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Amargo ou ao leite, diet ou em barra. As cooperativas apresentaram chocolates de vários sabores para todos os gostos no 5º Festival Internacional do Cacau e Chocolate da Amazônia. Os amantes da guloseima tiveram muitas opções para saborear no período de 27 a 30 de setembro, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Pela primeira vez, o Espaço do Cooperativismo promovido pelo Sistema OCB/PA ocupou duas ilhas com stands exclusivos para cooperativas. Participaram a CacauWay, CAMPPAX, COOPOAM, CART, COOPERTUC, D’IRITUIA, COOPRIMA, CASP e CEPOTX.
Com investimento de R$ 1,2 milhão e expectativa de movimentar até R$ 10 milhões em negócios, o evento abrangeu as áreas de gastronomia e turismo e teve como foco a capacitação, tecnologia, economia criativa e negócios. Durante os quatro dias, o evento expôs aos consumidores marcas de chocolate e promoveu debates e cursos com produtores, chefs e pesquisadores sobre a cacauilcutura no país e no Estado, a sustentabilidade da produção, a fabricação de chocolates de origem e o uso do cacau na gastronomia. Cerca de 60 mil pessoas passaram pelo Hangar.
As cooperativas foram um dos destaques, reunindo produtores de Medicilândia, Primavera, Vigia, Tailândia, São Félix do Xingu e Tucumã. A diversificação de produtos, com níveis diferentes de verticalização, chamou a atenção dos visitantes.
Para quem possui complicações cardíacas, por exemplo, a Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (COOPOAM) apresentou uma novidade exclusiva: chocolate produzido a partir de mel de abelha. A criação foi da cooperada Rosa Vronski, que desenvolveu a inovação a partir da solicitação de um cliente que possui 3 pontes de safena. O cacau está auxiliando no tratamento por ser composto de substancias que contribuem com a desobstrução de artérias, retirando o colesterol ruim. Ao invés de açúcar e leite, a base do chocolate é só cacau e mel de abelha.
“O gosto do cacau e do mel fica bem acentuados e é muito bom para quem tem problemas cardíacos. A aceitação dele foi ótima. Fui contatada por médicos de Belo Horizonte que pretendem comprar o chocolate de mel de abelha e incluir nos tratamentos. Ficamos muito felizes com a notícia na expectativa de ampliar a produção para atender toda essa demanda”, explica Rosa Vronski.
Já para quem não possui problemas cardíacos e tenta manter a forma, mas quer se esbaldar no chocolate sem culpa, a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans) apresentou a linha saúde Way. São produtos como chocolate intenso de 70%, linha funcional de chia, linhaça e gergelim, assim como amêndoa de cacau caramelizado e nibis puro. Além da linha fitness, a cooperativa que detém a marca CacauWay expôs as outras variedades de chocolate, todos naturais, sem conservantes ou aromatizantes: barrinha de 50% com tapioca e café, geleia, licores, toda a linha de chocolate desde o 30% a 70%, barrinha artesanal embalada na folha de cacau desidrata, chocolate em pó 50% e 70%, trufas de 13 sabores variados feitas com polpas de frutas naturais.

“Nossas cooperativas representaram muito bem o segmento. Tivemos a Camppax apresentando chocolate produzido com cacau orgânico, assim como castanha-do-Pará e amêndoa do cacau orgânico; A Coopertuc, que já ganhou o prêmio de melhor cacau na edição 2016, além da CART com as famosas castanhas de Caju, a CASP com seus iogurtes naturais e a D’Irituia com hortaliças, frutas e legumes. Queremos ampliar ainda mais o espaço do cooperativismo, estimulando a verticalização para apresentarmos produtos acabados e com maior valor agregado”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
NEGÓCIOS
O 5º Festival ocorreu junto com o 17º Flor Pará, que também teve representante cooperativista. A Cooperativa dos Produtores de Primavera (COOPRIMA) apresentou as flores comestíveis e a famosa cachaça produzida a partir da flor de jambu. Na ocasião, as cooperativas também tiveram espaço para prospectar novos negócios. O total de 40 variedades de produtos da CacauWay chamou a atenção do empresário Péricles Guerreiro, que planeja exportá-los para Portugal.

“Vimos a riqueza apresentada pela cooperativa. Precisamos de políticas públicas para fazer o pequeno produtor empreender. Sou fã da CacauWay e pretendo abrir uma loja em Lisboa com a marca. Já estamos conversando neste sentido, porque acredito no produto. O governo do Estado precisa criar políticas para colocar o cacau no radar do mercado comum europeu. Inclusive, estou organizando a primeira Expo Amazônia em Portugal e já convoquei a cooperativa para expor lá. Se participarem, teremos rodada de negócio e workshop do agronegócio que proporcionarão que as empresa de Portugal comprem produtos em volume alto para exportação. Precisamos trabalhar melhor isso. Cacau e Açaí são as bolas da vez”, comentou o empresário.

Exposição da CASP

CEPOTX também foi um dos expositores


O Norte é a região do Brasil que possui maior espaço para crescimento das cooperativas de crédito, segundo análise feita pela Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV). Neste contexto, o cooperativismo financeiro precisa articular estratégias de inovação e tecnologia para ampliar seu reconhecimento de mercado. Alguns meios foram discutidos, na última semana, no 2º Encontro do Ramo Crédito, organizado pelo Sistema OCB/PA em parceria com o Banco Central do Brasil e DGRV. Participaram presidentes, conselheiros e diretores de todas as cooperativas de crédito no Pará.
Como resultado do 1º Encontro, realizado em 2017, o Sistema OCB/PA definiu a temática “Panorama, Diretrizes e Reflexões para as cooperativas financeiras”. O objetivo foi buscar o aprofundamento sobre a regulamentação e novas diretrizes para o trabalho das cooperativas no sistema financeiro. A novidade desta segunda edição foi o formato mais participativo do evento. Foram abordados os temas: Mercado, Inovação, Eficiência, Governança, Regulação e Supervisão.
No primeiro dia, houve as apresentações técnicas das instituições parceiras e, depois, o talk show “Vetores de decisão e eficiência”, com moderação de Silvio Giusti, participantes da plateia e comentários do Banco Central do Brasil. No segundo dia, após a abertura e rodada de nivelamentos, houve discussão participativa com o talk show do Banco Central do Brasil.

