Uma das mais importantes demandas do cooperativismo se tornará realidade: a instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo do Pará (Frencoop-PA), que ocorrerá em sessão especial nesta sexta-feira (20), às 9h, na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). A deputada estadual, Professora Nilse Pinheiro, autora do projeto que retomou a Frente, apresentará os deputados que farão parte da Frencoop-PA.
A deputada também será a presidente da Frente e está confiante do importante passo para o cooperativismo. “O Pará tem um potencial enorme para empreendimentos cooperativistas e precisamos assumir isso. O nosso objetivo, como parlamentares, é contribuir para o desenvolvimento desse modelo econômico tão relevante para a inclusão social e geração de trabalho, emprego e renda”, afirma Professora Nilse.
O objetivo da Frencoop-PA é ampliar o espaço das cooperativas em políticas públicas, levando em conta a importância do empreendedorismo coletivo, em tempos de crise, para a inclusão social e desenvolvimento regional. Também serão desenvolvidos projetos que trabalharão sob o viés da segurança jurídica para o transporte alternativo, participação igualitária em processos licitatórios, ações de divulgação sobre a importância do cooperativismo e deferimentos fiscais.
O primeiro passo é a regulamentação da Lei Estadual do Cooperativismo, n° 7.780/2013, que estabelece as políticas públicas para o fomento da atividade no Pará. A Lei foi aprovada pela Alepa em 2013 por unanimidade. No mesmo ano, o Governo do Estado sancionou o normativo que, na teoria, promoveria incentivos financeiros, econômicos e fiscais. No entanto, o poder executivo ainda não regulamentou aspectos essenciais para a aplicação da Lei.
“A partir dessa regulamentação será possível ampliar a rede de atuação do cooperativismo em nível exponencial, porque o cenário está propício e não há mais lugar para um sistema de mercado que não haja cooperação. E o cooperativismo é exatamente isso, união, trabalho e esforço”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
Haverá ainda uma exposição de alguns produtos produzidos por cooperativas no hall de entrada da Alepa para que os parlamentares possam ter uma amostra da produção cooperativista, desde hortifrútis a cosméticos. “Todos os dias nos deparamos com produtos de cooperativas e as pessoas nem sabem disso. Essa exposição mostrará in loco essa realidade”, finaliza Raiol.

A Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo Paraense (FRENCOOP) foi destaque no Diário do Pará deste domingo (15). A sessão de instalação da Frente ocorrerá no dia 20 de setembro, às 9h, na sede do poder legislativo estadual. Na ocasião serão apresentadas as deputadas e deputados que farão parte da FRENCOOP e as principais demandas políticas do segmento.
A matéria completa pode ser conferida no Diário Online ou no link Sessão especial marca início das atividades da FRENCOOP.

Em 1929, os primeiros japoneses pisaram em Tomé-Açu. Trouxeram consigo esperança, trabalho duro e uma tecnologia social que transformou a realidade do município: o cooperativismo. A colônia japonesa no Pará cresceu diretamente ligada às atividades da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), que hoje alcança cerca de 10 mil pessoas. As festividades dos 90 anos da imigração japonesa ocorreram na última sexta (13).
Em 1923, quando o Japão passava por uma crise provocada pelo inchaço populacional, o Brasil ofereceu 500 mil hectares de terra divididas entre 120 famílias. Para identificar qual seria a melhor área a ser colonizada, o governo japonês, em 1926, realizou pesquisas em diversos municípios do Pará e escolheu o Acará, devido a fertilidade, relevo e poucas áreas de várzea.
Em 1929, 43 famílias com 189 japoneses saíram do Japão no navio Montevidéu com destino à Tomé-Açu, onde receberam 600 mil hectares. O cacau foi o principal produto desenvolvido na época.
O projeto promoveu ao longo desses 90 anos a abertura de estradas e ramais, escolas, hospitais e hospedarias. Uma das principais contribuições da comunidade nipônica foi o desenvolvimento do cooperativismo. Em 1931, os japoneses criaram a Cooperativa de Verduras do Acará, o primeiro empreendimento constituído neste formato no Pará. Em 1949, foi transformada na atual Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-açu (CAMTA).
“É indiscutível o quanto os japoneses contribuíram para o desenvolvimento local através de práticas como a cooperação. É um povo honrado, trabalhador e guerreiro. Por isso mesmo merece todo o nosso reconhecimento. Esse legado vem sido perpetuado ao longo do tempo, gerando cada vez mais iniciativas à exemplo da CAMTA, que é referência para as demais cooperativas do ramo agro”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

PROGRAMAÇÃO
Participaram diversas autoridades na cerimônia, como o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP), Hugo Suenaga, o presidente da ALEPA, Daniel Santos, o Senador da República, Zequinha Marinho, o embaixador do Japão no Brasil, Akyra Yamada, entre outras autoridades políticas e diplomáticas.
Durante a cerimônia, o presidente da CAMTA, Alberto Oppata, pediu apoio aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para a pavimentação asfáltica da PA-256. “O asfalto dessa rodovia vai contribuir para o desenvolvimento do município e, principalmente, da Cooperativa que emprega mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente".
Em resposta ao presidente da CAMTA, o deputado Dr. Daniel Santos informou que a Alepa está apreciando os projetos enviados pelo Executivo que tratam sobre a contratação de empréstimos, para garantir a execução do Programa de Investimento nas Áreas de Saúde, Desenvolvimento Urbano, Saneamento e Mobilidade, Infraestrutura e Logística e Turismo; aplicação em projetos de implantação de sistemas de drenagem e pavimentação urbana em vários municípios do Pará, além de melhorias na malha rodoviária do estado.
“Tomé-Açu receberá investimentos importantes. Um deles é a pavimentação asfáltica de dois trechos da PA-256 e a ponte sobre o Rio Capim. Os serviços visam facilitar o escoamento da produção agrícola e pecuária, transporte escolar e mobilidade, além de garantir a segurança dos motoristas que passam por esses trechos”, explicou o deputado.


