Notícias

Hospital Pediátrico Unimed (HPU) e Capacitação Unimed e Sescoop/PA foram destaque no Diário deste domingo (08).
A unidade pediátrica da Unimed Belém, que é parte da maior cooperativa da área da saúde do mundo, acaba de obter mais uma conquista. O HPU recebeu a acreditação nível 1, da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta a evolução na assistência em saúde.
O outro destaque foi a capatição promovida em parceria com a Sescoop/PA para os médicos cooperados da Unimed. O curso apresentou a metodologia que permite aplicar a ultrassonografia aos cuidados intensivo de pacientes críticos, para gerar maior assertividade, rapidez e comodidade no atendimento.
As matérias completas podem ser conferidas no Diário Online.
Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último domingo (01), os associados da Cooperativa Agrícola do Salgado Paraense (CASP) aprovaram a adesão à Central da Agricultura Familiar na região nordeste do Estado. Ao longo do mês, as demais singulares também deliberarão sobre o assunto em AGEs próprias.
A assembleia em Vigia é parte de um cronograma de discussões. A finalidade é fazer um levantamento do potencial produtivo que as cooperativas terão juntas e aprovar a minuta do estatuto social da Central. A próxima cooperativa a fazer a discussão será a COOPRIMA de Primavera, no próximo dia 28. Tanto a CASP quanto a COOPRIMA fazem parte da Comissão de Constituição da Central.
Também participam do processo a COOPABEN, de Benevides; AMAZONCOO, de Castanhal; COOMAC, de Curuçá; COOPASMIG, de São Miguel; D’IRITUIA e COAPEMI, de Irituia; CAMTA, de Tomé-Açu; e CCAMPO, de Santarém.
Segundo o Presidente da CASP, Antônio Alcoforado, a discussão de adesão à Central na assembleia foi um sucesso. Ele destaca a importância do instrumento para unificar as cooperativas agro por uma maior competitividade dentro do mercado. “É indispensável a unidade para fortalecer a agropecuária cooperativista. A Central vai possibilitar um melhor posicionamento dos produtos cooperativistas no mercado, a expansão da produção, geração de emprego e renda. É um passo que as demais cooperativas precisam dar”, diz.
A CENTRAL
A Central terá o objetivo de fortalecer o cooperativismo ligado à produção familiar. Fará o beneficiamento, armazenamento e comercialização da produção de suas associadas a varejo e atacado, promovendo o desenvolvimento da fabricação de produtos como conservas de frutas, sucos concentrados, hortaliças e legumes.
“Além da área comercial, a Central será muito importante para a representação da produção familiar e o aumento da qualidade de vida dos produtores. Isso resultará em um maior desenvolvimento ecologicamente sustentável, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceitável. Continuaremos acompanhando esse processo, entendendo que a união é o caminho mais promissor para o crescimento dos pequenos produtores”, explica o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Apenas na área de formação profissional, foram atendidas 911 pessoas vinculadas às cooperativas paraenses. Um dos destaques foi a série de cursos voltados ao aperfeiçoamento das singulares de transporte na região sul e sudeste. No total, foram beneficiadas 5.820 pessoas de 156 grupos, tanto de cooperativa quanto de interessados em constituição. Foram 66 ações realizadas em 25 municípios paraenses.
O ciclo de capacitações das cooperativas de transporte atendeu cooperados de Itaituba, Marabá, Parauapebas, Tucuruí, Altamira, Novo Repartimento e Xinguara, com a parceria da diretoria da CENCOPA. O curso alternou aulas teóricas e práticas para aprimorar as técnicas de atendimento e transporte de passageiros. Tudo isso para garantir um serviço de qualidade para a região. No total, a formação profissional teve 25 ações com 911 beneficiados de 52 cooperativas.
Na área de representação política, foram realizadas sete ações. A principal conquista foi a aprovação unânime dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (ALEPA) referente a projeto de resolução que retomou a FRENCOOP. Como geram efeitos positivos para todas as cooperativas, o balanço do Sistema OCB/PA considera a totalidade de 93 mil beneficiados das 215 singulares registradas. No entanto, o número não entrou na contagem geral do total de beneficiados e de cooperativas atendidas.
“Nossa parceria com a deputada estadual Nilse Pinheiro tem gerado bons resultados. O projeto foi enviado para apreciação da presidência da casa e para as comissões de constituição e justiça e a de finanças, tendo reconhecimento unânime da sua relevância para a economia do Pará. A Instalação efetiva da Frente ocorre no próximo dia 20 com a definição e apresentação dos deputados que irão compor a FRENCOOP”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Outro eixo relevante de atuação junto às cooperativas foram as ações de fomento, que buscam promover a abertura de mercado para as cooperativas. Foram beneficiadas 3.973 de 62 cooperativas, com ênfase especial nas do ramo agropecuário. A oficina de compras públicas em parceria com a GIZ, por exemplo, orientou os profissionais que atuam nos processos de elaboração de chamadas e licitações.
A área de assessoria jurídica teve 2 atendimentos que beneficiaram 196 pessoas de 4 cooperativas. Já o Programa de Orientação Cooperativista (POC) teve sete ações que beneficiaram 140 pessoas de grupos interessados em constituir cooperativas no Acará, em Belém, Ilha do Combu e Marabá.
Já no eixo de monitoramento das cooperativas, foram feitos 16 atendimentos que beneficiaram 550 cooperados de 30 singulares. Entre as principais ações, fez-se o levantamento das necessidades das cooperativas relacionadas à formação profissional. O Sistema OCB/PA fechou a grade de capacitações até novembro.