“Tivemos as orientações técnicas do que as resoluções do Banco Central determinam. Esse alinhamento faz com que os dirigentes estejam atentos às diretrizes do órgão regulamentador. Também aprofundamos a questão da Governança e das estratégias a serem adotadas para um desempenho de maior destaque no mercado brasileiro e mitigação de riscos diante das operações financeiras. Um dos assuntos muito debatido foi a possível fusão dos sistemas de crédito presentes no país e o aumento ou a diminuição do número de cooperativas financeiras nos próximos 10 anos”, ressaltou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA e coordenador do Encontro, Jamerson Carvalho.
Participaram representantes das cooperativas Credjustra, CredISIS Cooperufpa, Credbem CredISIS, CredISIS Belém, Crednorte, Sicoob Coimppa, Sicoob Cooesa, Sicoob Transamazônica, Sicoob Unidas, Sicredi Belém, Sicredi Carajás e Sicredi Verde. De acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense de 2016, as singulares financeiras possuem R$ 377 milhões de ativos com patrimônio líquido chegando a R$ 121milhões.
“Foi muito importante a participação das cooperativas para o enraizamento do ramo no Estado. No geral, nossa população é pouco financiada. A transamazônica, por exemplo, é uma região na qual os bancos não se interessam em atuar, dado o grau de dificuldade em se manter uma instituição financeira no interior. Apesar disso, representamos mais de 50 % do mercado de crédito em Pacajá com apenas 2 anos de atuação. Isso mostra o quanto o cooperativismo está ajudando em soluções financeiras para a região”, afirmou o presidente da Sicoob Transamazônica e representante do ramo crédito na OCB/PA, Antônio Gripp.

O Encontro está inserido no bloco de capacitação do Projeto OCB/DGRV nas regiões Norte e Nordeste, que teve novamente a destacada participação do Banco Central. São realizadas capacitações para apoiar e fomentar o desenvolvimento das cooperativas de crédito. “Tratamos sobre os norteadores para fazer um grande debate acerca do panorama do setor, pontuando critérios como competitividade e eficiência das cooperativas no mercado financeiro. O ramo experimenta um crescimento significativo em ativos, operações de crédito, empréstimos e depósitos. Está acima da média do mercado, mas os desafios ainda são muitos. Conseguiremos superá-los somente dialogando”, explicou o consultor da DGVR, Silvio Giusti.
Dentro da programação, houve a cerimônia de certificação dos participantes que concluíram o programa Formacred. Com cinco módulos, o curso foi ministrado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e do mercado financeiro, como economia, direito, contabilidade, psicologia e administração. Todos os facilitadores foram qualificados pelo SESCOOP Nacional. O objetivo foi o aprimoramento técnico dos ocupantes de cargos eletivos nas cooperativas. Na ocasião, houve a certificação de 19 concluintes e mais 10 cooperativistas receberam declaração de participante.
“Foi um curso de aprendizagem muito interessante para os dirigentes. Agregamos muito conhecimento, e experiência com outras cooperativas. O Sistema OCB/PA está de parabéns. Esperamos mais cursos para o aprimoramento das diretorias do sistema de crédito cooperativista. A qualificação profissional é uma necessidade constante para a manutenção da competitividade frente ao cenário posto”, enfatizou o concluinte do Formacred e vice-presidente do Sicredi Verde Pará, Tomás Almeida.

Os resultados obtidos pela Unimed Belém no atendimento à população paraense comprovam boas práticas de gestão e governança. Para aprimorá-las, a Cooperativa promoveu workshop em parceria com o Sistema OCB/PA, na última semana. A capacitação foi direcionada para membros da Diretoria Executiva e médicos cooperados, interessados em ampliar conhecimentos na área.
A facilitadora do curso foi a analista de desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), Giulianna Fardini. De acordo com o manual nacional de governança cooperativa da entidade, alguns princípios básicos devem ser observados. O primeiro é a transparência e prestação de contas, informando as partes interessadas para além do que a lei exige e gerando uma relação de confiança entre as pessoas envolvidas no ambiente de negócio.
"Quando a Cooperativa não transparece uma conduta ética e íntegra, a imagem da organização é comprometida e esta perda de confiança se reflete nos resultados. O cliente deixa de consumir, a sociedade deixa de confiar e a credibilidade daquela marca cai. No médio e longo prazo, há prejuízos financeiros. Em um nível crítico pode comprometer a sustentabilidade da organização", explicou Giulianna.
Outros princípios são o tratamento equitativo e justo entre todas as partes envolvidas e, por último, a responsabilidade corporativa. Qualquer organização hoje é responsável pelos efeitos negativos que provoca com a sua atividade e tem o dever de responder por isso, providenciando que sejam minimizados e potencializando os efeitos positivos, devolvendo para sociedade um pouco do que recebe de retorno.
A demanda do Workshop foi levantada pela própria cooperativa, atendendo a um normativo da Unimed Brasil que orienta a qualificação acerca do tema. "Os membros da diretoria precisam ter conhecimento do que é governança cooperativa e estender esse processo educacional para que, de posse desse conhecimento, possam contribuir e facilitar a condução da nossa cooperativa. Por isso, estão participando não somente dirigentes, mas também cooperados que não possuem cargo de direção”, explicou o presidente da Unimed Belém, Wilson Niwa.

Na programação, foi trabalhado o histórico, conceito, princípios e agentes da Governança. Os participantes também assistiram a um filme-documentário para estudo de caso, chamado “Trabalho Interno”. A partir do documentário, foi feito um debate sobre Governança Cooperativa. Posteriormente, discutiu-se sobre os agentes da Governança e suas respectivas atribuições e responsabilidades. No sábado (29), foi feita a avaliação dos aspectos legais da governança da Unimed Belém através de um trabalho em grupo.
"O grande desafio é fazer com que eles possam aplicar as mudanças na prática. Em um segundo momento, em outubro, realizaremos a segunda etapa do workshop que irá justamente demonstrar os resultados estruturados nesse 1º módulo. Queremos mensurar as mudanças geradas no andamento das atividades da cooperativa”, explicou o analista de desenvolvimento e coordenador do workshop, Diego Andrade.

O curso foi estruturado em formato de workshop para que a cooperativa entenda como funciona a governança interna e, partindo desse entendimento, elabore um plano de melhorias. Será estruturado um manual de boas práticas pelos participantes.
De acordo com o presidente da Unimed Belém, a cooperativa está passando por uma mudança cultural, com vistas à qualificação profissional de seus cooperados. “O que faz a empresa ter sucesso são as pessoas. Por isso, sempre foi prioridade da nossa gestão investir nelas, principalmente em capacitação. Iniciamos com uma participação muito pequena dos cooperados e colaboradores, mas, hoje, quando abrimos inscrições para curso, preenchemos rapidamente o número de vagas. Já sentiram que a educação continuada e a capacitação são essenciais para manter e aumentar a produtividade do nosso serviço”, defendeu.

