
Estudos, profissão e, sobretudo, dinheiro são algumas das principais preocupações que desafiam os jovens. A arte é a forma atrativa encontrada pelo Sicredi para promover boas práticas financeiras à juventude, em especial aos que estão concluindo o Ensino Médio. Pelo terceiro ano consecutivo, o Sistema e o Ministério da Cultura promovem a peça teatral “Qual vai ser?”, por meio da Lei Rouanet. Durante esta semana, três municípios paraenses recebem o espetáculo: Redenção, Marabá e Paragominas.
A apresentação mistura a linguagem da comédia com o stand-up por meio da interação dos atores com a plateia. Desde 2015 até 2017, o espetáculo percorreu nove estados, 175 municípios sendo assistida por mais de 53 mil espectadores. Com formato itinerante, este ano a peça percorre 80 cidades de diversas regiões do Brasil.
Em Redenção, o evento ocorreu na Paróquia Cristo Redentor, no dia 06 de novembro às 20 horas. Em Marabá, a apresentação será no dia 09 de novembro, às 20 horas, no Carajás Centro de Convenções, com entrada franca. Enquanto em Paragominas, o evento ocorrerá no dia 12 de novembro às 20h, no Teatro Municipal, também com entrada gratuita.
A apresentação em Marabá, vale salientar, é a única das três que contará com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e também tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais, LIBRAS, para pessoas surdas, oportunizando que mais pessoas tenham a possibilidade de assistir ao espetáculo.
“Qual vai ser?” é produzida pela Liga Produção Cultural, com trilha sonora de Renato Mendonça, texto de Dedé Ribeiro e direção de Daniel Colin. A peça tem duração de 55 minutos e narra a trajetória de Daniel, um adolescente que ao terminar a escola tem que decidir entre assumir o pequeno armazém da família ou ir para a universidade. Mas este não será seu único desafio. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com Tuca, sua irmã viciada em compras, que está endividando a família. O personagem também se encantará pela fascinante Leila.
A produção é voltada para o público adolescente, abordando as dificuldades enfrentadas pelos jovens em relação ao futuro profissional. Além disso, a peça aborda os cuidados necessários com as finanças e a necessidade de um bom planejamento financeiro, que são parte do cotidiano familiar, por meio de temas como as compras impulsivas.
Serviço: Espetáculo teatral “Qual Vai Ser?” – (94) 98112-1604.
Redenção: 06/11 - 20h - Paróquia Cristo Redentor
Marabá: 09/11 - 20h - Carajás Centro de Convenções
Paragominas: 12/11 - 20h - Teatro Municipal

Ser um educador é bem mais que ensinar. É transformar, caminhar junto, inovar. Cerca de 300 professores paraenses acreditam que o cooperativismo é o caminho para essa educação transformadora. Na última quarta (31), eles participaram do 3° Encontro do COOPERJOVEM, promovido pelo Instituto Sicoob, Sicoob Cooesa e Sicoob Unidas em parceria com o Sistema OCB/PA e prefeituras municipais. Ocorreram palestras motivacionais, apresentações culturais e a premiação do Projeto Educacional Cooperativo (PEC) destaque em 2018.
Na abertura do evento, participaram o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, os representantes das prefeituras municipais de Santa Izabel, a secretária de educação Elen Cristina, e de Castanhal, secretário de educação Adriano Sales, a presidente do Instituto Sicoob Unicoob Paraná, Solange Martins, o superintendente do Instituto Sicoob Nacional, Edson Feltrin e os presidentes das cooperativas madrinhas Sicoob Unidas, Carlos Edilson, e Sicoob Cooesa, Francisca Uchoa.
O 3º Encontro do Cooperjovem promove ações de agradecimento aos professores que desenvolvem ações nas comunidades durante o ano. O objetivo é fortalecer os elos para a continuidade do projeto. O tema em 2018 foi “Ecos da Cooperação”. Na ocasião, a trupe de palhaços Trupeço foi a responsável por um cerimonial alegre e descontraído, assim como por atividades culturais. A secretária de Educação de Santa Izabel ministrou palestra sobre as boas práticas aplicadas pelo município e João Oliveira apresentou uma palestra motivacional para os professores com o tema “Educação para democracia e liderança social”.
