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Cooperativas finalizam módulos do MBA

Cooperativas finalizam módulos do MBA

 

 

 

As etapas de formação teórica, intercâmbios e vivências no cooperativismo já foram concluídas pela turma 2017-2019 do MBA em Gestão de Cooperativas. O último módulo do curso promovido pelo Sistema OCB/PA foi finalizado na última semana e a apresentação do artigo final ocorre em abril de 2019. Participam dirigentes, conselheiros e funcionários que são ligados à gestão estratégica e administrativa das singulares paraenses.

 

No total, estão se qualificando 33 alunos entre representantes do SESCOOP/PA e das Cooperativas UNIODONTO Belém, SICOOB Coimppa, UNIMED Belém, SICREDI Belém, SICREDI Verde, CAMTA, SICOOB Cooesa, UNIMED Sul do Pará, COOPERNORTE, SICREDI Belém, SICOOB Unidas, COOPABEN, CREDisis Belém e Sicredi Norte MT/PA.

 

“Tivemos ricas experiências de aprendizagem junto a colegas que demonstraram companheirismo, paciência e troca de conhecimentos. Sou agradecido a Deus pela oportunidade e à Unimed Sul do Pará pela indicação ao MBA. Evidente que vamos manter contato para a continuidade do constante processo que é a aprendizagem”, comentou o gerente administrativo da Unimed Sul do Pará, Klenio Santiago.

 

As aulas foram realizadas em Belém por professores das Faculdades Integradas de Taquara (FACCAT). A instituição possui atuação consolidada na formação de profissionais qualificados no cooperativismo com 10 turmas e 350 alunos nos cursos de pós-graduação em Gestão de Cooperativas em andamento nos Estados de Mato Grosso e Maranhão, além da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

 

O Pará foi o primeiro Estado da região Norte a implantar o Curso de Pós-Graduação e Extensão (latu sensu) em Gestão de Cooperativas, ainda no ano de 2013. “Temos orgulho em formar a segunda turma de MBA no Pará. Nossa prioridade é promover a formação profissional dos cooperativistas paraenses, qualificando uma mão de obra local que se torna referência em todo o país. Sabemos o quanto as universidades ainda precisam aumentar a capilaridade do cooperativismo nas suas grades curriculares regulares e, com a conclusão dessas turmas de MBA, contribuímos para ampliar a produção acadêmica do segmento”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

Sicoob Unidas inaugura PA em Belém

Sicoob Unidas inaugura PA em Belém

 

A Região Metropolitana ganhará mais um ponto de atendimento da cooperativa Sicoob Unidas. Na próxima sexta (14), a singular financeira inaugura a sétima agência no Pará localizada na rodovia Augusto Montenegro, ampliando as soluções financeiras aos associados e as suas comunidades através do cooperativismo. A cerimônia ocorre a partir das 10h.

 

Atualmente, a SICOOB Unidas atua nos municípios de Ananindeua, Belém, Barcarena, Abaetetuba, Santa Izabel e Marituba.  “Trabalhamos com um padrão de loja que prioriza conforto, segurança, comodidade e eficiência para os nossos associados. Levamos para o interior o mesmo tipo de padronização da agência  que temos na capital, atendendo as exigências de mercado”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Sicoob Unidas, Carlos Edilson dos Santos

 

Em relação aos diversos bancos tradicionais, que já atuam na região, o cooperativismo de crédito apresenta várias vantagens. As cooperativas oferecem todos os serviços de uma rede bancária, tais como conta corrente, poupança, financiamentos, convênios (arrecadações), consórcios, seguros, câmbio, cartões de crédito, caixas eletrônicos. Além disso, o associado possui prazos e condições mais adequados para a concessão do crédito.  

 

“É uma cooperativa nova, mas que já tem uma história construída de forma diferente. Estamos muito orgulhosos em poder contribuir com essa expansão. Com isso, estamos trazendo melhoria na qualidade de vida dessas comunidades, assim como emprego e renda. Todos saem ganhando”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 

Sistema OCB irá nacionalizar o GESCOOP do Pará

Sistema OCB irá nacionalizar o GESCOOP do Pará

 Cooperativas de todo o Brasil serão atendidas pela ferramenta estratégica desenvolvida pela unidade paraense do Sistema OCB. O Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (GESCOOP) foi apresentado em reunião de aprendizagem promovida pelo SESCOOP Nacional em Brasília, que reuniu todas as unidades brasileiras. O objetivo foi compartilhar boas práticas identificadas no ciclo de 2017.  Na ocasião, a entidade garantiu a nacionalização e aperfeiçoamento do Programa, que, com o suporte da Confederação das Cooperativas Alemãs (DGRV), ganhará uma plataforma online.



O anúncio foi feito em reunião de alinhamento do Programa de Desenvolvimento de Gestão do Sistema OCB (PDGS). As unidades apresentaram boas práticas que aplicaram a partir das ponderações feitas pelo Programa. Mato Grosso do Sul e Espírito Santo produziram cartilha sobre conduta ética, Pernambuco aplicou programa voltado para a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, Distrito Federal apresentou prática voltada para a estruturação de mapa estratégico, o SESCOOP Nacional produziu informativo voltado para a área jurídica e o Pará contextualizou o programa GESCOOP.



“É uma ferramenta simplificada e eficiente que realiza o que se propõe. Nosso intuito era fazer com que a nacional percebesse a importância para o público alvo e mostrar quais as ações já foram feitas com as cooperativas. O resultado foi melhor do que esperávamos”, explicou o coordenador do GESCOOP no Pará, Diego Andrade.



Na apresentação, tratou-se sobre os seus objetivos, como surgiu, a construção participativa do mapa estratégico, sua forma de aplicação e acompanhamento. Os representantes estaduais demonstraram interesse em utilizar a ferramenta e o SESCOOP sinalizou positivamente para a nacionalização do GESCOOP, que passará por um processo de melhoria.



O grande gargalo do Programa é o alcance efetivo das cooperativas após a aplicação do planejamento, dando continuidade no monitoramento das ações. Como não é automatizado, o tempo dispensado para as etapas posteriores à aplicação inviabiliza a agilidade do processo, assim como diminui o campo de atuação do Sistema. A DGRV disponibilizará o sistema online que possui para adequar o GESCOOP na plataforma e disponibilizá-lo de forma digital.



“Será uma grande contribuição para aumentarmos a capilaridade do GESCOOP. Com a plataforma online, teremos maior facilidade em acompanhar e identificar prazos, estimulando nossas cooperativas a adquirirem essa cultura do planejamento, tão indispensável para a projeção de qualquer negócio”, completa Diego.

 




O GESCOOP

O GESCOOP estabelece um Plano de Ação Estratégico que analisa elementos como: Negócio da Cooperativa; Ambiente externo, considerando fatores políticos, econômicos, sociais e tecnológicos; As forças de intensidade da competitividade do setor; Os fatores críticos de sucesso, analisando a entrega, padronização, continuidade na entrega, condições de venda dos produtos e serviços e o relacionamento com fornecedores; O ambiente interno, em relação às práticas desenvolvidas pela Cooperativa; Análise da atual missão e visão da cooperativa, com auxílio na estruturação ou reestruturação.