Pela primeira vez, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (Sistema OCB/PA) apresentou Carta Aberta para os candidatos aos poderes executivo e legislativo, lançando as “Propostas do Cooperativismo Paraense”. No documento, a entidade aponta as prioridades para o desenvolvimento do setor no Estado. O evento ocorreu no último dia 26, na sede em Belém, com cerca de 50 cooperativas e candidatos a deputado estadual, federal, senado e duas chapas a governo.
Todos receberam o documento e assumiram o compromisso de regulamentar a Lei Estadual referente ao segmento, atendendo às prioridades reivindicadas. Na abertura, o Presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, fez a apresentação institucional do Sistema OCB/PA e o Superintendente Júnior Serra discorreu sobre o cenário e expressividade das cooperativas no Estado. Já o assessor político/institucional do Sistema, Haelton Costa, apresentou as Propostas.
“No Pará, existem 11 ramos produtivos. Ao longo de aproximadamente cinco décadas de atuação, o cooperativismo paraense chegou a um patamar de considerável expressividade econômica, conseguindo caminhar com autonomia, mas precisamos de um suporte maior do poder público. Acredito que este dia foi um divisor de águas para nossas cooperativas. Agradecemos aos candidatos que respeitaram o Sistema OCB/PA e se comprometeram com a causa cooperativista”, explicou Raiol.
Todos os candidatos ao Governo foram convidados. Participaram o candidato Fernando Carneiro (PSOL) e o candidato a vice-governador na chapa de Helder Barbalho, Lúcio Vale (MDB). Ao Senado, participou a candidata Úrsula Vidal (Rede) e, a deputado federal, o assessor do candidato Olival Marques, Júnior Rodrigues. Os candidatos às vagas da assembleia legislativa estadual foram: Professor Eduardo Costa (PPS), Marcela Tolentino (Solidariedade), Alexandre Von (PSDB), Etevaldo Arantes (PHS) e Valdemar Comaspa (Solidariedade).
A Agenda Política foi construída a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado. Foram elencadas as necessidades de cada ramo específico e sete prioridades gerais do setor. Cada um teve espaço de fala e todos se comprometeram a atender as solicitações das cooperativas, assinando à Carta Aberta.
POSICIONAMENTOS
FERNANDO CARNEIRO:
“Queremos inverter o modelo de desenvolvimento prioridade geração de emprego e renda através do cooperativismo”.

LÚCIO VALE:
“A Lei já existe e não foi regulamentada até agora. Iremos levar as prioridades ao Helder e, sem dúvida, nos comprometemos com esta causa”.

ÚRSULA VIDAL:
“O cooperativismo é uma das ideias mais inteligentes desse mundo moderno. Acredito porque vi e sei que dá certo. É um sol que pode iluminar nosso caminho”.

MARCELA TOLENTINO:
“Os números do cooperativismo não se discutem. Provam o quanto movimenta e que as cooperativas estão dando certo”.
PROFESSOR EDUARDO COSTA:
“O cooperativismo deve ser prioridade nas políticas públicas. Falo isso há muito tempo e já é meu compromisso”.
ALEXANDRE VON:
“Com a confiança de todas as cooperativas, quero continuar defendendo nossos interesses, como candidato estadual do cooperativismo”.
Assessor de Olival Marques, Junior Rodrigues:
“Desde que começamos a jornada na política, assumimos o compromisso de buscar a cooperação.
Nos responsabilizamos pela regulamentação do cooperativismo e de cada cooperativa do nosso Estado”.
ETEVALDO ARANTES:
“Assumo compromisso e vou acrescentar mais necessidades das cooperativas de mineração, como alguém que tem conhecimento de causa”.
VALDEMAR da Comaspa:
“Meu slogan é a força do cooperativismo baseado em mais de 20 anos que atuo no cooperativismo. Coloquei meu nome à disposição puxado pelas próprias cooperativas pelas inúmeras tentativas de suprimir os nossos direitos”.

Serviço:
A Carta Aberta e as Propostas do Cooperativismo Paraense estão disponíveis no paracooperativo.coop.br

Em um país de superlotação e péssimas condições carcerárias, encontrar jardins floridos e mulheres empreendendo através do cooperativismo parece ser improvável em um presídio, mas a Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) é uma realidade. O projeto chamou a atenção da unidade estadual do Sistema OCB em Tocantins, que visitou a sede da cooperativa nesta semana. A intenção é replicar o mesmo formato em um dos presídios do Estado.
A Coostafe é uma iniciativa da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) em parceria com o Sistema OCB/PA. É a primeira cooperativa do Brasil formada exclusivamente por mulheres presas. Em cinco anos de constituição, não há nenhum caso de reincidência. Além da Coostafe, outros projetos sociais são articulados na unidade prisional, como Educação de Jovens e Adultos (EJA), panificação, aulas de jardinagem, eletricista, instalação elétrica e curso de pedreiro.
Visitaram o Centro de Recuperação Feminino a superintendente do Sistema OCB/TO, Maria Andrade e o analista de desenvolvimento de cooperativas, Rogério Dias. “Nosso propósito é conhecer projetos que dão certo. Tivemos notícias da forma como a Coostafe foi constituída e vimos que se trata de uma tecnologia sociológica que precisa ser espalhada por todo o Brasil. Esperava ver uma ação isolada, mas a quantidade de projetos desenvolvidos me impressionou. Está tudo muito enraizado na cultura organizacional de todos os servidores, em virtude do trabalho realizado especialmente pela diretora Carmem Botelho. Só vontade não basta para um projeto dessa magnitude ter sucesso. É preciso ter a mesma atitude”, afirmou a superintendente.

Toda a produção da cooperativa é comercializada aos domingos em feiras de artesanato em Ananindeua, na Praça da Bíblia, e em Belém, na Praça da República. Nas feirinhas é possível comprar acessórios, como chinelos e chaveiros, peças de vestiário, além de vasos, bonecas de pano, panos de prato, tapetes e canetas personalizadas, entre outros. A renda adquirida com o comércio é dividida em três partes: pagamentos, compra de material e remuneração compartilhada.
“Fomos procurados pela diretoria de um Centro Penitenciário no Tocantins interessada em constituir uma cooperativa do ramo e, agora, já temos informações para subsidiar nosso trabalho. Construiremos um plano de trabalho em conjunto para traçar os próximos passos. Também convidaremos representantes do Sistema OCB/PA e da penitenciária para expor a experiência e nos auxiliar neste processo”, completou Maria Andrade.