“Queremos fortalecer o cooperativismo através desse eco, cujos maiores responsáveis são os professores. Um mais um é muito mais do que dois. Juntos ecoando os princípios cooperativistas somos mais fortes e contribuímos para a diminuição de diversas problemáticas sociais. Contamos com cada educador envolvido para a continuidade desse projeto no próximo ano. Queremos potencializar os números nos municípios e expandir para outras regiões”, afirmou a analista de Projetos do Instituto Sicoob, Amanda Esparano.
Outro ponto alto do evento foi a apresentação do maior destaque PEC, que articulou boas práticas de cooperação e foi eleito vencedor por comissão avaliadora do Prêmio criado pelo Instituto Sicoob. A escola contemplada foi Eronildes Farias de Carvalho de Castanhal. No total, foram registrados 10 PECs. De Santa Izabel participaram as escolas: João Possidonio, Joaquim Silva, Luiz Gonzaga Lucas de Sá, Santa Rita de Cássia, Tacajós, Irmã Albertina Leitão, Irmã Marlene Fonseca e João Paulo 2º. De Castanhal, participaram Maria de Nazaré Gomes Torres e a escola vencedora, que recebeu um notebook como premiação.
O projeto “Cooperação e Cidadania transformam Violência em Paz” foi coordenado pela professora Adelaide Silva e pela diretora Edvânia Costa. A escola está localizada em uma comunidade com índices altos de violência e vulnerabilidade social. Com o PEC, os alunos e os próprios pais foram mobilizados para revitalizar o espaço e transformá-lo em um parque ecológico com garrafas pets, pneus e outros materiais recicláveis.

“Os alunos eram muito violentos dentro da escola pelo que traziam do ambiente em que viviam. Por isso desenvolvemos o projeto neste sentido da cooperação e da paz. Tínhamos um parque com apenas uma casinha. Eles ficavam brigando porque não tinha um lugar atrativo. Incentivamos a arrecadarem as garrafas, pintar o muro, o parque, as proteções em volta das árvores, as amarelinhas no cimento. Tudo foi feito pelos pais e pelos filhos em cooperação. Também trabalhamos as questões do bullying, violência física e verbal. Percebemos que o comportamento dos alunos melhorou bastante”, explicou a professora Adelaide.
No Pará, são atendidos os municípios de Castanhal e Santa Izabel com a parceria de duas cooperativas: Sicoob Cooesa e Sicoob Unidas. No total, 22 escolas estão executando o COOPERJOVEM com 292 professores capacitados e 6.043 alunos beneficiados no ensino fundamental. O Programa fomenta o cooperativismo em parceria com as escolas pela inserção de uma proposta educacional construída com os princípios, valores e a prática da cooperação. O professor recebe uma formação em cooperativismo e material de suporte para trabalhar com o tema cooperação, transitando pelas disciplinas e pelos conteúdos que já tem que ministrar.
“Levar o entendimento da cooperação, motivar os alunos à cooperação e a se interessar por temas que fazem parte do dia a dia é fundamental. Os professores puderam perceber que podem aplicar o cooperativismo em qualquer parte da vida dos alunos, tanto na escola, como na família e na sociedade. É uma mudança de mentalidade que tem muito a desenvolver o nível intelectual e cultural do ensino público”, afirmou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

A fim de buscar alternativas para a geração de emprego e renda para o município de Tucuruí, uma comitiva formada por autoridades, empresários, presidentes de cooperativas, associações e sindicatos de Tucuruí e em nível de Estado, visitou nesta sexta-feira (26) o município de Tomé-Açu para conhecer a Cooperativa Agrícola Mista de Tome-Açu (CAMTA), maior produtora de polpa de frutas, geleias naturais, pimenta-do-reino, amêndoas de cacau e óleos vegetais no Pará. Liderada pelo Prefeito Artur Brito, o objetivo da visita técnica foiconhecer os processos de produção da Cooperativa para firmar uma cooperação técnica entre a Prefeitura de Tucuruí e a CAMTA.