A partir disso, se faz a construção de objetivos e estratégias gerais, assim como as específicas em cada área funcional da cooperativa. As informações irão subsidiar o Plano de ação, definindo quais são os próximos passos, como serão realizados, os prazos de início e término, os recursos necessários e os responsáveis por cada ação.




CENÁRIO

Em 2017, primeiro ano de elaboração, a ferramenta foi aplicada em oito cooperativas paraenses. Em 2018, esse número cresceu 125% com 18 atendimentos e a expectativa para o próximo ano é efetivar 20 aplicações. A projeção preliminar pode ser alterada com a potencialização do GESCOOP se a digitalização da plataforma for confirmada.



“Nossa equipe técnica vem trabalhando diariamente para proporcionar melhorias no andamento dos negócios cooperativos, adequando os padrões estabelecidos pela Fundação Nacional da Qualidade às necessidades regionais. O resultado está sendo muito positivo. A nacionalização da ferramenta é um reconhecimento deste trabalho”, enfatizou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

 

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Pará (SESCOOP/PA) esclarece que não efetivou abertura de qualquer processo seletivo para preenchimento de vagas no seu quadro funcional. Determinado portal que divulga oportunidades de emprego utilizou indevidamente o nome da instituição para vagas em Técnico de Apoio Operacional e Analista de Desenvolvimento de Cooperativas.

 

 O SESCOOP/PA ressalta ainda que qualquer processo seletivo a ser iniciado terá divulgação nos meios de comunicação da própria entidade e nos veículos de comunicação públicos, conforme rege o regulamento interno.

 

 

Sicredi Sudoeste MT/PA utiliza endereço provisório

Sicredi Sudoeste MT/PA utiliza endereço provisório

 

 Os serviços de atendimento e autoatendimento em Canaã dos Carajás-PA, interrompidos por conta de ataque criminoso à agência na madrugada do dia 3 de dezembro, serão retomados pela cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA a partir desta terça (11). O endereço provisório está localizado na avenida Weyne Cavalcante, lote 16, quadra 05, Centro – Canaã dos Carajás-PA. O horário de atendimento será de segunda a sexta das 9h às 14h. Para a utilização dos caixas eletrônicos (autoatendimento), o horário será de 8h às 17h.

 

Na madrugada da segunda-feira (03), por volta das 2h30, houve um ataque com uso de explosivos na agência Canaã dos Carajás (PA). A Polícia Militar foi acionada imediatamente e as autoridades policiais estão investigando o ocorrido contando com total apoio da cooperativa na apuração dos fatos. Não há levantamento preciso da quantia levada e dos prejuízos causados pela ação.

 

A agência está fechada para reparos. Além do endereço provisório, consultas e transações bancárias podem ser realizadas pelos associados por meio do Sicredi Mobi, aplicativo disponível para smartphones e tablets, e pelo site www.sicredi.com.br (Internet Banking). Os associados também poderão ser atendidos nas duas agências do Sicredi em Parauapebas, nos bairros Cidade Nova e Cidade Jardim.

 

A instituição financeira cooperativa reforça que investe continuamente em segurança com o objetivo de proteger as pessoas, o patrimônio e para atender às necessidades dos seus associados e da comunidade onde atua. Reafirmando o compromisso com os associados e com a comunidade, a cooperativa agradece a compreensão de todos e trabalha para que a agência que foi totalmente danificada por conta do ataque criminoso seja reinaugurada o mais rápido possível.

 CAMTA forma a sétima turma de aprendizes

CAMTA forma a sétima turma de aprendizes

 

A cada ano, o Programa Aprendiz Cooperativo recebe jovens cheios de sonhos, projetos e metas de vida. O cooperativismo acrescenta um nicho de mercado a mais para empreender, mas com um olhar diferente para o mundo. No último sábado (08), os alunos concluintes do Programa na Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) finalizaram uma etapa desse contínuo ciclo de aprendizagem. A solenidade de formatura reuniu alunos, diretoria da CAMTA, Sistema OCB/PA e familiares.

 

O evento foi organizado pelos próprios Aprendizes. Na ocasião foram apresentados, como resultado do aprendizado, projetos de pesquisa. Um destes tratou sobre a Lei da Acessibilidade, que apontou a demanda existente no município de estrutura para facilitar o acesso a portadores de necessidades especiais. Outra pesquisa focou na relação interna entre funcionários e gestores, que indicou a necessidade de maior aproximação entre a diretoria executiva com o corpo operacional.

 

O Presidente da CAMTA, Alberto Oppata, firmou compromisso em utilizar os resultados das pesquisas para melhorar os indicadores apresentados. “Agradecemos os apontamentos feitos e parabenizamos cada um dos jovens aprendizes pelo processo como um todo. Vamos trabalhar para melhorar sempre. Nosso desejo é que levem este espírito cooperativista para o resto das suas vidas, pois representa mais do que uma ferramenta de mercado. É um estilo de vida”.

 

Dentro da cooperativa, os aprendizes são separados de acordo com as maiores afinidades, podendo trabalhar diretamente na parte administrativa ou com os processos na indústria ou no laboratório de pesquisa. Dependendo da área e do setor, encaixamos os aprendizes que se enquadram com mais facilidade.

 

O SESCOOP-PA foi o pioneiro da região Norte a implantar o Aprendiz Cooperativo. O curso possui duração de 18 meses, com 500 horas práticas e 500 horas teóricas. No conteúdo programático são trabalhadas as disciplinas: Ética e Cidadania, Cooperativismo, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Empreendedorismo, Comunicação e Linguagem, Matemática, Português, Informática e dois módulos específicos de Escritório, em que aprendem sobre todas as funções do auxiliar administrativo, e Mercado de Trabalho, que é um preparatório para entrevistas de emprego.

 

 “Sem dúvida, são experiências que contam bastante. Para o jovem, é a oportunidade de profissionalização técnica especializada com chances de absorção após o término do curso, além da vivência de momentos singulares. Eles são formados com os princípios cooperativistas que valorizam a responsabilidade social e o envolvimento solidário. Precisamos investir nessa mão de obra que pode contribuir significativamente para o avanço de cada ramo de atividade, com uma visão inovadora, ousada e promissora”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

CASP elege novo presidente

CASP elege novo presidente

 

 

Agregando sua vasta experiência no segmento agro, Antônio Alcoforado foi eleito presidente da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (CASP). A escolha foi feita em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ocorrida em novembro. Os cooperados também elegeram os novos membros do conselho de administração que, junto a Alcoforado, estarão à frente da CASP até 2021. Em outubro, a cooperativa completou 9 anos de fundação.

 

Conforme previsto no estatuto social da CASP, a AGE ocorreu em novembro para garantir o fluxo de demandas burocráticas da transição de gestão dentro do prazo necessário para a continuidade do trabalho. A nova gestão já assume em janeiro de 2019.  De acordo com o item 49 do estatuto, os seis cooperados mais votados para compor o conselho de administração deliberaram entre si acerca de quais cargos irão ocupar, entrando em consenso sobre quem tem o melhor perfil para cada função.