“Finalizado o primeiro semestre, reavaliamos nosso planejamento estratégico para identificar as metas alcançadas e o que precisava ser ajustado a fim de atingirmos o que havia sido proposto. Mantivemos a porcentagem de 65% do recurso na área fim, ampliamos a equipe da gerência de desenvolvimento de cooperativas e definimos o cronograma do segundo semestre para melhor atendermos as cooperativas”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Veja o documento na íntegra: https://bit.ly/2lWXi2T

Discutir os desafios do cooperativismo financeiro será o objetivo do 3º Encontro das Cooperativas do Ramo Crédito. Com o tema “Soluções, Experiências e Práticas de Referências”, o evento reunirá dirigentes das cooperativas financeiras nos dias 26 e 27 de setembro, no Auditório do Banco Central do Brasil, em Belém. As inscrições são gratuitas.
A 3ª edição do Encontro segue o modelo de discussão participativa no estilo “talk show”. No primeiro dia, haverá a apresentação do Projeto OCB/DGRV, e, depois, a apresentação de cases de referência no âmbito dos temas Presença & Inovação e Relacionamento & Desenvolvimento. No segundo, após a apresentação e rodada de nivelamentos, serão retomados os debates, com os temas Crescimento & Sustentação e Reestruturação & Integração. A programação faz parte do próximo bloco de capacitação do Projeto OCB/DGRV, que novamente terá a destacada participação do Banco Central.
Para conferir a programação completa, clique aqui.
CENÁRIO
O 3º Encontro das Cooperativas de Crédito será em um momento de consolidação e expansão das singulares, que hoje representa, em âmbito nacional, a 6ª maior instituição financeira do país, e esse crescimento supera o do setor bancário, de acordo com dados do Banco Central. O segmento também é o maior em capilaridade de atendimento nos municípios brasileiros. Só no Pará, o setor possui mais de 30 mil cooperados, que são, ao mesmo tempo, donos e usuários dos serviços financeiros. E a tendência é crescer ainda mais.
“Enquanto os bancos estão fechando agências e demitindo funcionários, o cooperativismo cresce cerca de 5x mais que o sistema financeiro tradicional, abrindo agências, contratando novos funcionários. A população paraense começa a entender os benefícios das cooperativas em sua atuação voltada para o desenvolvimento regional. Estamos disponíveis para auxiliar no que for necessário”, enfatiza o Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
INTERCOOPERAÇÃO
Outro ponto importante do Encontro é a intercooperação. Para Vera Almeida, cooperada da Sicoob Unidas, a unidade das cooperativas de crédito é um ponto chave para potencializar o crescimento das singulares pelo Estado.
“Por meio desse Encontro, podemos traçar um projeto único, independente da bandeira de cada cooperativa. Para o cooperativismo de crédito ganhar a proporção que o Estado precisa é necessária essa união. Só temos a ganhar. E se o cooperativismo de crédito estivem bem, com certeza ele vai auxiliar outros ramos”, diz.
SERVIÇO
As inscrições podem ser feitas no e-mail:
O município de Parauapebas desponta como um dos mais importantes pólos de desenvolvimento do cooperativismo. Dados do Diagnóstico do Cooperativismo 2019 apontam que a região, além das riquezas minerais, possui potencialidade turística, extrativista e de produção de bens e serviços. Por toda essa riqueza, o município é um centro de atração urbana tanto em busca de ocupação econômica quanto turismo especializado.
E por ter uma ocupação considerada recente, com pouco mais de 50 anos, a região foi formada por migrantes de vários locais do país. Isso gerou uma cultura híbrida e única, com matizes próprios, mas também cheia de desafios. Um deles é a inclusão social. Pensando nisso, a cooperativa de turismo Cooperture realiza o turismo comunitário e o rural em parceria com agentes públicos e particulares. O objetivo é fomentar a cultura local, o senso de identidade e o conhecimento dos atributos naturais de Parauapebas.
“O turismo é uma das nossas principais atividades, sobretudo, no tocante à observação de aves. Aqui na região há uma gama muito grande de espécie de aves. O gavião real e a arara azul são os mais procurados”, destaca Miguel Ângelo Sousa, presidente da cooperativa de turismo Cooperture.
O turismo comunitário e o rural é uma modalidade caracterizada, basicamente, por iniciativas e atividades em que a comunidade e produtores rurais são os protagonistas, valorizando experiências que agregam valor a roteiros e geram renda para a região. “Fazemos várias atividades com escolas públicas e diretamente com a comunidade, levando-as para alguma atividade cultural, para conhecer ou ‘reconhecer’ a própria comunidade e o local onde vivem”, ressalta Sousa.
Outra cooperativa que também utiliza e valoriza as riquezas naturais é a cooperativa de extrativistas Coex, que possui 39 cooperados que coletam as mais variadas sementes no bioma de Carajás. De maneira informal, a atividade existe há duas décadas, mas foi em 2011 que a cooperativa se reestruturou e se formalizou. De lá para cá, muita coisa mudou. E para melhor. “Temos uma gama de possibilidades de flora em que a natureza é o nosso principal bem. Nosso trabalho é justamente preservar, valorizar e respeitar esse ciclo ambiental”, explica Ana Paula Ferreira, presidente da Coex.
O jaborandi é o principal produto coletado pela Coex. Pelas condições únicas de Carajás, o jaborandi da região possui maior teor de pilocarpina, capaz de combater doenças como o glaucoma.
Não é à toa que no início de 2019, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) implantou em parceria com a Prefeitura Municipal de Parauapebas um Escritório Regional com a finalidade de organizar, fortalecer e fomentar o cooperativismo como estratégia de geração de renda e emprego para o município e região.
