::cck::258::/cck::
::introtext::
::fulltext::::/fulltext::
::introtext::
Desde o início da pandemia, os profissionais da saúde se mostraram mais do que necessários na luta pela vida, e isso inclui os farmacêuticos, em suas mais diversas formas de atuação. Com o crescimento no número de casos da doença aqui no Pará, as cooperativas farmacêuticas precisaram unir forças para dar conta do aumento da demanda nos setores hospitalar, clínico e de distribuição.
Em quase quatro anos, a Cooperativa de Trabalho Farmacêutico de Belém (UNIFARMA), não viveu uma rotina tão intensa quanto a atual. Formada por 50 cooperados, precisou avançar na prestação de serviços por causa do novo coronavírus. Ainda no ano passado, os farmacêuticos promoveram transmissões ao vivo nas mídias sociais, com o objetivo de tirar dúvidas de internautas e contribuir com o enfrentamento à Covid-19.
“Estamos enfrentando, talvez, o nosso maior desafio, algo que está sendo um grande aprendizado diário frente às dificuldades de tratamentos, orientações aos nossos usuários e nossos clientes”, destaca o diretor-presidente da UNIFARMA Belém, José Ronaldo Sousa Jr.
Com a variante da doença e os novos desafios em 2021, os cooperados precisaram se unir ainda mais. Atualmente a UNIFARMA está 100% presente em dois grandes hospitais da Região Metropolitana de Belém – Hospital Maradei (na capital) e no Hospital Santa Maria (em Ananindeua) – por meio da locação de mão-de-obra e na gestão de serviços farmacêuticos. A demanda no setor de distribuição de medicamentos, onde os profissionais fazem o planejamento de estoques, também cresceu.
“Outro grande desafio é a nossa logística e abastecimento. Vivemos em um dos estados com a maior dificuldade de logística e, com esse cenário de pandemia, aumentou a escassez de produtos. Estamos diuturnamente procurando fornecedores e produtos para garantir a assistência aos pacientes.”, enfatiza José Ronaldo.
Para atravessar este momento, o modelo de trabalho cooperativista é um diferencial na atuação dos profissionais, com uma rede colaborativa mútua, onde vários parceiros no mercado local e estadual ajudam na sinalização de fornecedores.
“Nós temos o diferencial de ter grandes profissionais/cooperados que já estão na estrada, com uma maturidade profissional para enfrentar essa
pandemia. Outro diferencial é a lei do “ganha-ganha”: a empresa nos contratando tem uma redução enorme de custos de folgas, de pagamento, férias, atestado, licença e com responsabilidades de gestão. Qualquer tipo de cobertura é nossa e já está prevista em contrato, além de reduzir a zero o risco de passivos trabalhistas”, afirma.
REFORÇO DE FARMACÊUTICOS NA VACINAÇÃO
Outra cooperativa farmacêutica que não parou e ainda sentiu esse crescimento na demanda foi a COOFARMI, que já existe há 4 anos e conta com 252 cooperados – todos devidamente inscritos no Conselho de Farmácia. Segundo a diretoria da cooperativa, a demanda cresceu entre 30 e 50% durante a pandemia, tanto na solicitação de plantões, como na cobertura de profissionais doentes em outras farmácias.
Em março deste ano, mais de 50 cooperados se habilitaram com um curso técnico pelo ICTQ (Instituto de Ciência e Tecnologia de Qualidade) em vacinação, para atuar junto ao município ou estado, caso necessário, no reforço da mão-de-obra na vacinação contra a Covid-19.
“Nós só colocamos 50 farmacêuticos para fazer o curso de vacinação, pois na turma só podem ser 50 por vez, mas em maio terá outra turma e mais colegas farão o curso de capacitação para ficarem qualificados em vacinar. Recebemos os certificados esta semana e vamos registrar em nosso conselho. Só depois teremos a autorização do CRF para poder vacinar. Em breve vamos oferecer o nosso serviço do estado e às prefeituras”, afirma o farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da COOFARMI, João Roberto de Amorim.
O diretor ainda destaca a importância do cooperativismo no segmento, principalmente neste momento de crise na saúde. “Aprendemos todos os dias a ajudar um ao outro, principalmente os mais experientes ajudando a dar segurança aos mais novos profissionais, mostrando ética e respeito aos nossos pacientes”, afirma.
