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Prefeitura de Parauapebas promove palestra sobre cooperativismo

Prefeitura de Parauapebas promove palestra sobre cooperativismo

 

O que é cooperativismo? Quais as regras para sua criação? Tem garantia de sucesso? Essas e muitas outras perguntas serão respondidas em palestra que a Secretaria de Desenvolvimento (Seden) da Prefeitura de Parauapebas realizará na próxima sexta-feira, 23, a partir das 18h30, no plenarinho da Câmara de Vereadores. O foco da palestra são os serralheiros do município, mas qualquer pessoa interessada no assunto pode participar na apresentação do tema que parece velho conhecido, mas que na realidade ainda é bastante distorcido. “Muitas pessoas ainda têm ideia errada do que é cooperativismo”, atesta o professor João Loureiro, que dará a palestra, ancorado pela professora de Cooperativismo, Aldina Chaves.

 

Professor de Administração Rural da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), João Loureiro ensina sobre associativismo rural e há cinco anos está envolvido com cooperativismo. “Na palestra, vamos tratar do diferencial do cooperativismo, para que as pessoas despertem para a importância dele para o incremento da renda e geração de novas receitas no município”, adianta Loureiro, que vê “um potencial muito grande para ser explorado em Parauapebas com o cooperativismo”.

 

Assim como vem fazendo com o Distrito Industrial e Polo Moveleiro, a Seden volta atenção também para os serralheiros a fim de impulsionar o setor em Parauapebas. Um grupo de 30 serralherias já está organizado e criando a sua cooperativa, com o apoio da prefeitura. O secretário de Desenvolvimento, Isaías de Queiroz, diz que o governo já identificou mais de 100 serralherias espalhadas pelo município, muitas localizadas em áreas residenciais provocando conflito com moradores devido ao barulho. A Seden trabalha para organizar o segmento e uma das propostas é justamente o trabalho coletivo proporcionado por cooperativa.


POLO SERRALHEIRO

Uma área às proximidades da PA-160 já está reservada pela Seden, para abrigar as futuras instalações do Polo Serralheiro de Parauapebas. O governo irá garantir toda a infraestrutura necessária – vias asfaltadas, iluminação pública, água e esgoto -, para que o local seja ponto de referência na região.

 

PARCERIA COM OCB

No início deste mês, o secretário de Desenvolvimento se reuniu em Belém com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Pará (OCB-PA), Ernandes Raiol da Silva, para que a instituição oriente os trabalhadores e empreendedores de Parauapebas que planejam ou desejam criar cooperativas. “Não adianta as pessoas criarem uma cooperativa e não receberem suporte, acompanhamento”, pondera Isaías de Queiroz. A proposta é que a OCB faça parte da Sala do Empreendedor, que será inaugurada neste semestre pela prefeitura, para que os pequenos empreendedores recebam suporte técnico e treinamento para o sucesso dos seus negócios.

 

Com a palestra de sexta-feira sobre cooperativismo, Isaías de Queiroz espera que os serralheiros se sintam estimulados a dar um novo rumo na história da categoria, seguindo o exemplo de cooperativas que começaram pequenas e que, hoje, chegam a exportar para outros países. “Para os pequenos crescerem, eles precisam se unir, do contrário não conseguem competir com os grandes. E aquilo que estiver dentro do alcance do governo, para alavancar os serralheiros, será feito”, assegura Isaías de Queiroz.

 

Texto e fotos: Hanny Amoras 
Assessoria de Comunicação - Ascom | PMP

2º Seminário  aborda futuro das Energias Renováveis

2º Seminário aborda futuro das Energias Renováveis

 

No mesmo dia em que Paragominas comemora o fim de um passado trágico de desmatamento, os munícipes discutem o presente e o futuro promissor da sustentabilidade energética.  A 2ª edição do Seminário de Energias Renováveis é voltada para consumidores, profissionais da área, cooperativistas e universitários. O objetivo é discutir as possibilidades de energias alternativas na geração distribuída. O Seminário promovido pelo Sistema OCB/PA e pela COOBER ocorre no dia 23, no Teatro Reinaldo Castanheira.

