
Fruto de uma campanha da fraternidade que incentivava o cuidado e valorização do bioma amazônico, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares e Extrativistas dos Caetés (COOMAC), de Bragança, chega aos dez anos de atividades comemorando os resultados e as novas perspectivas a serem alcançadas com verticalização da produção. No total, são 133 cooperados e mais 1.620 famílias beneficiadas diretamente pela cooperativa.
Como a maioria das cooperativas agro, a COOMAC produz hortaliças, frutas, polpas, mas sempre investiu em processos mais ousados como os cosméticos, a partir de oleaginosas, como andiroba, tucumã, muru-muru, buriti e bacuri. Buscou apoio com várias instituições, como o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (Sistema OCB-SESCOOP/PA) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrea-PA).
“Os últimos três anos foram os mais importantes no sentindo de virada, foi quando começamos a mudar o nosso modo de ver a gestão e a produção em si. Nos qualificamos, recebemos consultorias e, este ano, podemos dizer que começamos a atingir a maturidade necessária para fazer a cooperativa crescer ainda mais”, comenta Paulo do Carmo, presidente da COOMAC.
Fundada em 5 de março de 2010, a comemoração precisou ser adiada por conta do cenário de distanciamento social e de segurança. A celebração foi no último dia 18 com um almoço, em que foi relembrada a história da cooperativa e os resultados. “Apesar da pandemia, este foi o primeiro ano que conseguimos atingir um resultado positivo e isso se deve ao trabalho e dedicação de todos aqui da cooperativa. Investir na verticalização e ver o produto final pronto direto para o consumidor é a prova desse nosso novo momento”, enfatiza Paulo.
Perfume
A COOMAC tem uma linha de hidratantes corporais e de manteigas para a hidratação de pés e mãos e, em dezembro do ano passado, lançou o perfume “O Glorioso”, fragrância inspirada em essências locais ligadas à religiosidade de São Benedito, o santo padroeiro de Bragança e inalador de cheiros. O perfume é assinado por José Luiz de Paula, perfumista conhecido mundialmente por criar para grandes marcar internacionais.
O perfume possui três fragrâncias: Graça, Alegria e Paz. Preparados a partir do aroma de cravo, rosa e flor de laranjeira, a linha é inspirada nas essências das festividades de São Benedito, de Bragança, despejadas sobre os fieis durante a procissão.
“São Benedito levava parte das comidas servidas no mosteiro para os pobres nas ruas. Certa vez, um dos chefes do mosteiro o viu partindo para uma de suas ações e o acusou de roubar alimentos da casa. No dia seguinte, o superior o seguiu, abordou-o e perguntou o que São Benedito carregava na cesta. Ele respondeu que trazia flores. Quando levantou a manta que cobria a cesta, o ambiente foi tomado por essência de rosas, cravos e flor de laranjeira. Esse foi o primeiro milagre de São Benedito e é onde baseamos toda a linha”, conta Paulo.
Para o presidente do Sistema OCB-SESCOOP/PA, Ernandes Raiol, esse é o futuro. “Precisamos nos apropriar do que é nosso e valorizar o que há de melhor aqui na nossa região e em nós. Somos amazônidas e precisamos vivenciar isso. O mundo aprecia e ama a Amazônia. Precisamos também reconhecer esse valor e colocar isso na nossa produção. Essa iniciativa da COOMAC em criar um perfume inspirado na religiosidade de Bragança, na nossa cultura local, no nosso modo de ser povo amazônico, é maravilhoso, é inovador e já está trazendo bons resultados para a cooperativa e para muito além dela, porque – pelo que eu sei – hoje a cooperativa precisa comprar de outros agricultores para atender a demanda do mercado”, acrescenta.
Além dos 133 cooperados, a cooperativa compra diretamente de mais 1.620 famílias para conseguir atender às demandas de mercado e, nesses dez anos, foram beneficiados 10.600 famílias diretamente na região dos Caetés.
“Isso só reforça o poder do cooperativismo em gerar renda e riqueza para a comunidade em que está inserida, no caso na minha querida Bragança. Um Parabéns muito especial para essa cooperativa que atua de maneira singular no nosso Estado, galgando cada vez mais espaço e ampliando trabalho, felicidade e orgulho – de nós todos cooperativistas paraenses”, finaliza Raiol.
Serviço: COOMAC - Rodovia Bragança/Viseu, BR-308 - Zona Rural, Comunidade do Cearazinho, Bragança – PA. Contato: (91) 98452-3337

