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Aliando as expertises da FAEPA na organização do setor produtivo agrícola e do Sistema OCB/PA no desenvolvimento de cooperativas, o termo visa fomentar o fortalecimento da agricultura familiar e do agronegócio. Em reunião na última quarta (19), foram definidas as atribuições das entidades na parceria.
Foram traçadas estratégias para se construir ações conjuntas em prol do segmento. Na oportunidade, participaram o presidente do Sistema Faepa, Carlos Xavier, o assessor técnico Sindical, João Conceição Filho, juntamente com o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, o superintendente Júnior Serra e o analista de Desenvolvimento, Deivison Pinheiro.
Um dos principais desdobramentos é o acesso das cooperativas vinculadas ao Sistema OCB/PA ao Programa Negócio Certo Rural. São desenvolvidas ações de aprimoramento da gestão no campo. com conceitos de empreendedorismo, planejamento e administração. As atividades subsidiam um Plano de Negócio bem estruturado. A finalidade é contribuir para a melhoria da gestão da propriedade rural e planejamento de novas oportunidades de negócios.
“O programa vem ao encontro de uma necessidade que já identificamos nas nossas cooperativas de trabalhar o planejamento e a gestão da produção nas propriedades rurais. É uma prática fundamental para o aumento da capacidade produtiva, assim como para a estruturação de novos mercados que exigem um nível de organização maior”, explicou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) irá disponibilizar ainda meios e recursos para a promoção e incentivo à expansão do conhecimento cooperativista nas ações desenvolvidas; divulgar e dar ampla publicidades das soluções de orientações e capacitações oferecidas.
Já o Sistema OCB/PA, como algumas de suas atribuições, deverá fornecer capacitação em cooperativismo; implementar e alinhar os seus programas com os projetos desenvolvidos pela FAEPA; divulgar e dar ampla publicidade das soluções em orientações e capacitações oferecidas. Uma das principais ações será a ampliação do INCUBCOOP, programa do Sistema OCB/PA que fornece assessoria contábil, administrativa e financeira às cooperativas.
O termo de cooperação técnica está em fase final de elaboração. Será incluída ainda a participação do Sistema OCB/PA no Programa “PROPARÁ – Agronegócio Competitivo”, que busca ampliar a produção, preservando o meio ambiente por meio de tecnologias e soluções inovadoras.
“O Pará tem tudo para ser igual aos estados de São Paulo e Paraná juntos, com 43 milhões e 500 mil hectares para produzir com respeito à floresta. Esse é o nosso objetivo com o PROPARÁ e queremos a contribuição do Sistema OCB/PA na sua expertise cooperativista”, afirmou o presidente do Sistema Faepa, Carlos Xavier.
A 2º Fencoop será em abril de 2021, na Estação das Docas

Com quase tudo pronto, às vésperas para a realização da 2ª edição da Feira de Negócios do Cooperativismo, o mundo parou. Em março, a Organização Mundial de Saúde declarou pandemia da Covid-19. Aos poucos, a vida começa a se adaptar e os projetos do Sistema OCB/PA também precisaram passar por uma série de adequações. Foi o que ocorreu com a 2ª Feira de Negócios do Cooperativismo (Fencoop), que seria de 1º a 3 de abril. Após decisão do Conselho de Administração do SESCOOP/PA e validação do Conselho de Administração da OCB/PA, decidiu-se por prezar pela segurança de todos os participantes, reprogramando o evento para os dias 22, 23 e 24 de abril de 2021, também na Estação das Docas, em Belém.
A Feira é a primeira no Brasil centrada em negócios de cooperativas. Em 2019, foram mais de 5 mil pessoas a usufruírem da exposição de produtos e serviços, programação cultural e prospecção de novos negócios. No total, a 1ª Fencoop movimentou R$ 2,3 milhões em negócios. Do volume de negócios gerados, 26% foram acima de R$ 50 mil, 4% até R$ 40 mil, 18% até R$ 30 mil, 26% até R$ 10 mil e 26% de negócios gerados até R$ 1 mil. Outro dado importante foi à geração de oportunidade de negócios futuros para 96% dos expositores. A cooperativa agro COOPRIMA foi uma das que aproveitou para ampliar as vendas. “Conseguimos fechar uma remessa de cachaça de jambu para a Bahia e apresentar para vários varejistas do Estado”, comentou a presidente da COOPRIMA, Joelma Nunes.
Segundo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, por se tratar de um evento de grande proporção, o Sistema OCB/PA julgou melhor reprogramá-lo para 2021. “Este ano a Feira seria muito maior. Enquanto que na 1ª edição foram mais de 5 mil participantes, para esta estava previsto o dobro. Investimos em concentrar vários prismas da realidade cooperativista em um só local, desde a apresentação direta das cooperativas, de seus produtos e serviços, rodada de negócios entre as cooperativas e instituições públicas e privadas, à divulgação de conteúdos científicos produzidos por pesquisadores locais e um pesquisador da Universidade de Alicante, da Espanha”, explica.
Na exposição, estarão 52 cooperativas dos segmentos agro, trabalho, produção de bens e serviços, transporte, saúde, crédito, educação, mineração, turismo, reciclagem e energia. Também contaria com uma programação científica, com a realização do 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC), e com debates para as cooperativas agro, com o Seminário do Cooperativismo Agropecuário.
Os dois eventos também precisaram ser reprogramados. O 1º EPPC será nos dias 17 e 18 de setembro em formato online, por meio da plataforma Microsoft Teams. As inscrições foram reabertas e continuam gratuitas. “Foi um grande desafio para nós adequarmos um evento que estava pronto para acontecer, mantendo o mesmo espírito acadêmico, engajamento e ‘presença’ online. É um evento que sonhamos junto de cada participante para mostrar o resultado de cada um. Certamente, o estudo do cooperativismo será antes e depois do EPPC”, comentou Melize Borges, coordenadora geral do EPPC do Sistema OCB/PA.
Já o Seminário do Cooperativismo Agro está em fase de estruturação. Logo no início da pandemia, o Sistema OCB/PA realizou um levantamento e que apontou para um cenário novo. “Precisamos fazer frente a essa nova demanda e investimento em mais parcerias para facilitar a estabilidade das cooperativas agro e acesso a linhas de crédito”, explica Raiol.
Dados desse levantamento apontaram para a maior estabilidade dos mercados institucionais. No último dia 10, os representantes do Sistema OCB/PA e do Sebrae/PA se reuniram para tratar sobre como abrir caminho para as cooperativas agro nesse contexto dos mercados públicos. “O Sebrae/PA é um parceiro que vai ampliar os nossos horizontes porque dentro da sua própria estrutura e expertise possui uma vertente dedicada a entrar nesse segmento”, conta o Superintendente do SESCOOP/PA, Júnior Serra.
Sobre as linhas de crédito, serão convidados agentes financeiros para apresentarem suas oportunidades de crédito para as cooperativas, principalmente, destinadas ao capital de giro, tido como uma das principais demandas das cooperativas agro em 2020.
Serão beneficiadas 17 cooperativas da agricultura familiar, injetando-se mais de R$ 3,5 milhões em 16 municípios paraenses

