Notícias
Nesta quinta-feira (22), o Sistema OCB/Ro e a Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV) realizam um workshop sobre a Constituição de Cooperativas de Geração Distribuída por Energia Solar Fotovoltaica, em Ji-Paraná, Rondônia. O evento será no auditório do Maximus Hotel e é aberto a cooperativas e demais interessados na temática. O objetivo é elucidar sobre o uso da energia solar – uma fonte limpa e renovável – como uma alternativa ambientalmente sustentável para a geração de energia elétrica.
O presidente e fundador da Coober, Raphael Vale, apresentará o case sobre a história, os desafios e nova realidade da geração distribuída no mundo. Fundada em fevereiro de 2016 com 23 cooperados distribuídos no Pará, Ceará e Brasília, a Coober é a primeira cooperativa de energia renovável do Brasil e é referência no mundo sobre essa experiência.
Mais informações: https://www.sescoop-ro.org.br/
Texto: Fernando Assunção
A partir de 1º de janeiro de 2020, o sistema cooperativista terá um novo formato de acordo com os segmentos econômicos. 
A partir da análise técnica das atividades exercidas, as cooperativas foram classificadas em ramos de acordo com o segmento econômico em que atuam. Esse modelo ajudou na expansão e capilarização das cooperativas brasileiras, pois permitiu organizar internamente as ações e planejar melhor as suas atividades. A contar de 1º de janeiro de 2020, as quase sete mil cooperativas presentes no país serão reorganizadas em apenas sete ramos. Todos eles ganharam novos ícones, alguns foram ressignificados e outros se fundiram.
Esse debate foi iniciado em 2018, quando foi montado um grupo de trabalho técnico formado por representantes indicados pela diretoria da OCB para rediscutir a organização dos segmentos produtivos. Depois de um longo processo de estudo, foi formulada uma proposta, amplamente discutida pelas diretorias estaduais e nacional da OCB, até ser referendada em Assembleia Geral da OCB.
“Formar ramos mais fortes e com maior representatividade, tornar-se uma organização mais flexível para se adaptar as rápidas mudanças de mercado e alinhar o discurso são os objetivos dessa nova configuração”, afirmou Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
A reorganização dos ramos levou em consideração a legislação societária e específica, a regulação própria, o regime tributário, o enquadramento sindical e a quantidade das cooperativas por ramo. É importante frisar que, para as cooperativas que tiverem enquadradas em ramos que se unirão, não haverá necessidade de qualquer ajuste estatutário ou legal.
Veja como ficarão os ramos a partir da nova organização:
Ramo Agropecuário: representa as cooperativas que se destinam a prestação de serviços relacionados às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira, cujos cooperados detêm, a qualquer título, os meios de produção. Passa a integrar as cooperativas de alunos de escolas técnicas de produção rural.
Ramo Consumo: composto por cooperativas que se destinam à compra em comum de produtos e serviços para seus cooperados. Engloba também parte das cooperativas do então Ramo Educacional, formada por pais e alunos, e as do Turismo e Lazer, na modalidade em que os cooperados, por intermédio das cooperativas, adquirem serviços turísticos.
Ramo Infraestrutura: composto pelas cooperativas que se destinam a promover a prestação de serviços relacionados à infraestrutura de seus cooperados. Passa a englobar também as cooperativas do ramo habitacional.
Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços: composto por cooperativas que se destinam a prestação de serviços especializados a terceiros ou a produção em comum de bens. Com a reorganização este ramo passa a integrar os Ramos Trabalho, Produção, Mineral, Especial e parte do Turismo e Lazer, representado pelas cooperativas de profissionais do turismo, e parte do Educacional, das cooperativas de prestadores de serviços educacionais.
Ramo Saúde: composto por cooperativas que se destinam a serviços destinados à preservação, assistência e promoção da saúde humana, constituídas por profissionais da área da saúde ou usuários destes serviços. Engloba cooperativas de médicos e de todas as profissões classificadas como atividades de atenção à saúde humana e, também, as cooperativas de que se reúnem para constituir um plano de saúde.
Ramo Transporte: composto por cooperativas que se destinam à prestação de serviços de transportes de carga e/ou passageiros, cujos cooperados detêm, a qualquer título, a posse ou propriedade dos veículos. Passa a integrar também as cooperativas do Ramo Turismo e Lazer relacionadas ao transporte turístico de passageiros.
Ramo Crédito: composto por cooperativas que se destinam à prestação de serviços financeiros a seus cooperados, sendo assegurado o acesso aos instrumentos do mercado financeiro.
Texto: Fernando Assunção
Universidades da França, Espanha, Portugal e Equador estarão representadas no 12º Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (SICOOPES). A programação será no Instituto Federal do Pará (IFPA) – campus Castanhal de 27 a 31 de agosto. Serão debatidas temáticas relativas ao mercado, produção e inovações tecnológica no evento que já é referência em produção de conhecimento interinstitucional.
O evento possui uma extensa programação. Haverá mesas de debate, minicursos, oficinas, apresentações culturais e artísticas, mostras de tecnologia e inovações sociais da Amazônia paraense, encontros, plenárias e apresentação de trabalhos científicos. Também ocorrerá uma sessão especial de homenagens aos 10 anos do SICOOPES no IFPA Campus Castanhal.
“Nosso objetivo é trocar experiências das nossas realidades produtivas, desafios e soluções. Afinal, sem cooperação não há desenvolvimento, não há qualidade de vida real, não há humanidade”, afirma Daniel Gomez Lopez, diretor de Pesquisa Internacional de Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Empreendimentos Solidários na UE e na América Latina da Universidade de Alicante, da Espanha.
No dia próximo dia 29, o painel temático 9 abordará o tema: Cooperativismo, Desenvolvimento Rural e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a participação dos consultores da OCB/PA, Andreos Ramiro Pinto Leite e Camille Benchimol; o professor da UFRA, Dr. José Sebastião e o mediador do painel, Prof. Dr. Adebaro Alves dos Reis do IFPA.
Na edição de 2018, foram 1.200 inscritos, mais de 500 trabalhos científicos inscritos. Um recorde para o evento. “A cada ano, este Seminário ganha mais importância e força. Nosso objetivo é repensar a agricultura para os próximos 10 anos, com uma educação diversa, entendendo e propondo um modelo de inclusão para os movimentos sociais e sociedade em geral. É imprescindível pensar em um tipo de pesquisa que saia dos muros da academia e vá direto para o problema das pessoas. Isso é possível quando se considera um foco de seleção, de inserção, de ensino, de pesquisa e de extensão”, ressalta Adebaro Reis, diretor geral do IFPA Castanhal.
Serviço: Para acessar a programação completa do XII Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (XII SICOOPES) e a III Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social (III FECITIS) clique aqui. Inscrições gratuitas pelo site https://www.even3.com.br/sicoopes/.