“A região de Parauapebas apresenta muita potencialidade. É preciso valorizar e preparar as cooperativas para perceberem essas oportunidades e, assim, poder aproveitá-las de maneira sustentável, econômica e socialmente. Estamos traçando um plano de trabalho e construindo uma rede de parcerias para abrir novos caminhos para o desenvolvimento do cooperativismo da região. Afinal, com o cooperativismo todos ganham”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Serviço: O Escritório Regional de Parauapebas funciona de 08h às 14h, na Sala do Empreendedor, Rua C, 471. Cidade Nova. Parauapebas. Pará.

Formar colaboradores mais preparados à altura dos desafios das cooperativas. Esse é um dos objetivo do Sistema OCB/PA ao realizar o Curso Preparatório para a CPA-10, voltado para os profissionais das cooperativas de crédito. A capacitação será nos dias 14, 21 e 28 de setembro na Sede do Sistema OCB/PA em Belém. Inscrições gratuitas.
A CPA-10 é uma certificação bancária que visa comprovar a qualificação dos colaboradores de cooperativas de crédito e instituições financeiras, por meio de uma prova técnica onde são cobrados conhecimentos sobre o mercado financeiro e produtos a serem vendidos por estes profissionais. Segundo Leôncio Yoshio, Administrador e Especialista em Mercado de Capitais, que será o instrutor do curso, a parceria com a OCB/PA o longo dos anos tem tornado os cooperados mais preparados para o exame.
“A nossa parceria com o Sistema OCB/PA, já existe há mais de 4 anos, tanto na capital como nos interiores. Todos os colaboradores que fizeram o curso passaram na prova, comprovando a qualificação dos profissionais das cooperativas de crédito”, enfatiza.
O curso será dividido em 7 módulos ao longo dos três dias: Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado; Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor; Noções de Economia e Finanças; Princípios de Investimento; Fundos de Investimento; Instrumentos de Renda Variável e Renda Fixa; e Previdência Complementar Aberta: PGLB e VGBL.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail:

Frencoop e Sicoopes foram destaques na mídia paraense no último final de semana.
A criação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo pela Assembleia Legislativa do Estado teve evidência no jornal O Liberal de sexta, 30. A instalação da Frente, de autoria da Deputada Nilse Pinheiro, está prevista para o dia 20 de setembro e as reuniões serão públicas, com periodicidade e locais estabelecidos pelos seus membros.
No Diário de domingo, 01, o XII Sicoopes teve notoriedade especial. O evento, que ocorreu de 27 e 30 de agosto no IFPA Castanhal, é uma referência internacional de produção de conhecimento e tecnologias agroalimentares socialmente justas, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis e comemorou a expansão das parcerias nacionais e internacionais.

Até 2022, a cooperativa SICOOB Unidas pretende aumentar o número de agências em 114%, chegando a 15 pontos de atendimento no Estado. Capanema é um dos municípios previstos em seu planejamento estratégico. Na última semana, a singular realizou o evento de lançamento da nova agência na região, apresentando o diferencial do cooperativismo financeiro para empresários e autoridades políticas.
O evento aconteceu na quinta-feira, dia 28 de agosto, em espaço de eventos da cidade e reuniu mais de 300 pessoas, entre empreendedores da região, professores e estudantes de instituições de ensino e líderes políticos como o prefeito de Capanema, Chico Neto, que comentou sobre sua experiência como cooperado da Sicoob Unidas a força da cooperativa em todo o Pará.
A nova diretoria da Sicoob Unidas esteve presente no evento, junto com o novo presidente, Manoel de Jesus Martins, que afirmou que uma nova agência em Capanema estava no planejamento estratégico da cooperativa.
Na ocasião, o palestrante Luiz Ajita, que é presidente do Consad Sicoob Metropolitano, fundador do Instituto Sicoob (entidade social da Sicoob) e ex-presidente da Sicoob Nacional, compartilhou sua experiência no cooperativismo em todo o mundo com o público presente.

A Sicoob Unidas atua em 6 municípios do Estado do Pará, sendo eles Belém, Ananindeua, Abaetetuba, Barcarena, Marituba, Santa Izabel do Pará e em dezembro de 2019, estará inaugurando a nova agência em Capanema, que será a primeira instituição financeira da cidade, abrigando comodidade, segurança e atendimento humanizado e vai atender o município e regiões.
A Unidas inaugurou a sua última agência na Cidade de Belém, na Avenida Augusto Montenegro, em dezembro de 2018.
Fonte: Ascom Sicoob Unidas.

A ultrassonografia aplicada aos cuidados intensivos de pacientes críticos gera maior assertividade, rapidez e comodidade no atendimento. Em Belém, os médicos cooperados da Unimed são um dos poucos profissionais capacitados nessa metodologia inovadora a partir de curso promovido em parceria com o SESCOOP/PA.
O treinamento ocorreu durante esta semana, com finalização nesta sexta. A facilitação foi do Foro Internacional en cuidados crítico (FICC SAS), empresa dedicada ao atendimento das necessidades relacionadas ao paciente crítico. Possui vasta experiência na área de Ecocardiografia/ultrassonografia para monitorização hemodinâmica e respiratória aplicada à terapia intensiva, referência na Colômbia, Panamá, Equador e Brasil.
O curso alia teoria e prática para médicos e enfermeiros. Os participantes foram orientados no gerenciamento de equipamentos, aquisição de imagens básicas e avançadas de coração, pulmão, abdômen e membros inferiores que permitem orientar o manejo em situações de emergência e no dia a dia da Unidade de Terapia Intensiva.
“É um exame muito importante para avaliar a função cardíaca e pulmonar de pacientes internados em UTI. O curso é mais uma ferramenta que a Unimed oferece na capacitação dos cooperados, sempre pensando em oferecer um atendimento de qualidade e de ponta para os seus clientes”, explicou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.
Com um total de 20 horas, o curso foi baseado em um princípio prático, com palestras interativas, apresentação de casos reais e módulos práticos com modelos ao vivo. Ocorreu workshop com estações práticas pré-definidas, livre revisão e treinamento prático, apresentação e discussão interativa de casos.