A partir da articulação técnica e institucional do Sistema OCB/PA, 17 cooperativas da agricultura familiar conseguiram acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos na Modalidade Compras com Doação Simultânea, da Conab. A ação é desdobramento dos planos emergenciais aos efeitos do Covid-19. O volume total de comercialização ultrapassa R$ 3,5 milhões.
Foram contempladas, entre as cooperativas que retransmitiram projetos anteriores e as que cadastraram novos projetos: COOPABEN, COOPASMIG, COOPRIMA, CCAMPO, COOPAG, COOMAFI, COOPFRA, COOPERURAIM, COOMAC CURUÇÁ, AMAZONCOOP, CASP, SEMENTES DO MARAJÓ, COOPBOA, COAPEMI, COOFAM, COPAVEM e COMAAIP.
No total, será movimentado na economia paraense um valor de R$ 3.541.672,56, atingindo diretamente 491 cooperados e beneficiando 64.907 pessoas que serão atendidas pelas 20 entidades socioassistenciais que receberão os produtos. Será doado mais de mil tonelada de alimentos.
A Compra com Doação Simultânea permite a aquisição de alimentos in natura ou processados. O fornecimento de produtos orgânicos é privilegiado, sendo possível agregar até 30% a mais do valor pago para o alimento convencional.
Na execução pela Conab, as organizações de agricultores entregam os produtos diretamente nas entidades beneficiárias. Neste caso, os recursos financeiros para execução do PAA são repassados pelo Ministério da Cidadania para a Conab, que fica responsável pelo pagamento aos agricultores. No Pará, o SICREDI e o SICOOB são os sistemas de crédito que operacionalizam o recurso.
“Muitos cooperados estavam com sua produção comprometida pela paralisação de contratos institucionais. A merenda escolar era um dos principais mercados e ainda continua estancado em alguns municípios. Por isso, é tão importante garantir esse canal de comercialização. Cumprimos nossa missão técnica, orientando as cooperativas a obterem resultados efetivos, e nossa missão institucional, ao mobilizar parceiros estratégicos”, reiterou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Em levantamento feito pelo Sistema OCB/PA durante a pandemia do novo coronavírus, identificou-se que 37% das cooperativas tiveram perdas em seus negócios, 31% tiveram suspensão de entrega de produtos e serviços e, para 15%, a principal demanda era o acesso a novos mercados. Com base nas informações, foi traçado um plano de ações para cada necessidade levantada.
Iniciou-se uma articulação institucional com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), junto com a OCB Nacional, a partir de Brasília, para que se iniciasse a liberação de recebimento de propostas nas modalidades ofertas. A Companhia lançou um plano emergencial para garantir, ao mesmo tempo, a comercialização da agricultura familiar e atender instituições socioassistenciais. Foi aberto um canal de comercialização de R$ 11 milhões para compra da agricultura apenas na região Norte.
Foi feito um alinhamento prévio de produtos que poderiam ser acessados pelas cooperativas agro, assim como a verificação de valores. Repassava-se as informações para a Conab, que respondeu quais produtos poderiam ser adquiridos e em que preços haveria viabilidade. Serão comercializados polpas de frutas, legumes, lácteos, hortaliças, entre outros.
Para auxiliar as cooperativas no processo de cadastramento e acesso à modalidade Compra com Doação Simultânea, o Sistema OCB-SESCOOP/PA promoveu uma série de capacitações por meio das empresas NÓS Consultoria, Dinamize e Coletiva, assim como da cooperativa Amazon Focus. Também se fez articulação com técnico da CONAB para participação e orientação nas oficinas.
“Na diagnose prévia via metodologia da Matriz da Cooperação, foram identificados, junto com a CONAB dois desafios principais: o agente financeiro e a qualidade dos projetos. Então promovemos a aproximação das cooperativas de crédito para a intercooperação e, a partir das capacitações, oficinas, mentorias e workshop, preparamos as cooperativas agro para ampliar a assertividade dos projetos submetidos. O resultado foi bastante expressivo”, explicou o consultor e sócio da NÓS Soluções Sustentáveis, Andreos Leite.
Os módulos trabalhados repassaram o passo a passo de como elaborar as propostas para participação, assim como auxiliaram no processo de retransmissão, atendendo aos critérios e pontuações. As oficinas iniciaram em maio e seguiram ao longo do mês de junho. Participaram 17 cooperativas. Destas, 76% foram contempladas com projetos aprovados. Também foi promovido o Workshop Cooperativista Online de Compras Públicas para o segmento agropecuário, que também teve participação da Conab e da OCB Nacional.
“É uma conquista extremamente importante para as cooperativas, pelo contexto e cenário de crise que estava se desenhando durante a pandemia. É mais uma prova de que, em momentos de crise, o cooperativismo se supera pela capacidade de unir pessoas em um mesmo objetivo. Agradecemos aos parceiros que contribuíram para este sucesso, como a CONAB e OCB Nacional”, completo o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.

O último prazo para as cooperativas realizarem o cadastro no SouCoop e manterem sua regularidade no Sistema OCB/PA será até o dia 21 de agosto. Seguindo os requisitos do Estatuto Social da OCB, as unidades estaduais apenas poderão emitir Certidão de Regularidade às cooperativas que, além de cumprirem com suas obrigações financeiras de recolhimento das contribuições e taxas devidas, também cumprirem com o fornecimento das informações cadastrais e documentais atualizadas.
Os documentos que as cooperativas devem repassar anualmente no aspecto contábil são o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado de Exercício das Sobras ou Perdas (DRE), Estatuto Social vigente e a Ata da Assembleia Geral que elegeu a Diretoria e o Conselho Fiscal. Além da informação documental, é necessário enviar informações cadastrais atualizadas, como o telefone para contato e e-mail da diretoria e apresentar os números do quadro social e funcional referente aos cooperados e empregados, inclusive dividindo-os por gênero.
“Reforçarmos a necessidade de realização das Assembleias Gerais e da sua devida prestação de contas. Posteriormente, o envio das informações atualizadas é indispensável para que as cooperativas possam estar regulares junto ao Sistema OCB/PA. Com as mudanças regimentais, agora somente poderemos atestar a regularidade da cooperativa, se estiver adimplente financeira e documentalmente”, enfatizou o analista de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB/PA, Jamerson Carvalho.
Toda a documentação e informações devem ser encaminhadas por e-mail. Neste ano, a equipe técnica do Sistema OCB/PA receberá as informações e fará o cadastramento no Sou.Coop. A partir de 2021, a própria cooperativa terá acesso à base de dados da plataforma e terá de fazer a atualização vinculada ao Sistema. Desta maneira, também demonstraremos a força e organização do cooperativismo paraense com informações e dados que serão apresentados no *Anuário do Cooperativismo Brasileiro-2020.
Além de ser uma exigência para se emitir o certificado de regularidade, o processo garante a participação das cooperativas em chamadas públicas e processos licitatórios que requisitam a documentação. De forma sistêmica, as informações também são relevantes para o diálogo com parceiros estratégicos e para a representatividade do setor, revelando sua expressividade socioeconômica no Estado.
“Já acompanhamos diversas cooperativas que foram exitosas em processos licitatórios por terem a comprovação documental do Sistema OCB/PA. São mercados institucionais importantes que representam a base do orçamento de muitas singulares. Outro ponto importante é a possibilidade de fazermos o Diagnóstico do segmento no Estado, mostrando aos poderes públicos e à comunidade geral quem nós somos”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Cumprindo-se o cadastramento no Sou.Coop, a cooperativa também continuará utilizando as soluções de desenvolvimento do Sistema OCB/PA, como formação profissional, monitoramento, assessoria contábil, assessoria jurídica, programas de fomento a mercado, feiras de exposição e seminários, representação política e sindical.
É importante seguir os prazos determinados para a realização das Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) que, de acordo com Resoluções da OCB Nacional e do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI), deve ser até 31 de julho. A orientação é que se realize a AGO antecipadamente, para garantir o tempo hábil do processo na Junta Comercial do Estado do Pará (JUCEPA).
“Fique atento, o não fornecimento de informações e documentos relacionados ao exercício de 2019 até o prazo estabelecido, não permitirá a atualização de sua cooperativa na Plataforma Sou.Coop, cujo prazo é até o dia 10 de agosto. Em caso de não fornecimento dos dados para a plataforma, a cooperativa estará em situação de irregularidade e consequentemente poderá ter sua demanda não atendida, nem ter acesso aos programas e benefícios do Sistema OCB/PA”, reforçou Jamerson Carvalho.
Mais informações:
(91) 98883-0856