Cooperativa de Trabalho de Farmacêuticos Independentes
Rua Municipalidade, entre Wandelkolk e Dom Romualdo Coelho - Umarizal, Belém/PA
Edifício Mirai Office 985 - Sala – 505
Contatos: (91) 2121-2559 /
Cooperativa de Trabalho Farmacêutico UNIFARMA Belém
Tv. Manoel Evaristo, 449 – Umarizal
CEP: 66050-290 – Belém/PA – Brasil
Contatos: (91) 98130-1201 /
::fulltext::::/fulltext::

Entre outras ferramentas importantes, o aplicativo Microsoft Teams possibilita um sistema de votação e de lista de frequência online. Confira o passo a passo de como utilizar a plataforma, disponibilizada gratuitamente às cooperativas para realização de assembleias gerais.
O Microsoft TEAMS é um aplicativo de videoconferência que teve seus recursos adaptados pelo setor de TI do Sistema OCB/PA, coordenado pelo técnico Jardel Solto, à realidade das cooperativas, conforme as necessidades apresentadas em uma Assembleia Geral.
Na sua versão completa, a ferramenta oferece o suporte de agendamento de reuniões e moderação para habilitar entradas e saídas, silenciamento dos participantes, compartilhamento de tela para apresentação de conteúdos, limite de até 250 participantes, interação e sistema de votação por chat.
“É a plataforma que utilizamos na transmissão dos eventos virtuais, inclusive na última AGO da OCB/PA. O momento exige essa postura e a própria legislação se modificou, incluindo, por meio da Lei 14.030/2020, as AGOs virtuais como uma opção permanente para as cooperativas. É a tendência e precisamos nos adaptar a elas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Acompanhe o passo a passo
Etapa 1 - Baixar o aplicativo pelo celular:
1.1 - Você deverá abrir a Play Store do seu celular (Sistema Aindroid) ou a Apple Store do seu celular (Sistema IOS);
1.2 - Clicar em pesquisar e digitar MIcrosoft Teams;
1.3 - Clicar em Instalar;
1.4 - Aguardar a Instalação;
1.5 - Sair da Play Store do seu celular (Sistema Aindroid) ou da Apple Store do seu celular (Sistema IOS);
Etapa 2 - Acessar o aplicativo Microsoft Teams pelo celular:
2.1 - Com o link da reunião, você deverá clicar diretamente no link;
2.2 - Após clicar no link da reunião, na tela do seu celular aparecerá a opção de iniciar a reunião utilizando o Microsoft Teams, clique nessa opção;
2.3 - Após clicar nessa opção, abrirá a tela do Microsoft Teams e um botão Participar da reunião, clique nele;
2.4 - Após clicar no botão, aparecerá uma nova tela pedindo que você digite seu nome (você deverá digitar seu nome completo) e clicar em Participar de reunião;
2.5 - Após solicitar a participação na reunião, irá aparecer uma tela pedindo que você permita que o App Teams grave áudio, você deverá clicar na opção Durante o uso do App;
2.6 - Após essas etapas, você pediu acesso à reunião e os organizadores irão autorizar sua entrada.
É importante ressaltar que todos os participantes estarão com seus áudios desabilitados, sendo assim, para solicitarem a fala, precisarão cumprir a etapa 3
Etapa 3 - Solicitar autorização para falar:
3.1 - Você deverá clicar nas reticências (os três pontinhos na tela do seu celular), em seguida irá abrir uma tela com algumas opções e você deverá clicar na opção Erguer a mão;
3.2 - O organizador da reunião vai identificar sua solicitação e vai liberar a opção para que você habilite seu áudio;
3.3 - Feito isto, você deverá clicar no microfone na tela do seu celular;
3.4 - Cumprindo essas etapas, seu áudio estará liberado;
3.5 - Após o uso da palavra, solicitamos que você possa clicar novamente no microfone na tela do seu celular, para desabilitar seu áudio e novamente clicar nas reticências (os três pontinhos na tela do seu celular), em seguida irá abrir uma tela com algumas opções e você deverá clicar na opção Abaixar a mão.