O atendimento às atribuições legais, normativas e estatutárias são requisitos essenciais aos gestores das cooperativas financeiras que, no Pará, concluíram programa específico. A turma organizada pelo Sistema OCB/PA participou do último Módulo do Programa FORMACRED na última semana. Os concluintes receberão os certificados emitidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP) no II Encontro das Cooperativas do Ramo Crédito 2018, que ocorrerá na próxima semana, durante os dias 27 e 28 no Banco Central do Brasil (BACEN).
O Programa FORMACRED é uma iniciativa do SESCOOP Nacional que foi apresentado no Encontro do Ramo Crédito em 2017. As cooperativas paraenses aderiram, tornando o Pará um dos Estados pioneiros do Norte nesta formação específica. O curso foi ministrado por profissionais de diversas áreas de conhecimento e do mercado financeiro, como da economia, direito, contabilidade, psicologia e administração, e todos os facilitadores foram qualificados pelo SESCOOP Nacional. Participaram do Programa FORMACRED as Cooperativas SICOOB Unidas, SICOOB Coimppa, SICOOB Cooesa, SICOOB Credijustra, SICREDI Verde Pará, SICREDI Belém e COOPERUFPA.
Com cinco módulos, a carga horária do FORMACRED é de 96 horas, sendo trabalhadas abordagens comportamental, legal e organizacional. No último módulo, analisou-se as cooperativas dentro do contexto de negócios e o papel do gestor, seja no conselho de administração, fiscal ou diretoria executiva. O facilitador fez um panorama geral das instituições de crédito do Estado e sua parcela de contribuição dentro do mercado financeiro.
“A formação dos dirigentes é uma exigência para se atuar em um segmento altamente regulamentado, principalmente pelo Banco Central e outros órgãos normativos. Embora existam outros cursos, o programa é específico do sistema cooperativista. O objetivo é fortalecer a gestão para que atendam seus objetivos, possibilitando ao cooperado dirigente usufruir dos benefícios oferecidos”, explicou o Analista de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA e Coordenador do Programa FORMACRED, Jamerson Carvalho.
A intenção é que a formação se torne um Programa a ser aplicado anualmente, possibilitando a qualificação dos outros dirigentes de cooperativas. A capilaridade do Programa já será ampliada em 2019, criando-se pelo menos duas turmas. A informação será repassada no II Encontro das Cooperativas do Crédito para que as cooperativas demandem as inscrições prévias.
“Esse é o nosso pensamento sistêmico, trazendo uma formação em um formato participativo. Não foi apenas uma iniciativa do Sescoop, mas as cooperativas demandaram e deram a sua contribuição. Infelizmente, não foi possível formar os 81 inscritos inicialmente por conta das agendas apertadas dos dirigentes, mas estamos com o planejamento de organizar cursos itinerantes, contemplando as mais diversas regiões do Estado, a partir do formato presencial e semi-presencial”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O lançamento da Agenda Política do Cooperativismo Paraense ocorrerá na próxima quarta (26), a partir das 15h, no auditório do Sistema OCB/PA. Participarão candidatos a cargos públicos nestas eleições e representantes de todos os ramos que, no total, envolvem direta e indiretamente mais de 200mil paraenses em todas as regiões do Pará. Será um momento de deliberação, com espaço de fala para apresentação das demandas das cooperativas e das possíveis propostas dos candidatos.
A Agenda Política do setor evidencia o cenário, potencialidades e principais demandas das singulares na busca pelo desenvolvimento das suas atividades. O objetivo é aprimorar a atuação de deputados estaduais, federais, senadores e, em especial, do governador a ser eleito pelo voto popular com a finalidade de aplicar políticas públicas assertivas, de acordo com as reais necessidades das cooperativas.
No Pará, existem 11 ramos produtivos: Agropecuário, Saúde, Crédito, Educação, Consumo, Trabalho, Mineral, Turismo e Lazer, Infraestrutura, Transporte e Produção. Ao longo de aproximadamente cinco décadas de atuação, o cooperativismo paraense chegou a um patamar de considerável expressividade econômica, conseguindo caminhar com autonomia.
“A perspectiva de futuro é bastante favorável. O agronegócio desponta no nordeste paraense, com o cooperativismo liderando na produção de Paragominas com vistas à verticalização e ampliação para outros nichos de negócio com maior valor agregado. Na região metropolitana, o destaque são as cooperativas do ramo saúde, que geram, no total, mais de 4mil empregos diretos. As cooperativas de crédito são outro destaque, com o diferencial de ter maior capilaridade em municípios onde o sistema financeiro convencional possui dificuldade de alcançar, como a região da Transamazônica”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Agenda Política foi construída a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado. Foram elencadas as necessidades de cada ramo específico e sete prioridades gerais do setor, que são: Ampliação de Diretorias do Cooperativismo para aumentar a atuação das políticas públicas junto à gestão estadual e, consequentemente, obter uma melhor autonomia; Aplicação dos Dispositivos Constitucionais que beneficiam o segmento; Incentivo às Cooperativas de crédito através de provação da lei que garante o direito das cooperativas de crédito de participar do sistema de consignação para servidores ativos e inativos do Pará.
“No ápice da crise, em 2015, o setor manteve determinada estabilidade e obteve o crescimento de 1,65% no número de empregos gerados. Apesar dessa autonomia, as cooperativas compreendem a necessidade de caminhar em sintonia com o poder público. Se os setores público e privado seguem a mesma direção de contribuir para o crescimento da economia do Estado, gerando um desenvolvimento integrado a todos os paraenses, a cooperação destes esforços fará com que os resultados sejam obtidos com maior facilidade”, enfatiza Raiol.
Outras prioridades são promover diferimento de impostos e taxas, tais como SEMMA, ARCON, ITERPA, JUCEPA, DETRAN, SESPA, AUTARQUIAS, IDEFLOR, relativos à administração direta e indireta do Estado e regular o funcionamento, por ser empresa social, sem fins lucrativos. Disponibilizar por meio de políticas públicas linhas de crédito específicas para as cooperativas; Promover tratamento diferenciado na análise e concessão de autorização; Por meio de Políticas Públicas de incentivo promover o fortalecimento da organização e a profissionalização das cooperativas agropecuárias, similar ao Plano Safra, só que para as cooperativas; Aprovação da lei que garante o direito das cooperativas de crédito de participar do sistema de consignação para servidores ativos e inativos do Pará.
“Somos um segmento econômico que não para de crescer. Portanto, o cooperativismo deve ter espaço destacável nos planos de Governo dos candidatos com propostas que realmente atendam às necessidades das cooperativas. O Sistema OCB/PA também assume o compromisso de participar ativamente da construção deste ciclo de políticas públicas, estabelecendo prioridades e estando aberto ao diálogo, independentemente de bandeiras partidárias. Contamos com o seu apoio para a construção de um Pará maior e cada vez mais cooperativo”, conclui o presidente.
Serviço: O documento completo pode ser acessado no site paracooperativo.coop.br