A área de promoção social foi um dos destaques com 3.625 beneficiados em ações do Dia de Cooperar, que arrecadou cestas básicas para cooperativas em situação de vulnerabilidade. No total, foram 297 ações em junho, 2.620 pessoas atendidas e 7.944 beneficiários diretos e indiretos.
A área de monitoramento segue como destaque com 206 ações no mês. Foi feito o contato com as cooperativas regulares no Sistema OCB/PA para estruturação de pesquisa para diagnóstico das características gerenciais das cooperativas paraenses, especialmente os sistemas de controles, gestão da inovação e estruturas de governança.
Também foram prestadas orientações técnicas, legais e contábeis às cooperativas, abrangendo a elaboração de atas de Assembleias Gerais Ordinárias e Estatuto Social, procedimentos a serem adotados para arquivamento na JUCEPA.
Mesmo em meio à pandemia, também houve muitas solicitações para registro de cooperativas na entidade. No total, foram 20 aplicações do Programa de Orientação Cooperativista (POC), tanto no acompanhamento inicial de grupo interessados em empreendedor por meio do cooperativismo, quanto visitas técnicas in loco para registro no Sistema OCB/PA.
Na área de fomento a mercado, a principal ação foi o lançamento do aplicativo ComprasCoopPA no dia 04 de julho, em na Feira da COOPERURAIM em Paragominas. A ferramenta é uma oportunidade para comercialização de produtos das cooperativas com maior agilidade e segurança.
“É um momento histórico que vai ser lembrado. Aqui, novamente, em Paragominas, estamos fazendo a diferença. É um município referência não só para o agronegócio empresarial, mas também familiar. Será um modelo para o restante do Brasil e do Pará”, explicou o superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra.
Já na representação política, o Sistema OCB/PA promovendo visita técnica com a deputada estadual professora Nilse Pinheiro às sedes da COOPERNORTE e SICREDI Sudoeste MT/PA. O objetivo é criar um plano de trabalho com as demandas políticas prioritárias para a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo (FRENCOOP/PA).
“No nosso planejamento previsto, faremos visitas técnicas em outros municípios para que os representantes do Pará no âmbito político conheçam de perto a realidade das cooperativas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
No âmbito da Promoção Social, julho foi o mês de distribuição dos materiais arrecadados com destaque para parcerias interinstitucionais. O SEBRAE/PA fez a mobilização com a Central dos Movimentos Populares que firmou parceria com a UNICEF para atendimento a comunidades vulneráveis no Pará. A CMP também tem apoio da Cruz Vermelha Paraense, que também auxiliou nas entregas dos materiais. O SEBRAE/PA disponibilizou um caminhão para o transporte às cooperativas localizadas em Belém, Ananindeua e Icoaraci.
“Vimos a ação de fato, a união e a entrega desses produtos. É isso que a sociedade precisa: de ação. O Sistema OCB/PA é um parceiro nesse caminho do desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou Rubens Magno, superintendente do Sebrae-PA.

Essa semana, destaque para a parceria entre o Sistema OCB/PA com o Projeto Biotec Amazônica, que incentiva a bioeconomia, a visita da presidente da FRENCOOP/PA, deputada estadual Nilse Pinheiro a cooperativas de Paragominas e ao trabalho da cooperativa de reciclagem COOTPA, de Ananindeua.
A contribuição confederativa é uma das principais fontes para a manutenção da função Sindical do Sistema OCB/PA. Em períodos normais, o prazo para quitação é até 31 de junho, mas como 2020 pode ser considerado sinônimo de atípico, a prazo foi estendido para até 31 de agosto. O Sindicato é o responsável pela representação patronal das cooperativas. Em âmbito nacional, a unidade estadual faz parte da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), que tem por missão “Defender o cooperativismo e os interesses da categoria econômica das cooperativas brasileiras”.
No Pará, a contribuição confederativa foi aprovada em Assembleia Geral, com uma redução de 20%, sem a participação do Governo Federal. “O nosso trabalho só cresce e o movimento cooperativista paraense precisa de um sindicato cada vez mais forte e representativo. Por isso é importante esse apoio das cooperativas para a manutenção do nosso Sindicato”, elucida Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Prova disso é a atuação do Sindicato em exigir a participação das cooperativas em processos licitação, cujos editais “vedam” a participação de cooperativas. “Estamos monitorando esses editais para assegurar o direito das nossas cooperativas em participar e mostrar a qualidade dos seus produtos e serviços”, explica Nelian Rossafa, assessora jurídica do Sistema OCB/PA.
Esta semana mesmo, no último dia 04, saiu mais uma impugnação realizada pelo Sindicato no edital da Justiça Federal de Santarém, que proibia a participação de cooperativas. “Esse é apenas um aspecto do nosso trabalho. Ressalto mais uma vez a importância das cooperativas em apoiar e fortalecer o nosso Sindicato”, frisa Raiol.
A Contribuição Confederativa é calculada por do capital social e estabelece linhas específicas e alíquotas para cada uma delas.
Serviço: Para mais informações sobre o valor para a sua cooperativa e/ou demais esclarecimentos: (91) 98883-0856 /
Se preferir, clique aqui para acessar as informações sobre a Contribuição Confederativa disponibilizadas pela CNCoop.
O formato será online e terá participação da UFPA, UFRA, UNAMA, IFPA Castanhal, Capitão Poço e de Santarém e Universidade de Alicante, da Espanha.

O 1º Encontro Paraense de Pesquisadores do Cooperativismo (EPPC) é um evento que marca o incentivo do Sistema OCB/PA à produção de conhecimento acerca do cooperativismo. É o primeiro realizado em parceria direta com as academias a fim de valorizar e estimular a produção acadêmica sobre o sistema de produção cooperativista paraense, singular e único. Este ano, estava previsto para ocorrer em abril. No entanto, devido à pandemia, foi reprogramado para os dias 17 e 18 de setembro em formato online, pela plataforma Microsoft Teams.
Com essa reprogramação necessária, o evento ganhou mais um dia e mantém programação original, com as palestras, apresentação de pesquisas docentes e discentes, que selecionou 34 trabalhos de alunos. “Foi um grande desafio para nós adequarmos um evento que estava pronto para acontecer, mantendo o mesmo espírito acadêmico, engajamento e ‘presença’ online. É um evento que sonhamos junto de cada participante para mostrar o resultado de cada um. Certamente, o estudo do cooperativismo será antes e depois do EPPC”, comentou Melize Borges, coordenadora geral do EPPC do Sistema OCB/PA.
O evento ocorreria dentro da programação da maior da Feira de Negócios do Cooperativismo que, além de apresentar produtos e serviços de cooperativas paraenses, visava proporcionar uma experiência científica. “O cooperativismo é maior do que o próprio empreendimento cooperativista em si. É um sistema de produção, um estilo de vida, de coletividade, de comunidade, que precisa ser estudado, reconhecido e valorizado, porque gera uma mudança de mentalidade, de cultura e de modos operandi. Por isso, é tão importante incentivar e aproximá-lo das instituições de ensino técnico e superior”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Educação
Nos últimos 10 anos, o Sistema OCB/PA investe na cultura da qualificação profissional, fazendo parceria com instituições de ensino para a realização de MBAs em Gestão de Cooperativas, em que a 3º turma está em andamento em Santarém, região oeste do Pará. Recentemente, no Mestrado Profissional em “Empreendimentos Agroalimentares”, voltados para beneficiar cooperativas, em parceria com o IFPA Castanhal.
“O 1º EPPC foi todo pensando para ser a confluência dessas ações de qualificação reais, concretas. Hoje, temos de fato pesquisadores em cooperativismo que precisam ser valorizados, ter o resultado de suas pesquisas divulgadas, para que possamos alcançar níveis cada vez mais altos nas nossas cooperativas, tanto no aspecto de mercado, quanto no aspecto humano, de qualidade de vida, de singularidade social, que só o cooperativismo é capaz de gerar”, finaliza Raiol.
Para inscrições acesse o link abaixo:
https://sigaa.ufra.edu.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/391
Informações: (91) 9155-2580/
A modalidade online faz parte da estratégia para continuar a atender às demandas das cooperativas e para fortalecer o segmento.