Sempre que for solicitar a fala, você deverá cumprir os itens da Etapa 3.
Etapa 4 - Sistema de votação:
4.1 - A organização da reunião irá aplicar o sistema de votação e aparecerá em seu celular uma notificação que a organização enviou um cartão;
4.2 - Clique na opção na tela do seu celular ou acesse pelo *chat* e acesse ao sistema de votação enviado;
4.3 - Clique sobre sua opção de voto (clique em cima da opção) e depois clique em enviar voto;
4.4 - Automaticamente os votos serão atualizados no sistema de votação_.
O sistema de votação poderá ser feito para as seguintes situações: Aprovação de contas, Eleição de Diretoria, Eleição de Conselho Fiscal. Sendo assim, sempre que orientado sobre votação, refaça a Etapa 4.
Etapa 5 - Sair da reunião:
5.1 - Você deverá clicar no botão vermelho com imagem de um telefone, depois abrirá uma tela branca em seu celular pedindo que você confirme sua saída da reunião, basta clicar na opção sair.
::cck::257::/cck::
::introtext::
::fulltext::::/fulltext::
::introtext::
No mercado paraense há 10 anos, a Transprodutor decidiu ampliar os horizontes na prestação de serviços. Diante das limitações impostas pela pandemia, a cooperativa, que inicialmente atuava apenas no transporte escolar e de cargas, quer apostar, também, na criação e distribuição de peixes e camarão.
A maioria dos 400 cooperados espalhados pelo estado do Pará teve o trabalho afetado desde o ano passado, tanto pelas restrições de circulação, como pela suspensão das aulas na rede pública de ensino, que já dura, em média, um ano. Como resultado disso, os efeitos econômicos foram inevitáveis.
“Com essa grande diminuição na demanda, tivemos que ampliar as nossas possibilidades de transporte de cargas, como agora estamos fazendo de soja, de minério. Se não fôssemos multimodais, já teríamos fechado as portas”, afirma Newton Leão, presidente da Transprodutor.
Ainda de acordo com o presidente Newton Leão, foram justamente essas dificuldades que ampliaram os horizontes da cooperativa. Com o projeto de iniciar a produção e distribuição de peixes e camarões, os cooperados usarão a própria frota - formada por ônibus, barcos e caminhões - para fazer as entregas.
“Estamos buscando novos caminhos com a produção de peixe e camarão. Alguns de nossos cooperados não têm transporte, mas têm terras, água, clima. Condições favoráveis para usar como uma nova fonte de renda, que irá ajudar não só suas famílias, mas a todos os que precisam desses alimentos”, destaca.
O projeto já foi apresentado a uma instituição financeira, que deve avaliar e financiar a iniciativa. A intenção é começar em escala comercial para toda a população.
“Precisamos desses recursos para dar uma alavancada no projeto, que vai beneficiar a população e todos os envolvidos. Contamos, inclusive, com o apoio da OCB/PA, para vendermos aos grandes supermercados, primeiramente de Belém, em grande escala. O nosso potencial é grande”, comenta.
No final de 2020, o Sistema OCB/PA levou técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) para conhecer propriedades rurais pertencentes a cooperados da Transprodutor. A intenção é também incluir a cooperativa na linha de financiamento do BanPará, o Crédito do Produtor.
“Sabemos que muitos cooperados estão enfrentando dificuldades e se reinventando para resistir a esse momento, com muita união. Estamos à disposição para prestar todo o auxílio necessário, investindo, inclusive, em formação profissional, visando qualificar ainda mais todos os nossos profissionais e desenvolver os negócios”, garante, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
::/introtext::::fulltext::::/fulltext::

1. Qual o prazo para a realização da AGO?
Conforme o artigo 44, da Lei 5.764/1971, a Assembleia Geral Ordinária (AGO), deve ser realizada anualmente, entre os 3 (três) primeiros meses de cada ano, após o término do exercício social, exceto as cooperativas de crédito cujo prazo é abril por conta da LC 130.