 

O carro-chefe da cooperativa são os derivados do leite, como manteiga e iogurte nos sabores morango, abacaxi, coco, milho verde e ameixa. Os cooperados ainda pretendem desenvolver bebidas lácteas e creme de leite. A produção de hortifrúti também é bastante expressiva, como banana, cheiro verde, cebolinha, jambu e chicória.

 

Recentemente, a CASP ampliou o beneficiamento lácteo para produção de 30 mil garrafinhas de iogurte a serem entregues à merenda escolar de Santa Izabel. A ampliação do parque fabril ocorreu após parceria com a Embrapa no fornecimento de equipamentos e capacitações promovidas pelo Sistema OCB/PA, o que gerou a necessidade de contratação de mais 4 colaboradores no último mês.  A capacidade produtiva dos sócios é de aproximadamente 500 litros por dia, mesma quantidade que está sendo agregada pelo recebimento de leite dos outros produtores. Até o começo de junho, a CASP processava 300 litros de leite por dia. Após a parceria com a Embrapa, o processamento mais que triplicou para 1mil litros/dia.

 

“Acompanho a cooperativa desde o início e posso testemunhar do esforço que os cooperados vêm empreendendo ao longo desses anos para alavancar o negócio. Recebo com alegria a notícia da aclamação de Alcoforado, amigo de longas datas e entusiasta do ramo agropecuário. Tenho certeza que a cooperativa será gerida por boas mãos e, obviamente, acompanhada por nossos programas de monitoramento e aperfeiçoamento”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

Cooperlimpa busca sustentabilidade para recicláveis

Cooperlimpa busca sustentabilidade para recicláveis

 

A cidade de Xinguara produz uma média de 36 toneladas de lixo por dia, dentre os quais 40% são recicláveis. Apesar desse amplo potencial para o segmento, a Cooperativa de Reciclagem de Xinguara (Cooperlimpa) processa apenas 2 toneladas por dia pela falta de estrutura para coleta. A singular busca parceria com a Prefeitura Municipal para a concessão de caminhões e subsídio para a execução da coleta nas residências. Na última semana, a equipe técnica do Sistema OCB/PA esteve na sede da cooperativa para articular possíveis alternativas.  

 

A Cooperlimpa presta serviços de coleta do material reciclado nas residências, comércios e indústrias, assim como a segregação do material. De acordo com o Diretor Comercial da Cooperlimppa, Maurílio Pereira, a principal dificuldade dos cooperados, hoje, é levantar capital de giro para manter o negócio. “O produto que temos não garante nossa sustentabilidade. O frete leva todo nosso recurso. No galpão, fazemos o enfardamento para o transporte até Goiânia e Brasília. O quilo do papelão, por exemplo, é vendido a R$ 0,47 e possui um custo produtivo de R$ 0,43. Estamos ganhando apenas R$0,4. Somando-se ao alto custo do transporte, nosso projeto é inviabilizado”.

 

As alternativas para se garantir a sustentação do negócio seriam parcerias com transportadoras com menor custo e, principalmente, ampliar o volume de produção. Retirando-se o lixo orgânico, Xinguara produz 12 toneladas de material reciclado/dia e 300 toneladas/mês. A cooperativa possui espaço físico, material humano, mas a capacidade de coleta e processamento chega atualmente a apenas 60 toneladas/mês, cerca de 20% do potencial total. São necessários caminhões para captar o volume na cidade.

 

“Se tivéssemos essa estrutura e a Prefeitura nos subsidiasse com R$180 por tonelada para retirarmos os resíduos da cidade, teríamos viabilidade para manter o projeto. Ganharíamos tanto na entrada quanto na saída. O recurso para a captação cobriria nossas despesas e o da saída seria para a remuneração do cooperado. Estamos em conversação com a gestão pública no intuito de  ampliar a parceria já existente.”, explicou o presidente da Cooperlimpa, Antônio Silva.

 

 

 

 

A Cooperativa foi criada em 2006 com apoio da Prefeitura Local, mas ao final do mandato vigente e com o corte do apoio financeiro, as atividades foram paralisadas. Em 2017, a Cooperlimpa retomou suas operações com a reciclagem, contando com a parceria de profissionais liberais como advogado, contador, professor, engenheiro eletricista e técnico em segurança do trabalho.

 

Os materiais trabalhados são papel, plástico, vidro e pneu sem dependência à logística reversa. Eles catam e separam a matéria bruta que é comercializada e destinada às indústrias localizadas em Goiás para fazerem a transformação. A intenção é que cheguem a participar de todas as etapas deste beneficiamento. 

A cooperativa possui parcerias com empresas da região, principalmente grandes frigoríficos que enviam os resíduos sólidos provenientes da fábrica.

 

COMPLEXO

Na visita técnica do Sistema OCB/PA, também se discutiu sobre o projeto que propõe a criação de um Complexo Industrial voltado para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos a partir da Pirólise. A técnica seria uma alternativa para o fim dos lixões, utilizando-se da exposição a altas temperaturas para decomposição do material. É um dos meios mais eficientes e ecologicamente corretos para o tratamento do lixo, pois além da possibilidade da extração de diversos subprodutos como sulfato amônia, alcatrão, álcoois e óleo combustível, os equipamentos impedem a liberação de substâncias nocivas na atmosfera.

 

A intenção é construir um complexo para atrair as indústrias instaladas nas regiões sul e sudeste do País, facilitando dessa forma o direcionamento dos resíduos recicláveis dos municípios. O complexo seria feito a partir da união de cinco municípios: Tucumã, Ourilândia, Água Azul, Sapucaia, Rio Maria e Xinguara. “Avaliamos que a proposta é viável e pode representar um avanço expressivo no setor da reciclagem no Pará. Seria um exemplo para cidades de todo o Brasil que convivem com o problema da gestão de resíduos. Desta forma, acompanharemos esse processo de modo mais aproximado para contribuirmos nas conversas com os gestores municipais, articulando, inclusive, audiência pública com os prefeitos de cada uma das cidades envolvidas”, reiterou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

 

 

Aprendizes apoiam projeto solidário

Aprendizes apoiam projeto solidário

 

O cooperativismo nos força a ampliar a visão para além da rotina de trabalho e enxergar as realidades que cercam as instalações das cooperativas. Realidades por vezes precárias e que são uma oportunidade para mostrar o diferencial do cooperativismo. Este é o objetivo que move a ação do Programa Aprendiz Cooperativo, promovido pelo Sistema OCB/PA. Os alunos estão contribuindo com o projeto “Fazer o Bem sem olhar a quem”, arrecadando alimentos não perecíveis a serem destinados à comunidade do Distrito industrial. A entrega será realizada na próxima terça (11), com uma programação para pais e crianças.



A arrecadação iniciou em novembro.  A intenção é coletar 100 cestas básicas com itens de necessidade elementar, como arroz, feijão e macarrão. Até a data de entrega, os aprendizes ainda buscam aumentar a quantidade de leite em pó, óleo de soja, cream cracker, café, macarrão e açúcar.