Há algum tempo, o Sistema OCB/PA já estudava plataformas online para realização de cursos. Com a necessidade de distanciamento e isolamento social, provocada pela pandemia, esse processo foi acelerado e no próximo dia 10, inicia o primeiro “Curso Básico de Cooperativismo” online aberto para todas as cooperativas e comunidade em geral. As inscrições são gratuitas.
Os cursos têm carga horária de 4 horas por dia, certificação de conclusão, e são acompanhados por técnico do Sistema. Segundo Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, essa modalidade veio para ficar. “Por cultura nossa, pelo gosto que nós temos em estarmos todos juntos, acabávamos não priorizando a implantação desse formato virtual. Hoje, esse pensamento já não cabe mais. Estamos ampliando cada vez mais os nossos paradigmas e contamos com a participação e apoio das cooperativas”, ressalta.
Os cursos serão transmitidos da Casa do Cooperativismo, sede do Sistema OCB/PA em Belém, via Microsoft Teams, uma das plataformas mais seguras do mundo. Para participar é necessário se inscrever e comparecer ao curso. Raiol enfatiza ainda que esse novo formato irá facilitar a formação de turmas. “Já vivenciamos casos de cooperativas que tinham dificuldade de compor turma mínima, com o Online, será possível congregar várias cooperativas, trocar experiências e soluções inovadoras, intercambiar nossas expertises e – com isso – fortalecer ainda mais o cooperativismo”, completa.
Outro aspecto importante, é que por meio da participação dos cursos, capacitações e treinamentos, o Sistema OCB/PA consegue monitorar as cooperativas, analisar e convidá-las para participação de projetos específicos, investir em algum programa especial, como o de Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista (Gescoop), que traça um planejamento estratégico centrada na viabilidade, metas e perfil da própria cooperativa. “A cultura cooperativista é algo que precisa ser alimentado e esse alimento se chama educação. Cada gestão possui um nível de maturidade. Quanto mais capacitada, mais maturidade e condições de crescimento as cooperativas terão.”, finaliza Raiol.
Veja o calendário de agosto dos cursos online:
- 10/08 – Curso Básico de Cooperativismo
- 11/08 – Curso de Conselho de Administração
- 13/08 – Curso de Conselho Fiscal
- 14/08 – Curso de Governança Cooperativa
- 17/08 – Curso Básico de Cooperativismo
- 18/08 – Curso de Conselho de Administração
- 20/08 – Curso de Conselho Fiscal
- 20/08 – Curso de Governança Cooperativa
Informações e inscrições: (91) 9155-2580/
Embora o principal produto seja o dendê, a cooperativa está fazendo experiências em SAFs, avi e psicultura

Da zona rural do município de Moju, direto para a sua mesa. Esse é o objetivo da COOPERPALMA, cooperativa agropecuária, que nasceu no dia 09/12/2019, com 66 cooperados para comercializar dendê para uma grande indústria da região. Hoje, já com um número maior de cooperados, mais de 70, busca a diversificação da produção com o apoio do Sistema OCB/PA, Sindicato Rural e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
A cooperativa está investindo em conhecimento e parcerias para, aos poucos, sair da monocultura. Está plantando em sistema agroflorestal cacau, banana e açaí. Já possui 90 mil mudas de cacau e 10 mil de banana. Também está investindo em hortaliças e começando as primeiras experiências com a avi e psicultura. Prova disso é a avaliação positiva da proposta feita pela cooperativa à Embrapa Pesca e Aquicultura, de Palmas (TO), “Rações com subprodutos das agroindústrias paraense: um caminho para o desenvolvimento piscícola”, no último dia 31, que atendeu a todos os critérios “de desenvolvimento de soluções tecnológicas por meio e mecanismos de inovação aberta” e, em breve, começará a ser acompanhada pela Embrapa Amazônia Oriental.
“O nosso objetivo aqui é alimentação. Tudo que pudermos trabalhar, da melhor maneira possível, gerando qualidade de vida para os nossos cooperados e clientes é a nossa meta”, conta Daniel Martins, presidente da COOPERPALMA.
Antenada às oportunidades, a cooperativa pleiteou junto ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (Ifpa) a possibilidade de ser tornar uma unidade recebedora do Programa de Residência Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que abriu um edital para que estudantes de cursos de ciência agrárias de nível superior ou técnico, em fase de conclusão ou recém-concluintes, para que possam fixar residência em unidades recebedoras de empreendimentos agro. Já no início deste mês, a cooperativa também recebeu a confirmação que serão uma unidade recebedora do Programa.
“Um dos principais problemas no nosso Estado é a escassa assistência técnica. Um Programa como esse ajudará muito em curto, médio e longo prazos porque aproxima as academias da realidade dos nossos empreendimentos cooperativistas. Isso irá gerar mais resultados para as cooperativas, mais conhecimento para os estudantes e, consequentemente, mais produção de científica. Todos ganham”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.

O Programa
As cooperativas podem se candidatar como unidades recebedoras de estudantes residentes deste que arquem com o translado, alimentação e hospedagem de cada residente, quando ou se houver necessidade. Para orientar sobre a participação e os critérios de seleção, o Ministério disponibilizou uma Manual de Operações do Programa de Residência Agrícola.
As instituições de ensino deverão enviar propostas para o Mapa até o próximo dia 17. Para estudantes de ensino técnico, a bolsa mensal é de R$900,00 e, para os de graduação ou recém-egressos, de R$1.200,00. As bolsas terão prazo de até 12 meses. A carga horária do trabalho dos residentes é de 40 horas semanais. Os professores orientadores também receberá uma bolsa de R$200,00 por aluno, para orientar de 5 a 10 alunos.
No próximo dia 06, a COOPERPALMA receberá representantes do Sistema OCB/PA, do Senar e agentes públicos, que farão a entrega de certificados de cursos, rodadas de conversa e esclarecimentos gerais sobre o mercado, oportunidades e inovação.
“Estamos certos que essa cooperativa tem um grande potencial. Prova disso é essa visão cada vez mais aberta, inovadora e vincada na cooperação”, adianta Raiol.
Entre as iniciativas acordadas, constam: agregar valor aos bioprodutos das cooperativas; gerar novos negócios de base tecnológica a partir da biodiversidade e solucionar gargalos tecnológicos que impactem na melhoria de competitividade das cooperativas.
A Organização Social BioTec-Amazônia assinou acordo de cooperação com o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileira do Estado do Pará (OCB/PA), no dia 23 de junho 2020. A articulação de alianças duradouras com associações, lideranças empresariais, acadêmicas e de governo, voltadas para o aumento da inovação em setores econômicos é parte do trabalho da BioTec-Amazônia junto à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), por meio de arranjos institucionais inovadores que estabeleçam uma nova cultura de relacionamento em prol do desenvolvimento sustentável.
O Diretor-Presidente da BioTec, Professor José Seixas Lourenço, reforça que as assinaturas de acordos de cooperação, são celebrações que instituem parcerias para a criação e consolidação de ambientes de inovação nas regiões de integração do Estado. “As celebrações têm por objetivo estabelecer parceria para a viabilização de cooperação técnico-científica, visando o desenvolvimento de atividades de interesse comum das instituições partícipes e a execução de projetos, estudos e pesquisas, com foco nas áreas de biodiversidade, biotecnologia e bionegócios. Assim, a BioTec-Amazônia busca introduzir tecnologia e inovação nas cadeias produtivas, por meio das cooperativas vinculadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)”, destacou.
Para Ernandes Raio, Presidente do Sistema OCB/PA, esse acordo de cooperação é uma maneira de articular estratégias com atores locais. “A OCB/PA fica muito feliz em poder participar e tem como perspectiva poder articular parcerias estratégicas entre os atores locais, envolvendo os produtores entre eles os cooperados de nossas cooperativas, os agentes públicos e a academia, para que sejam desenvolvidos e implantados projetos de pesquisas que valorizem toda a nossa potencialidade, bem como tragam resultados expressivos e reais às nossas cooperativas”, explicou.
A OCB/PA agora participa de reuniões com a BioTec-Amazônia, como a que ocorreu no último dia 24 de julho de 2020, onde foi aprofundada a capacidade da OCB de agregar alternativas para o trabalho da OS. “Como representantes do Cooperativismo, vamos caminhar juntos com as instituições de ensino superior e tecnológicas, sejam elas públicas ou privadas, assim como junto aos governos estadual e municipal, servindo de ferramenta para o desenvolvimento do cooperativismo paraense”, disse Raiol.
Entre as iniciativas acordadas pelas entidades assinantes estão: agregar valor aos bioprodutos das cooperativas; gerar novos negócios de base tecnológica a partir da biodiversidade e solucionar gargalos tecnológicos que impactem na melhoria de competitividade das cooperativas. “Hoje, por exemplo, buscamos por meio de nossas cooperativas do ramo agropecuário, desenvolver a verticalização da produção, gerando emprego e renda para as pessoas que estão ao entorno de nossas cooperativas e é imprescindível a preocupação com o meio ambiente, por meio da utilização de uma energia limpa e renovável, assim como o tratamento dos resíduos gerados devido a verticalização. Além disso, junto com a UFRA, desenvolvemos o COMPRASCOOP PA, um aplicativo de compras que permite o consumidor comprar produtos de qualidade, a um preço justo e diretamente do produtor”, finalizou Ernandes Raiol.
Eixos – A BioTec-Amazônia já realizou assinatura de Acordos de Cooperação Técnica com Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretarias de Estado. As entidades, assinantes do termo, estabeleceram, entre outros, o objetivo de contribuir com a governança inovadora, auxiliando a BioTec-Amazônia a articular com os diferentes segmentos (lideranças empresariais, acadêmicas e de governo).
Além disso, podem contribuir para a prospecção e atração de novos negócios para o Parque de Ciência e Tecnologia promovendo e incentivando, juntamente com a OS, a participação em eventos, fóruns e vitrines de invenções de potenciais investidores.
Quem somos – A BioTec-Amazônia tem por finalidade promover o uso sustentável da biodiversidade amazônica, em especial do estado do Pará, construindo projetos em parceria com ICT’s e o setor privado, agregando valor a biodiversidade por meio do estudo biotecnológico dos principais ativos voltados aos setores de biocosméticos, superfoods, nutracêuticos e de fármacos, o que permitirá atrair novos investimentos para o estado do Pará no setor de bioeconomia. A BioTec-Amazônia atua também no suporte tecnológico as cadeias produtivas locais nas regiões de integração do estado, promovendo ambientes de inovação junto as ICT’s locais, desenvolvendo projetos que aproveitem o potencial produtivo da região tais como a cadeia da piscicultura, pecuária, fruticultura, florestas e produtos não madeireiros com ênfase na manutenção floresta em pé e agricultura sustentável de baixo carbono.
Fonte: Ascom Biotech - Sílvia Leão