2. Qual a pauta da AGO?
As pautas da AGO, definidas no artigo 44 da Lei 5.764/1971, são:
I - prestação de contas dos órgãos de administração acompanhada de parecer do Conselho Fiscal;
II - demonstrativo das sobras apuradas ou das perdas;
III - destinação das sobras apuradas ou rateio das perdas decorrentes da insuficiência das contribuições para cobertura das despesas da sociedade, deduzindo-se, no primeiro caso as parcelas para os Fundos Obrigatórios;
IV - eleição dos componentes dos órgãos de administração, do Conselho Fiscal e de outros, quando for o caso;
V - quando previsto, a fixação do valor dos honorários, gratificações e cédula de presença dos membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e do Conselho Fiscal.
VI - outros assuntos de interesse social que não seja objeto exclusivo de AGE.
3. Quais documentos devem ser apresentados na AGO?
Os documentos a serem apresentados na AGO, que devem ser enviados com antecedência, são: balanço patrimonial (BP), demonstrativo de resultados do exercício (DRE), parecer do Conselho Fiscal e quando houver previsão estatutária, o relatório da comissão eleitoral para as eleições dos componentes dos órgãos de administração, do Conselho Fiscal e de outros, quando for o caso.
4. Quais os procedimentos para convocação da AGO?
Conforme o parágrafo 1º do artigo 38, da Lei 5.764/1971, as Assembleias devem ser convocadas com antecedência mínima de 10 dias, mediante a fixação do Edital em locais apropriados das dependências comumente mais frequentadas pelos associados, publicação em jornal e comunicação aos associados por intermédio de circulares. O edital deve deixar evidenciada a forma de convocação.
5. A ata de Assembleia Geral Ordinária deve ser registrada onde?
A cooperativa por ser uma empresa que realiza atividades econômicas, deverá arquivar seus atos na Junta Comercial do Estado do Pará - JUCEPA. É o órgão do Governo que tem como responsabilidade realizar e armazenar os registros de atividades ligadas a empresas e sociedades empresariais.
6. Quem pode participar e votar na AGO?
Todos os cooperados podem e devem participar da AGO.
No entanto, de acordo com o parágrafo 3º do artigo 38, da Lei 5.764/1971, as deliberações nas Assembleias Gerais serão tomadas por maioria de votos dos associados presentes com direito de votar. Entende-se cooperados com direito a votar, aquelas que estejam em dias com suas obrigações junto à cooperativa.
7. Qual o quórum mínimo de instalação da AGO?
A instalação da AGO varia de acordo com as chamadas e o ramo de atividades da cooperativa.
No artigo 40, da Lei 5.764/1971, as Assembleias Gerais devem possuir quorum de instalação da seguinte maneira:
I - 2/3 (dois terços) do número de associados, em primeira convocação;
II - metade mais 1 (um) dos associados em segunda convocação;
III - mínimo de 10 (dez) associados na terceira convocação ressalvado o caso de
cooperativas centrais e federações e confederações de cooperativas, que se instalarão com
qualquer número.
Já para cooperativas do Ramo Trabalho, Produção Bens e Serviços, é determinado pela Lei 12.690/2012, em seu parágrafo 2º, do artigo 11, que o quórum de instalação será o seguinte:
I - 2/3 (dois terços) do número de sócios, em primeira convocação;
II - metade mais 1 (um) dos sócios, em segunda convocação;
III - 50 (cinquenta) sócios ou, no mínimo, 20% (vinte por cento) do total de sócios, prevalecendo o menor número, em terceira convocação, exigida a presença, de, no mínimo, 4 (quatro) sócios para as cooperativas que
possuam até 19 (dezenove) sócios matriculados.
8. O que muda de uma AGO presencial para uma AGO semipresencial ou virtual?
Na AGO presencial a participação dos sócios cooperados se dá diretamente no local de realização da assembleia, que de modo geral é a própria sede.
Nas AGOs semipresencial é permitida a participação presencial de um certo número de sócios cooperados, podendo a votação ser no próprio local de realização da assembleia ou por meio de um sistema eletrônico de votação.
Nas AGOs virtuais, a participação e votação dos sócios cooperados, só podem acontecer de forma virtual.
A Instrução Normativa DREI N.º 79 de 14 de abril de 2020, veio instituir a possibilidade de realização de assembleias semipresenciais e virtuais.
