
A Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP) realizou sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), no dia 28 de fevereiro, no município de Vigia. Na pauta, houve a prestação de contas da Diretoria, parecer do Conselho Fiscal, distribuição das sobras e a Eleição para membros do Conselho Fiscal. Cerca de 30 cooperados estiveram presentes. A reunião contou com a participação do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Durante a reunião, também foram apresentadas as ações desenvolvidas em 2020 e o plano de trabalho para 2021, assim como o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultados do Exercício de 2020.
“A AGO foi muito produtiva, não poderia ter sido melhor, pois tivemos todo o apoio do Sistema OCB/PA. Também tivemos uma apresentação do Conselho Fiscal, que após as análises, aprovou todas as contas da cooperativa por unanimidade”, disse Antônio Alcoforado, presidente da singular.
“No último momento da reunião houve a eleição do Conselho Fiscal, onde foi solicitado o apoio da OCB/PA, na orientação sobre o processo, bem como sobre os normativos legais, como Lei, Estatuto Social e Regimento Interno, que norteiam sobre a realização das eleições para Diretoria e Conselhos”, disse Diego Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do SESCOOP/PA.
CASP - Atualmente, a cooperativa possui 100 cooperados de Vigia, Santo Antônio do Tauá e Santa Izabel. O carro-chefe da cooperativa são derivados do leite, como queijos, iogurte e manteiga. Ainda pretende-se desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. Também tem forte produção de hortifrútis, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.
“Estivemos presentes na AGO da CASP cumprindo nosso papel como entidade representante do Cooperativismo, garantido o cumprimento legal dos normativos. A CASP irá proceder na estruturação dos documentos para arquivamento na JUCEPA e posteriormente ao arquivamento, irá enviar os atos à OCB/PA”, concluiu Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
SESCOOP/PA discute ações para cooperativas da cacauicultura com representantes da CocoaAction Brasil

A iniciativa CocoaAction Brasil, em parceria com o SESCOOP/PA, busca desenvolver ações que auxiliem na produção e na produtividade do cacau no Estado por meio de cooperativas que já trabalham no ramo. A iniciativa pública-privada formada por membros da indústria e diversas entidades do setor, fomenta a melhoria da produtividade, da qualidade do cacau, da gestão e prevenção de pragas e doenças, dentre outras prioridades.
O SESCOOP/PA já apresentou as cooperativas que trabalham com a cacauicultura no Pará em reunião com representantes da CocoaAction. “Também foram ressaltados dados mais específicos sobre o setor, como o número de cooperativas e cooperados/produtores de cacau, quantidade produzida por ano, o mercado em que a produção é comercializada e quais certificações as cooperativas possuem”, explicou Júnior Serra, Superintendente do SESCOOP/PA.
Além da parceria com o SESCOOP/PA e SESCOOP Nacional, a iniciativa CocoaAction Brasil tem uma estrutura de governança da qual fazem parte processadores de cacau, fabricantes de chocolate, grupos que comercializam cacau (traders), além de associações da indústria, órgãos de assistência técnica e extensão rural dos estados produtores de cacau, certificações, ONGs e outras entidades. A iniciativa é colaborativa e pré-competitiva, e tem o objetivo de reunir os elos da cadeia para alinhar sinergias e responsabilidades, alavancar escala e eficiência por meio da colaboração e catalisar esforços para acelerar a sustentabilidade no setor do cacau.
DADOS
O estado do Pará é o maior produtor de cacau do país. A previsão da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), só de área cultivada em 2020, é de 149.918 hectares e produção de 145 mil toneladas de amêndoas. Em 2019, a área cultivada foi de 146.918 hectares e a produção de 133.489 mil toneladas de amêndoas, o que representa 52% da produção nacional.
Medicilândia, Uruará, Altamira, Placas, Anapu, Brasil Novo, Novo Repartimento, Vale do Xingu, Tucumã, Tomé-Açu são os 10 municípios que mais produzem cacau no estado do Pará, segundo dados da Ceplac.
Os 989 cooperados/produtores e as 8 cooperativas paraenses registradas e regulares junto ao Sistema OCB/PA, foram responsáveis pela produção de quase 18 mil toneladas, respondendo assim, por mais de 12% da produção de amêndoas do estado e possuem certificações como UTZ, BUK/CONV. ORGANICO- IBD e IMO, realizando a comercialização nacional de sua produção.