As ações em prol do cooperativismo paraense foram destaque na mídia desta semana: a grande conquista da primeira cooperativa de crédito, SICOOB Transamazônica, a repassar uma das linhas de crédito mais importes da região: o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO); e a comitiva formada pelo Sistema OCB/PA e Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo do Pará (FRENCOOP/PA) a cooperativas de Paragominas.

Dando continuidade ao programa de fortalecimento da representação política das cooperativas, o Sistema OCB/PA está promovendo uma série de visitas técnicas com parlamentares a singulares paraenses. A deputada estadual professora Nilse Pinheiro visitou, na última quarta (29), as sedes da COOPERNORTE e SICREDI Sudoeste MT/PA.
No planejamento previsto, ainda serão realizadas visitas técnicas em outros municípios para que os representantes do Pará no âmbito político conheçam de perto a realidade das cooperativas. O objetivo é criar um plano de trabalho com as demandas políticas prioritárias para a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo Parense (FRENCOOP/PA), presidida pela deputada estadual.
“A deputada pôde conhecer de perto as necessidades que estão impactando diretamente no crescimento das cooperativas. Já marcamos uma reunião de trabalho na próxima semana para estruturar todas as demandas, compreendê-las melhor e encontrar as melhores alternativas”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Pela manhã, se iniciaram as visitas. A equipe da Cooperativa Agroindustrial Paragominense (COOPERNORTE) recebeu a comitiva na sua sede administrativa, onde foram apresentados os resultados da singular em números, os desafios estabelecidos em seu planejamento e as principais demandas no âmbito político.

Os 88 cooperados atuam com a produção de soja, milho, sorgo e milheto. A cooperativa teve um crescimento de 47,8% em seu faturamento durante os últimos quatro anos. Em 2015, a COOPERNORTE chegou a R$ 68,9 milhões. Em 2019, o faturamento chegou a R$ 328,7 milhões. A projeção é que o número ultrapasse os R$ 419 milhões ainda em 2020.
A estratégia de crescimento da cooperativa visa, após a ampliação da capacidade de armazenamento e do laboratório de classificação, fomentar a integração da lavoura pecuária com produtos e serviços, integração com avicultura e implantar fábrica de ração e óleo na etapa de verticalização. Na etapa de expansão, em até sete anos, se buscará o fomento à produção animal de peixes e suínos, assim como a criação de marca própria de produtos agroindustriais.
Na ocasião, foram entregues dois ofícios à deputada Nilse Pinheiro com demandas política a serem apresentadas ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA). Um deles se refere ao tratamento tributário aos produtores rurais e estabelecimentos agroindustriais, com a prorrogação permanente dos efeitos do capítulo 23 do Regulamento do ICMS.

“O artigo 174 concedia o diferimento do ICMS aos produtores rurais na saída interna de arroz, milho, feijão e soja quando destinados a estabelecimentos industriais, assim como a redução da base de cálculo dos seus produtos de forma que a carga tributária líquida fosse de 2%. Também isentava o produtor no pagamento do ICMS nas aquisições de máquinas, equipamentos e implementos destinados ao ativo imobilizado. A manutenção desses pontos é fundamental para fomento da atividade produtiva”, afirmou o presidente da COOPERNORTE, Bazílio Carloto.
Outra demanda levantada foi a alteração da redação do artigo 100 do decreto 308/19, que concede isenção na prestação de serviço de transporte intermunicipal de grãos, destinada ao contribuinte do imposto que tenha inicio e término em território paraense. Atualmente, o texto limita a abrangência da isenção às cooperativas, pelo fato de o tomador do serviço ter de ser estabelecimento “produtor” deste Estado. No entanto, uma das finalidades das cooperativas é receber a produção, comercializá-la e garantir benefícios aos produtores cooperados.

SICREDI
A deputada estadual também visitou a agência da cooperativa SICREDI Sudoeste MT/PA em Paragominas. A parlamentar conheceu o espaço físico, os serviços disponibilizados pela singular, os resultados em números e as demandas políticas.
As solicitações apresentadas foram: articulação política para operar com o consignado junto aos servidores públicos do Estado; início das operacionalizações com o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), para atender a comunidade, pessoas jurídicas e produtores rurais; Realizar o recebimento dos tributos estaduais por meio de convênio com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA).
“Foi um prazer receber a deputada e apresentar as demandas pensando no desenvolvimento local da comunidade. Tenho certeza que, junto com a OCB/PA, a Frente Parlamentar irá nos apoiar para avançar nesses temas”, afirmou o gerente regional do SICREDI Sudoeste MT/PA, Cristiano Oliveira.