“Atendendo ao sétimo princípio do cooperativismo, que trata acerca do interesse pela comunidade, assumimos o dever social de contribuir com um projeto já existente no Distrito. Os aprendizes estão se mobilizando bastante, pedindo apoio para amigos, familiares e outros parceiros que possam contribuir com a iniciativa. A equipe interna do Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/PA) também contribuiu com cinco fardos”, explicou a coordenadora do Programa Aprendiz Cooperativo, Rafaela Menezes.



O projeto “Fazer o Bem Sem Olhar a Quem”, apoiado pelos aprendizes, promove regularmente eventos sociais e culturais à população carente, como aulas de dança de balé para crianças. Nos finais de ano, é realizado um evento maior com a entrega de cestas de básica. As comunidades beneficiadas em 2018 serão a Portelinha I e II do Saré localizado, localizado no Distrito Industrial de Ananindeua. Além da entrega dos gêneros alimentícios, haverá uma extensa programação com crianças e familiares na terça (11), de 8h às 12h na sede de uma associação no Conjunto Geraldo Palmeira.



“Ensinar as técnicas de produção, as especialidades de uma função laboral e até mesmo características próprias de organizações é algo que qualquer curso de aprendizagem pode proporcionar. Entretanto, não estamos apenas instruindo alunos na formação de assistente administrativo. Estamos preparando cooperativistas que agregam a produtividade do sistema capitalista e a preocupação com distribuição das riquezas características do socialismo. O cooperativismo é o único sistema econômico que proporciona isso”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

Camta planeja ampliar verticalização

Camta planeja ampliar verticalização

 

 

O Cacau de Tomé-Açu foi a primeira Indicação Geográfica de um produto agrícola com cunho na sustentabilidade do Pará. O próximo passo das cooperativas, Sistema OCB/PA e Sebrae/PA  é potencializar a capilaridade de mercado, agregando valor à produção do cacau através da verticalização. As entidades discutiram sobre o planejamento futuro do setor com o presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA), Alberto Oppata, em reunião ocorrida ontem (04) na Casa do Cooperativismo. A singular pretende estruturar uma fábrica de chocolate.

 

Além do presidente Oppata, participaram o diretor técnico do Sebrae/PA, Hugo Suenaga, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra e o presidente da Sicoob Unidas, Carlos Edilson. Tratou-se sobre o processo de conquista da Identidade Geográfica do cacau, a futura fábrica de chocolate da CAMTA, a grade de capacitação para os cooperados, empregados e dirigentes, assim como a aplicação do Cooperjovem no município.

 

A indicação de procedência "Tomé-Açu" aponta e garante a legitimidade do cacau produzido em sistemas agroflorestais desenvolvidos desde 1930 pelos imigrantes japoneses. A contemplação foi divulgada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em outubro.

 

“Ficamos muito orgulhosos com a conquista, encabeçada pelo Sebrae/PA da qual sou conselheiro.  Essa IG identifica o local de origem do produto e lhe atribui boa reputação, diferenciando nosso cacau dos seus similares disponíveis no mercado. Disponibilizamo-nos para auxiliar na canalização desse potencial para verticalizarmos o fruto e agregarmos valor com chocolate de excelente qualidade. A cooperativa tem potencial para isso”, reiterou o presidente Ernandes Raiol.

 

 

 

CAMTA

A Camta é a primeira cooperativa paraense com 85 anos de existência, pioneira e referência internacional em SAFs.  A capacidade fabril gira em torno de 6.000 toneladas de polpas por ano e a venda em torno de 5mil a 5,5mil toneladas. Deste total, 50% é destinado para a exportação e outros 50% mercado interno. A CAMTA possui, para alguns produtos, o selo internacional Organic, que possibilita a exportação. 

 

A cooperativa conta com uma variedade de culturas e consórcios de várias espécies como maracujá, acerola, açaí, cupuaçu, Camu Camu, seringa, castanha do Brasil, bacuri, uxi, entre outros. Mais de 800 famílias de pequenos agricultores são beneficiados com projeto de responsabilidade social da cooperativa que incentiva a prática de SAFs.

Sicoob Transamazônica pretende atuar em mais 6 municípios

Sicoob Transamazônica pretende atuar em mais 6 municípios

 

Consolidando-se no interior do Pará, a cooperativa Sicoob Transamazônica também planeja expandir para a Região Metropolitana de Belém já em 2019, além de mais cinco municípios do Sul e Sudeste paraense. O ousado plano de expansão foi apresentado no Workshop de Planejamento Estratégico da cooperativa, ocorrido no último sábado (01) em Marabá. Participaram dirigentes, colaboradores e representantes do Sistema OCB/PA.


A área de expansão será Paragominas,  Parauapebas, Canaã dos Carajás,  Floresta do Araguaia, Santana do Araguaia e Belém. O projeto já foi aprovado pelo Conselho de Administração da singular e está sendo encaminhado para a análise do Banco Central (BC).


“Mudamos a estratégia de fomento para chegarmos nesses novos municípios. Contrataremos gerentes de relacionamento em cada localidade para viabilizar negócios nas praças antes de inaugurarmos as agências, abrindo caminho para iniciarmos empreendimentos que já sejam viáveis. Queremos assegurar um crescimento que proporcione sustentabilidade e sobras para os nossos associados. Para tanto, abrimos 14 vagas para contratação de bons profissionais com o perfil necessário”, explicou o Diretor presidente da cooperativa, Lucas Gelain.

 

 

 



Segunda maior cooperativa do Sistema Sicoob, a Transamazônica foi inaugurada  em julho de 2015 com 12 fundadores, capital social de R$ 25mil e recursos administrados de  R$ 1,2 milhão.  Hoje, são 1.900 cooperados, capital social de R$ 7 milhões e R$ 26 milhões de recursos administrados.


Para 2019, a proposta é alcançar o número de 3mil associados, sete pontos de atendimento, R$ 60 milhões de ativos e sobra de R$ 2 milhões. Em uma visão a longo prazo até 2027, a proposta é ter 10mil associados, 25 pontos de atendimento, R$ 300 milhões e R$ 10 milhões de sobras.



“Nesta semana, inauguramos agência em Conceição do Araguaia. Também encaminhamos inauguração em Marabá e Redenção e iniciamos contagem regressiva para a viabilização financeira das demais cidades. Queremos ser a maior cooperativa financeira do Estado. Crescemos em uma velocidade superior à media de mercado”, reiterou o presidente da cooperativa, Antônio Henrique.

 

 


A cooperativa trabalha com um portfólio completo de produtos e serviços financeiros. São mais de 100 produtos em expansão. Ela já foi constituída no regime de livre admissão dos associados, podendo associar qualquer pessoa física ou jurídica em qualquer segmento. A carteira é variada com linha de crédito rural, linha de credito pessoal, comercial, cartões, seguridade, previdência, produtos de investimento como poupança, capital social e RDC. São ofertados todos os serviços de um banco tradicional.