“A parceria estabelecida com OCB, SESCOOP e DGRV, através do AceleraCoop, é de extrema importância para o projeto de campo do CocoaAction Brasil, tendo em vista a complementariedade que o fortalecimento das cooperativas trará para as demais atividades deste projeto. Nosso objetivo é criar sinergias entre ações dos atores da cadeia para o desenvolvimento sustentável da cacauicultura no Brasil”, disse Guilherme Salata, coordenador da iniciativa CocoaAction Brasil.
“O chocolate é um dos produtos que podem gerar valor agregado ao que é produzido pelas cooperativas. Dado o potencial que temos de produção, continuaremos incentivando o beneficiamento local e agregando parceiros, como o CocoaAction Brasil, que acreditam nessa causa”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Ampliar suas operações em Ulianópolis é um dos objetivos da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Uraim e Condomínio Rural de Paragominas (Cooperuraim) para 2021. A singular realizou sua Assembleia Geral Ordinária (AGO) no dia 19 de fevereiro com posse do novo Conselho Fiscal.
Na pauta da reunião, foi apresentada a prestação de conta do exercício de 2020 da Diretoria, relatório anual, balanço patrimonial, parecer do conselho fiscal, destinação das sobras apuradas, rateio das perdas ocorridas no ano de 2020 e eleição do novo Conselho Fiscal.
“A abertura de uma filial da cooperativa em Ulianópolis também foi outra pauta da reunião, assim como o planejamento de gestão para 2021 e a prorrogação do mandato da atual diretoria para março de 2022”, disse Samara Silva, engenheira agrônoma da Cooperuraim.
A Cooperativa dos Produtores Rurais de Paragominas possui 40 cooperados, e tem como principais produtos as frutas, verduras e a agroindústria da polpa de fruta artesanal.
Como medida preventiva provocada pela pandemia, a reunião aconteceu no auditório do Parque de Exposições do município de Paragominas, para que não houvesse aglomeração entre os cooperados.
O Empório Cooperativista reúne, em um só espaço, produtos de cooperativas de todo o Pará, mostrando a diversidade e qualidade do que é produzido pelo segmento. A vitrine fica localizada na sede do Sistema OCB/PA e será inaugurada oficialmente no dia 20 de abril.
O espaço é pensado para divulgar e comercializar o que há de melhor em produtos das cooperativas paraenses. Os visitantes poderão encontrar artesanatos, cosméticos, mel, farinha, chocolates, bebidas, laticínios, biscoitos, doces, adubo orgânico, entre outros.
“Este é mais um momento especial na história do cooperativismo paraense. Há muito tempo buscávamos um lugar que pudesse mostrar todo o potencial que temos no nosso segmento. É mais uma excelente oportunidade para as cooperativas, no centro da capital paraense, mostrarem à toda comunidade paraense quem nós somos”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A finalidade primária do Empório é, por meio da exposição dos produtos aos públicos estratégicos que visitam a sede do Sistema OCB/PA, possibilitar a geração de negócios para as cooperativas.
De acordo com dados do diagnóstico do cooperativismo paraense, meios de acesso ao mercado são um dos principais desafios para 38% das cooperativas agropecuárias. por ocasião da pandemia, 15% das cooperativas apontaram a mesma necessidade e outros 15% identificaram dificuldades na entrega dos produtos.
Com base nessas demandas, o Sistema OCB/PA tem atuado em diversas frentes de trabalho com parcerias e diagnósticos de inteligência de mercado. O objetivo é ampliar a participação das cooperativas no cenário comercial do estado.
O empório cooperativista surge com essa finalidade. é a vitrine do cooperativismo paraense, reunindo em um só lugar produtos de diversas cadeias produtivas de vários municípios que apostaram nesse modelo de negócio para alavancar o seu desenvolvimento socioeconômico.
“Todos os dias recebemos aqui, na casa do cooperativismo, capital do estado, diversos tipos de público estratégico dos setores públicos estadual e municipal, setor privado, entidades regulamentadoras e decisivas para o andamento do nosso negócio. O empório será o ponto de convergência dos produtos cooperativistas, onde todos esses públicos estratégicos poderão ter contato direto com o que é produzido em cooperativas”, reiterou Raiol.