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa que oferta soluções e benefícios aos cooperados no acesso ao crédito. O Sistema tem presença nacional e, no Pará, a singular está presente em 26 municípios, possui 85 mil associados, 36 agências, 530 colaboradores, R$ 1,8 bilhões em ativos e R$ 80 milhões de resultado em 2019.
“Conhecemos experiências exitosas e sentimos também as suas dores. Vamos levá-las para discussão na ALEPA, Secretarias e com o Governador do Estado. A FRENCOOP tem essa missão de atender de forma personalizada, entender, apoiar e defender as cooperativas. Sabemos que o cooperativismo pode alavancar o desenvolvimento do Pará”, completou Nilse.
Por meio de um projeto do Ministério Público do Trabalho, a cooperativa conseguiu a instalação de 24 placas fotovoltaicas

Quando o trabalho é bom o reconhecimento vem. Esse é o lema da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais do Aurá (COOTPA) que, aos poucos, está mudando a vida de 19 cooperados em quase 20 anos de atuação. Com o início na coleta de materiais recicláveis ainda no antigo lixão do Aurá, em Ananindeua, que chegou a ser o 2º maior do Brasil em número de catadores, a COOTPA buscou a organização e a profissionalização para melhorar a qualidade de vida, aumentar a renda e a autoestima de ser um profissional da reciclagem. Não à toa, isso chamou a atenção de vários grupos empresariais e de agentes públicos, como é caso do Ministério Público do Trabalho que, por meio de um projeto social, conseguiu recursos para a instalação de 24 placas fotovoltaicas de geração distribuída para cooperativa, o que a transformou na primeira cooperativa de reciclagem a utilizar energia renovável no Pará.
Em 2016, a renda média por quinzena de um cooperado era de R$ 60,00. Depois de toda a reestruturação chegou a ser de R$900,00. Com a pandemia, ainda está oscilando na marca dos R$400,00. A conta de energia era uma das vilãs devido ao maquinário utilizado diariamente e mesmo antes dessa política de bandeiras verdes, amarelas e azuis, que só se sabe quanto se consome, mas nunca quanto de fato vai se pagar de fato, a cooperativa chegou a pagar mais de R$800, 00 pela energia elétrica.
O Ministério Público do Trabalho incluiu a cooperativa em um projeto para a instalação de placas fotovoltaicas, com o sistema de geração distribuída, que gera energia e devolve para a rede. Hoje, basicamente, a cooperativa arca com os tributos e a iluminação pública, e paga um valor médio de R$ 120,00.
Além do aspecto econômico, a energia solar fotovoltaica é proveniente de uma fonte abundante, gratuita, silenciosa, sustentável e limpa, que traz benefícios ambientais e sociais alinhados aos valores das cooperativas de reciclagem, por ser não poluentes e a fonte de energia mais barata do mundo.
“Estamos mostrando mais uma vez para a sociedade que, além de dar a destinação mais adequada aos resíduos que podem ser reciclados, estamos também preocupados com a forma tradicional de geração de energia, que provoca muitos impactos ao meio ambiente. Também temos uma economia com a energia elétrica, que nos permitirá investir em outras áreas na cooperativa. Estamos certos que esse modelo de energia é o ideal para nós”, conta Noêmia do Nascimento, presidente da COOTPA.
“Isso mostra o quanto às cooperativas de reciclagem estão empenhadas em realmente vivenciar a sustentabilidade em essência. Reciclagem e produção de energia renovável caminham juntas para um estilo de produção voltado para a sustentabilidade ambiental e econômica”, ressalta Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Sustentabilidade
Dados de 2019 da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicam que as instalações de placas fotovoltaicas representam 99,8% da geração distribuída no Brasil, num total de 171 mil sistemas conectados à rede e mais de R$ 10 milhões de investimentos acumulados desde 2012.
No ranking nacional de produção energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Absolar indica que o Pará está 18º lugar em produção de energia por meio de painéis fotovoltaicos com 1,2% de participação.
É a primeira vez que o Ministério realiza essa modalidade para aproximar academia de produção rural na prática

Um dos principais gargalos do desenvolvimento agrário é a falta de assistência técnica. No Pará, esse problema fica ainda mais evidente por conta da logística amazônica que, além de longa e demorada, muitas vezes é feita por mais de um tipo de meio de transporte. Pensando nessas diferentes realidades e na necessidade tanto de produtores quanto das universidades, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu o primeiro edital do Programa de Residência Profissional Agrícola que visa selecionar projetos voltados para a qualificação técnica de estudantes e recém-formados de cursos da área de Ciências Agrárias e afins, de nível médio e superior, por meio de um treinamento prático, supervisionado e orientado para a formação de profissionais capaz de dar respostas às demandas do dia a dia do trabalho no campo.
Para o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA), esse programa representa uma excelente oportunidade para a academia também conhecer a realidade das cooperativas agro do Estado. “Há algum tempo já estamos incentivando ações conjuntas com algumas instituições de ensino superior para que haja essa aproximação, produção de conhecimento e troca de experiências entre as cooperativas agro e essas instituições, a prova disso será a realização do 1° Encontro de Pesquisadores do Cooperativismo Paraense (EPPC), em setembro. Essas ações de Residência Profissional, a curto, médio e longo prazo serão muito benéficas para todos os envolvidos: mais produtores receberam assistência especializada, mais profissionais terão vivência de uma cooperativa e, consequentemente, mais conhecimento será produzido”, ressalta Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
As instituições de ensino deverão enviar propostas para o Mapa até o próximo dia 17. Para estudantes de ensino técnico, a bolsa mensal é de R$900,00 e, para os de graduação ou recém-egressos, de R$1.200,00. As bolsas terão prazo de até 12 meses. A carga horária do trabalho dos residentes é de 40 horas semanais. Os professores orientadores também receberá uma bolsa de R$200,00 por aluno, para orientar de 5 a 10 alunos.
As cooperativas podem se candidatar como unidades recebedoras desses residentes. Vale ressaltar que, cada unidade recebedora, deverá arcar com o translado, alimentação e hospedagem de cada residente, quando houver necessidade. Para orientar sobre a participação e os critérios de seleção, o Ministério disponibilizou uma Manual de Operações do Programa de Residência Agrícola.
Hoje, às 16h30, a OCB/PA realizará um WebiCOOP PA especial para tratar exclusivamente sobre esse programa, com o Pró-reitor adjunto de Extensão da Universidade Federal Rural da Amazônia, Jonas Castro.
Serviço: Clique aqui para acessar o edital completo do Programa de Residência.
A partir dessa autorização, será possível ampliar o número de acessos a essa linha de crédito, com taxa de 2,5% ao ano
A cooperativa financeira SICOOB Transamazônica é a primeira do Estado autorizada a repassar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), modalidade Emergencial à totalidade dos municípios paraenses, criada para ajudar na recuperação econômica da região, com taxa de 2,5% ao ano. O FNO pode financiar investimentos de longo prazo, capital de giro ou custeio. É destinado aos segmentos agropecuário, agroindustrial, industrial, comércio, serviços, turismo, cultural e infraestrutura.
Criado em 1988, o FNO visa contribuir para a promoção do desenvolvimento econômico e social da região Norte por meio de programas de financiamento de setores produtivos privados. A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia é responsável pelas diretrizes e prioridades de aplicação dos recursos do FNO, de acordo com a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia. Os recursos do Fundo são administrados pelo Banco da Amazônia, vinculado ao Ministério da Fazenda, responsável por fazer as aplicações através de programas já elaborados, anualmente, previstos pelo Plano Plurianual para a Amazônia.
Até este mês, era operado exclusivamente pelo Banco da Amazônia. Com essa autorização, o cenário mostra-se muito mais promissor para o sistema produtivo paraense, em especial para as cooperativas. “Essa é uma das mais importantes linhas de crédito disponíveis na nossa região. As cooperativas têm um contato muito mais próximo com os associados e isso irá beneficiá-los diretamente. A nossa cooperativa será o piloto. Certamente, será autorizada para as demais cooperativas de crédito. O cooperativismo é um importante motor de desenvolvimento social e econômico. Onde há um cooperativismo forte, toda a região é beneficiada”, enfatiza Antônio Henrique Gripp, presidente do Conselho de Administração do SICOOB Transamazônica.
Expansão
De Pacajá apta a atender os mais 143 municípios paraenses. Fundada em 2016, a cooperativa nasceu com o empreendedorismo na veia, com 100% da diretoria executiva e conselhos formados por comerciantes e empresários rurais e já em sistema de livre admissão. A diretoria executiva é contratada e oriunda do mercado, com sólida experiência em administração de instituições financeiras. Em 2019, foi autorizada pelo Banco Central para operar em todo o território paraense. Hoje, o SICOOB Transamazônica figura como a maior do setor no estado do Pará em ativos, com R$ 100 milhões, e em número de associados, com 11 mil cooperados. Está presente em 20 municípios, com agências e escritórios de negócios, e abriu um processo seletivo para a contratação em mais 50. No total, são 100 funcionários e serão contratados mais 50%.
Para se ter uma ideia da velocidade de expansão da SICOOB Transamazônica, em janeiro, a singular possuía 5 mil associados e R$50 milhões em ativos. Em seis meses, dobrou o número de ativos e ultrapassou o dobro de cooperados. A meta é associar mais 4 mil até dezembro. Para 2021, mais ousadia: 30 mil cooperados.
“Nascemos dentro do ambiente empresarial. Isso nos permite perceber as lacunas e oportunidades deixadas pelos agentes financeiros no Estado, principalmente, quando se trata do interior. O nosso corpo diretivo e conselhos são empreendedores e isso nos propicia pensar ações com muito mais segurança e liberdade”, explica Lucas Gelain, diretor-presidente da Diretoria Executiva do SICOOB Transamazônica.
A cooperativa disponibiliza todos os serviços bancários autorizados atualmente pelo Banco Central, como conta corrente, poupança, consórcio, financiamentos, capital de giro, cheque especial, cartão de crédito, de débito, crédito pessoal, investimentos, aplicativo e internet bank. Tudo com taxas e juros, em média, até 40% mais baixos que as instituições bancárias convencionais.
“Quanto uma pessoa se associa a uma cooperativa de crédito, ela passa a ser dona e cliente ao mesmo tempo. Logo, se ela é dona, deve pagar mais ‘barato’ na sua própria empresa e, ainda, sendo dona ela terá direito a receber parte da riqueza gerada pela cooperativa de maneira proporcional ao volume operado por ela mesmo. Isso significa que ela vai receber o que chamamos de ‘sobras’. No mercado tradicional isso não existe”, esclarece Gelain.
A “sobra” é o total de riqueza gerada pela cooperativa, que ao final de 12 meses, é apurada e rateada de maneira proporcional a participação de cada associado na singular. “Além da questão do relacionamento, da proximidade e das soluções, os sócios que pertencem à comunidade onde a cooperativa está inserida recebem esse rateio. Consequentemente, esse recurso volta para a cadeia produtiva e local e todos são beneficiados”, completa Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Fazer a destinação correta de materiais recicláveis também é uma forma de cidadania