As Inscrições podem ser feitas na seção eventos: http://paracooperativo.coop.br/servicos/eventos/34-seminarios/325-2-seminario-o-futuro-e-as-energias-renovaveis

 

Para a ocasião, foram convidados os principais atores envolvidos nesse cenário, como a  Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulação da atividade; A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que congrega empresas de toda a cadeia produtiva do setor fotovoltaico (FV) com operações no Brasil, coordenando, representando e defendendo os interesses de seus associados quanto ao desenvolvimento do setor; A GASGRID, empresa que apresenta soluções completas de geração distribuída , seja no gás natural renovável ou na energia elétrica; A Moura, empresa que desenvolve e fornece baterias há 60 anos; COOPÉRNICO, cooperativa de energia renovável com operações em Portugal e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), responsável pela regulação das singulares, além da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) e a Cooperativa de Crédito Sicredi Verde.

 

“Estamos organizando uma programação bastante consistente para analisarmos o panorama das energias renováveis em suas diversas vertentes, sempre focando no papel do cooperativismo neste contexto, que tem se mostrado como decisivo para abertura de fronteiras. Esperamos que todos participem e contribuam para divulgação desse evento formidável”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

9:00hs - Credenciamento

9:45-10:20hs - Abertura

 

 

10:30-12:15hs

1º Painel: GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: PRESENTE E FUTURO

Mediador – Instituto Ideal - Mauro Passos

A Geração Distribuída no Sistema Elétrico Brasileiro”, ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.

 “O papel do armazenamento de energia na Geração Distribuída.”, Egon Daxbacher, Gerente Geral de novos negócios ACUMULADORES MOURA.

 

 

12:30-13:50 hs ALMOÇO - HOTEL REGENTE

  

 

14:00-15:45 hs

2º Painel: USOS DOS RECURSOS ENERGÉTICOS DISTRIBUÍDOS (RED)

Mediador – Raphael Sampaio Vale, presidente da COOBER.

 

“COOBER & GASGRID - BIOGÁS na Geração Distribuída.”, Alan Melo COOBER e Rodrigo Nogueira, GASGRID S.A.

O papel indutor da energia solar nos Recursos Energéticos Distribuídos.”, Dr. Rodrigo Lopes Sauaia, Presidente ABSOLAR

“O uso dos Recursos Energéticos Distribuídos, modelos e possibilidades, por Raphael Sampaio Vale, presidente da COOBER.

 

 

16:00-17:45 hs

3° Painel: COOPERATIVISMO E AS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Mediador – Jorge Moura Serra Júnior, Sistema OCB/PA

 

A importância das Cooperativas de Energia no Brasil”, Marco Morato, OCB, Brasília.

Cooperativas de energia renovável: uma comparação entre Brasil e Alemanha.”, por Anna Malka Campiani Gimenez,

“A experiência da Coopérnico em Portugal”, Jorge Nuno Brito, presidente da Cooperativa COOPÉRNICO.

 

 

Serviço: 2º Seminário: O Futuro e as Energias Renováveis,  23 de março - Local: Teatro Reinaldo Castanheira – R. Mal. Rondon, 110, Centro, Paragominas/PA.

Capacitação é alternativa para diminuir inadimplência escolar

Capacitação é alternativa para diminuir inadimplência escolar

 

As cooperativas, como qualquer outra instituição educacional, enfrentam o grande desafio de controlar a inadimplência, objetivo que a COOPERATALAIA espera alcançar com a parceria do Sistema OCB/PA na realização de treinamentos específicos. A singular está com o processo de registro na entidade em andamento e busca potencializar a experiência que os cooperados já possuem no cooperativismo a partir da profissionalização da gestão. Com sede em Santarém, a cooperativa disponibiliza serviços educacionais do ensino fundamental ao médio.

 

A COOPERATALAIA foi registrada recentemente na Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA), mas já possui uma carteira formada de clientes por terem participado como núcleo da Cooperativa Cristã Catarina Huber, também de Santarém. É formada por professores do primeiro ao nono ano do ensino fundamental e do primeiro ao terceiro ano no ensino médio.