Ao longo do Estado, mais de 6 mil pessoas têm acesso a um crédito mais justo e democrático através da SICOOB Unidas. O quadro social da cooperativa obteve um crescimento de 56% desde 2015, evolução que a nova gestão dará continuidade nos próximos quatro anos. A cerimônia de posse do novo Conselho de Administração para 2019/2023 ocorreu ontem, na sede do Sistema OCB/PA.
Na ocasião, o primeiro presidente da história da singular, Carlos Edilson Santos, passou oficialmente a presidência para Manoel Martins, que já fazia parte do CONAD. Além de ambos, também compõem o Conselho: Lázaro Silva, Manoel Martins, Manoel Valdeci, Maria José do Nascimento, Marcio Felipe Bechara, Michel Kozak e Nelson Ribeiro.
A SICOOB Unidas trabalha no intuito de ser a principal instituição financeira de seus cooperados, ofertando soluções financeiras mais vantajosas, a segurança garantida pelos órgãos reguladores e a possibilidade de retorno proporcional ao uso. Essa missão vem sendo construída ao longo dos últimos anos, quando tivemos um crescimento de 56% no volume de recursos administrados.
“Tive a honra de conduzir nossa cooperativa ao longo desses anos, com o apoio do conselho e dos nossos cooperados. Não tenho dúvidas de que temos condições de nos tornarmos uma das maiores cooperativas financeiras do Pará”, enfatizou Carlos Edilson.
No planejamento estratégico para o mandato, a gestão projeta um crescimento de 113% até 2022 com 13.953 cooperados, apostando em uma estratégia agressiva de captação de novos sócios e ampliação do portfólio de soluções. O foco principal será o atendimento a pessoas físicas, micro e pequenas empresas, base da economia no Pará que representa o público potencial de maior abrangência. O foco secundário será direcionado às pessoas jurídicas de médio porte, seguindo-se de pessoas jurídicas vinculadas a instituições públicas.

Atualmente, a SICOOB Unidas está presente em seis municípios com sete agências instaladas: Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Abaetetuba e Barcarena. A proposta é aumentar o número de agências em 114%, chegando a 15 PAs em 2022. Capanema e sua área de influência é um dos potenciais municípios para os quais a SICOOB Unidas projeta expandir ainda este ano. Desde 2015, a cooperativa obteve um crescimento de 600% em número de pontos de atendimento, uma média de dois PAs por ano.
“O desafio é grande, mas nosso objetivo é tornar a SICOOB Unidas ainda maior. O pensamento do Conselho está alinhado nesse sentido, compomos uma diretoria executiva extremamente qualificada e, junto a parceiros, atingiremos esses objetivos", enfatizou o presidente empossado, Manoel Martins.

A COOPERATIVA
A SICOOB Unidas foi constituída por decisão de dirigentes de oito cooperativas, que optaram pela incorporação: Sicoob Educ, Cooperação, Eletrocred, Coopemater, Coocelpa, Cooperdados, COOCPRM e Sicoob Federal. Foi um movimento inédito no Pará, estimulado pelo visão empreendedora das cooperativas que buscavam fortalecimento frente ao mercado. No total, já são mais de 6 mil associados.
“Estamos à disposição para auxiliar a cooperativa no que for necessário. O Estado é muito grande e vamos rodar juntos para levar as soluções do cooperativismo financeiro aos 144 municípios do Pará”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A Cooperação Internacional Alemã (GIZ), em parceira com o Ministério da Agricultura, Ministério da Cidadania e com o Sistema OCB/PA, realizou uma Oficina sobre Compras Institucionais, na última semana na sede do Sistema em Belém. A programação orientou pregoeiros, membros de comissões de licitação e contratos e demais envolvidos com a aquisição de alimentos em instituições públicas. O objetivo foi de aprimorar o acesso das cooperativas da agricultura familiar ao mercado institucional.
Há alguns anos, a discussão e ampliação desse mercado público vêm sendo o foco da GIZ em parceria com o Sistema OCB/PA. Isso porque os produtos das cooperativas são produzidos 90% por produtores familiares com a perspectiva livre de agrotóxicos e produção ambientalmente sustentável. “As cooperativas estão trabalhando no sentido de fomentar a produção com o mínimo de insumo químico. Isso demonstra uma preocupação tanto com o meio ambiente quanto com a saúde humana”, disse Gustavo Assis, consultor da GIZ.
Mercado
A Lei 11.947/2009 determina que no mínimo 30% do valor repassado a estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar. O governo municipal ou estadual recebe o recurso e seleciona através de licitação ou chamada pública os fornecedores dos alimentos. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), instituído pelo art. 19 da Lei nº 10.696, também prevê o percentual mínimo destinado à aquisição de gêneros alimentícios de agricultores familiares e suas organizações, promovendo o abastecimento alimentar por meio de compras governamentais.
“O que acontece em muitos casos é que em alguns locais há uma dificuldade de encontrar fornecedores aptos para poder atender a essa parcela de 30%. A partir do entendimento de como funcionam essas chamadas públicas, do que é necessário, será possível ampliar esses mercados para as cooperativas”, afirma Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Também estiveram presentes representantes de prefeituras, Governo do Estado, profissionais da área da saúde e alimentação, Ufra e UFPA.
Texto: Fernando Assunção e Ísis Margalho
Cerca de 300 mil unidades de merenda escolar são fornecidas pela SEDUC diariamente, volume expressivo de mercadorias que podem ser viabilizadas pelas cooperativas agropecuárias. O acesso a esse mercado institucional, além das instituições de saúde e penitenciárias, será aprimorado com a inclusão da COOMAC Curuçá no Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CONSEANS).
A cooperativa fará parte da Comissão de Intersetorialidade de Programas, Projetos, Planos e Ações e da Comissão de Planejamento e Acompanhamento da Gestão da Política de Segurança Alimentar e Nutrição Sustentável. Serão discutidas estratégias sustentáveis de acesso, abastecimento, produção e comercialização de alimentos.
“A ideia de estarmos no colegiado, sobretudo da comissão de projetos, é trabalhar as vendas institucionais não só da nossa cooperativa, mas das demais. O volume de compras para fomentar toda essa alimentação é bem considerável e pulverizado. Nossa ideia é viabilizar mercado para as cooperativas do ramo, mais um segmento que nós, agricultores, teremos para vender”, explicou o representante do cooperativismo no CONSEANS, Charles Cardoso.
Como demanda inicial, já foi solicitado que a Comissão coloque em pauta as vendas institucionais para discussão. As demais cooperativas serão convidadas para participar. Também serão analisadas as demandas do Governo na formulação dos projetos, de modo que possa incluir o segmento cooperativista na compra institucional.
O CONSEANS é órgão colegiado permanente do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) instituído pelo decreto 929 de 2008. Tem caráter deliberativo e consultivo atuando na formulação e proposição de estratégias e no controle da execução da política de segurança alimentar sustentável, buscando sustentabilidade e a garantia do direito humano à uma alimentação adequada.
O Conselho reúne representantes do fórum de segurança alimentar, centrais sindicais e federação dos trabalhadores da agricultura, indústria e alimentação, representantes do fórum da economia solidária, segmento dos quilombolas, organizações indígenas, caboclos extrativistas, conselhos de classe, entidade de pesca, pessoas com deficiência, aposentados e pensionistas, gênero de mulheres e rede de educação cidadã.
“Estamos desenvolvendo diversas frentes de trabalho no intuito de estimular as vendas institucionais, que são um importante canal de comercialização para as cooperativas. A inclusão de um representante cooperativista no CONSEANS nos dá maior respaldo para discutirmos a necessidade do cumprimento legal, no que tange à compra de no mínimo 30% da agricultura familiar, encabeçada no Estado pelas cooperativas”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A Cooperativa Agropecuária de Benevides (COOPABEN) está em fase de constituição da nova fábrica de produção de polpas, devidamente legalizada como artesanal. Para potencializar a produção, a diretoria já agendou o curso “Boas Práticas na fabricação da Agroindústria” a ser ministrado pelo Sistema OCB/PA e Nós Consultoria. O diretor Moacir Miranda também alinhou sobre a constituição da Central de Cooperativas da Região Nordeste, que fortalecerá o ramo.
Formada por 28 cooperados, a COOPABEN trabalha com verduras e legumes como couve, espinafre, rúcula, hortelã, abobora, manjericão e cheiro verde, assim como as frutas banana, manga, goiaba, melão, melancia, abacate e acerola. A partir da união dos produtores, a cooperativa atende ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), abastecendo escolas públicas com itens da merenda escolar, que é o principal mercado, além de feiras em Belém. O volume produtivo anual de couve e cheiro verde, carro chefe da cooperativa, chega a 5 toneladas.
As metas estratégicas para a COOPABEN, ao longo deste ano, é alinhavar todos os cooperados na produção orgânica e constituir uma Central Agropecuária com outras singulares da região metropolitana e nordeste do Estado. A intenção é ampliar as possibilidades de acesso ao mercado com o fortalecimento representativo das cooperativas, oferecendo volume, variedade e segurança produtiva.
“Estamos acompanhando esse processo, na expectativa de que o trabalho se desenvolva. Enquanto isso focamos na qualificação profissional de cooperados e colaboradores para que se adequem Às exigências de mercado, ampliando ainda mais a participação da cooperativas na economia estadual”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Através de articulação do Sistema OCB/PA com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (SEDAP), os produtores paraenses, organizados em cooperativas ou não, terão acesso a laboratório para classificação de farinha. Essa era uma das principais demandas levantadas pela agricultura familiar paraense que dificultava a abertura de mercado. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) será a primeira entidade credenciada para realizar a classificação.
O Sistema OCB/PA apresentou à SEDAP o trabalho que vem desenvolvendo para o fortalecimento das cooperativas junto a mercados institucionais, como o PAA. Na chamada pública do Exército, por exemplo, as cooperativas foram contempladas para fornecer alimentos à instituição e um dos requisitos legais é a entrega de certificação da classificação da farinha em grupo. No entanto, não existe qualquer laboratório no Pará credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
As discussões foram feitas durante os workshops de compras públicas promovidos pelo Sistema OCB/PA nas regiões polo do Estado, assim como no Seminário Internacional do Cooperativismo ocorrido em abril no município de Castanhal. A partir de então, o Sistema OCB/PA, em parceria com a Nós Soluções, iniciou a articulação política junto à SEDAP, conquistando assento na Câmara Técnica de Comercialização, Agroecologia, Produtos Orgânicos e da Sociobiodiversidade (CTCAPOS). José Romano, diretor da D’Irituia e professor da UFRA/CCP, é o representante da entidade.
“Nas reuniões, apresentamos as ações desenvolvidas pelo Sistema OCB/PA e as demandas levantadas pelas cooperativas. Era preciso contratar laboratórios de fora do estado para realizar uma atividade que é possível de ser feita aqui. Submetemos, portanto, a possibilidade do credenciamento do laboratório da ADEPARÁ, que já possui estrutura próxima ao que é necessário”, explicou José Romano.
Em reunião ocorrida na terça (13), definiu-se que a SEDAP, ADEPARÁ e MAPA credenciarão o laboratório da Agência para o atendimento do produtor paraense. Será feita a classificação da farinha em grupo, classe e tipo conforme exigência da instrução normativa nº 52 de 2011. O regulamento técnico da farinha de mandioca considera requisitos como qualidade e identidade.
O estado do Pará é o maior produtor de mandioca do Brasil, representando sozinho 20,55% da fatia nacional com produção de mais de R$ 4 milhões de toneladas no último levantamento da EMBRAPA, respondendo ainda por 57% da produção e mais de 60% em relação à área plantada na região Norte.
A mandioca possui uma vasta gama de derivados com destaque para o tucupi, maniva, goma de tapioca, farinha de tapioca e especialmente a farinha de mandioca e suas variações que, por sua vez, representa o produto com maior poder de mercado e com laços fortes na cultura alimentar do povo paraense.
Outra proposta do Sistema OCB/PA é descentralizar o processo de classificação para universidades e campi em polos regionais. Também serão cadastrados os laboratórios da UFPA, UFRA e IFPA Castanhal. “A ADEPARÁ será o nosso processo piloto, mas acreditamos que é possível aumentar a capilaridade dos serviços através dessa inclusão da comunidade científica. Algumas universidades já desenvolvem a classificação da farinha e podem também contribuir neste sentido”, reiterou Andreos Leite, consultor do Sistema OCB/PA.

