
Depois de um arrastado 2017, uma das cooperativas mais tradicionais de Belém com 19 anos de operação e 170 cooperados em atividade, a COOPERDOCA superou boa parte das dificuldades e começa a colocar em prática o plano de expansão da cooperativa. Entre as principais ações estão a renovação da frota de carros que estejam acima de 5 anos, redução do número de veículos alugados e, consequentemente, aumentar o retorno financeiro para os cooperados. Pensando nisso, representantes da COOPERDOCA se reuniram nesta quinta-feira (08/03) com as cooperativas de crédito SICREDI Belém e SICOOB Unidas para conhecer as soluções em financiamento que cada uma pode disponibilizar. O presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, também participou das discussões como um grande entusiasta da intercooperação.

“Precisamos estreitar o relacionamento dento do segmento cooperativista para fortalecê-lo e usufruir das vantagens que a intercooperação pode trazer para todos nós, como por exemplo, taxas de juros mais interessantes, possibilidade de negociação direta, coletiva e o fortalecimento financeiro das próprias cooperativas envolvidas”, ressaltou o Ernandes Raiol.
Dados Aliança Cooperativista Internacional, apontam que no mundo, mais de 1 bilhão de pessoas tem como renda principal as cooperativas. No Brasil, 51,6 milhões de pessoas são beneficiadas direta ou indiretamente pelo cooperativismo. As cooperativas de táxi transportam cerca de 2 bilhões de passageiros por ano, com média 5,5 mil pessoas por dia. Hoje, a Cooperdoca mantém um faturamento mensal de cerca de R$200 mil e pretende aumentar esse valor ao otimizar os recursos da cooperativa.
“Por falta de desconhecimento mesmo, por vezes acabamos por não utilizar os recursos que o cooperativismo nos disponibiliza. Por isso, estamos procurando conhecer as cooperativas de crédito para beneficiar a nossa cooperativa e a vida dos cooperados”, contou o presidente da Cooperdoca, Ewerton Lobado.
As taxas de juros de uma cooperativa de crédito são menores em cerca de 40% em relação às praticadas por bancos convencionais, com a vantagem de o associado ser dono e cliente ao mesmo. “Isso faz toda a diferença. Nós presamos pelo encantamento dos nossos associados e mostramos para eles todas as vantagens na ponta lápis”, enfatizou o diretor administrativo do Sicredi Belém, Amaury Dantas.
Na Sicoob Unidas, o diretor superintendente Manoel de Jesus Martins apresentou o sistema Sicoob e disponibilizou um atendimento diferenciado para a Cooperdoca a fim de vislumbrar a melhor solução financeira para a Cooperativa. “Aqui, prezamos pelo relacionamento. Esse é o maior bem de toda a cooperativa de crédito. Estejam certos que teremos o maior prazer em satisfazer as demandas de vocês”, afirmou.
Superação
Em todo Brasil, o segmento de taxi passou por forte abalo após a entrada de vários aplicativos. No Pará, não foi diferente, mas a postura de gestão da Cooperdoca fez com que a cooperativa se reposicionasse ao incrementar uma série de ações. “O ano de 2017 foi um ano de arrumar a casa. Saímos de uma caótica inadimplência de 80% para 10% já primeiro trimestre de 2018. Alavancamos o nosso aplicativo e nos reposicionamos no mercado com atendimento diferenciado, carros tops de linha e segurança para os nossos clientes. Hoje, o cliente Cooperdoca sabe exatamente o que é ser ‘o’ cliente Cooperdoca”, explicou o contador da Cooperdoca, Marcelo Baena.