O espaço está localizado na recepção da Casa do Cooperativismo. A intenção é ampliá-lo para receber ainda mais produtos e utilizar o aplicativo ComprasCoop/PA para divulgá-los. As cooperativas expositoras deverão estar regulares junto ao Sistema OCB/PA para garantir participação no Empório Cooperativista. Os produtos disponíveis para venda são de origem exclusiva da cooperativa, com a devida identificação.
Na área de chocolates, estão expostas as barras de chocolate orgânico da CAMPPAX, de São Félix do Xingú e a variedade de trufas, tabletes, nibs, cacau em pó, amêndoa de cacau crocante, geleias e licores da COOPATRANS, que detém a marca de chocolates Cacauway, da região da Transamazônica.
No artesanato, estão os produtos inovadores, ressocializadores e transformadores da COOSTAFE, cooperativa de Ananindeua que é a única do país formada exclusivamente por mulheres custodias pelo sistema prisional. Também estão as máscaras e ecobags da cooperativa COOPERMODAS, do município de Barcarena.
Como um bom canto paraense, não poderia faltar a velha e boa farinha de mandioca e de tapioca das cooperativas D'IRITUIA e COAPEMI de Irituia, COOPASMIG de São Miguel do Guamá e CCAMPO de Santarém. Também não poderiam faltar as famosas castanhas-do-pará e de caju da cooperativa CART, de Tailândia.
Na área de polpas, o espaço tem sabores variados da cooperativa COOPERURAIM de Paragominas, COOPER de Parauapebas e da CAMTA de Tomé-Açu. Também temos outros produtos variados como adubo orgânico, cosméticos, mel, biscoitos, doces, manteiga, requeijão e café.
Na área de laticínios e bebidas lácteas, a CASP de vigia apresenta seus sabores naturais e variados de iogurte. O espaço também terá queijos da COOPERNOVA, do Mato Grosso com filial em novo progresso, e o famoso sobert da CAMTA.
A CERIMÔNIA
Em virtude dos protocolos de segurança e saúde, a cerimônia de inauguração do Empório terá presença reduzida de pessoas no formato semi-presencial. “Convidamos as cooperativas para conhecerem o local e também divulgá-lo como um ponto de exposição e venda do seu produto em Belém. Acredito que teremos avanços importantes no próprio reconhecimento da sociedade sobre quem somos e, assim, conquistar espaços ainda maiores para o cooperativismo paraense”, reiterou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Com o objetivo de garantir que os supermercados do Estado possam contribuir com a geração de renda no cooperativismo, a deputada estadual professora Nilse Pinheiro, que preside a Frente Parlamentar do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP-PA), peticionou emenda à Lei 221/2019 que determina que os supermercados do Estado comprem sacolas biodegradáveis e ecobags de cooperativas.
“Dei entrada a um projeto que emenda a lei original, determinando que os supermercados possam também contribuir com as cooperativas do nosso Estado por meio da obrigatoriedade de compra de ecobags de cooperativas, favorecendo o meio ambiente, a geração de emprego e renda e o consumidor”, disse a deputada Estadual e professora, Nilse Pinheiro.
A Lei 221/2019, que entrou em vigor no dia 14 de fevereiro, obriga a substituição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais localizados no Pará. Só no Brasil, 1,5 milhão de sacolas são distribuídas por hora, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
Sancionada pelo Governo do Estado ainda em 2019, a matéria deu um prazo de 12 a 18 meses para que todos pudessem se adaptar. O objetivo é reduzir a poluição das ruas e rios, já que o material pode demorar séculos para se decompor. A partir da data, fica proibida a distribuição das sacolas de polietileno, independentemente de serem gratuitas ou não.
“Torcemos para que o projeto seja aprovado e as cooperativas sejam mais uma vez beneficiadas pela representatividade da FRENCOOP/PA, presidida pela Deputada Nilse Pinheiro, na Alepa. Será uma conquista importante para o fomento às atividades das cooperativas de Trabalho, Produção de Bens e Serviços que confeccionam esse tipo de produto, agora, de necessidade básica para o consumidor”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