No entanto, independente da forma de realização da Assembleia Geral Ordinária, ela deverá obedecer todas as normas do estatuto social, tais como sua convocação, instalação e deliberação.
Assim como, o Edital deverá conter de forma destacada, o tipo de assembleia e os meios para os associados participarem e votarem na AGO.
9. No caso de AGO semipresencial ou virtual, como registrar a presença dos participantes?
As plataformas de reuniões virtuais, em sua versão paga, possuem o serviço de registro da lista de presença dos participantes das reuniões, podendo essa lista ser impressa e anexada nos documentos que serão arquivados na Junta Comercial.
10. Se de forma alguma for possível realizar a Assembleia Geral Ordinária em tempo hábil, o que deve ser feito?
Em regra geral, o prazo para realização das AGOs é nos 3 (três) primeiros meses de cada ano, após o término do exercício social. No entanto, para os casos das AGOs que não puderem acontecer no período correto, deverá a cooperativa realizar uma AGE com as pautas de AGOs.
É importante ressaltar que, devido a não realização no período correto, alguns problemas poderão acontecer em caso de término de mandato de Diretoria, pois devido o vencimento do mandato a cooperativa poderá ter contas em bancos ou cooperativas de crédito bloqueadas, entre outras situações acarretadas pelo vencimento do mandato da Diretoria.
Acesse a cartilha sobre dúvidas mais frequentes relacionadas às AGOs

Em tantos anos de história, nenhum deles foi tão desafiador como 2020 para as cooperativas de educação do Pará, que precisaram se adaptar à nova realidade de isolamento social, restrições e recomendações sanitárias. Todas mantêm suas atividades, mesmo em meio à crise na saúde e na economia.
Foi necessário investir em plataformas digitais para a realização de aulas virtuais, na qualificação de professores que precisaram se adaptar às novas ferramentas de trabalho, além da compra de mais equipamentos.
Essa foi a saída encontrada pelos 39 cooperados da COOPSÓSTENES – Sociedade Cooperativa de Trabalho em Educação Sóstenes Pereira de Barros, mantenedores do Colégio Batista de Santarém, oeste do Pará. A escola reúne 578 alunos da educação infantil ao ensino médio.
“Ano passado foi muito difícil, foi tudo novo pra gente. O emocional de todos ficou abalado com perdas e o isolamento; professores com medo, receio do novo, de falar diante das câmeras. O sinal de internet na região também não facilitava as mudanças. Passamos a trabalhar de forma híbrida, com até 30% dos alunos de modo presencial, mediante solicitação dos pais. Um período, também, de incertezas financeiras.”, lembra o presidente da COOPSÓSTENES, Arildo Nogueira.
Diante desse cenário, o presidente reconhece que graças aos valores do cooperativismo foi possível manter o funcionamento da instituição, ao passo que empresas consolidadas no mesmo segmento tiveram que demitir e fechar as portas.
“Se não fosse o modelo cooperativista, nós também já teríamos fechado as portas, mas nos apoiamos. Não houve demissões de nenhum de nossos 13 funcionários, nos organizamos e passamos por esse momento. Mantivemos o bem-estar do cooperado e o benefício da comunidade. Além de não fecharmos a escola, também disponibilizamos uma psicóloga no colégio para atender pais e alunos. Essa é a relação que o cooperativismo constrói.”, se orgulha.
UNIÃO QUE FORTALECE EM MEIO À CRISE
Ainda em Santarém, outra instituição de ensino que tem buscado se manter em meio às dificuldades é a Escola Cristã Catarina Huber, fundada em 2005 pela cooperativa de mesmo nome.
Antes da pandemia, a escola contava com 160 alunos; hoje, com apenas 88, entre estudantes do Jardim I ao 5º ano do ensino fundamental. A queda refletiu inevitavelmente em complicações financeiras, que foram amenizadas com princípios do cooperativismo.
“Estamos vivendo um momento muito delicado, pois a pandemia mexeu forte com a nossa estrutura. Quando chegamos ao ponto de pensar em fechar as portas, em assembleia todos deram as mãos para continuarmos, mas cremos que isso vai passar e vamos ver nossas crianças voltando às aulas. Se estivéssemos na CLT isso não seria possível e aí sim íamos fechar de fato a nossa escola. Seria pior para todos.”, afirma Cleoma Pantoja, presidente da cooperativa Catarina Huber.