Compras públicas
Diversas cooperativas já possuem boa abertura no mercado institucional. A cooperativa D’Irituia conseguiu acessar chamada pública da UFRA com valor de aproximadamente R$ 35mil. Já a Coopasmig teve acesso ao PAA junto às forças armadas. Será feita uma entrega de farinha para o exército no valor de 13,5 toneladas.
“Nossa linha de trabalho com as cooperativas agropecuárias visa a organização social, abertura de mercado e aproximação de parcerias estratégicas. Agradecemos ao esforço da SEDAP, representada pelo titular Hugo Suenaga. Temos muito trabalho a ser feito e, juntos, mudaremos o patamar socioeconômico dos pequenos produtores”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Para as cooperativas que realizaram ações para do Dia de Cooperar 2019, o Sistema OCB-PA estendeu até o dia 22 de agosto o preenchimento do formulário de resultados no site do Dia C. Em 2019, as iniciativas ocorreram em vários municípios do Estado com a participação de cooperativas dos mais variados segmentos econômicos.
Segundo Diego Andrade, coordenador estadual da campanha Dia de Cooperar, é muito importante que as cooperativas apresentem os resultados das iniciativas realizadas nesta edição. "O nosso voluntariado cooperativista tem apresentado ações incríveis em todo o nosso Estado. Chegou a hora de mostrarmos isso para o Brasil", afirma.
Caso as cooperativas não preencham o formulário do site, o resultado deixará de ser contabilizado na Revista Dia de Cooperar 2019, publicação nacional que apresenta os resultados da campanha de todo o país.
Serviço: Dúvidas ou mais informações: (91) 3241-4140 ou clique aqui para acessar o site do Dia C
Consolidar e expandir esses são os objetivos gerais da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) proposta pela deputada estadual Nilse Pinheiro e aprovada nesta quarta (14), no plenário da Assembleia Legislativa.
Na tribuna, Nilce destacou a importância econômica e social da atuação das cooperativas no Estado. No Brasil, são 6.655 cooperativas que atuam em diferentes segmentos econômicos, como agropecuário, prestação de serviços, saúde e infraestrutura, e congregam 13,2 milhões de associados, gerando 376,7 mil empregos diretos segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB).
“Precisamos promover o desenvolvimento sustentável em consonância com os princípios do cooperativismo, como democracia, participação econômica e autonomia”, afirmou a deputada.
O deputado Dirceu Ten Caten lembrou do papel decisivo do cooperativismo no desenvolvimento econômico dos estados do sul do país e prestou apoio irrestrito à conformação da Frente. “O cooperativismo é uma forma factível de unir as pessoas em prol de um empreendimento coletivo”.
O cooperativismo é uma das apostas para a geração de renda e emprego, por meio do empreendimento coletivo. Nele é possível a união de pessoas que tenham um objetivo comum em prol de um negócio próprio. “É muito mais fácil 20 pessoas se juntarem, compartilharem estrutura e custos e levantar um negócio do que uma pessoa sozinha. Essa é a base do cooperativismo”, explicou Ernandes Raiol, presidente Sistema OCB-PA.
A partir da criação da Frente, será possível regulamentar a Lei do Cooperativismo Paraense que irá abrir caminho para a participação efetiva das cooperativas em processos licitatórios, diferimentos e incentivos fiscais para determinados segmentos cooperativistas, a exemplo da Cooperativa Coostafe, a primeira singular formada por detentas no Brasil. “A Coostafe é um exemplo de como, na prática, o cooperativismo age na vida das pessoas. Por meio de uma inciativa inteligente do sistema penitenciário paraense reuniu-se 20 mulheres cerceadas de sua liberdade para que elas pudessem ter uma renda própria e ter uma renda, subsistência, significa ter dignidade”, ratificou Raiol.
Dados do Sistema OCB-PA apontam que o índice de reincidência criminal das cooperadas da Coostafe é zero.
Familiar
Outra importante vertente cooperativista paraense é o agropecuário: 80% das cooperativas agro no Estado são compostas por agricultura familiar. Uma delas, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta) é a primeira cooperativa estabelecida no Pará no início do século 20 por imigrantes japoneses. A Camta é conhecida mundialmente pelo Sistema Agroflorestal (Safta), que produz várias culturas no mesmo meio ambiente, como forma de propiciar as barreiras naturais da floresta amazônica.
“Quando chegamos aqui, observamos que o caboclo paraense plantava tudo junto e dificilmente a plantação sofria com pragas. Foi a partir desse modo de produção, que respeita a diversidade de culturas que estabelecemos o Safta”, ressaltou Michinore Konagano, cooperado da Camta.
Por se tratar de uma produção basicamente familiar, há maior diversificação de alimentos e a maioria de desses alimentos é que vai para a mesa das pessoas nos centros urbanos. “Isso impacta diretamente na questão da segurança alimentar de toda a população e no desenvolvimento do território onde estão as cooperativas, que ultrapassa a questão da geração de renda e emprego e passa a viabilizar riqueza, porque todo o território passa a ser beneficiado por essa cadeia produtiva e econômica”, finalizou Romier da Paixão Sousa, professor do IFPA de Castanhal.
Texto: Fernando Assunção e Ísis Margalho

