
Uma semana foi a duração da Maratona do Cooperativismo Financeiro realizada pela Sicoob Transamazônica no final de novembro. Entre visitas e inaugurações em Belém, Redenção e Marabá a comitiva formada pelos diretores da cooperativa e presidente do Conselho de Administração da Central Sicoob Unicoob, Wilson Geraldo Cavina, reforçou os laços de cooperação com do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB-PA), Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Em Redenção, a comitiva realizou um jantar com as principais lideranças do setor produtivo local e inaugurou a agência de negócios do município, com 500 associados. Também inaugurou oficialmente a agência de Marabá, que já estava em funcionamento e conta com 1.500 associados e agora também é a sede da Superintendência Regional da Sicoob Transamazônica, que irá coordenar as atividades de supervisão, expansão e desenvolvimento da cooperativa.
No total, são vinte pontos de atendimento no Estado, sendo sete agências completas presentes nos municípios de Pacajá, Tucuruí, Novo Repartimento, Conceição do Araguaia, Santarém, Redenção e Marabá, e 13 escritórios de negócios. Até 30 de novembro, a cooperativa contabilizava 14.500 associados em todo o Pará. “Estamos em contagem regressiva para alcançar o objetivo do ano que é de 15 mil associados. A nossa expectativa é chegar a esse número no máximo até o dia 20 de dezembro. Para 2021, a meta é de 30 mil associados”, adianta Lucas Gelain, diretor-presidente da Diretoria Executiva do SICOOB Transamazônica.
Dos 13 escritórios de negócios, nove virarão agências completas em 2021. “É muito valoroso para nós ver uma cooperativa com quatro anos chegar a esse nível de desenvolvimento. Ganha o Estado, ganha a população. Isso também é muito importante para o sistema cooperativista, porque as cooperativas de crédito auxiliam no desenvolvimento das demais, gerando um grande círculo virtuoso de intercooperação. Um bom exemplo é o que está ocorrendo na Ilha do Combu, com a COOPERTRANS”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.

Vale lembrar que a cooperativa iniciou 2020 com apenas cinco mil associados e cinquenta funcionários. Até o momento, são 14.500 associados e 110 funcionários. “A cooperativa vem estruturando a base para poder expandir com segurança e qualidade – tanto para os cooperados quanto para os colaboradores, com uma média de 100% ao ano”, afirma Antônio Henrique Gripp, presidente do Conselho de Administração do SICOOB Transamazônica.
A Sicoob Transamazônica é a maior cooperativa financeira do Estado e uma das cooperativas autorizadas a repassar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), modalidade Emergencial à totalidade dos municípios paraenses, criada para ajudar na recuperação econômica da região, com taxa de 2,5% ao ano. Essa operação é essencial para o desenvolvimento do setor agropecuário.
Também foi pioneira em idealizar uma sociedade garantidora de crédito, ainda em 2016, a SGC Amazônia com o objetivo de afiançar crédito e com isso facilitar e acelerar o crescimento dos empreendimentos da Amazônia Legal. Em termos de território, é a maior Sociedade Garantidora do mundo.
“Isso é possível porque só as cooperativas de crédito chegam onde as pessoas precisam, onde a comunidade a convida. Diferentemente de uma instituição bancária convencional, a cooperativa não quer só números, ela quer sócios, ela quer pessoas que desejem ter um relacionamento diferente com as próprias finanças e – claro – economizando e gerando riqueza para todos que fazem parte da cooperativa”, finaliza Raiol.

Sicoob Transamazônica é o destaque do nosso #NaMidia desta semana, com a Maratona do Cooperativismo Financeiro e com o Acordo de Intercooperação com a COOPERTRANS.