Oferecendo serviços diferenciados e vantagens financeiras, o Sebrae/PA preparou uma programação especial para os micro e pequenos empreendedores do Estado na qual as cooperativas foram um dos destaques como opção de crédito. A Semana do Cliente, que ocorre até amanhã (15), teve a participação das singulares Sicredi Belém, Sicoob Cooesa, Sicoob Unidas e Sicoob Coimppa. Foi realizada uma rodada específica de cooperativismo, promovida pela gerência de carteiras do Sebrae com o apoio do Sistema OCB/PA.
O objetivo do evento foi atrair pessoas que já estão ligadas a cooperativas e, principalmente, interessadas em conhecer o segmento. A finalidade é impulsionar novos cooperados e novos negócios. Neste sentido, foram selecionadas singulares que operam com carteiras que atendam tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
“O Sebrae/PA desenvolveu uma semana direcionada para a consolidação do relacionamento das instituições com o cliente, na proposta de assegurar e criar fidelização. Foi uma ótima oportunidade para o cooperativismo, já que muitas dessas pessoas não possuem o conhecimento do potencial que a modalidade de negócio pode agregar, em especial no acesso ao crédito e no retorno aos associados. Por isso, criou-se a temática específica sobre cooperativismo”, explicou o gerente de desenvolvimento de cooperativas, Vanderlande Rodrigues.
Durante a programação, também foram realizados diagnósticos empresariais, atendimentos de outras instituições financeiras para tratar de linhas de créditos, aconselhamento financeiro e em marketing e vendas e palestras, como a sobre 'como se tornar um microempreendedor individual', formação de preço de venda, como criar site, construir loja virtual, vender por meio do comércio eletrônico, controlar fluxo de caixa, rotulagem de alimentos. Alguns serviços tiveram desconto de até 80%.
Na rodada específica de cooperativismo, ocorreram palestras e dinâmica corpo-a-corpo. Os visitantes foram conduzidos pelo Sebrae/PA em cada estande das cooperativas, onde apresentou-se o cooperativismo, seus benefícios e diferenciais em relação às demais instituições.
“De acordo com planejamento do Sistema OCB, vislumbramos a evolução do número de cooperados sem necessariamente a criação de mais cooperativas. Sem dúvida, eventos como este contribuem para ampliar o alcance do cooperativismo e atrair novos associados, atendendo não somente a expectativa da cooperativa de estar se correlacionando com possíveis cooperados, mas agregando para o sistema como um todo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Atuando em segmentos variados como fabricação de conservas, coleta seletiva, autoescola, serviços gerais e manutenção, as cooperativas de trabalho devem ser contempladas em editais públicos. Essa é uma das reivindicações da Agenda Política do Cooperativismo Paraense, assim como a ampliação de relações institucionais com entidades fiscalizadoras e regulamentadoras do ramo.

Confira nossas propostas: goo.gl/14bHf1
#Eleições2018
#AgendadoCooperativismo

Entre 200 expositores de 20 países, a Cooperativa de Primavera (Cooprima) é a representante do cooperativismo na Feira do Artesanato Mundial (FAM), que segue até o próximo domingo (16) no Hangar, em Belém. A grande novidade é a linha de cosméticos fabricada a partir de ervas medicinais cultivadas e beneficiadas pelos próprios cooperados. Os produtos expostos são sabonete íntimo, protetor solar e sabonete facial, além da tradicional cachaça de jambu, óleo de coco, óleo de andiroba, composto de copaíba, cabacinha e andiroba, licor de frutas e licor de tucupi.
A linha de cosméticos “Ervas da Amazônia”, carro chefe da exposição na FAM, leva aroeira, verônica, barbatimão e jucá. A cooperativa decidiu ingressar no novo segmento após network viabilizado pela Feira Pará+30, que também contou com a participação das cooperativas paraenses. Na ocasião, os cooperados receberam orientações de como usar as ervas medicinais e, partir de então, iniciaram o desenvolvimento artesanal dos produtos.
“É nossa primeira experiência de apresentação da linha que já teve uma ótima aceitação pelo mercado. Alguns profissionais de Estética fizeram o teste e aprovaram. Estamos quase acabando o estoque e ainda conseguimos fechar contrato com duas revendedoras esteticistas, uma de Natal e outra do Pará. Isso prova que estamos no caminho certo”, explicou a presidente da COOPRIMA, Joelma Nunes.
A cooperativa recebeu proposta de parceria com o laboratório Fiocruz para desenvolvimento dos produtos. Os cooperados também já vislumbram parceria com a SEAD, que deve lançar no próximo ano a DAP fito, que dará a oportunidade para o produtor ter uma linha de financiamento de R$18mil. O objetivo é investir em um minilaboratório para elaborar produtos dentro do padrão exigido pelo mercado, com certificações e selos.
“Estamos disponíveis para auxiliar a COOPRIMA e demais cooperativas atuantes neste segmento, tanto ampliando a rede de relacionamentos estratégicos para o aperfeiçoamento da atividade, quanto na abertura de horizontes comerciais. As Feiras e Festivais têm atraído bons resultados, gerando repercussões comerciais expressivas”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A agropecuária é um dos pilares da economia paraense e o cooperativismo pode ser, sim, uma alternativa para fortalecimento dos produtores. As prioridades do ramo são a profissionalização das cooperativas, através de Políticas Públicas de incentivo similares ao Plano Safra, assim como a criação de lei que permita tratamento igualitário ou diferenciado para contratação de singulares locais.