Responsável por cerca de 25% do total de cooperativas no Estado, o ramo transporte receberá Programa desenvolvido pelo Sistema OCB/PA para o aprimoramento da gestão e profissionalização dos cooperados. O primeiro projeto é o Curso Itinerante “Transporte Coletivo de Passageiros”, que será realizado em quatro regiões e 9 municípios. Itaituba iniciou o ciclo de capacitações nesta segunda (12), seguindo até hoje.
O objetivo do Programa é aproximar ainda mais o Sistema OCB/PA das cooperativas de transporte, fazendo com que utilizem a entidade como um suporte para desenvolver o seu negócio. Será aprimorada a qualidade do atendimento, o processo de gestão das cooperativas, manutenção da identidade para alinhamento com as diretrizes da legislação e formação em cooperativismo para novos associados.
Em levantamento prévio feito com as singulares do ramo, identificou-se que uma das demandas emergenciais é a certificação dos cooperados no curso de Transporte Coletivo de Passageiros. A Diretoria da CENCOPA, representada por Valdemar Rodrigues, Tarley Carvalho e Paulo Santos, foi quem suscitou a demanda e participará das ações nas cooperativas. A capacitação é obrigatória para os condutores e deve ser renovada a cada cinco anos. Todas as despesas serão custeadas pelo Sistema OCB/PA.
“É muito importante que nossas cooperativas participem. Como representante do ramo, estarei acompanhando o andamento das atividades e escutando as principais demandas dos cooperados. Tenho certeza que é um momento novo que se inicia com um transporte organizado, qualificado e competitivo”, enfatizou o representante do ramo transporte e presidente da CENCOPA, Valdemar Rodrigues.
Um dos grandes diferenciais é a dinâmica itinerante do projeto. Anteriormente, os condutores deveriam se deslocar para as cidades polo que possuem unidade do SEST SENAT, como Altamira, Santarém e Belém. O Sistema OCB/PA contratou Centro Formador que irá até o município para realizar a ação.
Além de Itaituba nos dias 12 e 13 de agosto, Altamira recebe a ação nos dias 15 e 16, Novo Repartimento nos dias 17 e 18, Tucuruí nos dias 19 e 20, Marabá nos dias 22 e 23, Xinguara nos dias 24 e 25 e Parauapebas entre 27 e 30 de agosto. Também estão programadas mais duas ações para setembro em Aurora do Pará e Dom Elizeu. A meta é capacitar aproximadamente 300 cooperados de 15 cooperativas com um total de 9 ações.
Cerca de 65% das cooperativas de transporte do Estado operam com a condução coletiva de passageiros, o que demanda qualificação para um serviço eficiente e seguro. Tal necessidade foi regulamentada na resolução 168 do CONTRAN, através da qual o motorista é obrigado a ter o curso específico de condução.
Todas as cooperativas de transporte, seja alternativo ou intermunicipal, com capacidade superior a sete passageiros são obrigadas a participar. O profissional não habilitado com as informações na carteira de motorista, se for fiscalizado por qualquer órgão regulador, sofrerá multa por desenvolver a atividade sem ter o treinamento exigido por norma.
No conteúdo programático, são trabalhados quatro módulos com os temas: legislação de trânsito específica, direção defensiva, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente e convívio social e relacionamento interpessoal.
OUTEIRO
As cooperativas da região metropolitana também estão previstas no Programa de Profissionalização. Em Outeiro, está sendo elaborado um plano de viabilidade para o mapeamento das áreas a serem atendidas para alimentação rodoviária do BRT. Após o estudo técnico, será feito um plano de ações para apoio político com o objetivo de incluir as cooperativas na regulamentação do serviço.
“Projetamos um programa que pudesse alcançar as cooperativas como um todo, cujo objetivo era realmente nos aproximar ainda mais do ramo transporte. Conhecemos as principais demandas e é em cima delas que vamos trabalhar, de modo que as singulares mudem seu patamar de profissionalização e o segmento seja ainda mais reconhecido por sua expressividade”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
O Sistema OCB/PA participou de Encontro Internacional para apresentar o cooperativismo paraense ao Governo Equatoriano