Rede CataPará reuniu representantes de cooperativas, associações e instituições voltadas para a reciclagem.
Durante o Grande Encontro de Cooperativas e Associações da Rede CataPará realizado no último dia 27, em Belém, foi apresentada uma proposta para a destinação adequada, ambiental e socialmente correta para os resíduos sólidos da Região Metropolitana de Belém (RBN): a pirólise. Segundo o presidente da Rede, Marcelo Rocha, esse processo engloba as cooperativas e associações no processo de triagem e dá destinação para 100% dos resíduos, solucionando assim o um dos maiores problemas na Metrópole da Amazônia: a poluição causada pelo descarte incorreto realizado atualmente.
Devido a vários problemas com o atual aterro sanitário de Marituba, que está em contagem regressiva para o fechamento em maio de 2021, a Rede CataPará se antecipou e convidou gestores públicos, empresas, e organizações do terceiro setor, como o Sistema OCB-PA, para discutir, levantar e apresentar o processo da pirólise, que sob condições de altas temperaturas e quase sem a presença de oxigênio, transforma a decomposição orgânica em fertilizante e biogás.
Na década de 1970, W. Sanner afirmou que por meio desse processo é possível extrair vários subprodutos do lixo, por exemplo: em uma tonelada, cerca de onze quilos de sulfato de amônia, 12 litros de alcatrão, 9,5 litros de óleo. Logo, pode ser uma alternativa viável para o atual contexto do aterro de Marituba.
“As condições em que hoje tratamos os resíduos sólidos representa um problema real e imediato para toda a nossa sociedade, porque – além da poluição ambiental, dos problemas de saúde, há riscos de explosões por conta do gás metano proveniente da decomposição. Há 50 anos, que essa tecnologia da pirólise existe e que o sistema de aterro sanitário se mostram ineficientes tanto ao meio ambiente quanto para a vida das pessoas como um todo”, explicou Marcelo Rocha, presidente da Rede CataPará.
Enquanto a pirólise processo o material orgânico, centros de triagem selecionariam os resíduos com a presença das cooperativas e associações de catadores. Assim, só iria para a pirólise realmente os resíduos orgânicos, otimizando sobremaneira o processo de reciclagem no Estado.
Cenário
No Pará, os dados oficiais do Diagnóstico do Catador de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis do Estado do Pará divulgado em 2015 pela Secretaria de Estado Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do Pará (Seaster) apontam para a existência de mais de 10 mil pessoas que vivem da catação de materiais recicláveis e reutilizáveis. “Com a pandemia, esse número aumentou muito. A nossa estimativa é que tenha dobrado porque muitas famílias perderam emprego, renda e foram para rua para coletar e manterem a subsistência”, alertou Nádia Luz, diretora da Rede CataPará e presidente da cooperativa de reciclagem COCAVIP.
Outro fator preocupante é à marginalidade. “Muitos catadores vivem uma situação social muito preocupante e acabam por se largar nas drogas e no alcoolismo. Isso também reflete na renda deles que, em geral, fica abaixo de um salário mínimo. Precisamos atuar também para prover dignidade para as pessoas que estão nesse mercado, que cuida do meio ambiente e vira renda para milhares de famílias”, completou Maurílio Pereira, também diretor da Rede CataPará e presidente da cooperativa de reciclagem COOPERLIMPA, de Xinguara.
A Rede CataPará atua há 5 anos de forma a representar, dialogar e se relacionar com as empresas e poder público em relação às atividades do segmento da economia solidária de cooperativas e associações da reciclagem de materiais reutilizáveis. Atualmente, são 25 instituições de todo o Estado a comporem a Rede.
“Uma das nossas preocupações e apoiar essas cooperativas no sentido da estruturação do negócio dentro da maturidade de gestão em que ela se encontra neste momento. Por exemplo, há cooperativas que ainda precisam organizar a operação e há cooperativas que já estão organizando a gestão. São diferentes níveis de negócio, mas que estão ligados pelo mesmo eixo da cooperação e união. E elas estão cientes do seu papel e importância para a vida dos municípios”, enfatiza o presidente do Sistema OCB-PA, Ernandes Raiol.
Dentro dessa perspectiva, o Sistema OCB-PA identificou que o Pará possui 10% das cooperativas de reciclagem presentes no Sistema OCB Nacional e que elas estão presentes em 5 das 12 regiões de integração do Estado. Durante os três primeiros meses mais duros da pandemia, 44% dessas cooperativas se mantiveram atuando, 33% reduziram as atividades e 23% paralisaram completamente.
Para se ter uma ideia do quanto essa discussão é essencial, em média, cerca de 1.300 toneladas de resíduo são descartados por dia no Aterro de Marituba, com uma média de 40 tonelada por mês. A operação é tão intensa que é necessário o processamento durante 24 horas em 6 dias por semana. Aos domingos, a operação encerra às 16h.
“A destinação correta, sustentável, ambiental e socialmente responsável precisa ser levada a sério e ainda mais quando se apresenta com todas essas oportunidades, de trabalho, de renda e – sobretudo – de dignidade para as pessoas. Não queremos ser sustentados. O que nós queremos é poder trabalhar com dignidade. É isso que as cooperativas estão tratando: de dignidade, de cidadania, de vida”, enfatizou Raiol.

As cooperativas de transporte escreveram um importante capítulo de sua história em Belém. A espera de anos pela regulamentação da atividade chegou ao fim com a liberação das Ordens de Serviço (OSs) para 16 cooperativas atuarem em linhas na região metropolitana. A entrega das autorizações a título precário foi feita na última segunda (30), pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
Considerando a necessidade de regularização temporária antes do competente processo licitatório para a execução do transporte alternativo, a Prefeitura resolveu delegar, ainda que de forma precária, 15% da frota determinada pelo serviço principal para as cooperativas, dentro do que determina a lei orgânica do município.
A medida visa, a partir da próxima semana, reforçar a oferta de transporte regular e legal de passageiros. Durante esta semana será feita a divulgação da regularização dos serviços, orientando os operadores e os usuários sobre como funcionará a prestação dos serviços. A partir da segunda (07), iniciará a fiscalização, tanto para o cumprimento do compromisso firmado às cooperativas autorizadas, quanto para proibir a operação de grupos irregulares.
“É uma resposta efetiva para toda Belém sobre os questionamentos acerca da lotação dos veículos de transporte coletivos legalizados. O complementar tem que vir agregar valores e qualidade ao transporte principal. Se tivermos um complementar forte e com qualidade, forçaremos as demais empresas a melhorar também”, reiterou o superintendente da SeMOB, Gilberto Barbosa.
As cooperativas autorizadas se cadastraram na Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) em fevereiro, enviando a documentação necessária. Os veículos apresentados foram vans e micro-ônibus de 16 a 21 lugares. Inicialmente a Prefeitura de Belém instituiu a idade máxima dos veículos em sete anos.
“O setor hoje tem uma importância muito grande no direito de locomoção das pessoas. Já tem uma longa história, foram se profissionalizando, organizando-se e, ao estabelecerem a atividade de maneira organizada, passaram também a reivindicar o reconhecimento da municipalidade. Foi um grande esforço individual e coletivo para chegarmos a este dia. Como gestor, sinto-me feliz e realizado em poder compartilhar este momento”, afirmou o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