Confira nossas propostas na Agenda Política do Cooperativismo Paraense:goo.gl/14bHf1
Com mais de 22mil cooperados, o ramo mineral carece de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento dos garimpeiros. Uma das propostas da Agenda Política é o tratamento diferenciado às cooperativas nos
processos de concessão de lavras e licenciamento ambiental. O alinhamento de impostos e taxas também é outra medida.

Confira nossas propostas na Agenda Política do Cooperativismo Paraense: goo.gl/14bHf1

Agricultores familiares de São Félix do Xingu estão comemorando a venda para o mercado paulista do primeiro lote de chocolate orgânico em barra. O lote de chocolates finos é fruto do trabalho de 43 associados à Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax) e será vendido na rede da Casas Santa Luzia e nas lojas da marca AMMA. A empresa atua no segmento de chocolates orgânicos e valoriza as características regionais.
A produção dos cooperados é baseada em práticas agroecológicas e no princípio de conservação da floresta, com geração de renda e melhoria da condição de vida dos produtores. Ao todo, foram oito anos de aperfeiçoamento de práticas sustentáveis. O trabalho foi feito a partir da realização de diversas oficinas, intercâmbios com produtores da Bahia, seminários para o aprimoramento das técnicas de poda, secagem, fermentação e enxerto, como explica o engenheiro florestal Marcos Fróes, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que dá apoio à Camppax.
“Em quatro anos, as amêndoas do grupo foram avaliadas como tendo qualidade para a produção de chocolates finos. No ano passado, esses agricultores conquistaram a certificação orgânica e agora comemoram a entrada de seu produto em um dos maiores mercados consumidores do país”, diz Marcos.
De acordo com o gerente da Camppax, Ilson Martins, a indústria paga 70% mais do que o preço de mercado pelo produto feito em São Félix do Xingu, o que despertou o interesse de outros produtores para práticas sustentáveis. A Camppax ainda produz cacau em pó e negocia a possibilidade de colocá-lo na merenda escolar da cidade paraense.

Alcançando mais de 200mil paraenses, entre cooperados, empregados e beneficiados, o cooperativismo deve ser pauta destacável nos projetos de governo dos pleiteantes a cargos públicos nestas eleições. Para apresentar este cenário, o Sistema OCB/PA elaborou Agenda Política com as sete prioridades das cooperativas. O documento foi construído a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado.
O lançamento oficial ocorrerá até o final deste mês, marcando a entrega da Agenda para toda a sociedade paraense. Ao longo da campanha eleitoral, a diretoria do Sistema OCB/PA fará a entrega do documento físico para os candidatos a governador do Estado, estando também disponível para diálogo com os candidatos a senador, deputado federal e estadual.
As prioridades são: Aplicação dos Dispositivos Constitucionais que beneficiam o segmento; Aprovação da lei que garante o direito das cooperativas de crédito de participar do sistema de consignação para servidores ativos e inativos do Pará; Promover diferimento de impostos e taxas; Disponibilizar, por meio de políticas públicas, linhas de crédito específicas para as cooperativas; Promover tratamento diferenciado na análise e concessão de autorização das cooperativas de transporte; Promover o fortalecimento da organização e a profissionalização das cooperativas agropecuárias.
“Em meio À crise econômica que assolou o país, as cooperativas demonstraram a sua força na geração de trabalho, emprego e renda. Somos um segmento econômico que não para de crescer. Portanto, os nossos representantes estaduais e federais devem estar atentos às nossas potencialidades e necessidades. O Sistema OCB/PA também assume o compromisso de participar ativamente da construção deste ciclo de políticas públicas, estabelecendo prioridades e estando aberto ao diálogo, independentemente de bandeiras partidárias”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Acesse o documento completo: https://drive.google.com/file/d/19CQW8w5MNAKiUlvQNauQP-UIrglXtwxT/view

A declaração da independência trouxe inúmeros benefícios democráticos ao Brasil, mas a manutenção destes apenas se torna possível quando os valores inerentes ao cooperativismo forem uma realidade social. Crianças e adolescentes de diversas regiões do Estado já começam a compreender tal necessidade. Levantando a bandeira da cooperação, escolas públicas de Santa Izabel, a Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) e o Colégio Batista de Santarém promoveram desfiles cívicos em alusão à data comemorativa.
Em Santa Izabel, as escolas tiveram o apoio do Instituto SICOOB, das cooperativas pertencentes ao Sistema SICOOB que apoiam a execução do COOPERJOVEM e do SESCOOP/PA. As crianças carregaram diversas faixas com frases de incentivo à cultura da cooperação. Em Castanhal, o destaque foi o tema “Escola e Família educando com Arte e Cooperação”. Já em Santarém, o Colégio Batista deu destaque a um ato de patriotismo através de homenagem às Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), reconhecendo essas Instituições a sua importância pela a defesa e soberania do Brasil.