“O ecocardiograma avalia como o coração está funcionando, assim como o pulmão em relação ao volume, pressão, inflamações e edemas. Isso evita de ter que tirar o paciente da UTI para fazer tomografia e outros tipos de exame, fazendo a beira leito. Além de gerar mais assertividade, gera a otimização de recursos e barateamento dos custos”, reiterou o presidente da Unimed Belém.
Na ocasião, foram sorteadas 3 vagas grátis entre os 30 participantes para o curso avançado que será realizado em Bogotá (Colômbia). Será em 2020, durante o II Congresso Internacional de Monitorização Hemodinâmica do paciente crítico.
A COOPERATIVA
Atualmente, o Ramo Saúde no estado do Pará está representado por oito cooperativas registradas no Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PA), entre as quais a Unimed Belém possui os números mais expressivos. De acordo com os dados do Diagnóstico do Cooperativismo Paraense, dos 4.539 cooperados atuantes no ramo, a Unimed possui 1.852 cooperados, cerca de 40%. Dos 3.851 empregos diretos gerados pelas singulares, a Unimed é responsável por 2.079 colaboradores, aproximadamente 54%.
A cooperativa atende 276 mil clientes da capital e 36 mil do intercâmbio de outros Estados. A urgência e emergência ocorrem nas unidades Doca, BR e Batista Campos, ficando o Hospital Geral (HGU) exclusivamente para a assistência especializada. A unidade já tem mais de uma década de atuação com a missão de oferecer um dos melhores serviços de alta complexidade em saúde na rede privada de Belém. Detém um dos maiores parques tecnológicos de diagnóstico por imagem da capital e expertise em Cardiologia, Neurologia e Cirurgia Vascular.
“A Unimed está saindo na frente, investindo na capacitação de uma nova ferramenta de monitorização de pacientes críticos. São poucos médios em Belém com essa qualificação. É mais um diferencial da cooperativa, que tem investido na capacitação continuada de toda a equipe. Somente ano passado, tivemos quase 2 mil colaboradores treinados pelo SESCOOP/PA, assim como médicos participando de pós-graduação em terapia intensiva”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Atingindo a marca de R$ 240 milhões de ativos totais no primeiro semestre de 2019, a cooperativa de crédito constituída em Brasília desenvolve suas atividades com foco nos servidores das Justiças do Trabalho e Eleitoral. A sua filial em Belém está expandindo sua atuação no Estado e encaminhou o processo de registro suplementar no Sistema OCB/PA. O objetivo é aprimorar a gestão, qualificação do quadro social e abertura de mercado.
A cooperativa, criada há 28 anos no Distrito Federal, chegou em 2015 no Pará. Atualmente atende ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) e ao Corpo de Bombeiros do Estado. Possui quatro postos em Belém, além de atuar com cinco postos físicos em Brasília, um em Santa Catarina e um em Porto Alegre. Há pontos de atendimento no TRT 8 e na avenida Senador Lemos, assim como pontos de relacionamento no Comando Geral do Corpo de Bombeiros e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Com números consolidados do primeiro semestre de 2019, a SICOOB Credijustra possui R$ 240 milhões de ativos, patrimônio líquido de R$ 44 milhões, volume de operações de crédito chegando a R$ 164 milhões, R$ 160 milhões em volume de captação em depósito e 7 mil associados. Só no Pará, são 2.600 cooperados. Em 2018, a cooperativa teve R$ 8,8 milhões em resultados, dentre os quais foi distribuída uma sobra de aproximadamente R$ 3 milhões.
No processo de expansão no Pará, a cooperativa protocolou pedido de livre admissão ao Banco Central que está em análise. A expectativa é que até o final de 2019 se tenha essa definição. “Temos um grande carinho por este Estado que tem grande representação em nossa carteira de associados. Por isso, estamos interessados em investir mais aqui para ser a melhor cooperativa de crédito do Estado”, explica o presidente da Credijustra, Alexandre Machado.
Outra meta da cooperativa é ampliar a sua capilaridade para o interior do Pará através de novas plataformas. A intenção é criar a base de atendimento de uma agência digital em Belém para atender aos demais municípios, à exemplo da estrutura digital disponibilizada em Brasília. Com a assinatura digital, é possível oferecer à distância todo o seu portfólio de soluções financeiras aos cooperados.
“Já temos um relacionamento bem expressivo com a OCB no Distrito Federal. Inclusive, nosso presidente, Alexandre Machado, é também vice-presidente da Organização. Por isso buscamos o contato com o SESCOOP/PA no sentido de ter a mesma proximidade, participando de eventos e treinamentos. Valorizamos muito esse acesso dos nossos colaboradores ao que o Sistema pode proporcionar em termos de enriquecimento de conhecimento”, explicou o diretor administrativo da SICOOB Credijustra, Jaime Souza.
REGISTRO
De acordo com a Lei Nº 7.780 de 2013, todas as cooperativas devem estar legalmente constituídas e devidamente registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA) para o seu regular funcionamento no âmbito estadual. A partir do deferimento do registro, as singulares podem usufruir de todos os serviços disponibilizados através das ferramentas de monitoramento, qualificação profissional e promoção social.
“Já acompanhamos a cooperativa desde sua chegada à Belém e recebemos a notícia de sua aproximação com muita alegria, sabendo o quanto podemos contribuir para o desenvolvimento de suas atividades. Atuamos com treinamentos específicos para o ramo financeiro, como o FORMACRED, além de disponibilizar os cursos exigidos pelos normativos do Banco Central. Dentro do Sistema, é certo que a SICOOB Credijustra conseguirá ampliar seu mercado no Pará”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As cooperativas agropecuárias poderão ampliar sua relação comercial com o mercado consumidor israelense. Isso porque a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão promovendo uma Missão de Negócios das Cooperativas do Mercosul a Israel. A viagem será entre os dias 25 e 29 de novembro e contará com a participação de dirigentes cooperativistas e representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. As inscrições seguem até o dia 31 de agosto.