Cidade morena, do cheiro de manga e sabor de açaí essa descrição poética dos apaixonados pela capital paraense deixa de lado um drama secular que persiste em se manter a vista de todos: o lixo. Está tão visível que se tornou “natural” ver pequenos ou médios aglomerados de detritos pelas esquinas, entulho jogado em canais, igarapés ou em terrenos abandonados. Apesar de toda a tecnologia, das informações sobre os benefícios da destinação correta dos resíduos e materiais recicláveis, da legislação que estabelece as normas e exigências de coleta e tratamento, o dia a dia da cidade evidencia que essa prática está longe de se tornar realidade.
Em um breve passeio pela Av. Mário Covas, que corta o bairro da Cidade Nova, em Ananindeua, é fácil enxergar amontoados de lixo, às vezes até espalhados nas calçadas ou no meio fio. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece uma série de ações com o objetivo de promover uma maior cidadania às pessoas. Dar destino correto para os resíduos é uma das formas de se gerar cidadania e também depende da participação das pessoas em separar em casa os resíduos”, explica da Noêmia do Nascimento, presidente da cooperativa de reciclagem COOTPA.
Cultura do lixo
Mesmo que seja grotesco, a cultura de descartar o lixo no meio ambiente ou na rua ainda é vista como algo normal, que se pode despejar tudo sem qualquer critério ou cuidado. Essa é uma as razões do hábito de se jogar objetos, entulhos em locais que aparentemente não irá mais incomodar. A pergunta é: não vai mais incomodar a quem? Ou: até quando não vai incomodar? Basta cair uma chuva que as repostas logo se apresentam.
Com a pandemia, esse problema se mostrou ainda mais preocupante, justamente por ser a higiene e o saneamento aliados poderosos no combate ao novo coronavírus. Só no Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA) estão cadastradas dez cooperativas que realizam a coleta seletiva em Belém, Ananindeua, Castanhal, Santarém, Vigia, Paragominas, Xinguara e Canaã dos Carajás.
“As cooperativas de reciclagem realizam um trabalho de extrema importância na inclusão social, educação e cuidado com o meio ambiente, mas para que esse trabalho se desenvolva e seja cada vez mais sustentável é imprescindível que tanto a sociedade com as gestões públicas façam cada uma a sua parte”, pondera Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
Tendo em vista esse perfil e com o objetivo de aperfeiçoar e acelerar esse processo de inclusão social, há 10 anos cooperados da CONCAVES estão investindo na educação como forma de reposicionar a cooperativa. Antes, a maioria dos cooperados era composta por pessoas que estivam completamente excluídas do mercado de trabalho por baixa escolaridade e/ou idade avançada.
“Eles não conseguiam mais empregos, estavam com uma autoestima muito ruim, sentiam-se incapazes. Hoje, isso está mudando. Já somos três tecnólogos em Gestão Ambiental, um administrador e mais um que está graduando em Ciências Contábeis. Eles sabem da importância do nosso trabalho quanto agente prol meio ambiente tanto na coleta materiais como no descarte adequado. Imagine só se todos esses produtos ainda estivessem no meio ambiente, quanto de doenças, quanto de problemas estamos evitando para nós e para toda a região?”, expõe Débora Baia, tecnóloga em Gestão Ambiental e presidente da CONCAVES.
Em Icoaraci, a cooperativa de reciclagem COCAVIP alerta para o cuidado com a separação dos resíduos. “Já chegou aqui material que tinha até rato morto dentro. Imagine o período que isso representa para a nossa saúde. As pessoas precisam ter em mente que não recolhemos lixo. Lixo é aquilo que não serve para nada e esses materiais servem para sustentar 70 famílias, só aqui na nossa cooperativa”, conta Nádia Luz, presidente da COCAVIP.
Serviço: Conheça as cooperativas que fazem a coleta seletiva, entre em contato e agende a coleta. A sua participação pode fazer a diferença para dezenas de famílias em todo o Estado.
Agendamentos:
Belém
CONCAVES: (91) 98116-6185
FILHOS DO SOL: (91) 99728-9838
COCAVIP: (91) 98446-8585
Ananindeua
COOTPA: (91) 98076-4349
Castanhal
COOPENORTE: (91) 3711-0657 / 98867-2232
Vigia
RECICRON: (91) 98204-8133 / 99141-3858
Paragominas
COOMPAG: (91) 98860-4145
Santarém
COOPRESAN: (93) 99136-5489
COOPERCAT: (93) 99216-8779
Xinguara
COOPERLIMPA: (94) 99128-1764
Canaã dos Carajás
COOLETTAR: (94) 99134-9646