 

“O perfil é de um empreendimento com potencial e viabilidade grande pelo serviço que prestam. Os clientes do núcleo foram absorvidos e não haverá mudança neste sentido. Porém, é preciso analisar mais criteriosamente os gargalos que apresentam, principalmente em relação à inadimplência. Apesar de ser constituída agora, já era ativa como cooperativa e traz consigo os mesmos problemas enfrentados pelas escolas nesse momento de crise”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.

 

A diretoria do Sistema OCB/PA realizou visita técnica de registro na COOPERATALAIA no último mês. O objetivo foi conhecer a sede, saber como funcionava a rotina operacional e fazer questionamentos para subsidiar o relatório técnico a ser enviado ao departamento jurídico em relação ao aceite do registro. A avaliação foi positiva. Após o deferimento do processo, a cooperativa irá demandar as capacitações. Inicialmente, serão ministrados os módulos doutrinários para reforçar a importância do cooperativismo e será analisada a possibilidade de já trabalhar com o gargalo da inadimplência.

 

“Concluímos que são as ações mais emergenciais e que podemos trabalhar a partir das capacitações, disponibilizando um profissional da área de cobrança. As pendências financeiras de pais de alunos é um problema generalizado nas cooperativas de trabalho educacional. Podemos, inclusive, aplicar treinamentos em conjunto com as demais da Região”, completa Diego.

 

Na ocasião da visita técnica, também foi apresentada a ferramenta de planejamento estratégico executada através do GESCOOP. Outra demanda é a captação de novos clientes. Os cooperados querem se estruturar para apresentar o produto ao mercado com capacitação de desenvolvimento na área de marketing e comunicação, assim como na área financeira para se fazer o levantamento dos reajustes das mensalidades, capacidade financeira para investimento na ampliação e melhoria da infraestrutura.

 

“A COOPERATALAIA já nasce com potencial grande. Desejam começar cumprindo toda a legislação, os procedimentos padrões de governança e de gestão cooperativista, o que é muito importante. Neste sentido, já vislumbram a contratação de empregados para atuarem na área meio, abrangendo o setor de contabilidade, administração, assim como os serviços de limpeza e higienização. Este é o propósito do cooperativismo: gerar emprego, renda, desenvolvimento e felicidade para todos”, conclui o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Curumucuri quer verticalizar produção da mandioca

Curumucuri quer verticalizar produção da mandioca

 

Recém registrada no município de Juruti, a Cooperativa Mista Agroextrativista Curumucuri congregou 48 produtores rurais com o objetivo de aumentar a competitividade no mercado regional, que gira entorno da mineração.  A mandioca é a principal cultura, mas os agricultores também desenvolvem hortifrutigranjeiros. Com a organização no modelo cooperativo, pretende-se beneficiar os derivados da mandioca através de uma agroindústria própria e, assim, obter o selo de artesanal. A Cooperativa recebeu a equipe técnica do Sistema OCB/PA na última semana para a análise presencial dos procedimentos operacionais e deferimento do registro na entidade.

                      

Farinha, goma, farinha de tapioca e outros derivados são o carro-chefe da Curumucuri. Na análise feita, identificou-se que o grupo possui um grande potencial.  Já possuem infraestrutura de sede para reunião dos sócios cooperados e buscam a agroindústria para a verticalização desses produtos, que hoje são feitos de forma individualizada e artesanal. Pensando na economicidade e no controle da qualidade para se ter um valor agregado maior, todo o processamento dos derivados da mandioca será feito unicamente por ela.

 

“É algo que até facilita a certificação do produto como artesanal, porque se tem um ponto focal para fazer o controle, que é um dos requisitos exigidos pela Adepará. É um grupo com potencial grande e gestores interessados em promover esse desenvolvimento, mas que precisa se capacitar. Iremos auxiliá-los justamente nesta demanda”, afirmou o analista do Sistema OCB/PA, Diego Andrade.