“Temos muitos gargalos a serem superados no estado do Pará. Estamos acompanhando cooperativas agropecuárias da Região com ampla necessidade de capital de giro para as quais será muito importante a chega da cooperativa. Contem conosco para auxiliar na gestão desses empreendimento”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

Cooper chega à Xinguara

Cooper chega à Xinguara

 

Há 21 anos, pequenos produtores de Parauapebas que atuavam isoladamente decidiram se unir. Fruto por fruto, os associados à Cooperativa dos Produtores Rurais da Região de Carajás (COOPER) provaram que vários pequenos podem ser grandes.  A cooperativa já inaugurou o terceiro Centro de Distribuição da Tentação Amazônica, marca de polpas de frutas com qualidade e preço diferenciados no mercado. Para celebrar a abertura em Xinguara, a cooperativa abriu as portas em cerimônia que recebeu a população do município no último domingo (02).

 

 

Participaram da cerimônia de inauguração o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, o secretário de desenvolvimento econômico e rural de Xinguara, Fabio Queiroz, o vice-prefeito de Canaã dos Carajás, Alexandre Pereira, o presidente da COOPERLIMPA, Antônio da Silva, além de cooperados, antigos presidentes da COOPER e vereadores do município. Na ocasião, o galpão de recebimento da produção foi aberto para distribuição de amostras de sucos, açaí e aperitivos.   

 

 

 

“São produtos competitivos e que, em especial, dialogam com a questão ambiental. As polpas são produzidas a partir do princípio de preocupação com a natureza e fomentam a geração de empregos locais. Será um processo de fortalecimento regional a partir também da inclusão dos produtores. Estamos muito felizes em ver a evolução da agricultura familiar no Estado e nos colocamos à disposição para auxiliar nesse desenvolvimento”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

 

 

A cooperativa processa 12 tipos de frutas que, agora, também estarão disponíveis para a população de Xinguara: Açaí, abacaxi, acerola, cajá, caju, cupuaçu, goiaba, graviola, manga, maracujá, murici e tamarindo. O Centro de distribuição funcionará com vendas no atacado e varejo com preços acessíveis. A partir de 10kg, a cooperativa fará entrega na cidade.

 

 

 

 

A Cooper fez uma promoção especial na abertura do ponto, vendendo todas as polpas a partir de R$ 7. “Mesmo sem promoção, já trabalhamos com o melhor preço de mercado, sem falar na qualidade. É uma marca já conhecida nos outros municípios com selo de garantia, SIF e todas as fiscalizações exigidas pelos órgãos reguladores. Nossa expectativa em Xinguara é fazer bons negócios, seguindo o ritmo de crescimento obtido em outras cidades. Também iremos entrar em contato com os produtores para alavancar a agricultura familiar e fomentar o crescimento da região”, enfatizou o presidente da COOPER, Mauro Melo.

 

 

Com objetivo de fortalecer a produção dos pequenos agricultores, a Cooper foi criada em 1997. A cooperativa busca dar uma destinação do que é produzido no campo com a reunião de 130 sócios. Atualmente, utiliza a produção de hortifrúti de mais de 300 pequenos produtores rurais dos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Xinguara e Marabá. Cerca de 30 pessoas são empregadas na fábrica e na distribuidora das polpas de frutas e bombons regionais.  A  Cooper conta com 70 revendas dos produtos em Parauapebas, Canaã dos Carajás, e,  agora, em Xinguara.

 

 

 

Em média, 70 toneladas de polpas de frutas são processadas na fábrica. São várias etapas, desde a retirada da polpa até a embalagem do produto. No local, há seis câmaras frias para acondicionar o produto in natura, até que possa ser embalado e vendido. Também, na fábrica, é feito o doce da polpa de fruta para ser usado como recheio nos bombons dos chocolates caseiros. Segundo a Cooper, os produtos são os únicos do sul do Pará que têm autorização do Ministério da Agricultura para serem comercializados.

 

Serviço: O Centro de Distribuição está localizado na Av. Brasil esquina com Pontes de Miranda

 

Plano de trabalho com a VALE foi construído coletivamente

Plano de trabalho com a VALE foi construído coletivamente

 

 

Partindo de uma pré-diagnose, as cooperativas da região Sul e Sudeste puderam se enxergar e construir uma agenda de trabalho a ser desenvolvida pela Vale e pelo Sistema OCB/PA, junto a demais parceiros. Os principais eixos serão Gestão, Organização Social, Mercado e Verticalização Produtiva. As propostas constituem uma Matriz da Cooperação, documento assinado pelos gestores no Workshop de Governança Cooperativa ocorrida no último dia 29, em Marabá.

 

Na avaliação de cenário, foram entrevistadas 14 cooperativas as quais abrangem 1.900 cooperados. Destas, nove estão filiadas à Central das Cooperativas de Produção Familiar da Região Amazônica (CUIA), a primeira do ramo no Estado. São cerca de 670 cooperados dos municípios de Marabá, Conceição do Araguaia, Redenção, São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, São João do Araguaia, Itupiranga, Parauapebas, Nova Ipixuna e Tailândia.

 

Sobre a estrutura de verticalização, identificou-se que 35% das cooperativas possui produção individualizada, o que não agrega valor para a própria cooperativa, nem escala expressiva. Destes, 15% terceiriza a verticalização e 15% possui unidades simplificadas.  A Cooper, por exemplo, possui duas unidades de beneficiamento. A de Parauapebas utiliza 90% de sua capacidade com a produção de 400t de polpas e, a de Maraba, 50%. Sobre certificação, 44% não possui qualquer tipo de registro com órgãos fiscalizadores, 22% possuem selos estaduais e, 22%, federais.

 

 

“Em relação à produção orgânica, 56% usa defensivos agrícolas. O perfil do mercado sobre a preocupação com meio ambiente valoriza a certificação orgânica. No PNAE, por exemplo, produtos certificados agregam um valor 30% maior. É uma tendência que nossas cooperativas precisam se adequar”, afirmou Andreos Leite, gestor da NÓS consultoria, responsável pela diagnose.

 

Sobre a participação em programas de aquisição de alimentos, 78% trabalha com o PNAE, 11% com o PAA e 11% nunca participou de qualquer um. Deste total, 67% acessam o mercado institucional, 22% feiras e eventos locais, 22% supermercados locais e 11% empresas regionais e nacionais. Em relação às principais dificuldades que desafiam o trabalho das cooperativas, 56% destas apontou a gestão como a maior demanda, 22% apontou a necessidade de verticalização da cadeia produtiva e, 11%, organização social.

 

Sobre a variedade de produção, 60% trabalha com fruticultura, 45% com horticultura, 25% com lácteos, 15% com grãos, 15% com derivados da mandioca, 10% com derivados do cacau, 10% com produtos de origem animal, 5% com produtos da biodiversidade e 5% com insumos.

 

 

 

 

Plano de Trabalho

Após a apresentação das dificuldades, o Sistema OCB/PA elencou soluções alternativas. Em relação ao mercado, Vale e Sistema OCB/PA farão o diálogo com as prefeituras municipais para sensibilização acerca da obrigatoriedade de compras da agricultura familiar.  Sobre capital de giro, a alternativa é a aproximação com as cooperativas de crédito para concessão de empréstimos e financiamentos.

