para continuar os nossos serviços. Se não fosse por este motivo, por certo sentiríamos a crise. O montante pago em impostos chega a custar 60% do faturamento de um táxi, mas os motoristas do Uber não precisam pagar por isso. É uma injustiça”, explica o presidente.