No nosso "Na Mídia" desta semana, destaque para a Sicredi, para as parcerias com a Unicef, Sebrae-PA, Cruz Vermelha e Central dos Movimentos Populares, que beneficiaram as cooperativas de reciclagem de Belém, e para o esforço de todo o sistema cooperativo brasileiro para organizar o maior portfólio de cooperativas das cinco regiões do país!
Teve também notícia sobre mais uma importante conquista renovada: o Termo de Cooperação Técnica entre o Sistema OCB/PA e a Jucepa.
É o Sistema OCB/PA mostrando a cara e o jeito do cooperativismo paraense! ✍?
#NaMidia
#SistemaOCBPA
Com um clique, as cooperativas poderão acessar o novo Certificado de Registro e de Regularidade com a OCB/PA por meio da plataforma Sou.Coop, que será o maior sistema de informações do cooperativismo brasileiro. Para que essa meta seja alcançada, as cooperativas paraenses têm até o dia 10 de agosto para enviar as informações e documentos para o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (OCB/PA). Esse certificado permite que a cooperativa comprove a total regularidade com a OCB/PA, uma exigência da Lei Estadual do Cooperativismo.
O cooperativismo possui uma identidade própria e um estilo de negócio que precisa ser valorizado, inclusive dentro das próprias cooperativas. Para isso, é necessária uma gestão cada vez mais profissionalizada, com entendimento macro das regras de mercado, das exigências legais e das formas de diferenciação.
“O Sistema está trabalhando para que a sociedade saiba como é o trabalho de uma cooperativa, baseado em princípios consolidados, em transparência, ética e no ganho local, em comunidade, no crescimento em conjunto. Hoje, o consumidor, o cliente, está cada vez mais lúcido para essas questões de integridade produtiva é exatamente isso a nossa principal marca. Precisamos estar com isso na pele de cada cooperado, estampado em cada produto de nossas cooperativas”, enfatiza Ernandes Raiol, presidente da OCB/PA.
Alertas a esses fatores, alguns agentes públicos estão incluindo na lista de documentos para a participação em chamadas públicas e processos de licitação o Certificado de Regularidade com a OCB/PA, que é atualizado a cada 30 dias.
Com o Sou.Coop, também será possível ter um cenário mais nítido do real cenário das cooperativas de todo o Brasil. “A partir dessa informações será lançado o Anuário do Cooperativismo Brasileiro de 2020 em 2021. Isso nos ajudará ter uma espécie de diagnóstico de cada região, de cada estado e suas respectivas particularidades, potencialidade e carências. Isso é fundamental para nortear as nossas ações”, enfatiza Raiol.
No Brasil, a unidade paraense é a única que fará o cadastramento para as cooperativas. “Como é o primeiro ano de aplicação da plataforma, vamos fazer o cadastramento das cooperativas com o objetivo de salvaguardar todo o processo, mas é imprescindível que as cooperativas entrem em contato o mais rápido possível e nos enviem todos os dados”, reforça Jamerson Carvalho, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
Segundo determinação da OCB Nacional, todas as unidades estaduais só poderão emitir o novo Certificado de Registro e de Regularidade às cooperativas que cumprirem todos os requisitos legais, fornecerem as informações atualizadas, os recolhimentos de contribuições e taxas.
Os documentos que as cooperativas devem repassar são: o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado de Exercício das Sobras ou Perdas (DRE), Estatuto Social vigente e a Ata da Assembleia Geral, que elegeu a Diretoria e o Conselho Fiscal. Também é necessário enviar informações cadastrais atualizadas, como o telefone para contato e e-mail válido da diretoria e apresentar os números do quadro social e funcional referente aos cooperados e empregados, inclusive dividindo-os por gênero.
A partir de 2021, a própria cooperativa fará a atualização direto na base de dados da plataforma e terá de fazer a atualização vinculada ao Sistema.
Mais informações:
E-mail:
Celular: (91) 98883-0856
Clique aqui para assistir ao vídeo sobre os benefícios do Sou.Coop.
Acesse também a Resolução 52/2018, clique aqui.
A resolução apresenta novidades e mais clareza ao processo

Antigamente, bastava à cooperativa ter toda a documentação em dia para ser considerada constituída. Ledo engano. Uma cooperativa é muito mais do que documentos, é uma união de pessoas com o único propósito de empreender coletivamente e crescer, tanto como negócio como em comunidade. É com base nisso que a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), unidade nacional, estabeleceu a Resolução 52, de 28 de novembro de 2018, que também orienta sobre como a cooperativa deve proceder para se registrar e nascer para o mercado.
A partir dessa resolução, passou a ser obrigatória a visita técnica da unidade estadual para compor o processo de registro. “Isso é um marco para nós. Com esse dispositivo podemos ver de perto se as informações que são nos repassada nos documentos são condizentes com o que vemos na prática, no dia a dia do empreendimento. Também é possível já triar que tipo de assistência poderemos prestar para essa cooperativa, que está nascendo, como por exemplo, o INCUBCOOP, ou o GESCOOP, ou um tipo de treinamento específico”, salienta Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
O INCUBCOOP é o Projeto de Incubação de Cooperativas voltadas para cooperativas em processo de constituição e/ou processo de organização social, administrativa e de pequeno porte, que visa à estruturação dos procedimentos contábeis, financeiros e econômicos da cooperativa, realizado em parceria com a Ufra e a UFPA e observando as Normas Brasileiras de Contabilidade.
O GESCOOP é o Programa de Aprimoramento da Gestão Cooperativista. É por meio dele que a cooperativa faz uma análise completa de todo o empreendimento e estabelece um Plano de Ação Estratégica, que considera fatores políticos, econômicos, sociais, tecnológicos. Forças de competitividade, entrega, padronização, consistência, fornecedores e uma avaliação sobre a missão e visão do empreendimento cooperativista.
A plataforma Sou.Coop surgiu para organizar as cooperativas brasileiras em um só espaço, em um só lugar, de modo a oferecer mais visibilidade, acesso a programas e acompanhamento das ações realizadas por todo o segmento cooperativista. Também irá facilitar a participação das cooperativas em chamadas públicas e licitações e servirá como um importante indicador para a elaboração de estratégias de políticas públicas com a publicação do Anuário do Cooperativismo.
Isso será possível porque a partir de setembro todas as cooperativas brasileiras deverão estar cadastradas na plataforma. “Com toda a base de dados das cooperativas, teremos um diagnóstico real do atual cenário do cooperativismo e isso é imprescindível para a elaboração, por exemplo, de propostas de políticas públicas práticas e viáveis para o desenvolvimento – tanto do nosso segmento em âmbito estadual, como do país como um todo. Não podemos pensar de forma isolada. Quanto mais integrados estivermos melhores serão os nossos resultados”, explica Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA.
Raiol alerta ainda para a realização as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) até o dia 31 de julho, prazo determinado pelas Resoluções da OCB Nacional e do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI). “É importante que as cooperativas realizem suas AGOS em tempo hábil para arquivamento da Ata da AGO na Junta Comercial do Estado do Pará. Com as mudanças regimentais, só poderemos atestar a regularidade da cooperativa, se estiver adimplente financeira e documentalmente”.
O prazo para o cadastramento na plataforma Sou.Coop é até o dia 10 de agosto. Para se cadastrar, as cooperativas devem ter em mãos todas as informações e documentos necessários. Na região Norte, a unidade estadual é a única que fará o cadastramento para as cooperativas. “Como é o primeiro ano de aplicação da plataforma, vamos fazer o cadastramento das cooperativas com o objetivo de salvaguardar todo o processo, mas é imprescindível que as cooperativas entrem em contato o mais rápido possível e nos enviem todos os dados”, reforça Jamerson Carvalho, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA.
Segundo determinação da OCB Nacional, todas as unidades estaduais só poderão emitir a Certidão de Regularidade às cooperativas que cumprirem todos os requisitos legais, fornecerem as informações atualizadas, os recolhimentos de contribuições e taxas. Os documentos que as cooperativas devem repassar são: o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado de Exercício das Sobras ou Perdas (DRE), Estatuto Social vigente e a Ata da Assembleia Geral, que elegeu a Diretoria e o Conselho Fiscal.
Também é necessário enviar informações cadastrais atualizadas, como o telefone para contato e e-mail válido da diretoria e apresentar os números do quadro social e funcional referente aos cooperados e empregados, inclusive dividindo-os por gênero.
A partir de 2021, a própria cooperativa fará a atualização direto na base de dados da plataforma e terá de fazer a atualização vinculada ao Sistema.
Veja os documentos exigidos pela Resolução 52/2018 da OCB:
- CNPJ;
- Ficha cadastral;
- Estatuto social vigente da cooperativa, devidamente arquivado na Junta Comercial;
- Ata da assembleia de constituição da cooperativa, devidamente arquivada na Junta Comercial;
- Ata da assembleia que elegeu a atual Diretoria e/ou Conselho de Administração e Conselho Fiscal, se for o caso, com a prova do arquivamento na Junta Comercial;
- Comprovante do pagamento da taxa de registro prevista no parágrafo único do art. 107 da Lei nº 5.764/71;
- Documentos complementares necessários à verificação da legalidade e veracidade das informações constantes dos atos constitutivos, desde que sua exigência seja aprovada em Assembleia Geral da Organização Estadual da OCB.
Mais informações:
E-mail:
Celular: (91) 98883-0856
Clique aqui para assistir ao vídeo sobre os benefícios do Sou.Coop.
Acesse também a Resolução 52/2018, clique aqui.