A riqueza natural e o clima estável em quase todos os meses do ano são características que, assim como no Brasil, fazem com que o Equador tenha um amplo potencial a ser explorado no ramo agropecuário. Os desafios em ambos os países são semelhantes e as práticas já adotadas pelas cooperativas no Pará foram apresentadas como o caminho para o desenvolvimento. Esse intercâmbio de informações ocorre através da parceria internacional entre a Universidade de Alicante, Ministério da Agricultura do Equador e Sistema OCB/PA.
Há sete anos, a Universidade de Alicante tem realizado ações conjuntas com duas universidades e instituições públicas do país, qualificando instrutores para repassar o conhecimento acerca do cooperativismo diretamente para o produtor rural. A iniciativa é gestada pelo diretor do grupo de pesquisa internacional “Cooperativismo e Desenvolvimento Rural na América Latina e União Europeia”, Daniel Gómez.
A parceria beneficia universidades da capital e de outras regiões do Equador. O objetivo no âmbito acadêmico e científico é promover projetos de cooperação, pesquisa, cursos e seminários internacionais. Outra implicação é o aumento da compreensão sobre o cooperativismo e consequente ampliação do número de cooperativas.
“Esta parceria internacional está iniciando e terá bons frutos daqui para frente. Evidentemente, é muito importante a participação da OCB/PA pela experiência que já tem em uma região muito similar ao Equador. É um início de uma longa contribuição do projeto de cooperação entre os países latino-americanos e a União Europeia. As próximas ações continuarão na mesma linha de trabalho”, explicou o professor Dr. Daniel Goméz.
O cooperativismo paraense entrou neste circuito à convite de Alicante. Já foram realizados cursos para multiplicadores, seminário internacional e, recentemente, encontro internacional. A partir das ações executadas, o Ministério da Agricultura do Equador solicitou a realização do “Primeira Cúpula Internacional para a Promoção do Cooperativismo Moderno”. O conselheiro de administração da OCB/PA, Ivan Saiki, e o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra participaram da programação.
O objetivo do evento foi divulgar as vantagens dessa forma de união empresarial como uma política efetiva para o desenvolvimento produtivo nacional. A cúpula contou com a presença de membros do Governo Nacional, incluindo o vice-presidente do Equador, Otto Sonnenholzner, e o ministro da Agricultura e Pecuária, Xavier Lazo, que destacou que as cooperativas são uma oportunidade de desenvolvimento para o país andino.
Foram ministradas quatro palestras acerca do trabalho que está sendo desenvolvido com as cooperativas agropecuárias no Pará. “Foi uma excelente oportunidade para troca de informações e divulgação do que está sendo feito no nosso Estado. Ainda temos muitos desafios a serem vencidos, mas estamos no caminho certo: organizando a produção, qualificando o produtor e fomentando novos negócios. O Mestrado Profissional é um bom exemplo disso", enfatizou Ivan Saiki.

A Universidade
Alicante é uma universidade pública localizada na costa do Mediterrâneo. Pela excelente localização e boas ligações, é uma instituição plural e acolhedora, com um dos melhores campi universitários do país. Possui cursos em todas as áreas do conhecimento, organizando-se em seis faculdades e uma Escola Superior Politécnica. A comunidade universitária consiste em cerca de 3.800 professores e pessoal administrativo. São mais de 32 mil alunos, sendo 2 mil estudantes estrangeiros.
“Alicante foi um dos grandes acertos do Sistema OCB/PA no que tange a parceiros efetivamente estratégicos. Ao longo de oito anos, os laços tem se estreitado, gerando benefícios expressos no desenvolvimento das cooperativas paraenses. A evolução do segmento no Pará durante esse período é nítida, grande parte pelo apoio oferecido na qualificação dos nossos gestores. Agradecemos à Universidade, em especial ao professor Daniel, na certeza de que essa parceria se consolide cada vez mais”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Credibilidade, organização e atendimento são alguns dos atributos observados diariamente pela Cooperativa de Profissionais Autônomos no Transporte de Passageiros e Turismo de Outeiro (COOPTRANSALTO). Cerca de 95% dos condutores são formados na qualificação específica, o que a torna uma referência do ramo no Estado. Na última terça (06), os cooperados receberam a renovação anual do certificado de regularização no Sistema OCB/PA das mãos do presidente Ernandes Raiol.
No total, 26 vans circulam na rota Outeiro-Icoaraci. Mais de 4 mil paraenses são atendidos diariamente apenas pela cooperativa. São 33 cooperados, 47 motoristas auxiliares, 36 cobradores e um funcionário. Com uma população total de aproximadamente 82 mil pessoas, o município carece de maiores alternativas de transporte público.
“Temos a parceria com a OCB desde 2009, entidade que vem nos ajudando a direcionar a organização social e profissionalização dos nossos associados. Muitas cooperativas não trabalham, de fato, o cooperativismo em si. Por isso buscamos sempre a orientação da entidade com seus cursos e assessoria, tanto no âmbito jurídico quando político”, afirmou o presidente da COOPTRANSALTO, Itanael Lopes.