De diferentes tamanhos, das barras rústicas às refinadas, produtos orgânicos e diferenciados, a variedade da produção cacaueira genuinamente paraense é um dos grandes destaques da 6ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia. A programação é promovida pelo Governo do Estado com a parceria do Sistema OCB/PA entre os dias 19 e 22 de setembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. No total, 10 cooperativas irão expor seus produtos no espaço do Cooperativismo.
A proposta do Festival é promover a cultura regional, sustentabilidade, turismo, gastronomia, cooperativismo e agricultura familiar, assim como abrir novos negócios e perspectivas de mercados. O evento é uma realização da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) e da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca.
Atualmente o Estado lidera a produção nacional de cacau, chegando a 132 mil toneladas por ano. As cooperativas são um dos destaques no polo cacaueiro da Transamazônica, região que concentra 75% da produção estadual. Também estarão representadas no Festival. Participarão com stands as cooperativas D’IRITUIA, de Irituia; COOPRIMA, de Primavera; CAMPPAX, de São Félix do Xingu; COOPERCAU, de Novo Repartimento; COOPERTUC, de Tucumã; CAMTA, de Tomé-Açu; CASP, de Vigia; CART, de Tailândia; COOPOAM e COOPATRANS, de Medicilândia.
Além de atestar a qualidade dos produtos para o público, estimado em 60 mil pessoas, as singulares irão orientar sobre meios de fabricação ambientalmente sustentáveis. “Destaque até mesmo no cenário internacional, a produção cooperativista de cacau é um dos nichos de negócio em que mais temos investido, posto que o potencial do Estado é gigantesco. Recentemente, ultrapassamos a Bahia e a tendência é manter o crescimento. Precisamos apenas trabalhar para agregar valor à essa produção, estimulando a verticalização”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
PROGRAMAÇÃO
Nesta edição, o tema do evento será “Encantos de Origem e Biodiversidade” com uma programação variada. Além da feira com exposição de marcas de chocolate, haverá expositores de flores tropicais cultivadas na Amazônia, ciclo de palestras, rodadas de negócios, workshops, concursos, desfile de joias fabricadas no polo joalheiro do Pará, atrações culturais, circuito ecológico, atividades para crianças e ainda um circuito gastronômico com alguns dos melhores restaurantes de Belém.
Serviço: Festival Internacional do Chocolate e Cacau – 19 a 22 de setembro no Hangar Centro de Convenções.
As próprias cooperativas poderão utilizar a nova plataforma participativa

A recente aproximação com as esferas do poder público, tanto do executivo quanto do legislativo, aumentou o interesse pelos dados socioeconômicos do cooperativismo paraense, o que demanda constante atualização. Durante este mês, a equipe técnica do Sistema OCB/PA estará contatando as cooperativas via e-mail e ligação telefônica para a coleta dos dados mais recentes, considerando aspectos financeiros, administrativos e contábeis.
A ferramenta reúne dados estratégicos do segmento. Além da atualização dos números apresentados pelo último diagnóstico, a grande novidade para esta edição é a criação de uma plataforma participativa no Google onde as próprias cooperativas terão acesso e poderão inserir os seus dados que forem sendo modificados ao longo do tempo. Com isso, a população paraense poderá conferir a evolução do cooperativismo no Estado através de gráficos demonstrativos atualizados em tempo real.
“Entramos em uma nova fase do setor. Uma fase de maior maturidade e também de maior responsabilidade. Com essa aproximação, as cooperativas ganharam maior destaque para com o Governo e isso aumenta nosso dever de promover um ambiente favorável de negócios, gerando as informações necessárias para aplicação de políticas públicas efetivas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As singulares deverão disponibilizar informações gerais, como número de cooperados e empregados, capital social da cooperativa, fundos obrigatórios, rentabilidade ao longo do ano, acesso aos mercados, produtos, geração de empregos diretos e números em relação ao faturamento. A ideia é traçar um perfil a partir da nova configuração dos ramos, que agora serão reorganizados em sete segmentos econômicos. A mudança alterou o parâmetro de análise dos segmentos.
Esta é a terceira edição do Diagnóstico. Desde 2016, o documento passou a ser uma importante fonte para orientações mercadológicas e estabelecimento de políticas públicas. Visa fomentar o desenvolvimento integrado para os diversos ramos cooperativistas. Com o levantamento do panorama geral de acordo com as especificidades existentes no Estado, foi possível visualizar as prioridades de cada atividade, buscar alternativas para um trabalho mais eficaz e estratégico, assim como aplicar os recursos do Sistema com maior eficiência.
“Convocamos nossas cooperativas a contribuir com a elaboração desse documento que é estratégico para o nosso posicionamento no cenário regional. A partir dessas informações, tanto as singulares como os agentes públicos poderão tomar decisões mais assertivas para o desenvolvimento do nosso Pará, por meio da geração de renda e emprego”, enfatiza Raiol.