As cooperativas são um dos grupos beneficiados por ação estratégica para auxiliar produtores rurais e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os Governos Federal e Estadual estão articulando, junto aos municípios, a aquisição de parte da produção agrícola de pequenas e médias propriedades rurais. O anúncio oficial foi realizado na última quinta (24), pelo governador Helder Barbalho e pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.
Com o PAA, serão beneficiados 3.076 agricultores divididos em 352 cooperativas, associações ou organizações produtivas, contemplando 582.160 mil pessoas com as doações de alimentos. A distribuição dos itens para os grupos em situação de insegurança alimentar e nutricional é realizada pela rede socioassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, além da rede pública e filantrópica de ensino.
O evento foi realizado no Palácio dos Despachos, sede do Poder Executivo Estadual, em Belém. A cerimônia de assinatura do termo lançamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) teve participação de integrantes da bancada parlamentar federal, estadual e de diversas entidades envolvidas no segmento agro, como o Sistema OCB/PA. No Estado, o Governo Federal vai repassar R$ 24,838 milhões para o PAA.
“É fundamental a parceria, união e, particularmente, a gratidão por essa cooperação que permite o fortalecimento do Programa de Aquisição Alimentar para prestigiar e fortalecer a agricultura familiar, fazendo a aquisição dos produtos que são fruto do trabalho familiar e, por outro lado, garantindo que esses alimentos cheguem na mesa das pessoas que mais precisam”, afirmou o governador Helder Barbalho.
O ministro Onyx Lorenzoni destacou o empenho da União para reduzir o impacto econômico e social da pandemia do novo coronavírus na vida dos brasileiros. “O Governo desenvolveu um conjunto de ações com a preocupação de, durante a pandemia, dar condição de sustentação às pessoas mais vulneráveis”, ponderou.

O programa promove o abastecimento alimentar por meio de compras governamentais de alimentos; fortalece circuitos locais e regionais e redes de comercialização; valoriza a biodiversidade e a produção orgânica e agroecológica de alimentos; incentiva hábitos alimentares saudáveis e estimula o cooperativismo e o associativismo.
Para a definição dos limites de recursos financeiros, o Ministério da Cidadania utilizou os indicadores propostos pela Secretaria de Articulação e Gestão da Informação (Sagi). Esses dados são capazes de mensurar a relação entre a oferta de alimentos provenientes da agricultura familiar e a demanda requerida pela população em situação de insegurança alimentar e nutricional.
PAA
O Programa de Aquisição de Alimentos é uma das ações federais para a Inclusão Produtiva Rural das famílias mais pobres, e tem como finalidades a promoção do acesso a alimentação e o incentivo à agricultura familiar. Para o alcance dessas metas, o programa compra alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial, pelos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e pela rede pública e filantrópica de ensino.
Com o aumento das dificuldades nesse momento de pandemia, para seguir impulsionando a ação da agricultura familiar, o Governo Federal abriu um crédito extraordinário, por meio da MP 957/2020, e destinou um valor extra para a execução do PAA em todos os estados brasileiros, para ações de segurança alimentar e nutricional.

“Já tivemos, no último mês, a seleção de 17 cooperativas beneficiadas pela modalidade de Compra com Doação Simultânea da CONAB, movimentando R$ 3,5 milhões na economia do Estado. Essa injeção de mais recursos irá ampliar o número de produtores atendidos, representando um fôlego a mais para o setor que enfrentou momentos difíceis durante a pandemia”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Cuidados de segurança para proteger e manter a saúde de todos
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (SESCOOP/PA) voltou a realizar cursos e capacitações de maneira presencial em Belém. A decisão de retorno se deu a partir do Decreto Nº 97098 DE 21/08/2020, que permite reuniões presenciais com até 20 pessoas, desde que o estabelecimento siga as recomendações estabelecidas pelos órgãos sanitaristas de enfrentamento à pandemia de Covid-19. O Decreto baseia-se na classificação “amarela” da Região Metropolitana de Belém, que aponta para um índice estável de contágio e óbitos.
O primeiro evento presencial – o treinamento de “Inteligência Emocional com foco na Gestão por competência” – contou com 13 participantes, sendo um instrutor e 12 colaboradores da Unimed Belém, no auditório da Casa do Cooperativismo, sede do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará e SESCOOP/PA (Sistema OCB-SESCOOP/PA) em Belém. O local, atualmente devido a pandemia, teve sua capacidade reduzida em 50% e foi totalmente adequado para receber com segurança os participantes.
“Estamos com cursos online, mas algumas precisam ser presenciais. Por isso, consultamos os protocolos de segurança, preparamos o ambiente e orientamos toda a equipe. Todos estão cientes de que estas são medidas de saúde”, explicou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-SESCOOP/PA.
Já na entrada, foi disponibilizado um totem com álcool em gel para higienização das mãos e na recepção é realizado o monitoramento de temperatura das pessoas que chegam à Casa do Cooperativismo. O uso de máscara é obrigatório. Todos os ambientes foram reorganizados para manter o distanciamento.