Atualmente, a maior demanda da cooperativa é a regulamentação do transporte público complementar na região metropolitana de Belém. A câmara municipal alterou a Lei Orgânica do município referente ao artigo 147, que trata do planejamento, gerenciamento, regulação, controle e fiscalização do sistema de transporte e do tráfego urbano, atividades que são de competência municipal. Falta apenas a regulamentação da Prefeitura de Belém.
A partir da aprovação, o município pode delegar a operação e prestação do serviço de transporte e outros serviços de gerenciamento à pessoa jurídica, por meio de prévia licitação pública de concessão ou permissão de serviços públicos, nos termos da legislação específica.
“Vamos disputar essa fatia no mercado. Hoje temos estrutura sólida e condições para prestar o melhor serviço para a população. Estamos esperando apenas a prefeitura liberar o edital com os requisitos acerca dos veículos para nos adequarmos às novas exigências e renovarmos a frota. Enquanto isso, estamos operando, nos estruturando e qualificando os operadores.”, completou Itanael.
Regularidade
Na oportunidade, os cooperados se reuniram na sede da cooperativa para receber a equipe do Sistema OCB/PA. O presidente Raiol apresentou a entidade, o trabalho que vem sido desenvolvido no fomento ao ramo, capacitação profissional, assim como as articulações políticas para fortalecimento do setor e melhoria de acesso ao mercado.
Também foi entregue o certificado de regularidade da cooperativa. De acordo com a legislação cooperativista, todas as singulares devem renovar essa certificação anualmente. A COOPTRANSALTO vem cumprindo com todas as suas obrigações.
“Sem dúvidas, é uma das referências no segmento. Estamos trabalhando juntos para aumentar a capacidade técnica da cooperativa, ampliando rotas e localidades beneficiadas pelos seus serviços. Também temos avançado na representação política, articulando a retomada da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo Paraense”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Neste final de semana, o cooperativismo teve um destaque especial, com a posse da nova diretoria da cooperativa de crédito Sicoob Transamazônica, que deu a largada “Rumo ao 1º Bilhão”, e com a parceria entre o Sistema OCB-PA e a Universidade Rural da Amazônia, que visa consolidar e estimular a produção de conhecimento científico a cerca do cooperativismo.
O Sicoob Transamazônica realizou um evento especial no último dia 02 para a posse da nova diretoria que tem como presidente do Conselho de Administração Antônio Henrique Gripp e Lucas Gelai, como presidente da Diretoria Executiva. Atualmente, a cooperativa está presente em 13 municípios e passará a atuar em todo o Estado. Na ocasião, o Grupo Citropar lançou o safra 2019/2020, em que pretende dobrar a produção de suco de laranja. Atualmente, possui fazendas em Capitão Poço, Garrafão do Norte, Irituia, Nova Esperança do Piriá e Ourém. Essas notícias então nos jornais O Liberal, Amazônia e Diário do Pará desse sábado (03/08).
Com a parceria com a Ufra, o Sistema OCB-PA visa dar maior respaldo à gestão das cooperativas com a produção de conhecimento científico por meio de um Termo de Cooperação Técnico, que permite a realização de projetos de pesquisa e extensão dentro das cooperativas com o foco nas demandas identificados no Diagnóstico do Cooperativismo. A matéria completa está no Jornal Diário do Pará deste domingo (04/08).
Nesta sexta (02), na Estação das Docas, tomará posse a nova diretoria do SICOOB Transamazônica, que apresentará o novo plano de negócios para setores estratégicos do Estado com o lançamento do projeto “Rumo ao 1º Bilhão”, em que pretende alcançar ainda neste mandado da nova diretoria. A programação será em parceria com o grupo empresarial Citropar, que aproveitará para lançar a safra 2019/2020 do polo da citricultura no Pará. Fechando o evento, os cantores Sérgio Reis e Renato Teixeira farão apresentação musical.
A objetivo é tonar o SICOOB Transamazônica em breve a maior cooperativa do Estado. Atualmente, são R$ 60 milhões em ativos com uma média de crescimento mensal de 10%, mesmo percentual para a expansão da carteira de crédito e do volume de recursos administrados.
“Se continuarmos nesse ritmo, muito em breve, creio que ainda nos próximos meses, deveremos alcançar 100 milhões em ativos e superar algumas das maiores cooperativas financeiras no Estado. Isso com apenas quatro anos de constituição. Temos condições de fazer um crescimento ainda maior com a expansão para todos os municípios paraenses”, explicou o presidente do conselho de administração da SICOOB Transamazônica, Antônio Henrique Gripp.
A SICOOB Transamazônica atuava em 13 municípios no regime de livre admissão. Com os números de crescimento experimentado em apenas 4 anos de constituição, a Central SICOOB Unicoob, responsável pela organização das singulares do Sistema no Pará, liberou o acesso da cooperativa às demais cidades. O raio de atuação será ampliado, beneficiando os 144 municípios pertencentes ao Estado.
SAFRA 2019/2020
O Grupo Citropar é um dos parceiros estratégicos da SICOOB Transamazônica, que tem investido expressivamente no apoio aos produtores rurais do Estado. Na ocasião, a Citropar mostrará o seu potencial na produção de citros. Constituído há mais de 25 anos, o grupo empresarial instalou a primeira fábrica de suco de laranja concentrado da Região Norte, com capacidade para produzir 80 mil toneladas durante a safra e 60 toneladas de suco concentrado ao dia, números que devem dobrar em 2020.
“A chegada da Zampa Agroindustrial gerou diversas oportunidades de emprego para Capitão Poço, assim como a possibilidade de valorização da laranja, agregando valor para a região com a verticalização do produto, antes fornecido apenas in natura. Queremos ampliar essa expressividade socioeconômica, garantindo o desenvolvimento sustentável do Norte e Nordeste brasileiro”, afirmou o proprietário da Citropar e conselheiro da SICOOB Transamazônica, Júnior Zamperlini.
Com um crescimento mensal de 10% no volume de recursos administrados, nos ativos totais e na carteira de crédito, a SICOOB Transamazônica ampliará seu raio de atuação, beneficiando os 144 municípios pertencentes ao Estado. Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), os cooperados aprovaram a ampliação por unanimidade com a anuência da Central SICOOB Unicoob.
A cooperativa iniciou o ano com 1.900 cooperados, capital social de R$ 7 milhões e R$ 26 milhões de recursos administrados. Para 2019, a proposta era alcançar o número de 3 mil associados. No entanto, a meta foi ultrapassada já no primeiro semestre com a associação de 3.500 pessoas, um crescimento de 10% ao mês. A previsão é que o quadro de sócios chegue a 5 mil até o final de 2019.
“A Central percebeu que estamos expandindo de forma muito rápida por conta da vocação empreendedora dos conselheiros, que também são pontos de influência em diversos segmentos econômicos no Pará. Desta forma, queremos promover a inclusão financeira ao maior número de pessoas possível com nosso portfólio de soluções diferenciadas, afinal, toda a população pode, e deve, ter o acesso a um crédito mais justo e vantajoso”, explicou o presidente do conselho de administração da SICOOB Transamazônica, Antônio Henrique Gripp.
Na AGE, ocorrida no Sindicato dos Produtores Rurais de Pacajá, houve modificações em três pontos do estatuto social da cooperativa. Além da apreciação sobre a expansão da área de atuação, os associados deliberaram sobre a mudança na razão social, que antes estava fechada a Pacajá e região. Decidiu-se pelo nome “Cooperativa de Crédito Sicoob Transamazônica”. Outro ponto foi a alteração do modelo de representação convencional para o de delegados.
“Será necessário adotarmos esse formato em virtude do crescimento de associados. Teremos 30 delegados eleitos pela Assembleia que irão representar cada cidade onde a cooperativa atua. Esperaremos a homologação do Banco central no prazo de 6 meses para então fazermos as eleições. Poderão se candidatar todos os sócios que não tiverem restrições”, explicou o presidente.
PLANEJAMENTO
Com a expansão das fronteiras da cooperativa, também se alterou imediatamente o planejamento estratégico, incluindo o plano de ações para a cobertura de todo o Estado. O primeiro passo foi a profissionalização da diretoria executiva com a estrutura necessária para se alcançar as metas estipuladas. Foram contratados um diretor administrativo financeiro e um diretor de negócios.
Também foram abertas 30 vagas para gerente de relacionamento que atuarão em cada praça estratégica do Estado. Serão alcançados, em um primeiro momento, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes e as demais praças nas quais forem demandadas por parceiros estratégicos com os quais já exista relacionamento instalado, tais como: Santarém, Castanhal, Paragominas, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Redenção e Altamira.
Os primeiros municípios a receberem a expansão da cooperativa serão Marabá e Capitão Poço, onde já foi viabilizado espaço que está sendo reformado. Redenção e Tailândia também irão inaugurar uma agência da SICOOB Transamazônica até dezembro. Uma das estratégicas é baixar o valor da cota capital para R$1,00.
“Já passamos a primeira fase de constituição, que demanda sempre precaução. Já com uma maior consolidação de patrimônio, optamos por diminuir essa taxa de ingresso à cooperativa, deixando apenas o valor mínimo que a legislação exige. A ideia do conselho é possibilitar o acesso da cooperativa a qualquer pessoa física ou jurídica”, explicou o diretor presidente, Lucas Gelain.
Um dos municípios mais importantes do E
stado, Altamira, recebeu uma programação especial da “OCB-PA Itinerante” e da campanha de voluntariado “Dia de Cooperar”, entre os dias 1º e 6 de julho. Só nessas atividades, 1.868 pessoas foram beneficiadas. Nas demais cidades onde foram celebrados o “Dia de Cooperar”, Santarém, Castanhal e Paragominas, mais de 9 mil pessoas foram assistidas.
A OCB-PA Itinerante é um projeto desenvolvido pelo Sistema OCB-PA que leva todos os serviços prestados pelo Sistema OCB-PA de maneira presencial para além da capital paraense e os municípios onde não há escritórios regionais. São orientações para abertura de cooperativas, orientações jurídicas, cursos, palestras e oficinas. Foram abordados os temas da cacauicultura, tecnologia aplicada, inseminação artificial, pecuária leiteira e hibridismo. As palestras foram sobre o cooperativismo de consumo e o eSocial.
Para fechar essa programação exatamente no Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado em todo primeiro sábado do mês de junho (06/017), foi realizado simultaneamente a celebração do Dia de Cooperar em Altamira, Santarém e Castanhal, com serviços de cidadania, saúde, cultura, esporte e lazer. No dia 08/07, Paragominas realizou pelo 4º ano consecutivo a celebração com a temática de “O Dia da Família no Parque”, em que várias cooperativas e parceiros realizaram um dia especial com atividades lúdicas, passeio ciclístico, serviços de saúde, esporte, lazer, música e dança.
Qualificação
Em julho, também foram destaque a participação do Sistema OCB-PA para no III Seminário de Cooperativismo e Extensão da Amazônia, realizado pelo IFPA Castanhal, XVI Núcleo Nacional de Entidades Integrantes do Sistema “S”, em São Paulo, módulo do Mestrado em Gestão de Empreendimentos Agroalimentares que levou os alunos para Tomé-Açu a fim de vivenciar o Sistema Agroflorestal de produção da Camta e o Capacitacoop, em Brasília.
As cooperativas também aproveitaram para realizar cursos de Primeiras Lições do Cooperativismo, Curso Básico de Cooperativismo, Conselho de Administração, Cobrança Bancária e eSocial.
“Isso demonstra o quanto estamos empenhados em estar presente onde às cooperativas estão e o quanto investimos na qualificação do Sistema. Só com uma equipe qualificada, profissional, é possível ter resultados prósperos e profissionais. É um dever e um investimento nosso nos nossos colaboradores e nas cooperativas deste Estado”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
SERVIÇO: Acesse o documento completo, clique aqui.