A visita foi mediada por meio da SEDEME e pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Brasileiras no Estado do Pará (OCB/PA). Conforme explica o Prefeito Artur Brito, essa visita técnica visa conhecer o empreendimento e propor parcerias futuras. O próximo passo será uma visita de retorno dos técnicos da CAMTA em Tucuruí, ainda a definir a data, possivelmente no final de novembro. A ideia é incentivar a Cooperativa para que possa utilizar a logística de embarque e desembarque de Tucuruí bem como colaborar com as cooperativas de Tucuruí e região para incentivar a fruticultura e seu beneficiamento. No futuro, esses produtos poderão ser processados em Tucuruí, gerando assim centenas de empregos para a população, reaquecendo e movimentação a economia de Tucuruí e região.
Além do Prefeito, estiveram no município de Tomé-Açu, os secretários Diego Toledo, de Desenvolvimento Rural; Hernandes Vaz, de Planejamento e Desenvolvimento Econômico; o presidente da Câmara Municipal, Rony Santos; os empresários Jair Seixas, vice-presidente da Federação Agropecuária do Estado do Pará (FAEPA), Marcelo Silva, presidente da ACIT; Guy Rangel, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais; Prof. Dr. André Mesquita, vice-coordenador do Projeto Tecnolago/UFPA; o Coronel Mário André, do 13° Batalhão da Polícia Militar, Mônica Menezes, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Júnior Serra e Ernandes Raiol, respectivamente Superintendente e Presidente da OCB/PA.
Marcelo Silva, presidente da ACIT, fala que a expectativa é a melhor possível e a iniciativa da prefeitura é muito positiva, pois pode resultar na geração de renda e emprego e desenvolver ainda mais o município em longo prazo. Atualmente, a CAMTA conta com 200 cooperados, 2 mil pequenos produtores, programas de capacitação e outros projetos, que geram cerca de 10 mil empregos na região de Tomé-Açu.
Além de produzir polpa de frutas, hoje a cooperativa trabalha também com geleias naturais, pimenta-do-reino, amêndoas de cacau e óleos vegetais. São 13 tipos de frutas processadas e a produção chega a mais de 5 milhões de quilos de polpa/ano.
Jair Seixas, vice presidente da FAEPA, diz que conhecer o empreendimento abriu os olhos dos empreendedores do município. Para ele, o exemplo de Tomé-Açu pode ser seguido e com os investimentos certos, Tucuruí e a região podem despontar como potências da fruticultura. “Hoje temos muitos incentivos de órgãos públicos e privados e basta ter decisão política para fomentar o desenvolvimento. Nesse sentido, a Prefeitura de Tucuruí está no caminho certo”, enfatiza o empresário.

Mônica Menezes, da secretaria de Desenvolvimento Econômico do Pará, avalia como positiva a iniciativa do governo de Tucuruí e lembrou que o sistema OCB e o governo do Estado estão a disposição para auxiliar nessa empreitada que é desenvolver a indústria e fomentar o desenvolvimento econômico e social. “Tucuruí tem uma grande vocação e quando os agentes políticos e a iniciativa privada se unem em prol de um projeto, não tem como não dar certo”, observa Mônica.
Na ocasião, o Presidente da OCB/PA, Ernandes Raiol, e o Prefeito Artur Brito assinaram um Termo de Cooperação Técnica visando o fortalecimento das cooperativas de Tucuruí para o crescimento do cooperativismo local visando reaquecer a economia do município. “O cooperativismo vale muito e dá certo. É com este espírito de união que vamos melhorar a vida de nossa gente”, enfatiza o Prefeito.
Informações: Ascom Prefeitura de Tucuruí

Pensar no futuro. Este foi o desafio para os participantes do Encontro de Comunicadores do Sistema OCB realizado nesta quarta (31/10), em Brasília. Na comitiva paraense, estavam Aladir Lopes, secretária executiva, Raquel Ruis, gerente de operações, e Ísis Margalho, da assessoria de comunicação. O objetivo era pensar num futuro cooperativismo referência em inovação, palpável e possível.
“Primeiro veio o impacto de pensar em 2050. Depois, projetar esse futuro foi se mostrando cada vez mais nítido e como podemos escaloná-lo para chegar até esse objetivo”, destacou Aladir Lopes.
