
Agricultores familiares de São Félix do Xingu estão comemorando a venda para o mercado paulista do primeiro lote de chocolate orgânico em barra. O lote de chocolates finos é fruto do trabalho de 43 associados à Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax) e será vendido na rede da Casas Santa Luzia e nas lojas da marca AMMA. A empresa atua no segmento de chocolates orgânicos e valoriza as características regionais.
A produção dos cooperados é baseada em práticas agroecológicas e no princípio de conservação da floresta, com geração de renda e melhoria da condição de vida dos produtores. Ao todo, foram oito anos de aperfeiçoamento de práticas sustentáveis. O trabalho foi feito a partir da realização de diversas oficinas, intercâmbios com produtores da Bahia, seminários para o aprimoramento das técnicas de poda, secagem, fermentação e enxerto, como explica o engenheiro florestal Marcos Fróes, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que dá apoio à Camppax.
“Em quatro anos, as amêndoas do grupo foram avaliadas como tendo qualidade para a produção de chocolates finos. No ano passado, esses agricultores conquistaram a certificação orgânica e agora comemoram a entrada de seu produto em um dos maiores mercados consumidores do país”, diz Marcos.
De acordo com o gerente da Camppax, Ilson Martins, a indústria paga 70% mais do que o preço de mercado pelo produto feito em São Félix do Xingu, o que despertou o interesse de outros produtores para práticas sustentáveis. A Camppax ainda produz cacau em pó e negocia a possibilidade de colocá-lo na merenda escolar da cidade paraense.

Alcançando mais de 200mil paraenses, entre cooperados, empregados e beneficiados, o cooperativismo deve ser pauta destacável nos projetos de governo dos pleiteantes a cargos públicos nestas eleições. Para apresentar este cenário, o Sistema OCB/PA elaborou Agenda Política com as sete prioridades das cooperativas. O documento foi construído a partir das demandas levantadas pelos conselheiros da entidade que atuam como representantes dos ramos presentes no Estado.
O lançamento oficial ocorrerá até o final deste mês, marcando a entrega da Agenda para toda a sociedade paraense. Ao longo da campanha eleitoral, a diretoria do Sistema OCB/PA fará a entrega do documento físico para os candidatos a governador do Estado, estando também disponível para diálogo com os candidatos a senador, deputado federal e estadual.
As prioridades são: Aplicação dos Dispositivos Constitucionais que beneficiam o segmento; Aprovação da lei que garante o direito das cooperativas de crédito de participar do sistema de consignação para servidores ativos e inativos do Pará; Promover diferimento de impostos e taxas; Disponibilizar, por meio de políticas públicas, linhas de crédito específicas para as cooperativas; Promover tratamento diferenciado na análise e concessão de autorização das cooperativas de transporte; Promover o fortalecimento da organização e a profissionalização das cooperativas agropecuárias.
“Em meio À crise econômica que assolou o país, as cooperativas demonstraram a sua força na geração de trabalho, emprego e renda. Somos um segmento econômico que não para de crescer. Portanto, os nossos representantes estaduais e federais devem estar atentos às nossas potencialidades e necessidades. O Sistema OCB/PA também assume o compromisso de participar ativamente da construção deste ciclo de políticas públicas, estabelecendo prioridades e estando aberto ao diálogo, independentemente de bandeiras partidárias”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Acesse o documento completo: https://drive.google.com/file/d/19CQW8w5MNAKiUlvQNauQP-UIrglXtwxT/view

A declaração da independência trouxe inúmeros benefícios democráticos ao Brasil, mas a manutenção destes apenas se torna possível quando os valores inerentes ao cooperativismo forem uma realidade social. Crianças e adolescentes de diversas regiões do Estado já começam a compreender tal necessidade. Levantando a bandeira da cooperação, escolas públicas de Santa Izabel, a Cooperativa dos Educadores Autônomos de Castanhal (CEAC) e o Colégio Batista de Santarém promoveram desfiles cívicos em alusão à data comemorativa.
Em Santa Izabel, as escolas tiveram o apoio do Instituto SICOOB, das cooperativas pertencentes ao Sistema SICOOB que apoiam a execução do COOPERJOVEM e do SESCOOP/PA. As crianças carregaram diversas faixas com frases de incentivo à cultura da cooperação. Em Castanhal, o destaque foi o tema “Escola e Família educando com Arte e Cooperação”. Já em Santarém, o Colégio Batista deu destaque a um ato de patriotismo através de homenagem às Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), reconhecendo essas Instituições a sua importância pela a defesa e soberania do Brasil.

“Ver crianças defendendo o cooperativismo é muito gratificante. São horizontes de esperança que se abrem em todo o Estado, à medida que conseguimos plantar uma semente de cooperação a ser colhida a curto, médio e longo prazo. Esses jovens não são apenas o futuro da nação. Ao contribuírem com a difusão desses princípios, despertam nossa sociedade, hoje, para o dever de lutar por um mundo melhor e mais cooperativo”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.