No sudeste paraense, os 20 cooperados da COOPERIET – Cooperativa do Instituto Educacional de Tucuruí, também sentiram os impactos financeiros da pandemia. Antes do surgimento da Covid-19, o local reunia 150 estudantes entre 2 e 14 anos, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II. Sem a possibilidade de manter aulas presenciais, restou uma média de 100 alunos.
“Perdemos muitos alunos e hoje sofremos as consequências por não termos tido a oportunidade de retornar presencialmente com maior agilidade, como ocorreu em outros municípios. Nossa cooperativa teve que se reinventar. Tivemos que buscar novos meios técnicos, administrativos e pedagógicos para continuar. Nossa equipe de professores teve que treinar muito para reaprender ou até mesmo aprender a lidar com a tecnologia.”, recorda a presidente da COOPERIET, Diosiane Ramos.
A presidente ainda destaca a importância do sistema cooperativista para a sequência da cooperativa, que já existe há dois anos. “O cooperativismo mostrou a importância de trabalhar em equipe. Como liderar uma equipe saindo da realidade CLT e aprendendo a se entender como um SÓCIO/COOPERADO. Colaborador e proprietário são, acima de tudo, responsáveis pelo sucesso da empresa.”, destaca.
NA CONTRAMÃO DA CRISE ECONÔMICA
Enquanto algumas cooperativas sentiram os impactos financeiros com a pandemia, a CEAC – Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal, formada por sete escolas, que englobam a Educação Infantil ao 5º ano, não teve prejuízos. Os 25 cooperados foram na contramão da crise econômica.
Desde o surgimento das medidas restritivas, a cooperativa, que já existe há 20 anos, também precisou se adaptar e atuar com até 50% da capacidade de estudantes, além de adaptar o ensino a uma plataforma digital, voltada aos alunos que têm estrutura para acompanhar os estudos de casa.
De acordo com a presidente da CEAC, Kátia Santos, todas as escolas tiveram um aumento no número de alunos, que migraram da rede pública de ensino. “Com a suspensão das aulas nas escolas municipais por tempo indeterminado, alguns pais de alunos procuraram nossas escolas particulares. Não perdemos alunos em 2020 e alguns poucos que até saíram no ano passado, retornaram em 2021. Na cooperativa toda foi assim.”, comemora.
A presidente da cooperativa em Castanhal ainda destaca que o modelo de trabalho cooperativista também foi fundamental para atravessar esse momento.
“Porque nós, enquanto empresa cooperativista, não pagamos encargos trabalhistas. Só assim foi possível manter as escolas em funcionamento. Se fosse uma empresa convencional, os custos seriam muito altos, ainda mais tendo preços de mensalidades mais populares, como é o nosso caso. Eu permaneço no cooperativismo porque eu acredito, é uma visão de futuro. Quando você entende os valores do cooperativismo, você não quer outro modelo de trabalho. Não me vejo fora do sistema."
“Eu permaneço no cooperativismo porque eu acredito, é uma visão de futuro. Quando você entende os valores do cooperativismo, você não quer outro modelo de trabalho. Não me vejo fora do sistema.”
(Kátia Santos, presidente da CEAC – Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal).
COOPERATIVISMO: MODELO SOCIOECONÔMICO QUE TRANSFORMA
Enquanto mais de 15.500 empresas fecharam no ano passado por diversos fatores, sendo o principal deles a pandemia, de acordo com a JUCEPA, as quatro cooperativas mostradas acima são um exemplo de como esse modelo socioeconômico é um diferencial em meio à crise, a qual qualquer empreendedor está sujeito.
“O movimento cooperativista é capaz de transformar o estado do Pará em um lugar mais justo, feliz, equilibrado, com mais e melhores oportunidades para todos – cooperados e a comunidade. Ser cooperativista é acreditar que juntos somos mais fortes e podemos superar as dificuldades, e o Sistema OCB/PA é a consolidação dessa ideia.”, garante Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB no Pará.