 

“As cooperativas farão o levantamento das necessidades de capital de giro de cada singular e das garantias que possuem. A partir disso, marcaremos agenda com as cooperativas Sicredi, Sicoob e com o Banco da Amazônia. Já a Vale articulará reunião com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD)”, afirmou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.

 

Sobre ampliação dos canais de distribuição, o Sistema OCB/PA e a VALE articularão com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA). Serão elaboradas estratégias de estudo de mercado com potenciais canais para escoamento em cima dos produtos das cooperativas, como polpa de frutas, mel, chocolate e castanha. As singulares farão um diagnóstico produtivo com cada cooperado para se ter noção de potencial para apresentar ao mercado.

 

 

 

“Precisamos de produtos com valor agregado, assim como os da Camppax, para ganhar mercado.  Faremos esforço enorme neste sentido, pois a produção das cooperativas precisar ser conhecida pelo mundo inteiro. Temos orgulho do que é produzido aqui e estamos à disposição para apoiar essas iniciativas. O Workshop foi um grande início”, afirmou a analista de sustentabilidade da Vale, Renata Veloso.

 

Sobre a legalização das cooperativas, será feita consultoria para orientar sobre as adequações necessárias exigidas pelos órgãos reguladores. Uma possível proposta é estabelecer relação com universidades para auxílio de empresas junior, como a Ufra e a própria Unifesspa.

 

Sobre organização social, as cooperativas não filiadas à OCB/PA oficializarão registro para se promover cursos de sensibilização acerca do cooperativismo. Sobre o eixo Gestão, Vale, Sistema OCB/PA e Uniefesspa farão a profissionalização dos dirigentes. Será uma formação continuada de lideranças dividida em seis módulos: Organização social - seus desafios e conquistas; Modelos de desenvolvimento do Agronegócio e Cooperativismo; Gestão dos empreendimentos, contabilidade controle e viabilidade econômica; Mercados - acessibilidade/licitação, organização, marca única e desafios; Procedimentos para registro da agroindústria de beneficiamento dos produtos.

 

“Finalizada essa primeira etapa, ficou evidente que precisamos aliar dois fatores essenciais para o crescimento das cooperativas: trabalhar a gestão e as pessoas. Os associados precisam acreditar que a cooperação pode mudar sua realidade, assim como os gestores precisam dar segurança para os sócios de que o negócio está sendo conduzido com visão. Ambos os objetivos serão alcançados apenas com formação profissional. Esse será o nosso foco”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 

Sicoob avança no Sul e Sudeste paraense

Sicoob avança no Sul e Sudeste paraense

 

 

Marabá, cidade polo do Sul paraense, terá uma nova alternativa de crédito. A cooperativa Sicoob Transamazônica está viabilizando a inauguração de uma agência no município. Para marcar a chegada da cooperativa, o Sistema Sicoob reuniu autoridades e empresários em evento ocorrido nesta sexta (30), no Centro de Convenções Carajás. A Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) já garantiu aporte de R$ 900mil.



Na mesa oficial de abertura, participaram o Presidente do Conselho de Administração   da Sicoob Transamazônica, Antônio Henrique, o diretor presidente da Central Sicoob Unicoob, Marino Delgado, o superintendente do Instituto Sicoob Edson Feltrin, o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, o presidente do conselho de administração Central Sicoob Unicoob, Jeferson Nogaroli e o vice prefeito de Marabá, Tony Cunha.



Foram apresentadas palestras sobre o cenário do mercado financeiro, a participação das cooperativas nesse cenário e como contribuem  de forma protagonista no comportamento do mercado.  “Preço, propósito social de pessoas, mercado, portfólio são alguns dos argumentos que comprovam nossa importância. É uma economia compartilhada com as localidades. Em 250 municípios, apenas o Sicoob está presente", reiterou o presidente do Conselho da Central Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli.

 



Também foram apresentados os números do Sicoob. A Central está presente em 6 Estados, com 262 pontos de atendimentos e 307mil cooperados. Em 2018, foram movimentados 3 bilhões de operações de créditos, ativos de 6 bilhões de ativos, resultado de 150 milhões de sobras.



“O Pará é um projeto de várias mãos. É uma região riquíssima formada por um povo trabalhador e que precisa de estrutura de capital para fomentar seus negócios. Queremos proporcionar essas soluções financeiras aos marabaenses. Começamos na Transamazônica e estamos expandindo para as demais regiões. Chegamos para ficar”, enfatizou Antônio Henrique Gripp.

 

 

 



Na ocasião, foi feita a assinatura de um termo de cooperação comercial com a ACIM. O Sicoob destinará um valor inicial de R$ 3milhões para capital de giro voltado a micro e pequenas empresas com taxas e créditos facilitados. Foi criada uma linha de crédito especial com taxas a menos de 1% com 24 meses para pagar. A associação fará o aporte de R$ 900 mil.


“Esses são os diferenciais práticos do cooperativismo. Além de vantagens financeiras, as cooperativas cumprem a função social de aplicar o capital integralmente na Região onde estão, gerando desenvolvimento econômico e social. Estamos muito orgulhosos da evolução que a cooperativa obteve. Disponibilizamo-nos a auxiliar no que for necessário para a continuidade desse processo", concluiu o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

 

Presidente da OCB/PA se reúne com deputados em Brasília

Presidente da OCB/PA se reúne com deputados em Brasília

 

Contribuindo com a defesa do setor no Congresso Nacional, encabeçada pela Frente Parlamentar do Cooperativismo (FRENCOOP), o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, visitou a bancada paraense nesta semana junto com assessor político/institucional da entidade, Haelton Costa. A Agenda Política foi apresentada aos seis parlamentares que representam o Estado em Brasília: o deputado federal eleito Eduardo Costa (PTB), e os reeleitos: Joaquim Passarinho (PSD), Eder Mauro (PSD), Edmilson Rodrigues (Psol) e Hélio Leite (DEM). O objetivo foi incluí-los na FRENCOOP.

 

 

 

"Já nos diz a ciência política que as instituições estão diretamente ligadas aos comportamentos da sociedade, no momento em estabelecem regras que incentivam a uma determinada conduta. No cenário político, as leis, os marcos regulatórios e a legislação em geral conduzem em uma direção ou em outra e podem incentivar um modelo econômico. A expansão do cooperativismo passa por uma maior articulação do movimento cooperativismo no Congresso Nacional, buscando promulgação de marcos regulatórios que incentivem as mais 6,6 mil cooperativas atuante no Brasil", explicou Raiol.

 

 

A FRENCOOP é quem realiza a identificação de emendas constitucionais de interesse do Sistema cooperativismo. Entre os projetos de interesse direto do cooperativismo no Congresso Nacional está o Projeto de Lei (PL) 3748/2015, que altera a Lei Geral das Cooperativas (Lei 5.764/71). Este é um passo importante pois vai permitir que as cooperativas representem seus associados em processos judiciais referentes a operações de mercado, dando mais autonomia no mercado às cooperativas.