O reconhecimento do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, a reforma do PIS/Cofins e a manutenção da desoneração da folha de pagamentos das empresas e cooperativas foram os principais pontos debatidos na última quarta-feira pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, com o presidente da República, Michel Temer. O secretário da Receita Federal, Jorge Antonio Deher Rachid, e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, também participaram da audiência. A OCB Nacional apresentou as demandas de todas as Unidades Estaduais e respectivas cooperativas representadas.
Outras questões como a abertura de novos mercados para a cadeia de aves e suínos da setor cooperativista, e os problemas das barreiras internacionais impostas ao produto made in Brazil, a revitalização do sistema de fiscalização sanitária do Ministério da Agricultura e a revisão de normativos relativos à sanidade agropecuária, com vistas a acelerar o processo de exportação também estiveram na pauta da audiência, ocorrida em Brasília.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, defendeu o modelo tributário aplicado ao setor cooperativista, ressaltando a necessidade de se regulamentar o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo previsto na Constituição Federal. Sobre a questão do PIS/Cofins, o líder cooperativista fez questão de reforçar que a revisão da legislação não pode prejudicar as exclusões de bases de cálculo já conquistadas nos normativos vigentes.
Márcio Freitas destacou, ainda, o trabalho que vem sendo realizado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e pediu a atenção da Presidência da República para as políticas públicas implementadas e a serem desenvolvidas pela pasta.
Os presidentes das cooperativas também manifestaram suas considerações a respeito das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo da cadeia de aves e suínos do setor cooperativista em diversos níveis, tais como produção, exportação, legislação etc.
PRESIDÊNCIA
Em sua fala, o presidente Michel Temer deixou clara a intenção do governo em tratar das questões apresentadas pelos cooperativistas. “O que o governo quer é cooperar com o cooperativismo”, comenta, reafirmando, contudo, seu compromisso em equilibrar as contas públicas e em analisar todos pleitos apresentados pelas lideranças. Ao final, Temer reconheceu o trabalho ministro Blairo Maggi, pelo desenvolvimento do setor produtivo brasileiro.
RECEITA FEDERAL
O secretário Jorge Rachid destacou que o texto da reforma do PIS/Cofins está em fase de elaboração, no âmbito da Receita Federal, mas antecipou que o ato cooperativo será integralmente preservado na nova legislação. Registrou, também, que a intenção da reforma é tornar ambas as contribuições muito mais simples com características de imposto de valor agregado.
Fonte: ASCOM OCB
PARTICIPANTES
O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, a assessora jurídica da Organização, Ana Paula Andrade Ramos Rodrigues também participaram da reunião, que contou ainda com as seguintes presenças: o deputado federal Osmar Serraglio, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, e os presidentes das cooperativas C.Vale, Alfredo Lang, da Castrolanda, Frans Borg, da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, da Copacol, Valter Pitol, da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, da Frimesa, Valter Vanzella e da Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Santa Catarina, Mário Lanznaster.
Foto: Marcos Corrêa / Palácio do Planalto
Mães, profissionais, guerreiras. As mulheres cumprem, sozinhas, várias missões e toda esta versatilidade ganha um destaque especial no cooperativismo. Nesta quinta (08), o Sistema OCB/PA realizou uma cerimônia especial de homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Participaram representantes de singulares paraenses e as colaboradoras da Unidade Estadual. Confira o depoimento gravado de algumas destas aguerridas que lutam por um Pará cada dia mais cooperativo:
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O Sicoob Coimppa está com um projeto para beneficiar os mais de 2 mil cooperados por meio do incentivo da produção de energia renovável. A ideia é criar uma nova cooperativa que irá fornecer energia por meio de placas fotovoltaicas. Os estudos ainda estão em fase inicial. Por conta disso, na tarde desta quarta-feira (07/03), o presidente do Sicoob Coimppa, José Melo da Rocha, reuniu com Raphael Vale, presidente da primeira cooperativa de energia renovável do Brasil, a Coober, e com Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, que representa as cooperativas no Estado.
Há mais de 20 anos, José Melo da Rocha, utiliza placas fotovoltaicas na Ilha do Marajó. À época, era algo impensável expandir a produção de energia a mais pessoas por conta do alto custo. Hoje, o cenário é mais favorável. O cooperativismo voltado para a produção de energia conquistou alguns benefícios, a tecnologia está melhor, mais acessível, e há muito mais interessados.
“Penso que melhorar a vida das pessoas deve ser uma constante que devemos ter como foco para melhorar o nosso trabalho. A questão da produção de energia pode facilitar e colaborar tanto com uma mentalidade genuinamente sustentável como acelerar o processo de desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou José Melo da Rocha.
Em novembro de 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alterou a Resolução 687, permitindo a formação de cooperativas para atuar em sistema de geração distribuída e de compensação de energia renovável injetando energia direto na rede elétrica. Em 2016, a Coober inaugurou em Paragominas uma usina solar fotovoltaica com capacidade de 75KWp, que beneficia diretamente 23 cooperados com energia limpa, ilimitada e de baixo custo de produção.
“Hoje nossos cooperados da Coober são ‘prosumidores’ de energia renovável em geração distribuída, que significa ser produtor e consumidor de energia ao mesmo tempo. Isso está mudando a visão do consumidor residencial que antes tinha papel passivo de apenas receber e consumir a energia. O setor elétrico brasileiro está passando por mudanças o que também traz muitas oportunidades”, enfatizou Raphael Vale.
Gargalo
Apesar dos avanços, a legislação ainda estabelece de maneira inflexível o pagamento de demanda contratada de usinas puras (aquelas que apenas produzem energia, injetam energia na rede para e compensação e sem carga instalada) igual a de uma usina com carga instalada para abastecer e manter uma indústria ou um comércio.
“Esse é uma discussão que precisamos levar em frente porque pode mudar para melhor a nossa relação com a geração de energia e abastecer vários setores cooperativistas ou não. O mundo já acordou para isso. É preciso que nos apropriemos disso e façamos aqui, no Pará, na Amazônia, o exemplo todo o Brasil”, finalizou Ernandes Raiol.

As cooperativas surgiram da necessidade de se unir, de se cooperar e contribuir para um bem comum. A razão de ser do cooperativismo é promover estes valores, que devem ser multiplicados para toda a sociedade ao entorno. O Dia de Cooperar, movimento de voluntariado promovido pelo Sistema OCB/PA, é a grande oportunidade para as cooperativas mostrarem o seu diferencial, que é fazer negócios e crescer juntos. Reúna os cooperados de sua singular e articule uma ação alusiva à campanha com o compromisso de promover responsabilidade socioambiental. As comunidades paraenses esperam por nossa cooperação!
O grande desafio do Dia C continua sendo estimular o desenvolvimento de projetos contínuos que possam gerar benefícios constantes para as comunidades onde as cooperativas estão inseridas. Para isto, o programa vai buscar abraçar integralmente os ODS, que são 17 propostas e 169 metas com o objetivo de melhorar a vida ao redor do planeta. As cooperativas, como agentes de transformação social, podem se alinhar a esta agenda, por meios de ações e projetos transformadores.
“Convocamos, desde já, todas as singulares do Estado a aderirem à essa corrente do bem. Não existe sensação melhor do que estender a mão e contribuir para fazer alguém feliz. Esse é o espírito que nos move todos os dias. Se queremos mudar o mundo, só conseguiremos quando começarmos a olhar para as pequenas realidades ao nosso redor. Se cada um fizer a sua parte, tornaremos o Pará em um lugar melhor para se viver”, reitera o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Mais informações:
(91) 32264140 / 993604665
E-mail:
Site: diac.somoscooperativismo.coop.br