Além de visitas técnicas para conhecer as tecnologias utilizadas, a delegação participará da Feira Internacional Israfood, a maior do segmento de alimentos do país. A Israfood reúne em seus espaços ampla oferta de produtos alimentícios exportados pelas cooperativas brasileiras, como carnes, frutas e café. O grupo vai conhecer também o setor leiteiro israelense a fim de elaborar estratégias que estimulem a exportação de leite para além do Mercosul.
“A qualidade dos produtos das nossas cooperativas têm tudo para se destacar ainda mais no mercado israelense, que já exporta frutas e outros insumos do país. A troca de experiências com outras cooperativas do Brasil e dos países do Mercosul também vai ser fundamental para o desenvolvimento do cooperativismo paraense”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
As cooperativas paraenses têm abraçado o objetivo da Missão e veem no projeto uma oportunidade para expandir seus negócios. “Iniciativas como essa ajudam a fazer com que o mercado externo conheça a qualidade do que é produzido na Região Amazônica. Acreditamos no potencial ainda do açaí e outras frutas tropicais, como o taperebá, o bacuri e o cupuaçu, que através dessa plataforma podem expandir seu mercado e contribuir para o fortalecimento da produção cooperativista”, afirmou o presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), Alberto Oppata.
A Iniciativa
A parceria da OCB com o governo brasileiro visa, além da promoção dos negócios internacionais, estimular a troca de experiências entre os movimentos cooperativistas do Mercosul. A ideia é que a Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas da Erva Mate da Argentina se tornem parceiros na busca por alternativas de produção de maior valor agregado.
Esta será a segunda missão conjunta organizada no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul, entidade que integra as cooperativas do bloco econômico. Em 2018, uma Missão Comercial de Cooperativas foi organizada à África do Sul, Botsuana e Namíbia, países membro da União Aduaneira da África Austral, organismo internacional com o qual o Mercosul possui um acordo de livre comércio.
Custos da Participação
Cada participante deverá se responsabilizar pelas despesas de viagem, hospedagem e alimentação. O Ministério da Agricultura do Brasil providenciará o serviço de transporte terrestre e tradução simultânea durante as reuniões em Israel. Já o Pavilhão Brasil na Israfood contará com estrutura completa, incluindo recepcionistas bilíngues, catálogo institucional e mobiliário para preparação e exposição de produtos, bem como para reunião com os potenciais compradores.
Serviço: Inscrições podem ser feitas no e-mail
A partir da mudança dos ramos prevista para o dia 1º de janeiro de 2020, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB-PA) fará uma chamada pública voltada para as cooperativas. O objetivo é ouvir as demandas, suges
tões e definir em conjunto a melhor forma de modernizar o estatuto da Organização. As cooperativas terão até 15 de dezembro para enviar suas demandas a OCB-PA.
Também será organizada uma agenda de reuniões para discutir as propostas na sede em Belém. Para o interior, a Organização inseriu no Programa “OCB-PA Itinerante” momentos de debate sobre essa reformulação do estatuto. “Sabemos da dificuldade que é chegar em Belém. Por isso, abrimos esse momento para discutir e tratar desse assunto que de interesse de todo o cooperativismo do Pará”, explica Nelian Rossafa, assessora jurídica do Sistema OCB-PA.
O Programa “OCB-PA Itinerante” leva presencialmente os serviços e uma programação especial definida junto às cooperativas para esclarecer sobre o cooperativismo e atender às agendas de cursos das singulares já existentes no local. Para este segundo semestre, estão previstas mais duas edições do Programa, uma em Tucuruí, de 21 a 25 de outubro, e outra em Santarém, de 2 a 6 de dezembro.
“A ideia é ouvir as cooperativas até metade de dezembro e apresentar uma proposta mais azeitada para o Conselho de Administração em janeiro de 2020. Em abril, durante a nossa Assembleia Geral, queremos apresentar as sugestões levantadas junto a todas as cooperativas”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
Ramos
Em março, durante a Assembleia Geral Ordinária da OCB Nacional, foi aprovada a reorganização do número de ramos cooperativistas a fim de ampliar as ações de representação dos interesses do cooperativismo. Até em então, o cooperativismo distribui-se nos seguintes ramos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. Com a aprovação dessa nova classificação, as quase sete mil cooperativas brasileiras passam a integrar apenas sete: Agropecuário; Produção de Bens e Serviços; Consumo; Infraestrutura; Saúde; Transporte e Crédito.
Segundo a OCB Nacional, nada muda na rotina das cooperativas e que essa mudança na forma de organizar os ramos é necessária para promover o fortalecimento e dar maior representatividade para alguns segmentos de cooperativas.
Para Raiol, isso representa um ganho para todo o cooperativismo. “Ao reorganizarmos os ramos econômicos estamos nos adequando a esse novo cenário social, econômico e tecnológico. O Brasil que criou essa estrutura organizacional está se tornando uma lembrança. É preciso atualizar, modernizar e criar mecanismos para facilitar o nosso trabalho junto ao desenvolvimento das cooperativas”.
Serviço: As sugestões para alteração do estatuto da OCB-PA devem ser enviadas até o dia 15 de dezembro para o e-mail

O XII Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES) foi realizado durante esta terça no Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Castanhal. O evento é uma referência internacional de produção de conhecimento e tecnologias agroalimentares socialmente justas, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis. Cerca de 2.300 pessoas participaram de toda a programação, batendo o recorde de 2018, em que foram 1.200 inscritos.