Empatia, postura e eficiência são algumas das características que diferenciam simples motoristas e condutores de pessoas. Os associados à Federação das Cooperativas de Transporte do Estado do Pará (Fecootranspará) assimilaram todos esses princípios para o aprimoramento e profissionalização das suas atividades, recebendo certificação obrigatória ao segmento. A primeira turma do Curso de Condutor de Passageiros foi finalizada, no último mês, através da parceria entre o Sistema OCB/PA e Centro Amazônico de Ensino Profissionalizante (CAEP). Nesta quarta (05), os 28 cooperados concluintes receberam os certificados na Casa do Cooperativismo.
Cerca de 65% das cooperativas de transporte do Estado operam com a condução coletiva de passageiros, o que demanda qualificação para um serviço eficiente e seguro. Tal necessidade foi regulamentada na resolução 168 do CONTRAN, através da qual o motorista é obrigado a ter o curso específico de condução. Em articulação com o Centro Amazônico de Ensino Profissionalizante (CAEP), o Sistema OCB/PA negociou desconto de 50% para a capacitação de todas as singulares registradas.
A Carga horária do curso é de 50 horas. No conteúdo programático, foram trabalhados quatro módulos com os temas: legislação de trânsito específica, direção defensiva, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente e convívio social e relacionamento interpessoal.
“Foi um curso muito importante para as nossas cooperativas. Agradecemos à OCB/PA por proporcionar essa oportunidade, dando-nos todo o suporte necessário para que se tornasse realidade. É um passo fundamental, pois credencia nossos cooperados a atuarem dentro da legalidade, buscando sempre o aperfeiçoamento”, afirmou o presidente da Fecootranspará e da cooperativa Cootransalt-Tur, Clemente Monteiro.
A intenção, de acordo com Clemente, é ampliar o número de associados capacitados. Nesta primeira turma, participaram ntrês singulares: COOPTRANSALTO de Outeiro, COOTRANSALT TUR e COTRACBEL de Icoaraci. “Grande parte dos cooperados também já foram qualificados pela parceria anterior com o SEST-SENAT. Os demais que faltam, como os de Mosqueiro, organizaremos outra turma com a OCB/PA. O resultado está sendo tão positivo que há mais procura até de cobradores que querem fazer a capacitação específica. Precisamos nivelar esse conhecimento”, conclui o presidente.
Todas as cooperativas de transporte, seja alternativo ou intermunicipal, com capacidade superior a sete passageiros são obrigadas a participar. O profissional não habilitado com as informações na carteira de motorista, se for fiscalizado por qualquer órgão regulador, sofrerá multa por desenvolver a atividade sem ter o treinamento exigido por norma. “Trabalhar na legalidade é uma obrigação cumprida pelo cooperativismo paraense. Somente assim, conseguiremos levar o ramo transporte a novos patamares de desenvolvimento socioeconômico. Creio que estamos no caminho certo”, comenta o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Ampliando o portfólio de produtos financeiros para os seus associados, a cooperativa Sicoob Cooesa iniciou operações de exportação e importação. Já foram fechados contratos no segmento de gêneros alimentícios no primeiro mês de atuação, sendo oferecidas vantagens diferenciadas em relação às instituições convencionais e comodidade no fechamento do contrato de câmbio.
Os contratos foram fechados na modalidade de Câmbio Pronto de Exportação, permitindo o recebimento do pagamento antecipado de vendas por exportação. O adiantamento é liberado após o embarque da mercadoria, a partir da emissão de uma ordem de pagamento feita pelo importador.
“Foram as nossas primeiras operações, abrindo uma porta e conseguimos nos antecipar para que nossos associados, sejam empresas ou cooperativas, tenham um canal aberto para a exportação, fomentando o fortalecimento da economia no Pará. Várias empresas já estão se habilitando para poder operacionalizar conosco, o que mostra a grandeza desse mercado. Estamos à disposição para concorrer nesse segmento com soluções diferenciadas”, enfatizou a presidente da cooperativa, Francisca Uchôa.
Ao solicitar o crédito, o associado é credenciado pela cooperativa na Gerência de Cambio da Central Sicoob Unicoob. A Gerência faz a intermediação direta com o exportador ou despachante habilitado para realizar o fechamento e o crédito entra na conta do associado, de forma bastante simplificada. Um dos diferenciais é o custo reduzido para o exportador.
“Além das tarifas convencionais inerentes à operação, a taxa de corretagem, que é cobrada pelo fechamento do câmbio, representa um terço em relação ao que as instituições financeiras cobram. Isso representa uma economia significativa para os nossos associados. Oferecemos todo o suporte de forma que ele se sinta tranquilo com as melhores condições do processo”, explicou o gerente regional do Sicoob Cooesa, Joselito Tsunemitsu.
Mercado
O Pará teve um crescimento de 30% nas exportações efetuadas em 2017, com destaque para a mineração e o agronegócio. O valor total nessas operações foi de R$14, 4 bilhões de dólares. “A solução apresentada pela Sicoob Cooesa é uma notícia extraordinária, não apenas para as cooperativas de crédito, mas para as dos demais ramos. O setor vive um momento ímpar de expansão dos horizontes comerciais e o crédito é uma necessidade evidente para viabilizar todas essas pretensões. Agora, todos estes segmentos podem contar com mais essa facilidade no cooperativismo de crédito”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.