 

A diretoria já solicitou alguns treinamentos, mas que deverão ser demandados por ofício para formalização. O Sistema OCB/PA já prestou orientações acerca dos procedimentos para realização de uma Assembleia Geral, fornecendo também os modelos de documentos.

 

Outro objetivo estratégico é a aquisição de uma área própria para comercializar os produtos, como uma espécie de feira. Atualmente, a comercialização é feita também de modo individual, já que a singular foi constituída recentemente e registrada no final de 2017. A partir deste ano, os 48 cooperados começarão a comercializar efetivamente pela cooperativa.

 

“Eles perceberam que não podem realizar a atividade econômica como associação e buscaram o registro com a finalidade de fornecer seus produtos para a merenda escolar e programas de alimentação do Governo Federal. Também existe a possibilidade de fornecerem para a mineradora Alcoa, que é uma das maiores consumidoras da região. A maioria dos produtos que compram são oriundos de Santarém. Por que não produzir e fechar negócio com uma empresa cooperativa do próprio município?”, argumenta o presidente do Sistema OCB/PA Ernandes Raiol.

Boletos podem ser pagos em cooperativas de crédito

Boletos podem ser pagos em cooperativas de crédito

 

 

Bancários de todo o Brasil decidiram paralisar suas atividades durante esta segunda (19), em protesto às Reformas da Previdência e Trabalhista. Uma das alternativas para a população manter suas pendências em dia são as cooperativas de crédito, algumas das quais disponibilizam serviços até mesmo para não associados. Na Região Metropolitana de Belém, por exemplo, a cooperativa Sicoob COOESA atende em agências no Comércio, Cidade Velha, Nazaré, além de pontos de atendimento em Santarém e Castanhal. Já no Sudeste paraense, os municípios de Pacajá, Tucuruí e Novo Repartimento são atendidos pela Sicoob Transamazônica. Todos os sistemas de cooperativas de créditos presentes no Pará funcionarão normalmente apesar da paralisação dos bancários.

 

Qualquer pessoa pode utilizar os serviços como pagamento de boleto bancário, consórcio, seguros e abertura de caderneta de poupança, mesmo que não seja associado.  Podem-se pagar contas de água, luz, telefone, boletos bancários, carnês, IPVA e todos os tributos com códigos de barra que ainda estejam no prazo de vencimento. Empréstimos e aplicações financeiras são feitas apenas por associados. “As cooperativas de crédito oferecem todos os serviços de uma rede bancária, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito, caixas eletrônicos”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

As cooperativas são instituições financeiras controladas pelo Banco Central do Brasil como qualquer banco. Porém, elas apresentam algumas diferenças e vantagens em relação às instituições tradicionais. Ao invés de um único dono, os clientes das cooperativas, ao se associarem, também se tornam sócios do negócio. É um empreendimento coletivo regido de forma democrática por assembleias gerais dos clientes-sócios que decidem, por exemplo, as taxas de juros, os integrantes da diretoria e ainda dividem o lucro anual proporcionalmente.

 

“A cooperativa não pega dinheiro no mercado. Ela trabalha com o capital dos próprios associados. Sendo assim, os serviços que presta são feitos a taxas mais acessíveis e se tem possibilidades bem menores de falência. Não precisa pagar talão de cheque ou conta corrente, por exemplo. Mesmo no caso de quebra, as cooperativas também têm um fundo garantidor como qualquer banco”, explica Raiol.

 

No Pará, existem três Sistemas de Crédito: Sicoob, CredISIS e Sicredi. Dentro da Região Metropolitana de Belém, a CredISIS possui unidades de atendimento na Tv. Humaitá e na Av. Generalíssimo Deodoro. O Sicoob tem agências na Almirante Barroso, João Diogo, 13 de maio, Senador Lemos e Quintino. Ainda possuem unidades de atendimento em Santa Izabel, Marituba e Ananindeua e Santarém. Já o Sicredi possui agencias em sete municípios da região sudeste do Pará: Redenção, Marabá, Canaã dos Carajás, Rio Maria, Xinguara, Tucumã e em Parauapebas. Também possui uma agência em Belém, na Humaitá.

 

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