“Ver crianças defendendo o cooperativismo é muito gratificante. São horizontes de esperança que se abrem em todo o Estado, à medida que conseguimos plantar uma semente de cooperação a ser colhida a curto, médio e longo prazo. Esses jovens não são apenas o futuro da nação. Ao contribuírem com a difusão desses princípios, despertam nossa sociedade, hoje, para o dever de lutar por um mundo melhor e mais cooperativo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Empatia, postura e eficiência são algumas das características que diferenciam simples motoristas e condutores de pessoas. Os associados à Federação das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (Fecootranspará) assimilaram todos esses princípios para o aprimoramento e profissionalização das suas atividades, recebendo certificação obrigatória ao segmento. A primeira turma do Curso de Condutor de Passageiros foi finalizada, no último mês, através da parceria entre o Sistema OCB/PA e Centro Amazônico de Ensino Profissionalizante (CAEP). Nesta quarta (05), os 28 cooperados concluintes receberam os certificados na Casa do Cooperativismo.
Cerca de 65% das cooperativas de transporte do Estado operam com a condução coletiva de passageiros, o que demanda qualificação para um serviço eficiente e seguro. Tal necessidade foi regulamentada na resolução 168 do CONTRAN, através da qual o motorista é obrigado a ter o curso específico de condução. Em articulação com o Centro Amazônico de Ensino Profissionalizante (CAEP), o Sistema OCB/PA negociou desconto de 50% para a capacitação de todas as singulares registradas.
A Carga horária do curso é de 50 horas. No conteúdo programático, foram trabalhados quatro módulos com os temas: legislação de trânsito específica, direção defensiva, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente e convívio social e relacionamento interpessoal.
“Foi um curso muito importante para as nossas cooperativas. Agradecemos à OCB/PA por proporcionar essa oportunidade, dando-nos todo o suporte necessário para que se tornasse realidade. É um passo fundamental, pois credencia nossos cooperados a atuarem dentro da legalidade, buscando sempre o aperfeiçoamento”, afirmou o presidente da Fecootranspará e da cooperativa Cootransalt-Tur, Clemente Monteiro.
A intenção, de acordo com Clemente, é ampliar o número de associados capacitados. Nesta primeira turma, participaram ntrês singulares: COOPTRANSALTO de Outeiro, COOTRANSALT TUR e COTRACBEL de Icoaraci. “Grande parte dos cooperados também já foram qualificados pela parceria anterior com o SEST-SENAT. Os demais que faltam, como os de Mosqueiro, organizaremos outra turma com a OCB/PA. O resultado está sendo tão positivo que há mais procura até de cobradores que querem fazer a capacitação específica. Precisamos nivelar esse conhecimento”, conclui o presidente.
Todas as cooperativas de transporte, seja alternativo ou intermunicipal, com capacidade superior a sete passageiros são obrigadas a participar. O profissional não habilitado com as informações na carteira de motorista, se for fiscalizado por qualquer órgão regulador, sofrerá multa por desenvolver a atividade sem ter o treinamento exigido por norma. “Trabalhar na legalidade é uma obrigação cumprida pelo cooperativismo paraense. Somente assim, conseguiremos levar o ramo transporte a novos patamares de desenvolvimento socioeconômico. Creio que estamos no caminho certo”, comenta o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Ampliando o portfólio de produtos financeiros para os seus associados, a cooperativa Sicoob Cooesa iniciou operações de exportação e importação. Já foram fechados contratos no segmento de gêneros alimentícios no primeiro mês de atuação, sendo oferecidas vantagens diferenciadas em relação às instituições convencionais e comodidade no fechamento do contrato de câmbio.
Os contratos foram fechados na modalidade de Câmbio Pronto de Exportação, permitindo o recebimento do pagamento antecipado de vendas por exportação. O adiantamento é liberado após o embarque da mercadoria, a partir da emissão de uma ordem de pagamento feita pelo importador.
“Foram as nossas primeiras operações, abrindo uma porta e conseguimos nos antecipar para que nossos associados, sejam empresas ou cooperativas, tenham um canal aberto para a exportação, fomentando o fortalecimento da economia no Pará. Várias empresas já estão se habilitando para poder operacionalizar conosco, o que mostra a grandeza desse mercado. Estamos à disposição para concorrer nesse segmento com soluções diferenciadas”, enfatizou a presidente da cooperativa, Francisca Uchôa.
Ao solicitar o crédito, o associado é credenciado pela cooperativa na Gerência de Cambio da Central Sicoob Unicoob. A Gerência faz a intermediação direta com o exportador ou despachante habilitado para realizar o fechamento e o crédito entra na conta do associado, de forma bastante simplificada. Um dos diferenciais é o custo reduzido para o exportador.
“Além das tarifas convencionais inerentes à operação, a taxa de corretagem, que é cobrada pelo fechamento do câmbio, representa um terço em relação ao que as instituições financeiras cobram. Isso representa uma economia significativa para os nossos associados. Oferecemos todo o suporte de forma que ele se sinta tranquilo com as melhores condições do processo”, explicou o gerente regional do Sicoob Cooesa, Joselito Tsunemitsu.
Mercado
O Pará teve um crescimento de 30% nas exportações efetuadas em 2017, com destaque para a mineração e o agronegócio. O valor total nessas operações foi de R$14, 4 bilhões de dólares. “A solução apresentada pela Sicoob Cooesa é uma notícia extraordinária, não apenas para as cooperativas de crédito, mas para as dos demais ramos. O setor vive um momento ímpar de expansão dos horizontes comerciais e o crédito é uma necessidade evidente para viabilizar todas essas pretensões. Agora, todos estes segmentos podem contar com mais essa facilidade no cooperativismo de crédito”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

De acordo com o Diagnóstico do Cooperativismo Paraense de 2016, as singulares financeiras possuem R$ 377 milhões de ativos com patrimônio líquido chegando a R$ 121milhões. Os números apontam perspectivas de futuro que serão discutidas no 2º Encontro do Ramo Crédito durante os dias 27 e 28 de setembro. “Panorama, Diretrizes e Reflexões nas cooperativas financeiras” é o tema da programação promovida pelo Sistema OCB/PA em parceria com o Banco Central do Brasil e Confederação das Cooperativas Alemãs (DGRV). As inscrições podem ser feitas no e-mail:
A novidade desta segunda edição é o formato mais participativo do evento. Serão abordados os temas: Mercado, Inovação, Eficiência, Governança, Regulação e Supervisão. No primeiro dia, haverá as apresentações técnicas das instituições parceiras e, depois, o talk show “Vetores de decisão e Eficiência”, com moderação de Silvio Giusti, participantes da plateia e comentários do Banco Central do Brasil. No segundo dia, após a abertura e rodada de nivelamentos, haverá discussão participativa com o talk show do Banco Central do Brasil. Podem participar Presidentes, Conselheiros de Administração, Conselheiros Fiscais (efetivos e suplentes) e Diretores Executivos de cooperativas de crédito.
A programação faz parte do próximo bloco de capacitação do Projeto OCB/DGRV, que novamente terá a destacada participação do BC. Com o propósito de fortalecer e desenvolver o cooperativismo, o evento terá 12 horas de duração. “Os desafios apresentados exigem das lideranças do cooperativismo de crédito a capacidade de leitura sobre as mutações do mercado, sabedoria nas tomadas de decisões e condução eficiente do negócio, sem se descuidar do cumprimento normativo e legal e, acima de tudo, garantindo os preceitos e propósitos cooperativistas”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Apesar dos elevados obstáculos que se apresentaram para a economia nacional nos últimos anos, as cooperativas de crédito, por meio da capacidade de suas lideranças e com a força do quadro social, apresentaram mais um período de forte crescimento em 2017. Dados oficiais do Banco Central do Brasil retratam esta realidade. Houve evolução dos ativos do Sistema Financeiro Nacional que apresentaram 2,8% de crescimento em relação a 2016, enquanto que o segregado relativo ao cooperativismo financeiro apresentou 15,7% de crescimento.
“Mesmo com tal expressividade, os indicadores técnicos do Diagnóstico apontam a necessidade de abrirmos espaço para o estímulo a uma participação regional maior. Considerando o tamanho populacional do Estado e a carência de crédito diferenciado, há uma enorme fronteira aberta que precisamos explorar. Só conseguiremos com planejamento, discussão e reflexão. Estes são os objetivos do nosso Encontro. Por isso, todas as cooperativas paraenses do ramo estão convidadas a participar”, completa Raiol.