A edição 2019 foi especial porque comemorou a expansão das parcerias interinstitucionais. A primeira ocorreu há 10 anos com a Universidade de Alicante (Espanha), que abriu as portas para o intercâmbio de conhecimento, experiências e expansão humana. Hoje, o IFPA Castanhal também tem parceria com a Universidade de Le Man (França), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) (Portugal), USP, UFAP, UFPA, UFRJ, UFSCAR e Universidade Central do Equador.
“Este evento é muito especial para nós, porque pudemos ver o quanto nossa parceria cresceu, o quanto isso dá frutos e o quanto o trabalho em cooperação, seja nacional ou internacional, nos ajuda a crescer mutuamente. Tenho certeza que vou aprender ainda mais neste grande evento”, afirmou Daniel Gomez Lopez, professor e diretor de Pesquisa Internacional de Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na União Europeia e na América Latina da Universidade de Alicante, da Espanha.
Para o diretor geral do IFPA Castanhal, Adebaro Alves dos Reis, o maior bem que as parcerias trazem é a formação de seres humanos versáteis, com pensamento crítico e capazes de reestruturar a própria realidade com propostas coletivas e integradoras. “O nosso objetivo maior é pensar em um ambiente rural melhor, que apresente novas propostas, novas ideias, que se dedique à inclusão, com pensamento crítico, conhecendo o nosso povo e outros povos. Um povo que conhece a realidade de outros povos e nações aprende a conhecer e reconhecer a si mesmo”, explicou.
Para se ter uma ideia do quanto isso é importante, real e concreto, no início do mês, a convite do professor Daniel Lopes, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) esteve em Quito, Equador, para compartilhar experiências do cooperativismo paraense. O Equador é rico de alimentos, sabores pouco conhecidos e muito nutritivos. Também possui cultura alimentar genuína com muito potencial para um mercado gastronômico qualitativo.

“A realidade equatoriana é muito parecida com a nossa aqui do Pará, com a riqueza de sabores saudáveis e com potencial mercadológico. Por isso o professor Daniel nos convidou para ir lá e compartilhar como trabalhamos aqui, onde já superamos alguns gargalos, e eles (no Equador) ainda estão começando a se organizar em cooperativas, estão conhecendo o cooperativismo e suas possibilidades”, ressaltou Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Outro aspecto dessas parcerias é o carácter prático das ações. Uma delas é com o próprio Sistema OCB/PA, com quem mantém um Mestrado Profissional voltado para o desenvolvimento de empreendimentos agroalimentares. Na quinta (29), o painel temático 9 abordou o tema: Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a participação do Superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, os consultores da OCB/PA, Andreos Ramiro Pinto Leite e Camille Benchimol; o professor da UFRA, Dr. José Sebastião e o mediador do painel, Prof. Dr. Adebaro Alves dos Reis do IFPA.

Para ir de Altamira até Parauapebas, por exemplo, o usuário de transporte público em empresas convencionais precisa descer em outros municípios polo, como Marabá, comprar outra passagem, esperar o horário de saída e só depois chegar ao destino final. Agora com as singulares da Central das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (CENCOPA), o usuário pode emitir a passagem direta para o destino. Mais agilidade, eficiência e comodidade para o passageiro!
O projeto de conexões, idealizado pela CENCOPA, integraliza todas as cooperativas filiadas de acordo com as rotas já realizadas por cada singular. Anteriormente, as conexões existiam apenas entre os associados da própria cooperativa.
O usuário de Altamira, por exemplo, pode emitir passagem direta pela Cooperativa de Transporte Rodoviário de Passageiros (COOTAIT) para Dom Elizeu, Rondon, Araguatins, Parauapebas e demais regiões onde a Central atua. Chegando em Marabá, já passa direto para o veículo da Cooperativa Mista dos Transportadores de Passageiros e Cargas do Sul do Pará (COPASUL) e se encaminha ao destino.
“Ganha o passageiro que não perde tempo, tem maior segurança e eficiência. Também ganham as nossas cooperativas, que aumentam sua rentabilidade e acabam fidelizando o usuário. Esse é o nosso objetivo, integralizando a CENCOPA e a região Sul e Sudeste como um todo. Ficamos felizes em ver esse projeto atingindo uma proporção cada vez maior. Ressalto a importância do vice-presidente da COOTAIT, Fabinho, que tem nos ajudado no planejamento e execução das conexões”, explicou o vice-presidente da CENCOPA e presidente da COPASUL, Tarley Carvalho.
Atualmente, a Central possui 20 filiadas. As singulares estão pulverizadas em pontos estratégicos que fazem uma integração no Estado, tais como a COMASPA (Tucuruí), COTCAP (Pacajá), COOTAIT (Altamira), COOPTTAIL (Tailândia), COOROVAN (Rondon do Pará), COODEVAN (Dom Elizeu), TRANSJAC (Jacundá), COONTRANSULPA (Redenção), COOPERTASP (Xinguara), COPASUL (Marabá), COOMTAGP (Marabá), TRANSUL (Marabá) COOPERTRANS (Itaituba), COOCANVULP (Parauapebas), COOPERVARMI (Marabá), CINCOTRAN (Altamira) e COOPERMAG (Marabá).
“Nesse momento de crise, estamos nos reinventando. Não adiantar lamentar. Precisamos melhorar cada vez mais os nossos serviços e já conseguimos competir de igual para igual com outras empresas, levando vantagem na logística de viagem. Com a Central, o passageiro pode ter noção exata de saída e chegada no destino. Essa agilidade é fundamental”, explicou o presidente da CENCOPA, Valdemar Rodrigues.
As conexões já estão funcionando normalmente. A Central ainda está ajustando horários e rotas de alguns trechos, mas os serviços de transporte intermunicipal ocorrem diariamente em todos as cidades pertencentes ao raio de atuação das cooperativas. A projeção da CENCOPA é ampliar o número de filiadas para 25, chegando entre 1.200 e 1.500 associados até 2020.