Chegou o momento de contabilizar os benefícios que o Dia de Cooperar promove em todo o nosso Estado. Até o próximo dia 14, as cooperativas que realizaram atividades de voluntariado cadastradas ao Dia C devem cadastrar os resultados no site do Dia de Cooperar. No Pará, foram realizadas 5 celebrações. Irituia, na região nordeste do Estado, abriu a temporada no dia 28 de junho. Castanhal, Santarém e Altamira realizaram simultaneamente no dia 06 de julho e Paragominas no último dia 07. No total, mais de 9 mil pessoas foram beneficiadas nesses eventos.
A celebração do Dia de Cooperar, ou simplesmente Dia C, como também é conhecido, visa estimular ações de voluntariado promovidas pelas próprias cooperativas nas comunidades em que estão inseridas. É uma forma de por em prática o 7º princípio cooperativista que trata sobre o interesse pela comunidade.
“É impossível pensar em uma cooperativa sem pensar na comunidade. A própria essência do cooperativismo está diretamente ligado ao bem-estar social. Por se tratar de um coletivo de pessoas unidas em prol de um mesmo empreendimento, um mesmo foco de negócio e objetivo, a comunidade já começa pelas famílias desse cooperado, pelo local onde moram e se localiza o empreendimento cooperativista. Nesses locais, os cooperados vivenciam as dificuldades e necessidades, que – por vezes – com ações simples podem ser sanadas. Esse é o objetivo do Dia de Cooperar”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB-PA.
Celebrações
Em Irituia, as cooperativas expuseram a produção em uma Feira da Agricultura Familiar, apresentando o que há de melhor na produção rural. “O Dia C representa muito. É importante para mostrar que estamos unidos e para nos apresentarmos ao município. Fomos acostumados a trabalhar individualmente, mas apenas cooperando que poderemos promover o desenvolvimento regional”, afirmou Zezinho Santos, presidente da COAPEMI.
Em Castanhal, Santarém e Altamira, o Dia de Cooperar levou serviços de cidadania, saúde, cultura, esporte e lazer. Em Paragominas, pelo 4º ano consecutivo a celebração teve o tema “O Dia da Família no Parque”, em que várias cooperativas e parceiros realizaram um dia especial com atividades lúdicas para toda a garotada, passeio ciclístico, serviços de saúde, esporte, lazer, música e dança.
Cada cooperativa que cadastrou a iniciativa no site do Dia de Cooperar deve, nessa etapa, acrescentar os resultados das ações planejadas, inserir o número de pessoas assistidas, seguindo cada passo do sistema. “O processo é bem simples, basta responder ao questionário que a plataforma do site irá contabilizar os dados. As celebrações municipais são importantíssimas, mas as iniciativas das cooperativas de forma contínua junto à comunidade são fundamentais”, enfatiza Diego Andrade, coordenador estadual do Dia de Cooperar Pará.
Serviço: As cooperativas devem enviar os resultados das ações do Dia de Cooperar no site diac.somoscooperativismo.coop.br. Dúvidas ou mais informações: (91) 3226-4140

A Estação das Docas, centro da capital paraense, será o palco onde a SICOOB Transamazônica apresentará seu ousado plano de negócios para todo o Estado. Na próxima sexta (02), a cooperativa promove programação em parceria com a Citropar cujo objetivo também é empossar a diretoria executiva e seus conselheiros. Já o grupo empresarial fará o lançamento da safra 2019/2020 do polo da citricultura no Pará. Fechando o evento, os cantores Sérgio Reis e Renato Teixeira farão apresentação musical.
Estão sendo convidados senadores, deputados federais e estaduais, secretários de Estado e o próprio govenador, além de lideranças empresariais e de instituições públicas estratégicas. A intenção é fazer um movimento com as autoridades estaduais para mostrar as oportunidades do cooperativismo financeiro e como pode contribuir para o desenvolvimento do Estado.
Uma das grandes novidades é o lançamento do mote “Rumo ao Primeiro Bilhão”, referente ao crescimento em número de ativos totais que a Sicoob Transamazônica planeja alcançar ainda no período do mandato dos conselheiros que serão empossados na ocasião.
A projeção é torná-la em breve a maior cooperativa do Estado. Atualmente, são R$ 60 milhões em ativos com uma média de crescimento mensal de 10%, mesmo percentual para a expansão da carteira de crédito e do volume de recursos administrados.
“Se continuarmos nesse ritmo, muito em breve, creio que ainda nos próximos meses, deveremos alcançar 100 milhões em ativos e superar algumas das maiores cooperativas financeiras no Estado. Isso com apenas quatro anos de constituição. Temos condições de fazer um crescimento ainda maior com a expansão para todos os municípios paraenses”, explicou o presidente do conselho de administração da SICOOB Transamazônica, Antônio Henrique Gripp.
A SICOOB Transamazônica atuava em 13 municípios no regime de livre admissão. Com os números de crescimento experimentado em apenas 4 anos de constituição, a Central SICOOB Unicoob, responsável pela organização das singulares do Sistema no Pará, liberou o acesso da cooperativa às demais cidades. O raio de atuação será ampliado, beneficiando os 144 municípios pertencentes ao Estado.
SAFRA 2019/2020
O Grupo Citropar é um dos parceiros estratégicos da SICOOB Transamazônica, que tem investido expressivamente no apoio aos produtores rurais do Estado. Na ocasião, a Citropar mostrará o seu potencial na produção de citros. Constituído há mais de 25 anos, o grupo empresarial instalou a primeira fábrica de suco de laranja concentrado da Região Norte, com capacidade para produzir 80 mil toneladas durante a safra e 60 toneladas de suco concentrado ao dia, números que devem dobrar em 2020.
“A chegada da Zampa Agroindustrial gerou diversas oportunidades de emprego para Capitão Poço, assim como a possibilidade de valorização da laranja, agregando valor para a região com a verticalização do produto, antes fornecido apenas in natura. Queremos ampliar essa expressividade socioeconômica, garantindo o desenvolvimento sustentável do Norte e Nordeste brasileiro”, afirmou o proprietário da Citropar e conselheiro da SICOOB Transamazônica, Júnior Zamperlini.