Com o objetivo de levantar perspectivas para a agropecuária do agora e do futuro, o XI Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária (XI SICOOPES) e a II Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Social (II FECITIS) levantou a questão com participantes nacionais e internacionais, entre os dias 28 e 31, no IFPA de Castanhal. Participaram representantes da gestão municipal, Cooperação Internacional Espanha e França e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Pará (Sistema OCB-PA). Cerca de 1.200 pessoas prestigiaram os eventos.
Atualmente, o XI SICOOPES e a II FECITIS são referência nacional e ganham cada vez mais espaço em âmbito internacional por conta das discussões, intercâmbios acadêmicos e qualidade das mostras científicas. Ambos organizados pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (PPDRGEA), em cooperação internacional com a Universidade Le Mans (França) e Universidade de Alicante (Espanha).
Foram mais de 500 trabalhos científicos inscritos, um recorde para o evento. “A cada ano, este Seminário ganha mais importância e força. Nosso objetivo é repensar a agricultura para os próximos 10 anos, com uma educação diversa, entendendo e propondo um modelo de inclusão para os movimentos sociais e sociedade em geral. É imprescindível pensar em um tipo de pesquisa que saia dos muros da academia e vá direto para o problema das pessoas. Isso é possível quando se considera um foco de seleção, de inserção, de ensino, de pesquisa e de extensão”, enfatizou o coordenador do PPDRGEA, Adebaro Reis.

Segundo o representante da Universidade de Alicante, José Daniel López, ao se pensar em conjunto e trocar experiências com objetivo comum de desenvolver um modelo cooperativista que ajude nas demandas sociais e econômicas das pessoas, está-se colaborando para um modelo de vida mais sustentável e humano. “Precisamos pensar formas de ajudar as populações rurais a permanecerem em seus lares com qualidade de vida, acesso à educação, formação cidadã e política. As pessoas precisam entender a própria realidade e isso é básico para todas as nações”, afirmou López.
Sobre as necessidades e gargalos que enfrenta a agricultura na França, François Larrent, representante da Universidade Le Mans (França) destacou a importância de se pensar em processos, técnicas e recursos de maneira simples. “É preciso ter em mente que os recursos são escassos em todos os lugares. Queremos coisas simples, que possamos fazer e reproduzir. Não adianta pensar em algo tão complexo e infactível. É isso que o mundo busca”, ratificou.
O cooperativismo é uma boa alternativa para isso. Na Europa, existem cooperativas seculares, que nasceram de uma necessidade comum e união de forças. “No Pará, temos apenas uma cooperativa com mais de 80 anos e algumas com 30 ou 20 anos. Portanto, é uma experiência relativamente recente e que tem gerado resultados palpáveis. Somos 200 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente com o cooperativismo. Participar de um espaço como esse, em que se discute de maneira séria, levanta-se soluções viáveis e se dissemina a cultura da cooperação é para nós o modelo ideal de desenvolvimento: a academia dentro da cooperativa, dentro da realidade e a cooperativa usufruindo do conhecimento acadêmico. É nisso que nós acreditamos”, finalizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


As micro e pequenas empresas (MPEs) respondem por 97% do total de negócios e por 34% dos empregos formais no Estado do Pará. Em contrapartida, a participação do segmento nas exportações estaduais corresponde a apenas 0,8%. Para discutir as possibilidades e as soluções para que o setor conquiste o mercado mundial, o Centro Internacional de Negócios (CIN) do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) realizou gratuitamente ontem o seminário “Internacionalização: Mundo dos Negócios”, em parceria com os Correios, Governo do Estado e Sebrae/PA. O cooperativismo teve destaque na programação como uma solução para viabilizar resultados mais positivos no câmbio comercial paraense.
O crescimento do segmento neste mercado passa por vários fatores como criação de cooperativas e grupos de empresas de um mesmo setor, conhecimento sobre os serviços oferecidos para os pequenos e adesão a projetos inovadores. De acordo com a coordenadora do CIN, Cassandra Lobato, uma dificuldade grande que os empresários enfrentam no Brasil é a falta de informação para saber os procedimentos para exportar. Um dos projetos que visa dar suporte para os empresários é o Rota Global.
“O Rota Global surge como modelo de atendimento para informar aos empresários que se perguntam sobre como chegar no Chile, no EUA, na Europa, na Ásia. Ele te dá a rota de uma maneira planejada e programada. A rede CIN tem o objetivo cirúrgico que é poder levar uma orientação para o empresário de maneira customizada”, explicou.
O diretor de desenvolvimento da indústria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Sérgio Menezes, apresentou como o cooperativismo pode ajudar as micro e pequenas empresas como uma estratégia de mercado. Menezes enfatizou que as cooperativas têm um papel importante na organização e dinamização dos setores produtivos. Uma solução apresentada pela Sedeme foram os Arranjos Produtivos Locais (APL).
“Se você for estudar casos de sucesso de arranjos produtivos de micros e pequenas empresas, seja na Itália, no Japão ou em Santa Catarina foi assim. Todo mundo conhece a Aurora. Ela é uma federação de cooperativas. Hoje eles são gigantes e estão baseados no cooperativismo. O APL proporciona pela aglomeração que estas empresas atinjam a produtividade e competitividade”, destacou.
Um dos gargalos para a exportação de produtos é a logística e o preço do frete para os micro e pequenos empresários. Os Correios apresentarão as soluções disponíveis para quem exporta ou quer iniciar a exportação de produtos e serviços. Segundo o consultor do Exporta Fácil da região Norte, Mauro Rodrigues, qualquer empresa independente do porte pode fazer exportação pelos Correios. Para a empresa exportar são necessários poucos documentos como a nota fiscal da empresa, a fatura comercial (nota fiscal internacional), e um documento intitulado AWB que é um formulário de postagem preenchido nos Correios.
“Qualquer produto pode ser enviado, mas a linha de comésticos e alimentação são os mais comuns, assim como de vestuário. Percebemos que os produtos com apelo regional têm aceitação no mercado externo muito grande”, destacou. Atualmente, três modalidades de Exporta Fácil estão disponíveis a diferença é o preço e a velocidade de entrega.
Informações: Jornal O Liberal