QUALIDADE
Para aprimorar ainda mais a qualidade do serviço de suas filiadas, a diretoria da CENCOPA está articulando diversos projetos, captaneados pelo presidente Valdema pelo diretor administrativo Tarley Carvalho e pelo diretor financeiro Paulo Rogério. Dar-se-á continuidade no Programa de Profissionalização do Ramo Transporte do Sistema OCB/PA, com curso sobre as novidades normativas da ARCON para alinhamento e conscientização de todos os cooperados.
Outra novidade será o projeto de inserção de um atendimento diferenciado às pessoas surdas e mudas, que atualmente não possuem essa atenção das empresas e cooperativas. A falta os leva a enfrentar diversas limitações e dificuldades na contratação e uso dos serviços de transporte.
“Acompanhamos de perto a evolução que a CENCOPA tem obtido, especialmente sob a gestão da nova diretoria que está trabalhando para destravar as amarras históricas deste segmento. As ações estão fluindo e o resultado já está sendo colhido a partir da união de todos os cooperados. Estamos À disposição para auxiliar nesse desenvolvimento”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Como forma de estimular a segurança alimentar e manter um estilo saudável, a comunidade europeia tem aumentado significativamente o consumo de alimentos orgânicos ou que sigam os padrões biológicos estabelecidos pela União Europeia (UE). Para se ter uma ideia dessa expansão, em 2016 só de produtos orgânicos foram vendidos 33,5 bilhões de euros, segundo dados divulgados em 2018 pela “The World Organic Agriculture, Emerging statistcs and trends 2018”. Outro aspecto que chama a atenção é que 90% dessa produção é realizada por agricultura familiar. Isso demonstra que, assim como no Brasil, é a agricultura familiar que abastece a mesa da população no velho continente.
O Brasil ocupa o 12º lugar em produção de orgânicos entre os principais produtores e 5ª na posição entre os países emergentes, atrás de Uruguai e Argentina, segundo o Centro de Inteligência em Orgânicos, da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). A área plantada chega a 750 mil hectares. Para se ter uma ideia do quanto este número é promissor, o milho orgânico, por exemplo, até 2018 possuía uma área de 3,3 mil hectares, o que corresponde a 0,018% das lavouras ocupadas por cereais no país.
Em média, o mercado de orgânicos cresce 20% ao ano no Brasil. Em 2016, a venda alcançou a marca de R$2,5bilhões. Só de possuir a certificação de “alimento orgânico” o valor agregado aumenta também em 20%.
Outro aspecto importante é diversidade de alimentos brasileiros. O mercado europeu está aberto a gama de sabores, cheiros e riquezas nutricionais de nossos vegetais, em especial frutas e hortaliças. “Há muitos alimentos inéditos para nós aqui na Amazônia. É preciso que vocês estejam atentos a esse mercado que o acordo entre o Mercosul e a EU irá possibilitar”, afirma Daniel Gomez Lopez, diretor de Pesquisa Internacional de Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na UE e na América Latina da Universidade de Alicante, da Espanha.
Familiar
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 90% das propriedades agrícolas mundiais são geridas por famílias. Essas propriedades são responsáveis por 75% de todos os recursos agrícolas globais. Isso representa 80% dos alimentos em todo o planeta, o que significa que as estratégias de desenvolvimento sustentável ambiental, social e econômico passam, necessariamente, pela agricultura familiar.
No Brasil, de cada dez alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros, sete vêm de propriedades pequenas, as quais empregam cerca de 5 milhões de famílias e geram um faturamento de US$55 bilhões. Como forma de incentivar e valorizar esse segmento produtivo, a legislação brasileiras determina que 30% da merenda escolar seja proveniente de agricultura familiar.
Estratégia
Para alcançar mais mercados, a organização em cooperativas tem se mostrado cada vez mais promissora. Informações do Sindicado e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) apontam que 98% das cooperativas agropecuárias são compostas por produção familiar.
“Ao unir os produtores em uma cooperativa é possível estabelecer uma série de ganhos administrativos e de competitividade de mercado, a exemplo dos mercados tanto da merenda escolar quanto da UE e dos países do próprio Mercosul. Estamos com a fronteira cada vez mais aberta, mas é preciso estarmos prontos”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Neste final de semana, as cooperativas da agricultura familiar tiveram um destaque especial no jornal Diário do Pará. Isso porque, por meio da articulação do Sistema OCB/PA com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (Sedap), os produtores paraenses, organizados em cooperativas, terão acesso a laboratório credenciado para classificação de farinha. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) será a primeira entidade credenciada para realizar esta classificação.
A matéria completa está no Diário do Pará deste domingo (25/08) ou pelo link: http://paracooperativo.coop.br/noticias/791-laboratorio-da-adepara-classificara-farinha-de-cooperativas.
Chorume, poluição e proliferação de pragas são alguns problemas decorrentes do descarte incorreto de lixo orgânico nos aterros sanitários e que têm preocupado a população de Vigia, região nordeste do Pará. Para minimizar esses impactos, a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vigia de Nazaré (Recicron) está expandindo as atividades para o reaproveitamento do material orgânico por meio da produção de adubo.
Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a fração orgânica contribui com aproximadamente 52% do volume total dos resíduos. A Recicron vê nesse material um imenso potencial de geração de emprego e renda para a região, aliado à sustentabilidade.
“Atualmente o material orgânico está sem destinação, sem gerar renda, sem perspectiva nenhuma de contribuição econômica para o município. E isso é um grande desperdício, porque esse material pode ser reaproveitado através da compostagem, que é o processo biológico de decomposição e de reciclagem da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal, formando um composto rico em nutrientes, empregando e gerando renda para os cooperados”, explica Damiana Silva, diretora da Recicron.