 

 

Unifesspa e OCB/PA planejam curso de extensão

Unifesspa e OCB/PA planejam curso de extensão

 


O homem do campo pode, e deve, agregar profissionalismo à sua experiência no meio rural. Esse é o papel social com que a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) pretende contribuir em parceria com o Sistema OCB/PA. A partir de conversas iniciadas no Workshop de Governança realizado ontem, as entidades estão idealizando um curso de extensão sobre cooperativismo voltado para empreendimentos rurais. A iniciativa será desenvolvida com um alto nível técnico e vivência prática.

 

O professor Dr. em economia José Otávio Pires, o professor Dr. em agronomia, Fabio Araújo e o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra discutiram formas de implementar um curso de extensão através da Universidade. As entidades celebrarão um termo de cooperação técnica. Definiu-se um prazo de até o final de janeiro para se remarcar reunião com o objetivo de definir as grades de capacitação, demandas e público alvo. O conteúdo será construído com base na estrutura idealizado pelas próprias cooperativas da Central CUIA, apresentado na programação de ontem.


“Essa parceria agrega muito à OCB/PA , pois é a marca de uma instituição de ensino referência na Região. Passamos a ter um respaldo maior. Iremos encaminhar a minuta do termo de cooperação técnica para termos um mapa bem definido do que iremos articular", afirmou o superintendente.

 

Além do curso, planeja-se fazer um projeto de pesquisa sobre a expressividade humana e socioeconômica do cooperativismo no Estado. A proposta é fazer um grande estudo para o acompanhamento da sensibilidade das pessoas no ganhos vindos pelas cooperativas.

 

“Acredito que o futuro da economia do país depende da agricultura familiar. O exemplo dos países de primeiro mundo prova que o desenvolvimento no campo só pode vir através da Cooperação. Até mesmo as grandes empresas compreenderam essa estratégia de mercado. Por isso, estamos muito entusiasmados com essa parceria", enfatizou Otávio.

Sicoob comemora expansão no Pará

O Sistema Sicoob já possui 17 agências com estrutura completa e moderna para atender os associados no Estado. Para comemorar esse sucesso, será realizado o lançamento do projeto de expansão do Sicoob nas Regiões Sul, Sudeste do Pará e Transamazônica, evento que ocorre na próxima sexta-feira (30), às 19 horas, no Carajás Centro de Convenções em Marabá - PA (localizado na rodovia BR-222, Folha 30, bairro da Nova Marabá).

 

O Sicoob é um dos maiores sistemas financeiros cooperativos do país, com 4,2 milhões de cooperados e mais de 2,8 mil agências distribuídas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Com sede em Maringá (PR), o Sicoob Unicoob é uma das cooperativas centrais do sistema e possui mais de 300 mil cooperados atendidos em 166 municípios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará e Amapá.



Na ocasião, apresentaremos às lideranças regionais os diferenciais e benefícios do cooperativismo financeiro, bem como as oportunidades oferecidas pelo Sistema Sicoob, encerrando a agenda com um coquetel de relacionamento.


O Sistema solicita confirmação de presença até o dia 09 de novembro (sexta-feira) pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelos telefones (94) 3322-3619 e 3322-3543.

Atendimento da OCB/PA já está funcionando em Parauapebas

Atendimento da OCB/PA já está funcionando em Parauapebas

 

O cooperativismo já possui um ponto de referência no Sul do Pará. A Prefeitura municipal realizou a inauguração da Sala do Empreendedor, local que abrigará um espaço para o atendimento físico do Sistema OCB/PA às cooperativas e interessados em constituir singulares em Parauapebas. A cerimônia de entrega ocorreu na última semana e as consultas já podem ser feitas no local. A Sala do Empreendedor funciona de segunda a sexta pela manhã.

 

Além do Sistema OCB/PA, a Sala do Empreendedor abrigará diversas entidades responsáveis pelo desenvolvimento de negócios em Parauapebas, como a Junta Comercial do Pará (Jucepa), Departamento de Arrecadação Municipal (DAM), Coordenadoria de Terras (Cooter), Vigilância Sanitária e Meio Ambiente (para emissão de licença ambiental). A proximidade com os parceiros, inclusive, facilitará a execução de ações em conjunto para o processo de melhoria das cooperativas.  Será um núcleo integrado de apoio interno para os empreendimentos locais.

 

“Considerando que todos os grupos pretensos a constituir cooperativas começam necessitando de orientação para elaboração do estatuto, plano de viabilidade econômica e demais procedimentos necessários para efetivar o registro, a presença da OCB/PA desburocratizará as etapas. Haverá maior agilidade e assertividade, evitando formação de cooperativas sem estruturação. Também considero algo estratégico ter ao lado todos os órgãos de registros, de modo que haverá esse diálogo para dirimir dúvidas que um possui do outro”, afirmou a Conselheira do Sistema OCB/PA, Áldina Chaves.

 

À priori, o atendimento será feito por agendamento. Há uma pessoa responsável por coletar as eventuais dúvidas dos munícipes, prestar a orientação inicial e, se necessário, marcar palestra sobre as demandas necessárias. A própria Sala do Empreendedor possui um auditório que poderá ser utilizado. De acordo com Áldina, que está prestando os atendimentos mais aprofundados sobre cooperativismo na região, o próximo passo é capitalizar convênio com as universidades do município, tanto para concessão de estagiários a contribuírem no atendimento quanto para a expansão das doutrinas cooperativistas no conteúdo programático dos cursos de nível superior.

 

Com o espaço, Parauapebas se tornará o ponto de referência na região através do qual se fará o levantamento das necessidades das cooperativas. Será realizado um número maior de ações de monitoramento, promoção social e formação profissional a partir dos programas disponibilizados pela entidade.  O município tem o maior número de cooperativas no sudeste do Pará, mas singulares de outras cidades próximas também serão beneficiadas com a descentralização do Sistema OCB/PA, tais como Marabá, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Na Região, destacam-se os ramos Agropecuário e Transporte.

 

 

Apesar disso, o conhecimento acerca da legislação cooperativista ainda não é bem difundido, o que gera dificuldades na adesão às boas práticas de gestão e governança. Uma das medidas prioritárias do Sistema OCB/PA na região é sensibilizar as cooperativas locais acerca da necessidade de se registrar junto à entidade. De acordo com Áldina, pelo menos 80% das cooperativas não estão registradas.

 

“Os cooperados receberam apoio do departamento de relação com a comunidade da VALE, que dá suporte financeiro e técnico. Com isso, conseguiram crescer sem a orientação da OCB/PA. Consolidada a relação institucional com a Prefeitura de Parauapebas e com a mineradora, vamos trazer estes empreendimentos para a regularidade à medida que a gestão apoie apenas as que cumprirem a legislação cooperativista”, reiterou a Conselheira.