Maurício Gonçalves, assistente administrativo I da Unimed Belém, aprovou o espaço físico e os protocolos. “Sabemos que o momento exige cuidados. O espaço é bem amplo e confortável. Esperamos esse momento, de maior tranquilidade e segurança, para retomar à nossa programação de cursos e treinamentos porque há metodologias que são muito melhores quando aplicadas presencialmente. Esse tema, por exemplo, da inteligência emocional, exige algo mais subjetivo, experiência e prática
vivenciadas pelas pessoas”, contou.
Para a Unimed Belém estão previstos as seguintes atividades:
- “5 ‘S’;
- Gestão a Vista;
- Compras Médicas;
- Legislação Trabalhista;
- Gestão de Estoque;
- Rotinas de suprimentos;
- Logística;
- Treinamento Prático de corte de legumes;
- Panificação e Confeitaria;
- Biossegurança e Higienização.
Todas as atividades seguem uma agenda com turmas de até 15 alunos. As cooperativas interessadas em realizar cursos e treinamentos presenciais na sede, devem entrar em contato com o SESCOOP/PA para agendamento.
Mais informações: (91) 3326-4140//

Com o fim da validade da Medida Provisória 927/2020 em 19 de julho, as cooperativas empregadoras não poderão mais utilizar se apoiar na MP. Publicada em 22 de março, o documento trazia diversas alterações na legislação trabalhista, trazendo flexibilizações para o enfrentamento da crise causada pela pandemia. Com isso, os contratos de trabalho voltam a ser regidos pelos dispositivos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Para orientar as cooperativas sobre como seguir de agora em diante em assuntos como banco de horas, teletrabalho, férias, recolhimento de FGTS e saúde e segurança do trabalho, o Sistema OCB, por meio da Confederação Nacional das Cooperativistas (CNCoop), acaba de disponibilizar uma análise que vai contribuir para tirar as principais dúvidas das organizações.
Paralelamente, o Sistema OCB continua atuando junto aos Poderes Legislativo e Executivo em busca de alternativas para o cumprimento das exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho das cooperativas brasileiras.
Clique aqui para ver as orientações da OCB na íntegra.
*Com informações da OCB

Em agosto, foram consolidadas parcerias com entidades estratégicas para o cooperativismo paraense, como o Sistema Faepa/Senar, BioTec-Amazônia e o Sebrae/PA. Outro destaque foi o cronograma de capacitações online. As 145 ações do Sistema OCB/PA no mês atenderam diretamente 1.056 pessoas, beneficiando 5.410 pessoas em diversos municípios do Pará.
A área de monitoramento segue como destaque com 71 ações em agosto. O Sistema OCB/PA encaminhou a todas as cooperativas paraenses as informações necessárias para o cadastramento na plataforma SouCoop, que é o novo banco de dados do cooperativismo brasileiro e requisito para manutenção do registro e regularidade na entidade. Do total de 218 cooperativas, se cadastraram em agosto, ou ainda estão em processo de cadastro das documentações, 42 cooperativas.
Também foram prestadas orientações técnicas, legais e contábeis às cooperativas, abrangendo a elaboração de atas de Assembleias Gerais Ordinárias e Estatuto Social, procedimentos a serem adotados para arquivamento na JUCEPA.
Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) foi aplicado em 20 grupos interessados em empreender por meio do cooperativismo, atendendo diretamente 425 pessoas atendidas e 766 beneficiadas. Um dos grupos foi de pecuaristas da região nordeste paraense que se reuniu com a equipe técnica para encaminhar o processo de constituição de cooperativa.
Na área de fomento a mercado, a principal ação foi a articulação técnica e institucional para que 17 cooperativas da agricultura familiar conseguissem acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos na Modalidade Compras com Doação Simultânea, da Conab. A ação é desdobramento dos planos emergenciais aos efeitos do Covid-19. O volume total de comercialização ultrapassa R$ 3,5 milhões.
“O resultado foi extremamente positivo para as nossas cooperativas, assim como para o próprio Estado que terá um valor significativo injetado aqui. Veio em um momento muito importante e marca o esforço desempenhado por todos no período difícil de pandemia, em que víamos os agricultores com a produção comprometida pela paralisação de mercados institucionais”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Também foi feita a entrega do relatório técnico sobre o transporte complementar por cooperativas na região metropolitana de Belém Evolução, demanda versus oferta e desafios O trabalho foi construído com foco na inclusão das cooperativas no complexo viário do BRT.
Já na representação política, em reunião com o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca, Hugo Suenaga, tratou-se sobre ações conjuntas junto às cooperativas agropecuárias do estado do Pará por meio do Termo de Cooperação Técnica.
“Também reunimos com candidatos a cargos públicos nas próximas eleições em vários municípios, apresentando os principais desafios para o desenvolvimento das cooperativas. É muito importante que o cooperativismo construa essa base para ampliar sua representatividade nos municípios”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.