A diretora destaca ainda que essa expansão irá distribuir o adubo e assim estimular os agricultores urbanos a produzir alimentos para abastecer cooperativas parceiras como a Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (Casp), promovendo a integração e gerando renda para o município.
A Recicron já tem uma história de 8 anos de contribuição para Vigia. São coletados todos os meses cerca de 80 toneladas de resíduos sólidos, além de 24 toneladas de ossos bovinos e 4 mil litros de óleo, que são comercializados com indústrias e empresas de dentro e fora do Estado. A cooperativa faz a coleta seletiva e orienta a população acerca das melhores práticas ambientais de tratamento de lixo.
“A Recicron é um exemplo de cooperativismo, aplica os princípios de interesse pela comunidade e intercooperação. Isso valoriza ainda mais o seu o belo trabalho. O Sistema OCB/PA apoia esse tipo iniciativa. Estamos estudando a melhor maneira de contribuir para essa nova fase da Recicron e fortalecer esses laços de intercooperação”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Curralinho, Melgaço, São Sebastião da Boa Vista, Castanhal, Parauapebas e Limoeiro do Ajurú serão alguns dos municípios atendidos pelo Sistema OCB/PA durante esta semana. Além de visitas técnicas, palestras e cursos de capacitação, o destaque é o 12º Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária, que ocorre a partir de amanhã em Castanhal.
Fique por dentro das nossas atividades. Veja a programação do seu município!
#ocbsescooppa #capacitandoparacrescer


A iniciativa transformará a realidade de pequenos produtores familiares em nove municípios paraenses, ampliando significativamente o potencial de produção, armazenamento e comercialização das cooperativas associadas. O objetivo é a melhoria no posicionamento de mercado. Em reunião na última quarta (21), a comissão de constituição aprovou a minuta do estatuto social, que será apresentado em assembleia geral extraordinária em cada cooperativa participante. A Assembleia de constituição deve ocorrer no dia 1º de outubro.
Estão participando do processo e podem compor a Central as cooperativas COOPRIMA de Primavera, CASP de Vigia, COOPABEN de Benevides, AMAZONCOO de Castanhal, COOMAC de Curuçá, COOPASMIG de São Miguel, D’IRITUIA e COAPEMI de Irituia, CAMTA de Tomé-Açu e CCAMPO de Santarém. Após a pré-aprovação do estatuto social, cada cooperativa reunirá os cooperados e se definirão as singulares que realmente farão parte da Central.
“Nossa expectativa não é de hoje. Estamos trabalhando com essa ideia há um bom tempo, pois reconhecemos a sua importância para a mudança do patamar do ramo agro. Sem essa união, não teremos como atingir os grandes mercados da região metropolitana. Precisamos ampliar a intercooperação para alavancarmos os rendimentos das nossas cooperativas”, reiterou o presidente da CASP, Antônio Alcoforado.
A Central fará o beneficiamento, armazenamento e comercialização da produção de suas associadas a varejo e atacado, a nível nacional e internacional promovendo o desenvolvimento da fabricação de conservas de frutas, sucos concentrados, hortaliças e legumes. Na área de comércio varejista, abrangerá hortifrutigranjeiros, mel, laticínios e frios, doces, balas, bombons e produtos alimentícios em geral.
Na área de comércio atacadista, trabalhará com frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos, mel, pescados e frutos do mar, leite e laticínios e mercadorias em geral, com predominância de insumos agropecuários, defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo. A Central também terá serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias, fabricação de produtos derivados do cacau e de chocolates, produção de mudas e outras formas de propagação vegetal certificadas.
A criação da Central está seguindo o cronograma de um mapa estratégico. Concomitantemente às assembleias internas, será feito o levantamento do potencial produtivo que as cooperativas terão juntas. O foco é a região nordeste, por conta de mercados específicos que pretende atuar como prefeitura de Belém, SEDUC, bares e restaurantes. No entanto, algumas cooperativas de outras regiões já demonstraram interesse em participar, como a CCAMPO do oeste paraense.

Para a presidente da COOPABEN, Eulina Duarte, a Central dará maior estabilidade para a comercialização, especialmente em períodos sazonais de queda na procura do mercado. “Nosso principal mercado é a merenda escolar. Janeiro, fevereiro e julho, por exemplo, são meses caóticos, pois não se tem pra quem vender e perdemos produção. Com a Central, já não teremos o prejuízo de produtos, porque sempre teremos escoamento”.
Já a presidente da COOPRIMA de Primavera, Joelma Nunes, vislumbra a possibilidade de alcançar até mesmo mercados externos. “Na nossa cooperativa, temos um mix de produtos no hortifrutigranjeiro e estamos migrando para a estação de óleos vegetais. Creio que o crescimento no volume produtivo agregado às demais cooperativas possibilitará até mesmo a exportação para o mercado nacional e internacional. Por isso, abraçamos a causa e convocamos as demais cooperativas para que se unam a nós neste desafio”.
A CENTRAL
A Central das Cooperativas de Agricultura Familiar do Estado do Pará (Agro-Amazônia) terá por objetivo contribuir no fortalecimento do cooperativismo ligado à produção familiar, na representação política em defesa de seus interesses sociais, assistenciais e econômicos, contribuindo com diversas ações.
“Além da área comercial, a Agro-Amazônia será muito importante para a representação da produção familiar, fixação com qualidade de vida do agricultor em sua propriedade e para o desenvolvimento de uma agricultura familiar ecologicamente sustentável, economicamente viável socialmente justa e culturalmente aceitável. Continuaremos acompanhado esse processo, entendendo que a união é o caminho mais promissor para o crescimento dos pequenos produtores”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.