Ao todo, 16 cooperativas foram contempladas com 210 ordens de serviço para operar em diversas linhas dentro da Região Metropolitana de Belém. A COOTRANSBEL irá operar nas linhas Paracuri-Castanheira e Sideral-Castanheira. A COOTRACBEL, na linha Icoaraci-Castanheira. A COOTRANSALT-TUR, na linha Icoaraci/Paracuri- Castanheira. A COOTRANSALTO irá operar na linha Outeiro/Brasília-Icoaraci. A COOTRANSMAT, na linha Conjunto Maguari-Castanheira. A COOTRBENCA-TUR, na linha Benguí/Catalina-Castanheira. A Cooperativa Braz-Ilha, na linha Outeiro-Icoaraci.
A Cooperativa Mag-Tur, na linha Conjunto Maguari-Castanheira e linha Tenoné-Castanheira. A Cooperativa CTC, nas linhas Cordeiro de Farias-Castanheira, Outeiro-Icoaraci, Icoaraci-Castanheira e São Brás-Ver-o peso. A COOTRALBE-TUR, na linha Benguí-Castanheira. A COOTRAT, na linha Ver-o-peso-São Brás. A Cootaic, na linha Outeiro-Icoaraci.
“É um dia histórico e de muita satisfação para todos nós. São quase 20 anos nesta luta para legalização. Agora, vamos arregaçar as mangas e começar a trabalhar, sempre aperfeiçoando nossas atividades no cooperativismo. Continuaremos com a parceria do SESCOOP/PA para a qualificação e reciclagem dos nossos cooperados”, afirmou o presidente da COOPTRANSALTO, Itanael Lopes.

De acordo com o presidente da cooperativa CTC, Waldir Cabral, as cooperativas também trabalharão com a renovação da frota. “Para Belém, isso representa um transporte de higiene, conforto e segurança. Trabalharemos a qualidade dos veículos e continuaremos renovando a frota. Para os associados, é o poder de operar um serviço regulamentado. Não seremos mais tratados como clandestinos, mas como os profissionais do ramo transporte que, há muito tempo, já somos”.
Somente na Região Metropolitana, existem aproximadamente 135 cooperativas que operam nas modalidades de transporte de passageiros, cargas, fluvial, intermunicipal e taxistas. Destas, apenas 63 estão ativas, operantes e registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PA).
O setor possui alta representatividade na prestação de serviços de transporte. De acordo com as lideranças do movimento, as cooperativas transportam 278.150 passageiros por dia, gerando 487 empregos diretos e uma média de pró-labore de R$ 1.200 por pessoa.
“É um novo tempo que se inicia para o cooperativismo de transporte. As cooperativas já atuam há muitos anos, já eram conhecidos pela sociedade e, hoje, são reconhecidos. Por certo, teremos ainda mais geração de emprego e renda para muitos pais de famílias. Parabenizamos a iniciativa do Prefeito Zenaldo e continuaremos o contato com a próxima gestão municipal, para resguardarmos a continuidade dos serviços”, reiterou o presidente da no Pará, Ernandes Raiol.


Na mídia desta semana, destaque para o cooperativismo de educação e de reciclagem. Na CEAC, inaugurou a biblioteca “Dr. Erivaldo de Jesus”. A biblioteca era um sonho antigo da cooperativa e - como homenagem a um dos cooperativistas eméritos do Pará e ex-presidente do Sistema OCB-PA, Dr. Erivaldo de Jesus, a CEAC realizou esse sonho no dia 23 de novembro, data que o ex-presidente completaria 90 anos.
A matéria foi publicada no jornal Diário do Pará e também está disponível no nosso site.
Também no aspecto social, o Grande Encontro de Cooperativas e de Associações da Rede CataPará foi notícias, principalmente, pela decisão em ajudar o poder público a definir uma solução viável para a destinação sustentável e socialmente viável para os resíduos sólidos da Região Metropolitana de Belém, após o fechamento do aterro sanitário de Marituba, marcado para maio de 2021.
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