O exercício de projetar esse futuro ideal para 2050 rendeu projetos interessantes, fictícios, mas quem sabe realizáveis?! Foi o que apresentou o grupo da gerente de operações, Raquel Ruis. “Nesse projeto, liberamos as amarras do ‘não pode’ e a criatividade fluiu. Fizemos um carro movido à energia renovável, ‘triflex’: biomassa, eólica e solar. Toda a lataria do carro captaria energia fotovoltaica e , ao entrar em movimento, poderia utilizar a eólica. A biomassa seria uma espécie de reserva técnica”, contou.
Outro projeto, visava colocar na prática a cultura cooperativista por meio de ações que mostrassem os conceitos e boas práticas Cooperativistas no dia a dia das pessoas e assim transformar o “conceito” cooperativista em uma experiência cotidiana: o SomosCoop Sistêmico. “Nosso trabalho seria um dos primeiros passos para construir esse Cooperativismo de referência que todos queremos. Seria um desdobramento do SomosCoop para o endomarketing voltado para a consolidação da cultura cooperativista das unidades estaduais e um apoio à estrutura, processos, gestão. Assim as unidades teriam condições mais equilibradas e equidade para cumprir a missão de colaborar com o desenvolvimento do cooperativismo em suas regiões”, explicou Ísis Margalho.
Ao todo, sete projetos ilustraram o Cooperativismo em 2050. Em 2016, um desses projetos fictícios virou realidade. A ideia era contar histórias reais de pessoas que vivenciavam o cooperativismo no seu dia a dia. Nada de ficção, mas realidade. Seriam as pessoas reais do cooperativismo falando e ensinando como é de fato o cooperativismo. Esse projeto “fictício” virou realidade com a web série “SomosCoop” em 2017. Então, será mesmo que os inventos nesta edição de 2018 são realmente irrealizáveis?
Serviço: a web série está disponível no canal Somos Coop no YouTube.

O foco na necessidade do cliente é um dos ingredientes da receita de sucesso das grandes empresas de serviços. É por isso que o Sistema OCB acaba de promover a quinta edição do Seminário Nacional do Transporte Cooperativo. O evento ocorreu na Casa do Cooperativismo Paulista, em São Paulo, e debateu o tema Disrupção e Transporte: desafios para a gestão das cooperativas. Representaram o Pará as singulares TRANSPRODUTOR, COOPTRANSALTO, COOPERDOCA e COOTAIT.
A intenção foi debater o futuro do setor diante das inovações digitais, os diferenciais competitivos das cooperativas, as perspectivas dos clientes, a gestão empreendedora e as estratégias de atuação para o segmento. O evento contou com a participação de 180 pessoas, dentre dirigentes de cooperativas, presidentes de unidades estaduais e técnicos do setor. Ao todo, 25 estados foram representados. "Teve como pauta principal as mudanças que aconteceram no cenário econômico do Brasil, principalmente, no transporte de cargas após a paralisação nacional. Nos despertou para novas avaliações conforme a dinâmica do Seminário, trazendo inovações, tecnologias e transformações mundiais. Faz com que os dirigentes possam ser gestores que acompanhem o passo da economia e da demanda de mercado direcionada para os clientes", afirmou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
A gerente técnica e econômica da OCB, Clara Maffia, conta que a quinta edição do seminário – que ocorre todos os anos em diferentes regiões do país, para contemplar todos os segmentos de transporte e suas cooperativas – tem foco na inovação e no cliente por ser um diferencial neste momento de mudanças e transformação, com atores cada vez mais novos no mercado. “Estamos focando em como as cooperativas precisam estar preparadas do ponto de vista de gestão e governança para se manter sustentáveis”, explica.
O evento focou no negócio e inovação. "Para mim, foi um divisor de águas. Fiquei encantado com tudo que vi e volto com gás total para fazer com que o cooperativismo de transporte cresça no Pará. Ainda somos pequenos em comparação com o resto do Brasil e, para mudar esse quadro, entendo que a única alternativa é buscar a intercooperação, fortalecendo as cooperativas comprometidas em crescer e unindo-as para alcançar o mercado da melhor forma", explicou o presidente da TRANSPRODUTOR e membro do conselho de ética, Newton Leão.
Informações: Sistema OCB