Uma cidade mais limpa e ambientalmente responsável depende da cooperação de todos: Estado, entidades civis organizadas e, claro, a população. A CONCAVES está fazendo essa integração, ampliando a participação da comunidade no processo de coleta seletiva. Cada munícipe pode agendar o dia de sua coleta entrando em contato com a cooperativa. Participe e faça sua parte para uma Belém melhor!
A CONCAVES recebe materiais recicláveis como plástico, papel, metal, eletrônicos e móveis. Também é possível deixar o material na sede da cooperativa, localizada ao lado do Novo Porto da Balsa do Arapari, entre Quintino e Roberto Camelier.
Após o encerramento das atividades do lixão do Aurá, a Prefeitura de Belém fortaleceu o vínculo com os catadores vinculados a singulares de reciclagem. A Concaves e mais 10 cooperativas apoiadas coletam mais de 270 toneladas por mês. Além do recolhimento regular, os moradores da Região agora também podem separar o lixo reciclável do orgânico e destiná-lo corretamente em um dos 30 ecopontos espalhados pela cidade e distritos.
Nos últimos anos, o volume de produtos coletados aumentou, já que além da coleta na porta da casa dos moradores a retirada passou a ser feita também em supermercados, lojas, grandes geradores e edifícios. Dois galpões para triagem desses materiais auxiliam as cooperativas de catadores, que também recebem suporte logístico e administrativo. O dinheiro da venda desses produtos é repassado para os catadores organizados em cooperativas.
“Parabenizamos o trabalho feito pela CONCAVES. Acompanhamos desde o início a evolução dos catadores, fazendo articulação política para que hoje tivéssemos melhores condições para os cooperados realizarem a catação, contribuindo para a saúde e limpeza da nossa cidade. Todos nós precisamos vestir essa camisa”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Confira os locais para entrega voluntária de recicláveis:
Travessa Mauriti, esquina da avenida Marques de Herval.
Bosque Rodrigues Alves, na avenida Almirante Barroso.
Avenida Arthur Bernardes, próximo à igreja do Perpétuo Socorro.
Feira da Bandeira Branca, na avenida Almirante Barroso com a avenida Dr. Freitas, com dois pontos de entrega.
Feira da 25, na avenida Romulo Maiorana com rua Antônio Baena.
Icoaraci, na rua Manoel Barata.
Igreja Quadrangular, na travessa Timbó, entre avenidas Marquês de Herval e Pedro Miranda.
Mosqueiro, com três pontos de entrega: no Carramanchão, no Murubira e na praça Matriz, na Vila.
Outeiro, com dois pontos de entrega: praia Grande e Escola Bosque.
Praça Alberto Ramos, na avenida Rodolfo Chermont, Marambaia.
Praça Amazonas, avenida 16 de Novembro, Cidade Velha.
Praça Batista Campos, avenida Padre Eutíquio, com três pontos de entrega.
Praça Benedito Monteiro, avenida Barão de Igarapé-Miri.
Praça Brasil, avenida Jerônimo Pimentel, Umarizal.
Praça da Bandeira, rua João Diogo, Reduto.
Praça da República, avenida Assis de Vasconcelos, Reduto, com três pontos de entrega.
Praça do Jaú, avenida Senador Lemos, Sacramenta.
Residencial Viver Primavera, rodovia do Tapanã.
Praça Dom Pedro II, avenida Portugal, Cidade Velha.
Praça Felipe Patroni, rua Coronel Fontoura, Cidade Velha.
Praça Floriano Peixoto, em frente ao Mercado de São Brás.
Praça do Marex, na avenida Júlio César.
Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), na avenida Almirante Barroso.

Boas ideias e pessoas unidas em um mesmo objetivo. Essa é a receita para construir empreendimentos que transformem a realidade social. Excelentes soluções foram discutidas hoje no I Painel dos Aprendizes Cooperativos da Unimed Belém. Como encerramento do primeiro módulo “Cooperativismo”, os alunos apresentaram projetos inovadores nos segmentos da educação, saúde, infraestrutura, especial e produção.
O módulo trabalhou os princípios básicos do cooperativismo e as diretrizes de organização social dentro de um empreendimento cooperativo. No trabalho final, dividiu-se a turma em cinco equipes que criaram singulares fictícias. A finalidade era incentivá-los a pesquisar e conhecer os segmentos econômicos presentes no Estado, propondo soluções que possam contribuir com o seu desenvolvimento. O tema do painel foi "Jovens Conectados".
O primeiro grupo apresentou um projeto de cooperativa no ramo saúde. A singular Noronha reuniria médicos com o objetivo de combater desigualdades e facilitar o acesso da população de baixa renda a um serviço de qualidade. Seria uma alternativa frente às precárias condições da saúde pública e aos elevados custos da particular.

A ideia do segundo grupo era trabalhar com a reinserção de adolescentes em conflito com a lei. Através da cooperativa SociCoop, os menores teriam formação profissional a partir de aulas com as disciplinas básicas e, posteriormente, com ensino técnico profissionalizante na área da informática.
“Os cooperados entrariam no mercado de trabalho realizando a manutenção de computadores, dividindo a renda também para custear as despesas da singular. Seria um caminho após o cumprimento da medida socioeducativa e uma forma de reduzir a criminalidade”, afirmou o aprendiz e presidente da SociCoop, Daniel Lima.

O terceiro grupo apresentou o projeto voltado para o ramo infraestrutura. A Infracoop trabalharia com a geração de energia elétrica captada através do modelo fotovoltaico. A novidade seria a acessibilidade com preço reduzido para comunidades mais distantes e que não possuem os serviços de eletricidade, como as populações ribeirinhas.
“Nosso objetivo seria levar energia 100% limpa para lugares em que o poder público não consegue chegar. Iríamos abranger milhares de pessoas que precisam desses serviços. Creio que é algo possível, até porque temos uma iniciativa em Paragominas que está dando certo”, reiterou a aprendiz e presidente da Infracoop, Rosana Santiago.

Já o quarto grupo propôs a criação de uma cooperativa educacional que tivesse um foco especial para crianças e adolescentes com necessidades especiais. O Centro de Educação e Formação Cooperativista (CEFS) teria uma estrutura adaptada e um modelo pedagógico que facilitasse a aprendizagem de todos, sem distinção.
“Iríamos minimizar as desigualdades enfrentadas por esse grupo, alcançando o máximo de pessoas. Sabemos que muitas escolas se recusam a aceitar quem possui algum tipo de deficiência por saberem que não dispõem da estrutura necessária para recebê-lo. Porém, o cooperativismo é inclusão”, afirmou o aprendiz e presidente da CEFS, Edilson Duarte.

Finalizando as apresentações, o quinto grupo propôs a constituição de uma cooperativa de produção que trabalhasse com o açaí, reunindo produtores rurais e garantindo melhores condições de renda através da verticalização do fruto. A Cooperativa de Açaí do Pará (CAP) também teria o objetivo de capacitar agricultores do interior.

O PROGRAMA
O SESCOOP-PA foi o pioneiro da região Norte a implantar o Aprendiz Cooperativo. O curso possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Ética e Cidadania, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Comunicação e Linguagem, Matemática, Português, Informática e dois módulos específicos de Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.
“O módulo cooperativismo foi muito importante. Com 64 horas de aula, tivemos a oportunidade de passar o que conhecemos e incentivar os jovens. Nosso principal papel é torna-los líderes comunitários que realmente façam a diferença para a comunidade. O 1º Painel foi um sucesso. Com a ajuda dos outros instrutores, poderemos ampliar o projeto para um seminário e até um congresso que reúna todos os aprendizes”, explicou a instrutora do módulo, Karlene Vasconcelos.