 

 

A Sala do Empreendedor

 

As Salas do Empreendedor são locais de atendimento das prefeituras municipais que facilitam os processos de abertura de empresas, regularização e baixa; bem como serviços exclusivos aos Microempreendedores Individuais (MEI). Boa parte conta com a parceria do Sebrae. A inclusão do Sistema OCB/PA foi resultado de articulação com a Secretaria de Desenvolvimento (SEDEN). O secretário municipal, Isaias Queiroz, viabilizou a assinatura do termo de cooperação técnica no início deste ano.

 

“Procuramos ampliar a capilaridade da unidade estadual para outras regiões que são estratégicas para a economia paraense. Doravante, teremos uma presença mais expressiva no Sul paraense em especial.  O objetivo é dar maior sustentabilidade para os negócios das cooperativas, afinal, o município necessita de caminhos alternativos à mineração para garantir uma estabilidade econômica futura. Temos certeza que o empreendedorismo cooperativo pode proporcionar essa finalidade”, ponderou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

Serviço: A Sala do Empreendedor fica na rua C, nº 471, Bairro Cidade Nova (perto do Fórum de Justiça).

 

Cooperativismo expande em Cametá

Cooperativismo expande em Cametá

 

Localizado no polo nacional da produção de açaí, Cametá é uma fronteira aberta para a expansão do cooperativismo. Na última semana, o Sistema OCB/PA realizou um trabalho de contato com a base produtiva e com o meio acadêmico no município. Foram feitas visitas técnicas para análise de registros de cooperativas na entidade, assim como palestras para alunos pertencentes ao curso de agronomia no campus regional da Universidade Federal do Pará (UFPA). Foram identificadas singulares com amplo potencial e nível de verticalização.

 

Uma das singulares que efetivaram o registro foi a Cooperativa Dos Produtores Rurais Do Baixo Tocantins (Cooprubat), na Vila de Curuçambaba. O grupo de produtores rurais solicitou o processo após ser aprovado em chamada pública da Secretaria de Educação (SEDUC), entidade que já vem exigindo o registro das singulares na OCB/PA. Após o envio da documentação necessária, a equipe da Unidade Estadual fez visita protocolar para análise do funcionamento, estrutura física, atuação dos cooperados e gestão.

 

A Cooprubat possui 290 cooperados distribuídos nas diversas ilhas de Cametá. A produção é coletada nesses pontos e direcionada para a armazenagem na sede em Curuçambaba. O carro chefe é o açaí in natura e derivados da mandioca, além de hortifrutigranjeiros.  A mandioca já é processada em casa de farinha.

 

“Detectamos que a cooperativa está devidamente organizada, com uma sede que comporta a produção de um número expressivo de cooperados. Há, inclusive, uma intenção de estreitarem relação com a CAMTA. De acordo com os produtores, muitos produtos da região são comercializados para Tomé-Açu, porém, passando por atravessadores e minimizando o lucro”, explicou o gerente de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.   

 

 

Outra singular que teve o registro deferido foi a Cooperativa dos Produtores Familiares Rurais Amigos da Terra (COOPFRAT). O contato com o Sistema foi feito através da Adepará, que realizou vistorias para concessão de selo artesanal em uma série de produtos. Foi identificado que a singular possui potencial para expandir os negócios em todo o Estado, pois já realizam o processamento de polpas de frutas e possuem casa de farinha unificada para padronizar a produção dos cooperados.

 

“É um empreendimento preparado para o mercado com estrutura de fábrica para verticalizar a produção. Só faltava o registro que também foi deferido. Já estamos programando cursos e capacitações específicas sobre cooperativismo, que é uma das principais demandas identificadas em ambas as cooperativas do município”, reitera Vanderlande.

 

  

 

Universidades

 

O Sistema OCB/PA também participou de Seminário sobre Cooperativismo organizado pela UFPA, campus Cametá. A palestra foi voltada para um grupo de engenheiros agrônomos em formação que pretendiam conhecer mais sobre o setor e sobre como o sistema promove orientação na construção de planejamento estratégico. A estruturação do GESCOOP foi apresentada como uma ferramenta administrativa de apoio à gestão cooperativista.

 

“Nessas agendas em Cametá, conversamos tanto com produtores fora do Sistema, mas também com a academia com a qual temos a intenção de alinhar conhecimento sobre o cooperativismo, já que esta serve de indutor para gerar futuros cooperativistas. O município é uma região fértil para desenvolver o setor com o açaí e outras culturas expressivas. Teremos uma atuação mais presente da OCB/PA, tanto no direcionamento de ações nas cooperativas quanto em eventuais oficializações de parceria com a UFPA e Prefeituras”, enfatizou o presidente do Sistema OC/PA, Ernandes Raiol.

Workshop apresentará proposta para transporte complementar

Workshop apresentará proposta para transporte complementar

 

 

A regulamentação efetiva do transporte complementar é um objetivo que as cooperativas buscam há anos na Região Metropolitana de Belém. Após a legitimação na esfera municipal, o setor discute meios viáveis de contribuir com a mobilidade urbana na capital. Algumas dessas estratégias serão apresentadas amanhã para cooperativas do ramo em workshop promovido pelo Sistema OCB/PA a partir das 09h na Casa do Cooperativismo. A ex-diretora da Semob, Maísa Tobias, fará exposição da proposta de planejamento viário com as alternativas para a inserção das singulares. Está confirmada a presença do Senador eleito, Zequinha Marinho.

 

Com a experiência na Secretaria de Mobilidade Urbana, Maísa possui uma leitura geral do transporte no Estado. Ela trará uma minuta de proposta de trabalho a ser discutida entre as cooperativas e apresentada pelo Sistema OCB/PA ao Governo e prefeitos da Região Metropolitana. Com a implantação do BRT, serão disponibilizados espaços e corredores para que as cooperativas possam realizar o complemento do transporte regular na região.

 

“Maísa tem estudos nesse sentido na Universidade Federal do Pará (UFPA) e já vem abordando cases de mobilidade com base na experiência que tem no Brasil. Essa proposta apresentará a viabilidade e onde será inserido o transporte complementar de passageiros. O objetivo não é competir com o transporte regularizado, mas realmente abranger as áreas onde este não consegue alcançar”, explicou o Gerente de Desenvolvimento do Sistema OCB/PA, Vanderlande Rodrigues.

 

De acordo com a Federação dos Trabalhadores do Transporte Alternativo do Pará, 1.200 vans trafegam atualmente na RMB. Estes veículos fazem parte de 18 cooperativas e, segundo a federação, abrangem 5 mil pessoas, entre motoristas e cobradores. Espera-se a participação de pelo menos 10 cooperativas no Workshop desta terça.

 

“Queremos dialogar com os governos, mas é necessário apresentar viabilidade antes de qualquer argumento. A partir de então, desdobraremos em outras ações. Apresentada essa proposta, competirá às cooperativas acatarem-na e se regularizarem para que, em uma possível licitação ou chamada pública, estejam aptas para competir”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

 

Serviço: Workshop do Ramo Transporte (Complementar) – Nesta terça (27), Às 09h. Casa do Cooperativismo: Avenida Conselheiro Furtado, 1693 – Nazaré.

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